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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Quiz Musical - Vox Pop


Atualmente somos bombardeados por grandes êxitos musicais, quer seja em casa, na escola, ginásios, nos bares ou discotecas. Se os distocermos, será que as pessoas os conseguem identificar? Vamos descobrir!





Por: Ana Marisa Ventura 
Cátia Lourenço
Jéssica Jesus
Lucinda Julião
Salomé Assunção
Ricardo Lomar

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Música (quase) a tempo inteiro

Juliana Azevedo, 22 anos, natural de São João da Madeira. É licenciada em Psicologia e aluna do Mestrado em Psicologia Clínica na Universidade de Coimbra, mas é à música que dedica grande parte do seu tempo. O Posts de Pescada quis saber como é ser aluna de canto no Conservatório de Música de Coimbra. 

 
En5emble - um dos projectos musicais a que a jovem se dedica
Posts de Pescada (PP): Antes de chegares ao conservatório que outros contactos tiveste com a música?
Juliana Azevedo (JA): A minha mãe é professora de música e desde pequena que estou ligada ao mundo da música. Comecei na Academia de Música da minha terra aos 6 anos e lá permaneci até vir para Coimbra, onde me inscrevi no Conservatório, em 2009.

PP: Quando é que te apercebeste desta vocação?
JA: Apercebi-me que gostava muito de cantar e que até tinha algum jeito quando tinha uns 12 anos. Como ainda era muito cedo para ter aulas de canto, só me inscrevi aos 15 anos.
 
PP: Que tipo de instrumentos já tocaste?
JA: Quando comecei, iniciei-me no piano. Depois de alguns anos mudei para guitarra dedilhada. Senti curiosidade pelo violino e também tive alguns anos a ter aulas. Mas a guitarra dedilhada foi aquele instrumento onde permaneci mais anos, tendo concluído o 6º grau, até vir para Coimbra.

PP: Consegues explicar-nos como funcionam os graus na formação musical?
JA: Quando inicias a formação musical ou um instrumento, se és muito novo, o teu primeiro ano chama-se ‘iniciação musical ou instrumental’, isto, pelo menos, é como se passa nas academias e conservatórios. À medida que vais avançando e passando de ano, em vez de se chamar 1º ou 2º ano, chama-se 1º grau, 2º grau e por aí em diante. O último grau é o 8º e neste ano, geralmente, faz-se um exame final. A partir daqui, o nível seguinte será o superior, numa universidade.

PP: Já estiveste ou estás envolvida em algum projecto musical?
JA: Desde muito nova que fiz parte de coros. Neste momento, tenho um grupo que actua em casamentos e cerimónias do género e também faz concertos. Também faço parte de um coro e, de vez em quando, participo em concertos como solista.

PP: Consideras o canto lírico o teu forte?
JA: Sempre vi o canto lírico como um hobby. No entanto, ultimamente, esta área na minha vida tem-me fascinado e tenho pensado em seguir o canto ao nível superior, ou seja, inscrever-me numa escola superior para estudar música.

PP: Quais são as tuas ambições e projectos futuros nesta área?
JA: As minhas ambições a curto prazo são acabar o curso complementar de canto no Conservatório com uma boa nota. Há pouco tempo estreei-me a dar aulas de canto e pretendo continuar porque me ajuda a evoluir e a ganhar experiência. A médio prazo será ingressar no ensino superior fora de Portugal. A longo prazo, ter sucesso na área e sentir-me realizada nela.
 
por: Eduardo Carvalho e Mónica Silva
 
*Este artigo não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Música de Gerações

Eduardo Leandro, sócio/gerente da loja de música MUSICENTRO e organizador técnico de eventos, foi aluno da primeira “fornada” do curso de Música na Escola Superior de Educação de Coimbra (1988 – 1992).
Este apaixonado pela música, fala-nos da sua loja e do mundo comercial da sua área específica.
 
Posts de Pescada: Como surgiu esta loja?
Eduardo Leandro: Começou em 1975 com o meu pai. Na altura, a loja chamava-se 3C, que significava Centro Comercial de Coimbra. O meu pai já na altura tinha uma visão futurista (risos). Mas não era uma loja como hoje, vendia um pouco de tudo, desde livros a eletrodomésticos. Na década de 80, por influência de um amigo músico do meu pai é que surgiu a ideia de trazer um piano para venda. Esse negócio não tardou a abafar todos os outros e depois disso, e devido ao gosto do meu pai pela música, tornou-se uma loja de música tal como continua a ser.

Eduardo Leandro mostrando os seus dotes musicais

PP: Para além da venda de instrumentos, também dão aulas de música?
EL: Poderia ser, não é? Mas há sempre aquela questão de as pessoas poderem pensar que damos aulas para condicionar a venda dos instrumentos e não é isso que queremos. Comercialmente é sempre um objetivo, mas não queremos isso.

PP: Consegue ter lucro só com a venda de instrumentos?
EL: Não, claro que não. Hoje em dia a alma do negócio está nos acessórios e nos serviços que a loja fornece ao cliente. Por exemplo, nas cordas para as guitarras, no arranjo dos instrumentos e coisas do género. Só com a venda dos instrumentos é difícil manter um negócio de pé.

PP: Existem fatores que prejudicam o negócio?
EL: Claro! A crise é sempre um grave fator, não é? Mas a internet também é um concorrente sem igual. Os produtos nas lojas são provavelmente tão baratos como na internet, portanto não há necessidade de serem lá adquiridos, mas muitas pessoas preferem. Na loja há sempre a possibilidade de ver, de verificar o estado do produto, de comparar com outros e de levar para casa na hora. Pela internet, tem de se esperar que o produto chegue e mesmo assim pode chegar com defeito. E quando vem com defeito,
dirigem-se então ás lojas para as reparações, daí eu dizer-lhe que temos de ter serviços para além de instrumentos.

PP: Quais os instrumentos mais caros?
EL: O Piano é sempre dos instrumentos com maior valor. Existem pianos de 3.000 ou 4.000 euros, tal como existem os de 20.000 ou 30.000 euros. As guitarras clássicas são algo que vende sempre bem, independentemente do valor, mas é claro que também as há para todo o tipo de carteira, desde os 200 ou 300 euros até aos 2.000 ou 3.000 euros. Outro instrumento caro é a harpa, mas esse só é vendido por encomenda visto envolver muitos milhares de euros e não ter muita procura. O mais barato é de fato a flauta clássica que os miúdos tocam na escola.

PP: Há épocas em que vende mais?
EL: A época que vai de setembro a dezembro normalmente há sempre muitas vendas, sobretudo pela necessidade dos alunos do ensino básico de comprarem flautas. Nessa altura já sei que tenho de ter um stock relativamente forte porque sei que há muita procura do artigo. De resto, como um instrumento não é algo que se renove de mês a mês, vou vendendo conforme calha.

PP: Possui algumas estratégias para evitar acumular material que não se venda na loja?
EL: Sim. Tenho de estar atento às academias e cursos de música, pois se este ano souber que abrem 20 vagas para alunos de viola de arcos, por exemplo, é claro que vou ter de ter alguns aqui. O mesmo acontece com a guitarra clássica, com o violino e outros instrumentos utilizados na formação de alunos. Tenho de estar a par daquilo que é fundamental para requerer um instrumento. E com isto evito que haja instrumentos que depois não se vendem. Compor o necessário, acho essencial.

PP: Quais as pessoas que mais compram?
EL: Pessoas com interesse pela cultura musical e com estabilidade económica, essencialmente. Existem muitos pais que compram para os filhos instrumentos musicais, mesmo que tenham de se endividar com isso. Existem muitos jovens e já se nota a afluência de reformados que procuram uma nova forma de entretenimento para o seu tempo livre. Para além disto, estudantes do ensino básico – por causa das flautas – e estudantes universitários que façam parte das Tunas Académicas, para comprar os seus instrumentos.
 
PP: Acha que é importante as pessoas comprarem instrumentos em lojas próprias?
EL: Claro que sim! Acha que nos chineses ou nas Wortens são eles que escolhem o produto? Você vai lá, pergunta o que é melhor ou o que é pior e eles não sabem, porque não foram eles que escolheram o produto, apenas o vendem. Nas lojas especializadas, isso não acontece. Aqui, sou eu que escolho os instrumentos, certifico-me do estado deles e percebo do assunto. Nas lojas de música, é certo, tem-se sempre um atendimento mais especializado e provavelmente melhor. Embora se pague um pouco mais pelo produto, do que numa loja do chinês, o cliente sabe que, tem a garantia de qualidade, enquanto que noutra loja, que não seja especializada nesta área muito provavelmente não vai ter garantias nenhumas do produto depois de vendido.
 
PP: Quais as formas que encontra de contornar a crise do negócio?
EL: Para além de vender instrumentos e acessórios e de fazer arranjos, ainda sou organizador técnico de eventos. Todos os anos em Julho colaboro com a organização do Festival das Artes, que ocorre em Coimbra, alugando instrumentos para os concertos e ainda sub-alugo o espaço de uma loja a uma academia de música.
 
por: Marilena Rato e Fátima Pereira
*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A Ponta do Iceberg



Acaba de ser estabelecido um novo recorde no YouTube! O vídeo “Gangnam Style”, do músico Psy, ultrapassou 805 milhões de visualizações, destronando o sucesso do Justin Bieber, “Baby”, como o vídeo mais visto de sempre neste site, no dia 24 de Novembro. Este é o último de uma série de sucessos desta música coreana, que critica o estilo de vida dos ricos, como a obtenção de um EMA e o recorde de maior número de likes também no YouTube. Este fenómeno tem recebido grande cobertura mediática no mundo inteiro e representa o surgimento de um novo craze: o K-Pop.

O Korean Pop (Pop coreano) é um género musical em rápida ascensão, com cada vez mais adeptos pelo mundo fora. A sua expansão deve-se ao aumento exponencial da partilha de música na Internet em lugares como o YouTube, que facilitam o acesso de qualquer pessoa a géneros menos divulgados nos meios de comunicação convencionais. Com músicas que ficam no ouvido e coreografias interessantes, possíveis de aprender, os grupos coreanos facilmente atraem adolescentes e jovens e sua imagem muito mais “limpa” que a maior parte dos artistas ocidentais ganha o apoio dos pais dos ouvintes.

O Governo coreano considera o K-Pop a maior exportação de cultura coreana neste momento. Grupos famosos, como Wonder Girls, SHINee, B1A4 e 2NE1, juntam centenas de fãs em tours internacionais, que depois procuram conhecer melhor a língua e os costumes deste país cada vez mais conhecido. Super Junior é o grupo mais popular, com o maior número de vendas, enquanto Big Bang ganhou o “Best World Act” nos EMAs em 2011. Alguns membros destes grupos participam também em dramas coreanos e programas de entretenimento, alcançando ainda mais reconhecimento.

Na Internet existem não só grupos internacionais de fãs, mas também grupos locais. Em Portugal, no Facebook, existe o KPOPT e o MILK (Movimento I Love K-Pop), que divulgam notícias sobre as celebridades coreanas em Português e organizam concursos e eventos, como o recente Flash Mob na Praça do Comércio, em Lisboa. Para os membros destes grupos o sucesso do “Gangnam Style” é apenas a ponta do iceberg da música e cultura coreana, que começa a permear o ocidente.


Por Amy Gois


 *este artigo não está ao abrigo do novo acordo ortográfico

domingo, 25 de novembro de 2012

Muito rock n’ roll no aniversário da A062

A A062 (Associação de divulgação e promoção da cultura e das artes nas Caldas da Rainha), comemorou, na passada sexta-feira, dia 16 de Novembro, o seu primeiro aniversário com a nova presidência. A festa teve lugar no Parqe Club.
Convidadas para assinalar este evento, tocaram as bandas Fuzz, banda jovem e recente originária das Caldas, os Jack Twigg Jr e os UBU, duas bandas da “velha guarda” desta cidade, que trouxeram ao espaço o som bem alto das guitarradas e muita agitação junto do público. As cerca de 100 pessoas presentes contaram ainda com a performance de Tallulah, a personagem encarnada por Tânia Leonardo, actriz membro da Associação.
A A062 inaugurou a semana passada a sua nova sede, o Hotel Madrid (Largo São João de Deus), com a exposição ‘Dormência’, do artista plástico caldense Jorge da Silva Santos. A Associação aceita propostas de projectos para o futuro e procura novos talentos caldenses, e não só, tanto no campo da música, do teatro, das artes plásticas, dos audiovisuais ou outros registos.


Fuzz - Fotografia por: José Eloi Vale

Jack Twigg Jr - Fotografia por: José Eloi Vale

UBU - Fotografia por: José Eloi Vale

Tallulah - Fotografia por: José Eloi Vale

A062 – Contactos:
Facebook: http://www.facebook.com/a062caldas
Site: http://a062.blogspot.com
E-mail: info.a062@gmail.com

por: Mónica Filipe Silva
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Poeta moderno usa a musica como instrumento de inclusão social



Rapper integrante do movimento 239 e do grupo Sbt2, Mc Ruze crê que a sua música e a música em geral, é necessária para mudar a mentalidade que Coimbra tem em relação ao Bairro da Rosa e transformar a forma de os habitantes, especialmente os mais pequenos, verem o mundo.

O músico conimbricense Rui Rodrigues é já reconhecido no meio musical do hip hop da zona centro. Conquistou maior projeção nacional após o lançamento do seu primeiro álbum, “1440 Minuto a Minuto”, em 2007. Começou pouco tempo depois um novo projeto, “União vs Exclusão” (acompanhado da label k7caseira), com objetivo de aliar à música uma vertente de intervenção social, demolindo as fronteiras entre bairros sociais de Coimbra. Um projeto feito com muita dedicação para apreciar, cativar e motivar os jovens para uma participação ativa e positiva na sociedade.

Foram os amigos que lhe deram a conhecer o hip hop e desde cedo foi difícil sustentar e manter vivo o movimento numa cidade que nunca havia tido qualquer ligação com este género musical ou outra arte alternativa. Aprendeu “breakdance” para animar o parque aos domingos à tarde, mas o seu sonho era poder expressar-se de uma forma mais explícita e foi então que começou a escrever e a rimar por cima de batidas ou músicas.

Era uma altura em que os telemóveis e computadores eram escassos e a internet era quase um mito por isso foi-lhe difícil conhecer pessoas no meio. À medida que foi conseguindo, foi chegando a mais locais e no Verão, começavam as festas de hip hop na Figueira da Foz. Foi assim que conheceu o Dj Kripesh e com ele gravou “Mc Ruze & Dj Kripesh ao vivo na F.Foz”.

Durante algum tempo fez trabalhos sozinho e distribuiu pelos amigos e pelas ruas da cidade mas com o Sasi converteu o seu projeto pioneiro no seu primeiro álbum.

“União vs Exclusão”

Coimbra unida contra a exclusão social é um projeto do Mc Ruze, onde quis envolver os mais jovens moradores do Bairro da Rosa. «Quero acabar com o preconceito. Mostrar que os bairros, sejam ricos ou pobres, têm todos os mesmos problemas, de droga e de toxicodependência, de violência doméstica e nas ruas, mas também o mesmo afeto e boas relações». Foi com esta vontade de mudar o mundo que apostou neste projeto.

O desafio surgiu na sede da Associação InRealidades (Bairro da Rosa) e na sessão de apresentação do projeto atuaram Mc Ruze e os músicos convidados Mabro, Dj Sweat, MXL e Sasi.

“União vs Exclusão”, partiu da necessidade de «dinamizar o Bairro da Rosa e interagir com os seus jovens», de forma a combater a exclusão social. «É uma responsabilidade social, ao mesmo tempo que é também uma forma de tirar a Coimbra os aspetos negativos, mostrando uma outra faceta».
Por que não mostrar aos jovens “outro mundo” através das rimas de uma canção? Pensou em montar um mini-estúdio no bairro para que os “miúdos” pudessem gravar as suas músicas, sejam elas rap, hip-hop ou qualquer outro estilo musical, pensou mesmo lançar um “EP” (álbum com sete músicas, no máximo) com o resultado final.

Organizou um concerto no bairro, com o apoio da Associação InRealidades, com nomes sonantes da música,como Da Weasel,que já estavam confirmados, mas inesperadamente a autarquia, que inicialmente tinha aprovado o espetáculo, cancelou tudo um dia antes, para desilusão dos muitos miúdos (e graúdos) que já olhavam para a música como uma fuga à realidade menos feliz da zona, mas que «não a transforma numa zona onde não mora gente boa».

Ruze apoia-se na música de intervenção social para juntar pessoas. O músico lamenta ter-se criado um estigma em relação ao Planalto do Ingote quando «o que há naqueles bairros, também há no Norton de Matos, ou na Quinta de S. Jerónimo, ou em qualquer outro da cidade». Apesar de algumas dificuldades, até porque fez questão de lançar o projeto sozinho, com os seus meios financeiros, voltou a “pôr mãos a obra” e, se ainda não conseguiu abrir o tal estúdio no Bairro da Rosa, não deixou, porém, de gravar o seu próprio “EP”, que se chama justamente “União vs Exclusão”. «É um trabalho inteiramente dedicado ao projeto», afirmou, com esperanças de não voltar a ter dificuldades em conseguir ajudar os outros.

MAIS RECENTE PROJETO


Atualmente Ruze é também conhecido por Soldado Zeru e já tem um novo projeto. Conta com VTR e Somático no “Projecto Crónico”, que surgiu numa conversa informal entre ele e Ludgero, com quem já havia trabalhado. São novas experiências musicais e apesar de não haver ligação entre este e o anterior projeto, continua a existir uma forte vontade de alertar pessoas através de mensagens positivas e de união.

por: Eva Pina 

*Este artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Do Cartoon ao Amor

Tentou ser como a Grace Kelly ou como o Freddie Mercury, mas passada a crise de identidade Mika revela-se ao mundo com um espírito jovem e um estilo musical inovador. O certo é que ninguém ficou indiferente ao rapaz franzino, de cabelo encaracolado e falsete afinado que, em 2007, após lançar o seu primeiro álbum de originais Life in Cartoon Motion, ganhou o prémio Best-Selling New Artist, nos World Music Awards.
A fama poder-lhe-ia ter subido à cabeça, porém, este manteve-se relaxado e pouco assustado pois, para ele, não havia nada que não se pudesse fazer, e prova disso é o mundo ficcional que este criou em torno da sua persona musical.
 https://www.facebook.com/mikasounds
Este artista britânico fala sobre a vida e sobre a morte, abordando temas sensíveis, como a homossexualidade, a obesidade e a velhice. As histórias nem sempre têm um final feliz, porém, este tenta contá-las como fossem contos de fadas, pois é essa a sua interpretação, a sua maneira de tornar o mundo mais belo.
Não deixado que as estrelas o derrubassem e que as ondas o afogassem, Mika continuou a olhar a vida pela perspectiva de uma eterna criança. O problema foi que essa criança ficou a saber demasiado (The Boy Who Knew Too Much, 2009), o que modificou a sua maneira de ver o mundo.
Mas ser comum não era uma opção. Neste segundo álbum utilizou uma perspectiva mais ao estilo de Tim Burton, tentava procurar a alegria num lugar estranho, ao género de um típico adolescente. Continuava sem se importar com o que pensam dele, pois não estava à procura dos seus quinze minutos de fama, como a música We Are Golden representa. Porém, como acontece a todos os adolescentes, este isolou-se no “armário”, deixando-nos sem esperança que regressasse tão cedo com um álbum de originais.
https://www.facebook.com/mikasounds
A espera foi longa, mas, felizmente, esta não é a história mais triste que alguma vez contarei, logo todos podem festejar. Em 2012, Mika regressou com uma imagem mais madura, já sem os caracóis rebeldes e o corpo franzino. Agora adulto, The Origin Of Love é o agora ou nunca, pois a criança finalmente cresceu. Pondo de parte os contos infantis, o cantor britânico preocupa-se em descobrir o que é o amor. Será uma droga? Um chocolate? Um cigarro? Porém este continua a se espantar com tudo o que vê à sua volta.
Alguns idolatram-no, outros detestam-no, mas o certo é que ninguém conhece Mika de verdade (e ninguém lhe fica indiferente). O que ainda está escondido no imaginário deste artista? Só saberemos no próximo álbum. Até lá só espero que este verso de uma das suas músicas não se concretize: “Live your life until love is found 'Cause love's gonna get you down”.

* ”Vive a tua vida até encontrares o amor, pois ele vai-te derrubar”
 
por: Joana Amado
 
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Fitacola lança novo videoclip em Coimbra


A banda conimbricense Fitacola conta já com 9 anos de existência, com trabalhos de originais que aliam a essência musical do punk rock com a irreverencia individual de cada elemento. Num contexto de “conversas informais” , a banda fala-nos sobre o seu percurso e revela-nos toda a história que envolve o seu ultimo vídeo “sobreviver”.
Fitacola

Posts de Pescada: Como nasceram os Fitacola?
Diogo: Os Fitacola nascem de um grupo de amigos que já se conheciam há algum tempo e que se resolveram juntar para passar umas boas tardes a tocar. A verdade é que na altura ninguém sabia o que estava a fazer, não é que agora saibamos…(risos). Basicamente juntámo-nos para tentar fazer música que gostávamos de ouvir.

PP - Que influencias musicais caracterizam a vossa música?
Diogo:  NOFX,  Rise Against, Bad Religion, Dead fish. Acho que nos últimos álbuns tivemos muito de Rise Against. Mas é por aí…

PP - Melhor momento enquanto banda.
Chico: Acho que todos concordamos que foram os concertos que demos no coliseu. Fizemos a primeira parte de Rise Against ,que é uma banda que sempre ouvimos. Tocar no coliseu é único, é um espaço único.

PP - A formação inicial dos Fitacola não é aquela que hoje encontramos…podem falar  um pouco sobre isso?
Diogo:  Inicialmente era eu (Diogo), o Chico, o Libelinha e o Besugo. O Besugo acabou por sair da banda porque não tinha disponibilidade e não conseguia conciliar o trabalho com a banda. Com a saída do Besugo tivemos necessidade de encontrar alguém que o substituísse e é aí que entra o Cabal.
Chico: Quanto ao Libelinha, saiu da banda há 4 anos. Antes dele também passaram outros baixistas pelo grupo. Como todas a bandas têm as suas divergências, ele queria seguir um caminho com o qual nós não concordávamos e optámos por ficar só nós. Entretanto convidámos o Pinho para ser o nosso baixista.

PP - Sentem que fazem parte de uma geração interventiva? Os álbuns traduzem de alguma forma esse conceito?
Pinho: Acho que o primeiro álbum é um álbum mais interventivo que o segundo. O segundo é um pouco mais pessoal. Seja como for acho que também acaba por ter algum peso nesse campo.
Chico:  Mesmo que não seja algo propositado, porque nós não pensamos em intervir de alguma maneira, fazemos porque achamos que deve ser dito ou feito. Mas de alguma maneira acabamos por ser sempre interventivos. Recebemos inúmeros mails e mensagens de fans que se identificam com a letra. Portanto intervimos sempre de algum modo.

PP - Coimbra está para os Fitacola como os Fitacola estão para Coimbra ou sentem algum desequilíbrio nessa relação?
Pinho: Acho que há algum desequilíbrio. Nós incrivelmente conseguimos mais fans e conseguimos chegar a mais pessoas em outras cidades. Não querendo falar mal de Coimbra, sentimo-nos mais acarinhados noutras cidades. Aqui em Coimbra não há muitos espaços para tocar.
Diogo: Seja como for não nos podemos queixar muito. Sempre que tocamos temos sempre uma casa composta e as pessoas gostam de nós! Também não vamos ser aqui mal agradecidos! Mas sim, não
somos assim tão apoiados cá em Coimbra.

PP - Vocês tiveram a participação de outros artistas nas vossas musicas, nomeadamente o vocalista dos Cpm-22 (Badauí) em “outros dias” e também de Kalú (baterista dos xutos e pontapés) na música “cai neve em nova Iorque”. Como surgiu a iniciativa?
Diogo:  Tivemos a oportunidade de ter no nosso EP, que lançámos pela Optimus discos, essas duas participações que nos marcaram bastante. No caso do Badauí fomos nós que o convidámos. Os cpm-22 tinham vindo tocar a Portugal e convidaram-nos para o concerto. Nessa mesma noite propusemos-lhe a ideia e ele aceitou de imediato. A música “cai neve em nova Iorque” é um cover de uma original do José Cid. Pensámos em convidá-lo mas na altura não foi possível. Pensámos então no Kalú que aceitou logo. Aliás, o filho mais novo é fã dos Fitacola.

PP - A banda caracteriza o último vídeo “sobreviver” como “uma face mais crua e sombria da banda”. O que querem dizer com isso?
Chico: Dentro de todos os nossos vídeos, este foi o vídeo que mostra a nossa realidade, a nossa visão das coisas. A música teve como inspiração um caso que aconteceu aqui em Coimbra. Um suicídio. A partir daí escrevemos  a musica. É uma musica mais pesada, mais “marada” e dá para perceber isso nas filmagens. Os nossos outros vídeos são mais idealizados, mais pensados. Este não. Este é mais cru e direto.

Esse mesmo vídeo foi produzido inteiramente por vocês. Esta experiencia vai provocar uma independência total na produção dos vídeos, ou seja a partir de agora vão ser sempre vocês a fazer essa produção?
Chico: Este vídeo podia ter corrido muito mal. No entanto, correu muito bem. Eu e o Pinho fizemos a edição e foi simples. Se calhar por isso é que correu bem. Claro que se pudermos continuar nesse registo, de fazermos nós as coisas, melhor. Poupamos dinheiro, tempo. As coisas saem exatamente a nossa maneira e não há nenhum interveniente que altere ou modifique a nossa perspetiva sobre as coisas. Se for algo mais complicado, pode acontecer não conseguirmos responder a nossa própria necessidade. Mas a ideia é essa, é evoluirmos e dar continuidade a este esquema.

PP - Sentem-se realizados com o que conseguiram até agora?
Diogo: Sim, eu falo por mim. Acho que sim. Até porque inicialmente não esperávamos grande coisa. Apenas nos tínhamos juntado para tocar entre amigos. Conseguimos alcançar alguns espaços importantes, gravar discos…portanto sentimo-nos realizados pelo que fizemos até hoje. Esperamos continuar e alcançar mais coisas.


por: Joana Luciano

O artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Guimarães conquista “Primavera Club”

Optimus Primavera Club, festival outonal, que dá seguimento ao Optimus Primavera Sound, realizado no verão, terá este ano uma edição na cidade de Guimarães. Depois do sucesso conquistado pelo espetáculo de verão, a Capital Europeia da Cultura 2012 não quis perder a oportunidade de trazer mais música e arte à cidade.
Este evento já vai na sua sexta edição em terras vizinhas (Espanha), mas realiza-se pelo primeiro ano em Portugal. Conjuga artistas nacionais e internacionais, com carreiras já sólidas ou artistas emergentes. Trata-se de um festival que tenta mostrar boa música e arte fora das rotas comerciais, promovem sons mais alternativos e valorizam a qualidade. Este ano simultaneamente com a edição portuguesa realizam-se as edições de Madrid e Barcelona.
Assim a edição vimaranense integrada na Capital Europeia da Cultura 2012, dividir-se-á em três locais distintos, Centro Cultural Vila Flor (CCVF), Plataforma das Artes e da Criatividade e São Mamede Centro de Artes e Espetáculos (São Mamede CAE). Concretizar-se-á pelos dias 30 de Novembro, um e dois de Dezembro.
Segundo informações disponíveis no site do festival, os bilhetes diários serão de 25 euros e o passe para os três dias ficará por 35 euros. Os bilhetes já podem ser adquiridos e o cartaz também já está disponível. Conta com nomes como The Vaccines, Little Wings, Destroyer, entre muitos outros.
 
Para mais informações aceder a: http://www.primaveraclub.com

por:Joana Correia
*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

domingo, 21 de outubro de 2012

Energia do Outro Mundo - Entrevista com Valdjiu

Os Blasted Mechanism nasceram em 1995, com a ideia de criar um novo conceito musical portugês. Os seus membros Guitshu (voz), Valdjiu (bambuleco, kalachakra, banjo-bandola), Ary (baixo), Syncron (bateria), Winga (percussões, didgeridoo) e Zymon (guitarra, sitar eléctrica, teclas), consideram-se seres de outro mundo.
No passado dia 13 de Outubro a banda marcou presença numa das festas mais emblemáticas para os estudantes universitários de Coimbra – Festa das Latas e Imposição das Insígnias. . O Posts de Pescada marcou a sua presença e, depois do enérgico concerto, falou com o Valdjiu, um dos elementos, para saber um pouco mais acerca desta banda irreverente.

 

Posts de Pescada – Os Blasted definem-se como “um projecto artístico de música tocada por seres de outro mundo”. O que é que os distingue das outras bandas?
Valdjiu – Acho que é precisamente sermos do outro mundo. O outro mundo que também faz parte deste mundo. Criatividade, co-criatividade, é o que este planeta apela a, é que sejamos seres co-criativos. Os Blasted são uma banda de re-evolução, uma banda que também canta a que haja uma evolução e uma revolução na evolução.
 
PP- De onde é que veio o nome ‘BlastedMechanism’?
V- Tem muito a ver com a forma como o universo está organizado, que é um mecanismo do caos, de onde nasce a ordem, tem a ver com isso.
 
PP – Vocês têm alguns instrumentos originais (como a kalashakra e o bambuleco), idealizados por vocês. Onde é que foram buscar a inspiração para os construírem?
V – Ao mar das ideias que Platão, o filósofo grego, falava que existia, que é de onde vêm todas as ideias. Não há nenhum homem que tenha uma ideia original, as ideias vêm mesmo desse mar. Nós somos antenas que recebem essa informação e que quando podem a trazem à terra, a manifestam.
 
PP- Em 2008, o Karkov deixou os Blasted, o que deve ter sido um momento um bocado complicado para a banda. Como é que foi a adaptação do Gitshu e a vossa adaptação a um novo membro?
V – Foi duro. A saída do Karkov é um processo que ainda está em cura e acho que vai sempre estar, e o Gitshu ainda está também em cura (risos). Ele está a adaptar-se. O Karkov fez quatro ou cinco discos; o Gitshu já está no segundo.
 
PP – Ainda estão a apresentar o mais recente álbum, ‘BlastedGeneration’. De que é que ele trata e em que medida é que é diferente dos anteriores?
V – O ‘BlastedGeneration’ é um disco mesmo de revolução. É um disco que é um hino à liberdade . Para mim, o ‘BlastedGeneration’ é o encerrar de um capítulo na história dos Blasted. Nós aqui afirmamo-nos mesmo na nossa identidade como banda.
 
PP – E os fatos desta nova geração, são inspirados em quê?
V – No streetwear futurista.
 
PP – Houve um álbum, e uma música em especial, em que vocês se preocuparam em introduzir um pouco da música tradicional portuguesa. Na ‘We’, com o Mestre António Chaínho, conseguiram fazer uma música em que o instrumento fulcral era a guitarra portuguesa. Como é que foi essa experiência?
V – Já no Avatar tínhamos feito músicas com os Dealema, fizemos também em brasileiro com o Marcelo D2 e fizemos agora a ‘Puxa para cima’ dedicada à ‘geração á rasca’. Mas na ‘We’, com o Mestre António Chaínho, foi muito engraçado. Ele chegou ao estúdio de manhã e nós estávamos a acabar uma festa e quando ele chegou, nós não nos lembrávamos que ele vinha gravar- ‘Quem é, pá?’ (risos), abrimos a porta e lá estava ele.
 
PP – Mas como surgiu a ideia de fazer uma música em colaboração com este músico?
V – Não sei… Aliás, sei. Veio do mar das ideias de Platão.
 
PP – Mas mais concretamente, como é que chegaram até ele?
V – Por telepatia.
 
PP – (risos)
V – A sério, foi mesmo por telepatia!
 
PP – Partindo para o campo mais íntimo da banda, qual foi o momento mais caricato que passaram todos juntos?
V – Já foram imensos! São quase 20 anos… Mas recentemente, metade da banda dividiu-se num aeroporto e encontrei-me sozinho num avião com o Aly, o nosso road-manager e ele a dizer-me ‘Epá, vamos embora’ e todos os estrangeiros, na República Checa, a olharem para dois portugueses a chorarem abraçados, e ele a dizer-me ‘Eu não quero ir sozinho’, e eu ‘Nem eu, mas temos que ir, mas temos que ir’, foi assim uma situação mesmo muito dramática, foi horrível, chorámos imenso os dois (risos).
 
PP – De todos os países onde já tocaram qual foi aquele que gostaram mais?
V – Do México! O pessoal é louco. Têm muita energia, muita luz nos olhos.
 
PP – E Portugal?
V – Sim, Portugal é Portugal. Portugal é o porto do Graal, do sangue real. Há aqui uma história neste país que vocês não imaginam. Há aqui descendentes do sangue real, que é o sangue de Cristo. Bem, não vou abrir muito estas portas, mas trata-se doPorto-do-Graal ,o Santo Graal, que tem descendência do sangue de Maria Madalena. Em Portugal tocamos para os descendentes do grande mestre, que estragaram-no imenso, os apostólicos romanos. Igreja quer dizer comunidade, em grego, não quer dizer centro de adoração estranha.
 
PP - O que é que vocês acham deste tipo de comemorações estudantis e qual é a vossa impressão dos concertos que dão neste tipo de eventos?
V – Hoje foi muito bom, mesmo muito bom. É interessante tocarmos para universitários porque ‘universidade’ é aquilo que não se pratica nas Universidades, ‘universidade’ quer dizer ‘ser uno’; o que se pratica nas Universidades é ‘dualversidade’, as universidades ensinam-nos a ser dualistas, e isso não sei se é muito positivo.
 
PP- Estão orgulhosos do caminho que percorreram até aqui?
V – Nada, nada. (risos) Claro que estamos! Mas o orgulho é uma coisa complicada. Eu diria que estamos sintonizados.
 
PP – Notam uma evolução?
V – Sim, nós notamos uma evolução, notamos que em breve vamos dar um passo ainda maior.
 
PP – E quais são as expectativas para o futuro da banda? 
V – Isso é uma pergunta para jogadores de futebol. Expectativas… o futuro é construído no presente, com essa descida do mar das ideias.
 
PP – Se voltassem atrás, mudavam alguma coisa?
V – Algumas, sim. Por exemplo, o Euclides, um grego, que disse que ‘um mais um é igual a um mais um’; isso é uma seca, porque um mais um é igual a três, mas o pessoal ainda não percebeu isso. Quando um homem e uma mulher se juntam passam a ser três.

por: Ana Rita Morais, Maria Melo e Mónica Silva
 
*O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico