quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Coimbra Apaixonada


 No dia dos namorados, dia 14 de Fevereiro, a APBC (agência de promoção da baixa de Coimbra) irá realizar vários eventos para comemorar esta data trazendo pessoas à baixa da cidade.
 As iniciativas são muitas e variadas. Os mais apaixonados podem "encomendar" uma serenata através da APBC, que disponibilizará um cantor, escolher as músicas e indicar a hora e o local para a surpresa musical.
 Estas iniciativas iniciam-se no dia 10 e terminam dia 14. Até ao dia anterior as lojas da zona histórica da cidade vão distribuir bombons, bilhetes de estacionamento nos parques da zona e senhas de um sorteio que habilitará os clientes a ganhar um pack dia dos namorados, composto de um jantar romântico, um perfume, um saco de viagem e uma noite para dois num hotel da cidade.
 No dia de S.Valentim, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra irá fazer uma degustação de chocolates na Portagem e no Largo do Poço. Também enamorados pelo poder do chocolate vão estar os restaurantes que irão disponibilizar jantares românticos aos seus clientes e sobremesas especiais com esta iguaria. Para os namorados que decidirem ir jantar juntos nesta data, poderão antes assistir a um concerto dos Anaquim, na praça 8 de Maio. E ainda para os enamorados de última hora, as lojas irão estar abertas até ás 21horas do dia 14.
 Todas estas iniciativas têm como objectivo não só comemorar a data romântica, mas também fazer deste dia um pretexto para as pessoas irem à baixa de Coimbra.
 É caso para dizer que Coimbra irá estar completamente apaixonada.

por: Patrícia Correia
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Greve Nacional dos Transportes Públicos

 Greve dos transportes públicos altera o funcionamento normal da vida quotidiana dos portugueses


Depois da paralisação durante toda a manhã de segunda-feira da rede de Metropolitano de Lisboa, amanhã irá ser a vez da Carris com paragem dos transportes marcada entre as 10h e as 14h, no Porto a STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto), irá parar entre as 9:30h até ás 14horas. A Transtejo que faz as travessias entre Barreiro/Seixal e Lisboa também irão parar em três horas por cada turno. Já quinta-feira será a vez da CP (Comboios de Portugal) de aderir à paralisação, porém um representante da empresa declarou que na quarta-feira já se iriam sentir algumas supressões nos transportes ferroviários. A CP será mais drástica na greve e apenas irá garantir cerca de 25% dos comboios previstos. A empresa não vai garantir transportes alternativos. Por fim no final da semana, sexta-feira será a vez da Soflusa, a rodoviária da Beira Litoral e a Rodoviária d'Entre Douro e Minho.
 Segundo a PSP, estas paralisações afectam o trânsito congestionando-o, devido aos utentes resolverem utilizar os seus próprios meios de transportes. Também os transportes alternativos aos grevistas, são sobre lotados e vêem-se impossibilitados de cumprir horários.
 A greve que tem como motivo revindicação os cortes nos salários das empresas públicas, vem complicar a vida de muitos utentes que usam os meios de transporte para se deslocarem todos os dias no país. Impõe-se a questão de saber se esta paralisação irá obter resultados positivos para as empresas mas também para os utentes que se tratam dos maiores prejudicados destas medidas de revindicação.




por:  Patrícia Correia
PIRATAS-PETROLEIRO ITALIANO SEQUESTRADO

O petroleiro MV SAVINA CAYLIN foi sequestrado ao largo da Somália . Até agora foram desviados 30 navio e detidas 700 pessoas



Durante a madrugada de oito de Fevereiro, o petroleiro de porte médio MV SAVINA CAYLIN foi sequestrado por cinco alegados piratas, aproximadamente a 670 milhas náuticas a leste da ilha de Socotra, no Golfo de Aden, Oceano Índico.
O navio foi abordado a partir de um pequeno bote, dispararam tiros de armas ligeiras e quatro granadas com um lança-rokets.
O navio, proveniente do Sudão, estava de passagem para Pasir Gudang (Malásia). As comunicações foram cortadas após a abordagem e não havia qualquer informação relativa à condição dos 22 tripulantes: cinco italianos e 17 indianos.
Com este sequestro o número de navios detidos por piratas naquela região ascende a 30 e o número de tripulantes constituídos reféns ultrapassa os 700.
O MV SAVINA CAYLIN pertence a um armador italiano, navega com bandeira daquele país e tem um peso bruto de 104.255 toneladas.
A missão militar da União Europeia naquela região, EU NAVFOR ATALANTA,  está a monitorizar a situação.
Ao final da manhã, um porta-voz da marinha italiana informou a Reuters que nenhum dos tripulantes havia sido ferido durante o ataque.


Fontes:  EU NAVFOR Press release
                                                                   Reuters   


Trabalho elaborado por: Cidália Casal

Crónica: Os meus sapatos

OS MEUS SAPATOS

Tenho um pequeno armário atafulhado com sapatos e botas. Conservo religiosamente uns quantos pares que não me lembro de alguma vez ter usado. Nem sequer percebo a razão porque os comprei. Talvez nem tenha de havê-la! Comprei e aqui estão a mofar.
Todavia, constato que uso quase diariamente um par de botas praticamente gastas.
Aparentemente esta opção não faz sentido. Nem tampouco é racional ou pragmática…tanto calçado a mumificar no armário e só uso estas botas! Ainda por cima um modelo tão clássico e vulgar.
 Pressinto, no entanto, que há uma motivação objectiva e irresistível para a sua escolha - calço-as há tanto tempo que se ajustam perfeitamente aos pés.
Com elas sinto-me confortável e absolutamente segura, mesmo que tenha de empreender uma caminhada inesperada. Também sei, por experiência, como combiná-las com a roupa e conheço a impressão que causam.
De vez em quanto apetece-me mudar, comprar um par de sapatos ou de botas mais moderno, talvez até mais juvenil. Aprecio sobretudo os modelos importados, talvez seja preconceito, mas falta-me coragem para a mudança. Estes modelos, inovadores e ousados, por vezes de aspecto algo rude e agressivo, parecem desenhados para dar biqueiradas.
 Gosto sobretudo de vê-los no escaparate. Assim, arrumadinhos e quietos na montra, até se revelam apelativos. Não arrisco...
Para quê trocar o certo pelo desconhecido?
Pois se é assim com os sapatos, também assim é no trabalho, na política e na vida em geral.
 Para quê arriscar uma ideia nova se as velhas ainda parecem funcionar? Para quê correr o risco de alterar paradigmas se aqueles que o podem fazer usam sapatos feitos à medida do próprio pé?
O que mudou na velha Europa após a tão propalada crise financeira? Quase nada. Aparentemente os sapatos já não serviam, tanto a ocidente como para lá do muro que ruiu. Porém continua a preferir-se os modelos tradicionais, construídos com os mesmos materiais, em ambos os lados.
E aqui em baixo, no norte de África? Especialmente o senhor Mubarak? Dir-se-ia que possui uma colecção infindável de sapatos, todos iguais, pois, já lá vão mais de trinta anos a usar o mesmo modelo! Talvez seja preciso dar uma sapatada na situação.
Em Portugal - parece já ter sido há tanto tempo! – usou-se a bota da tropa. No Egipto talvez seja com a sola dos próprios pés porque o calçado parece não abundar naquelas paragens.
Outros que o tentem, eu já não estou para isso! Para quê novos hábitos se aportam sempre tantas angústias?
Por mim, mantenho-me fiel às botas gastas. Estou velha demais para mudar…

Trabalho de: Cidália Casal

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Luís Oliveira
“A internet tem um lado inimputável, que se assemelha muita às portas de casa de banho. Todos podem dizer tudo sem consequências.”



Luís Oliveira na Antena3
 Já entrevistou músicos tão conhecidos como Depeche Mode, Slash, Coldplay, Metallica ou Ben Harper. A lista é infindável.
  Actualmente apresenta o TOP+, na RTP. Na Antena3 é o responsável pelo programa “E o Resto é Ruído” e  “Terminal 3”. Luís Filipe de Sousa Oliveira, natural de Arcozelo, Gaia. Estudou Comunicação Social na Universidade do Minho.  
  Hoje sente-se um priveligiado e tem uma paixão enorme pela rádio.


Fala-nos um pouco do teu percurso académico e como chegaste ao que fazes hoje.
Confesso que quando entrei na Universidade não tinha a certeza do caminho que ia trilhar. Sabia apenas que gostava de ter uma profissão criativa.
Em 2000, aproveitei o Verão e em vez de três meses de férias consegui um estágio na Rádio Nova no Porto. Como era Agosto, havia muita gente de férias e acabei por trabalhar bastante. No final desse mês, dois jornalistas receberam outras propostas e acabei por ser convidado a ficar. Sem falsas modéstias, tive muita sorte.
Em 2003 fui desafiado pelo Luís Costa (hoje subdirector de informação da RTP e que tinha sido meu director na Rádio Nova) a avançar para um projecto televisivo na NTV (hoje RTP-N). De início era suposto fazer reportagem e trabalho de produção mas acabei por ser também um dos apresentadores.
Não quis deixar de fazer rádio e propus um programa na Rádio Universitária do Minho ( chamava-se Sandinista) e esteve no ar cerca de um ano.
Entretanto comecei a fazer reportagens no Porto para o Top + e depois fui convidado para co-apresentar na RTP1 com a Serenella Andrade um concurso chamado SMS. Foi aí que me mudei para Lisboa.
Voltei à rádio em 2008, para a Antena3. Ainda no NTV/RTP-N fiz igualmente reportagem no programa Liga dos Últimos e A Hora de Baco.

Começaste pela Radio Universidade do Minho, como foi essa experiência?
Como só podia gravar ao fim de semana acabei por não ter uma relação profunda com os meus colegas, mas o suficiente para perceber que todos se dedicam de alma e coração a algo em que acreditam. Só foi desmotivante perceber que havia pouca gente de Comunicação Social na RUM (Rádio Universidade de Coimbra). E é uma pena porque as rádios universitárias podem ser "laboratórios" de comunicação únicos. É muito difícil, profissionalmente, encontrar um sítio onde se possa explorar com aquela liberdade…quase tudo.

Hoje na Antena 3 imagino que seja muito diferente, em que consiste o teu trabalho?
Tenho um programa de divulgação musical (E o Resto é Ruído) e asseguro também a apresentação do Terminal 3 (Aos Domingos entre as 17 e as 19) que é um magazine que pretende explorar o "universo 3" : discos com o nosso apoio, concertos etc. Para além disso, faço muito trabalho de produção que passa por escrever passatempos, promoções, programas especiais, etc.

A rádio para ti é uma paixão?
Sim. Espero fazer rádio para sempre.

Vês a rádio com futuro?
De maneira simplista, digo que enquanto houver automóveis haverá sempre rádio. E tem vários desafios pela frente. A internet pode ser uma forte aliada mais do que uma inimiga.

“És musica dos pés a cabeça”. Esta frase aplica-se a ti?
Sim…passando pelas orelhas, que no caso é o mais importante.

Como foste trabalhar para a Antena 3?
A certa altura a Antena3 precisava de alguém com o meu perfil e, como trabalhava no grupo e, já tinha colaborado em diversas situações com a estação acabei por ser contratado.

O que preferes, televisão ou rádio?
A rádio é mais justa. Dependemos de menos gente. E o facto de usarmos apenas o som ( a nossa voz, a música) espicaça mais a imaginação a quem nos ouve. Deixa mais coisas por dizer. A televisão tem armas diferentes.

O “Top+” é o culminar de um sonho?
Sobretudo deu-me oportunidade de conhecer muitos dos "meus heróis" e tenho igualmente que agradecer pelo facto de fazer este trabalho há muito tempo o que permite evoluir e criar uma rede positiva de ligações que nos torna melhores profissionais. Faço o Top + há 6 anos. Esta duração em TV é rara.

Fazes do teu trabalho divertimento, sentes-te um priveligiado?
Sim. Todos os dias. Mesmo nos dias maus.

O que é que mais te agrada na tua profissão?
Várias coisas. A possibilidade de viver da música, de ter poucas rotinas, de ( na rádio) poder descobrir e incentivar novos talentos, de conhecer muita gente interessante e de ir trabalhar todos os dias motivado e com a tal consciência que sou um privilegiado.

Já entrevistaste muitos musicos conhecidos...
Depeche Mode, Slash, Coldplay, Metallica, Mark Knopfler, Ben Harper, Nick Cave, Tom Jones…and the list goes on…

Qual foi a entrevista que mais te marcou?
Todas as que fiz ao Zé Pedro dos Xutos e Pontapés. Hoje é um amigo mas, mais do que isso é, alguém que junta um amor incondicional à música e à arte a uma generosidade gigante.
Também gostei muito de entrevistar o Seu Jorge. É um artista dos pés à cabeça com um discurso profundo e que faz reflectir.

Tiveste alguma entrevista em que tinhas expectativas enormes e no fim ficasses desapontado?
Sim

Com quem? O que te decepcionou?
A que mais me lembro foi a do Nick Cave. Mas a culpa foi minha. Sou fã e estava demasiado nervoso. Ele, digamos que, não facilitou.

Se tivesses de trabalhar noutro ramo do jornalismo qual seria?
Eu gosto da reportagem. É um género em que se tem desinvestido em favor da "espuma dos dias" mas a grande reportagem ligada às viagens, diferentes culturas e sociedades agrada-me, mas confesso que, por vezes não me sinto capaz de fazer esse trabalho. Já várias vezes me pediram para fazer trabalhos esporádicos ligados à imprensa, mas acabo por declinar porque não consigo gostar do que escrevo.

Sentes-te realizado?
Completamente. Trabalho no serviço público de Rádio e Televisão ( e sempre fui um romântico quanto ao papel do serviço público) e, com profissionais com quem cresci e, que me fizeram querer um dia estar deste lado.

Perspectivas para o futuro?
Continuar a fazer o que gosto e onde gosto. Parece pouco mas …é tudo.

Já tiveste outras propostas? Quais?
Sim, mas implicavam mudanças de vida radicais. Por delicadeza escuso-me a referir que propostas foram.

Vês a internet e os novos “ciber-jornalistas” como uma ameaça ao trabalho sério de um jornalista?
Sim e não. Por um lado, a net tem um lado inimputável, quase anónimo, que se assemelha muita às portas de casa de banho. Todos podem dizer tudo sem consequências. Mas por outro lado, no que toca ao jornalismo, abriu algumas portas interessantes. Alguma da melhor prosa no entretenimento/show-bizz nos dias que correm está na net. Porque há uma maior liberdade para pensar "fora da caixa".

Qual é o maior receio de um principiante em jornalismo?
Perceber que o talento e o trabalho podem não chegar para vingar na profissão.

E da “elite” jornalística?
De facto envelhecer/evoluir no jornalismo media é de momento dramático. Por razões economicistas e de um imediatismo perigoso, muitos meios tendem a dispensar com demasiada facilidade jornalistas de topo esquecendo-se que desta forma dispensam também memória. E não haverá nunca futuro sem memória.

Pela tua experiência, queres deixar algum conselho aos estudantes de jornalismo?
Odeio dar conselhos mas…cá vai um, talvez meio politicamente incorrecto. Percebam que muitas vezes a vossa valorização se vai fazer mais fora da sala de aula do que dentro. A universidade não pode dar o peixe, nem mesmo a cana. Tem, isso sim que nos ensinar a pescar. Os filmes que vemos, os livros que lemos, os amigos que temos, as viagens que fazemos, a música que ouvimos terá sempre um papel fulcral na nossa afirmação enquanto comunicadores. Escolham-nos bem.

Trabalho elaborado por: Cidália Casal