quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Programa da RTP N “Liga dos Últimos” em Valongo do Vouga

No domingo, 20 de Fevereiro, dia em que recebia o seu eterno rival, a equipa de futebol sénior da Associação Desportiva Valonguense, recebeu ainda em sua casa o programa “Liga dos Últimos” da RTP N para uma reportagem, num jogo cheio de tensão e rivalidade.

O dia ameaçava ser de chuva e de frio mas nem isso fez os muitos adeptos das duas equipas – Valonguense Vs Macinhatense, que disputam o campeonato distrital de Aveiro – Série B, ficarem em casa, enchendo o campo Bastos Xavier - em Valongo do Vouga - com uma grande massa humana, pouco vista nos últimos jogos.

Eram precisamente 15:00horas quando as equipas subiram ao relvado para se disputar o aguardado derby concelhio, que se adivinhava ser de grande tensão, quando ao mesmo tempo decorria nas bancadas grande agitação.

Os adeptos estavam a ser entrevistados pelo jornalista da RTP com o intuito de fazer uma reportagem para o programa “Liga dos Últimos”, isto porque a equipa de Macinhata do Vouga – a Atlética Macinhatense - é um dos dois clubes que ainda não sofreu derrotas na decorrente edição do campeonato distrital.

Sendo desde há muito eternos rivais – espírito que trespassava também nas bancadas e que os adeptos fizeram questão mostrar ao entrevistador - sempre com desportivismo – o jogo decorreu sobre grande tensão, com muitas faltas, pouco espectáculo, alguns momentos mais agressivos e até expulsões.

No final, a Atlética Macinhatense cumpriu o objectivo levando para casa os três pontos e consolidando mais uma vez a sua marca de zero derrotas ao ganhar o jogo por 2 - 1 à Associação Desportiva Valonguense.

Na tabela de classificação a equipa vencedora consolida assim a liderança com 50 pontos enquanto a Associação Desportiva Valonguense cai para o 5º lugar com apenas 29 pontos.

No entanto as duas equipas têm a oportunidade de rever todos os acontecimentos do passado domingo através do programa “Liga dos Últimos” que passa na RTP N, quarta – feira, dia 2 de Março pelas 22:30 horas.

Por Daniela Nogueira

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Uma escolha, uma viagem.


O meu primeiro dia em Varsóvia, começou cedo. A cidade acordou quase tão fria como a noite anterior. Tudo, perante os meus olhos, era desconhecido.
 A primeira tarefa: encontrar bilhetes para transporte e tentar não ter medo desta nova cidade.
Primeira paragem: Universidade de Varsóvia. Confesso que esperava algo maior, mas a aparência antiga de alguns dos seus edifícios dão-lhe um toque muito encantador, além do seu insinuante portão principal que faz saber a todos que ali está a Universidade.
As avenidas são largas e limpas. As entradas para o metro e as passagens subterrâneas criam, julgo eu a partir das mil e uma que vi, uma autêntica teia no subsolo.
O clima têm duas principais características: é seco e frio. As pessoas também são, na maioria, frias. Apenas algumas delas com quem falei, para pedir informações ou algo mais, sabiam falar inglês, e destes, a grande parte era jovem. Ir ao supermercado foi, portanto, uma aventura. É engraçado ter que perguntar a alguém se “aquele produto ali é arroz?”, porque nunca pensei não saber encontrar arroz num estabelecimento comercial. À custa de um inglês “arrastado” lá fui obtendo as informações de que necessitava. Quando o inglês não chegou, passei à mímica. Também parece funcionar, por agora.
O zloty, a moeda polaca, também cria-me um pouco de confusão. Foi e tem sido um incessante processo de câmbio. Menos mal que em muitas das coisas o euro é rei.
O café, esse vício de tantos, aqui custa entre 2 a 4 euros, entre as suas variantes. Está na hora de abdicar dos três habituais cafés diários.
Foi um dia para estar sozinha e cada pessoa na rua era um estranho. Mas também isso mudará.

Cristina Freitas

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lançamento da revista ''C''


Na sexta-feira, dia 4 de Fevereiro, o Nb Club de Coimbra serviu para apresentar o lançamento do 1º número da revista C e a inauguração do portal multimédia www.cnotícias.net.
A revista C, desenvolvida pelo grupo Beirastexto, tem periodicidade semanal, à quinta-feira e está disponível em quiosques da região centro. Tem 10.000 exemplares que são vendidos pelo preço de 1,50€ por uma unidade nas melhores bancas e livrarias do centro.
Cada número tem uma composição que abrange temas específicos de actualidade quer ao nível nacional quer internacional – artigos científicos ou de opinião, entrevistas com profissionais, notícias, fotografias, bem como, crónicas e reportagens. A C conta também com a pagina online de facebook, que já conquistou mais de 500 pessoas, para além do público que tem vindo a conquistar simplesmente pela exposição da revista nas bancas.
A comemoração do lançamento da revista contou com a presença de muitas pessoas, que ao som de Filipe Sanches tiveram a oportunidade de festejar o sucesso da C.


 Viktoriya Golub, Grupo 2

Cândida Pinto

Jornalista - Cândida Pinto
 Cândida Pinto nasceu em 1964, em Torres Vedras e é jornalista portuguesa de rádio e televisão.
 Descobriu a vocação para o jornalismo quando frequentava o 10º ano, com a disciplina de Jornalismo.
Mudou-se para Lisboa, onde estudou Comunicação Social no Instituto de Ciências Sociais e Políticas. Ainda enquanto era estudante começou a fazer estágios, tendo-se iniciado na Antena 1.
 A jornalista acabou por ficar a trabalhar no canal de rádio e posteriormente passou para a TSF-Rádio Jornal. Na altura do arranque da TSF, a jornalista estava na RDP e a fazer um curso de formação na Radiotelevisão Portuguesa. Na TSF, trabalhou com jornalistas de renome como Sena Santos, Emídio Rangel, Fernando Alves e Adelino Gomes.
 Apaixonada pela televisão, Contudo, a sua preferência foi para a área da reportagem.

 Ao aparecer a SIC, Cândida Pinto era já uma das jornalistas que integravam o quadro da redacção. Fez-se notar como uma das melhores repórteres do país. Especializou-se em grandes reportagens e em reportagens de guerra. Esteve em locais como:
Angola (1994)
Guiné (1998)
Kosovo (1999)
Timor e Afeganistão (2001).
 No ano de 2001 Cândida Pinto passou a dirigir a SIC-Notícias, canal especializado em informação, trocando as reportagens pela direcção de um canal privado por Cabo.
 No ano seguinte lança um livro "Lodo até à cintura", que descreve as dificuldades de um reportér em inicio de carreira e torna-se subdirectora do Expresso.
 Em 2008 a jornalista fica responsavél pela coordenação de todos os trabalhos jornalísticos conjuntos entre o canal SIC, o Expresso e a Visão, e também pelo projecto Expresso TV.
 Em 2010, Cândida Pinto vence a 12.ª edição do Prémio AMI - "Jornalismo Contra a Indiferença", com a reportagem "Eu e os Meus Irmãos".



Por: Patrícia Correia
fontes: infopédia e arquivo do jornal "Público"
fotografia: arquivo google

Comércio tradicional de Coimbra

   O Posts de Pescada, foi falar com alguns comerciantes da baixa de Coimbra e saber como está a situação do comércio tradicional na Cidade.
 Coimbra é mais uma das cidades de Portugal, que vive essencialmente do comércio local, é também o cartão de visita da cidade do Portugal dos Pequenitos.

Loja Jorge Mendes
 Com a crise que afecta o país, assim como o resto do Mundo, o comércio local vê-se bastante afectado. Os factores são variados: desde a construção de centros comerciais dentro da cidade, com que é praticamente impossivél competir com os preços praticados, até ao facto de ser uma zona que junta várias lojas, de várias secções e entretenimento, todas no mesmo espaço geográfico.
 Luísa Pereira, é empregada de balcão na loja Jorge Mendes, Irmão Lda, na praça do comércio, em Coimbra. Uma loja especializada de artigos têxteis. É residente em Coimbra e nunca pensou em viver noutro lugar. Há 20 anos a trabalhar nesta superfície comercial, Luísa vê muitas diferenças no comércio local da cidade.
 " A crise veio afectar muito estas lojas do comércio local, neste momento temos os clientes habituais, pessoas mais velhas, que já vêm aqui há muitos anos e como temos fabrico próprio de têxteis, as empresas que nos fazem encomendas de uniformes, colégios ou hospitais. Os jovens, esses fogem todos para os centros comerciais."

Praça do comércio (baixa de Coimbra)
 Um pouco mais abaixo na rua, pode encontrar-se a loja mais pequena de Coimbra, O cantinho da Anita, um loja criada há quase 25 anos, pela Dona Anita, como gosta de ser chamada. Alice Vaz, vê a falta de segurança na zona da baixa de Coimbra, como uma das principais razões que afectam o comércio local.
 "Gostava que viesse aqui mais pessoas, mas devido a estar um pouco escondida a loja e darem pouca visibilidade á baixa, sem ser à avenida principal e também à falta de segurança, torna-se mais complicado. Pensei em aderir à iniciativa do dia dos namorados, mas manter a loja aberta até ás 21:00h neste local não é aconcelhavél.".
 O cantinho da Anita é uma loja de louças, artesanato e bordados. Há 25 anos atrás Alice Vaz, abriu este espaço pois não existia mais nenhum do género em Coimbra. Passados estes anos, nota agora um decréscimo muito grande nas vendas de artigos.
 "Só no Verão, quando chegam os turistas a Coimbra, é que se vende mais, pois tenho aqui peças únicas que principalmente quem vem de fora gosta de levar uma recordação diferente. Também acham muita graça por a loja ser tão pequena."
 Não só em lojas de comércio local se acentuam as diferenças da crise económica portuguesa, também nos restaurantes e cafés a diferença é notada. Rogério Alves, sócio-gerente do café Montanha, na avenida principal da baixa de Coimbra, a chamada Portagem, toma medidas e tem opiniões sobre o que poderia mudar para o comércio local ter um novo lançamento.
 " Com a crise quase todos os negócios foram afectados, nós não somos diferentes. As pessoas cortam mais em pequenos-almoços e lanches e isso faz o negócio sentir-se."
 Rogério não vê problemas de segurança quanto ao seu estabelecimento, pois está ao lado do Banco de Portugal que é vigiado pela polícia 24 horas, quanto ao resto das zonas pensa que deveria ser reforçada a segurança.
 Nos últimos tempos muito se tem falado e escrito, sobre a reabilitação da baixa de Coimbra, para trazer mais pessoas à zona histórica da cidade. Os vários comerciantes têm as suas opiniões sobre as decisões a serem tomadas.
 "Acho que se deveria fechar algumas lojas dos chineses, vieram fazer uma concorrência de preço desleal ao comércio tradicional, e vêm ocupar espaços que poderiam estar a dar vida à cidade. Só aqui na zona da baixa, existem umas 5 ou 6, acho um exagero.", diz Luísa, empregada de balcão.
  Na opinião de Rogério Alves existe a necessidade de rever a questão dos estacionamentos.
"A câmara meteu estacionamento grátis ao sábado, mas os que existem são ocupados por funcionários a trabalhar na zona, onde estacionam os clientes? Além disso existe pouca quantidade de estacionamentos mesmo que sejam pagos, e as pessoas acabam por recorrer aos centros comerciais que não trazem esse problema".
 No cantinho da Anita, a proprietária defende a questão da falta de segurança, da rede de transportes e dos centros comerciais.
 "Não deviam ter construído tantos centros comerciais dentro da cidade, as pessoas acham mais pratico lá ir, do que visitar lojas de rua. A falta de segurança é gravíssima e o facto de terem terminado com os transportes pela avenida da cidade, penso também ter vindo a afectar a vinda de visitantes à baixa da cidade."
 Problemas à parte, todos os proprietários com quem o Post's de Pescada foi falar, são residentes de Coimbra e por isso amam esta cidade, que viram crescer e agora têm pena que venha a ficar abandonada.
 Alice Vaz, tem como hobby viajar com o marido e confessa ter Coimbra no coração de cada vez que volta à sua cidade.
 "Sempre que vimos de viagem, à chegada peço sempre ao meu marido para conduzir mais devagar perto do Miradouro, gosto de observar a minha cidade que parece um presépio e que trago no coração. Para mim, não há cidade como esta, e não quero vê-la abandonada e sem brilho".
Portagem de Coimbra em 2010
 Iniciativas que a câmara, assim como associações de Coimbra estão a organizar esperam trazer mais pessoas á baixa da cidade. Questões de segurança devem também ser uma das principais preocupações, pois esta é uma das zonas da cidade com mais mendigos a dormirem pelas ruas ou mesmo à porta de prédios habitados, ou lojas.
 A esperança destes comerciantes em voltar a ver Coimbra cheia de turista concretiza-se todos os verões, quando com a ida dos estudantes de fora para as suas zonas de residências, aparecem as excursões de turistas prontos a levar para o seu país, Coimbra no coração.


Por: Patrícia Correia
fotografias: arquivo google