sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A universidade é o que parece?


Esta pergunta assola todos aqueles que pela primeira vez ingressam o ensino superior. A ânsia, o entusiasmo, o medo, são alguns dos sentimentos que percorrem o pensamento de um caloiro. Um caloiro significa isso mesmo, o novo numa nova vida, desconhecendo aquilo que provavelmente nunca irá esquecer, as amizades que irão provavelmente ficar eternizadas, simplesmente pelo facto de estarem lá até nos momentos mais insólitos, e acreditem que eu sei do que falo.
Agora respondendo á pergunta em si, não, a universidade não é o que parece, as expectativas são elevadas, mas nem sempre correspondem á realidade, o desconhecido é algo que nos leva a fantasiar e por vezes à desilusão. Falando de ensino e de condições, descem a um baixo nível, mas os novos alunos só se dão conta das lacunas quando já integrados. 
A falta de condições, a falta de apoios aos alunos, entre muitas outras coisas, são factores que desiludem e impressionam pela negativa os novos alunos e recém-chegados. Mas nem tudo é mau: a comunidade universitária sabe ser acolhedora, tais como as tunas académicas, associações de estudantes, as actividades praxisticas, o curso onde se encontram e as amizades que só esta vida académica proporciona… são meios de integração e convivência que entusiasmam a maior parte dos alunos e que os faz começar a sentir-se em casa. 

Concluindo, a universidade pode não ser o que parece, mas mesmo assim vale a pena viver e aproveitar ao máximo todos os momento e experiências que ela proporciona. 

                                                                                                                                   Por Andreia Oliveira
                                                                                                                                   Redacção 1
 

               

Mundam-se os tempos, mantêm-se as vontades…


Estudante do curso de medicina, no início do seu terceiro ano, Luisa Ferreira é natural de Vila Nova de Poiares, uma vila a aproximadamente 23 quilómetros de Coimbra, mas actualmente reside em Coimbra. Estuda na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e o seu terceiro ano de experiências na cidade dos estudantes confere-lhe um estatuto que a permite analisar a evolução do regresso às aulas nesta cidade, que nos ajudará a perceber como têm sido estes três anos em Coimbra. No meio do entusiasmo dos caloiros e doutores de medicina que vão passando pela tasca Pintos, conversa após conversa, temos oportunidade ainda de assistir às praxes pacíficas, que vão sendo feitas. Ora entra um grupo para fazer barulho e sair bem regado; ora entra outro grupo, que com uma armação de plástico indentificativa do curso de medicina, vai inventando músicas. De vez em quando, aparecem também caloiros e doutores para “invadir” a tasca a provocar os caloiros de medicina. Cantam as suas músicas e os rapazes de direito vão conhecendo as meninas de medicina. Luisa confessa-nos aqui que “já tinha saudades desta vida”.
Aqui no Pintos Luisa conta-nos que apesar das aulas, dedica também o seu tempo ao Núcleo de Estudantes de Medicina, ajudando a desenvolver e a promover o núcleo recreativo.
                Em três anos, as experiências que recorda de Coimbra são tantas, que de muitas já se esqueceu, como nos conta. “Em Coimbra vive-se e aprende-se muito”, acrescenta. Refere que devido à exigência do seu curso tem de gerir bem o seu tempo de modo a ter tempo para tudo em que está envolvida.
                Este é o perfil da nossa entrevistada que nos falará acerca do regresso às aulas dentro da sua faculdade - a mais respeitada dentro da universidade mais antiga do país, dado que é a faculdade que se encontra no topo da cadeia hierárquica das universidades, como nos indica o 13.º artigo do código da praxe académica da Universidade de Coimbra, aprovado em 26/07/2007.

                Entraste para a Faculdade no ano lectivo de 2009/ 2010. Porquê concorrer à Universidade de Coimbra (UC)?
                Concorri à Universidade de Coimbra porque é perto de casa, tenho mais facilidade a ir a casa e assim não estou tanto tempo longe da família. Coimbra foi opção também devido à qualidade do curso de medicina.
                Lembras-te de como foi chegar à UC? Qual foi a sensação?
                Sim, perfeitamente. Era tudo novo, mas felizmente tivemos logo doutores a integrarem-nos e a apresentar-nos aos restantes caloiros e aos restantes doutores do curso.
                Como foi a recepção?
                Foi fantástica. Eu adorei, porque a recepção foi muito acolhedora. Chegámos à universidade perdidos, mas encontramos logo pessoas que nos mostraram a cidade e nos explicaram a história e qual o sentido da história da cidade no contexto académico.
                E hoje, no terceiro ano da licenciatura, quais são as evoluções mais notórias, no regresso às aulas, a nível académico?
                Posso dizer que em vez de dar mais importância à parte festiva, por exemplo, à animação nocturna e aos convívios, dou mais valor às aulas, à faculdade - ao curso, no fundo.
                Achas que os alunos de primeiro ano sentem o início desta etapa de forma diferente, comparativamente com os outros ciclos de ensino onde já estiveram?
                Sim. Eu posso dizer que senti e acho que todos nós sentimos a universidade de forma diferente. Temos outra liberdade, outras responsabilidades. É um mundo completamente novo. Somos nós a crescer.
                Quais são as diferenças de vocês, doutores, ao receberem os caloiros, comparativamente com os doutores que te receberam no primeiro ano?
                Não há muitas. Mantém-se muito semelhante. Difere numa brincadeira ou noutra, nas praxes, mas regra geral, não muda muito. Nós preocupamo-nos mais em receber, integrar e conhecer os caloiros; e quando eu entrei, acho que foram essas as preocupações que tiveram connosco, também.

                Vocês sentem o peso de pertencerem à faculdade que se encontra no topo hierárquico das faculdades da UC, uma universidade com tanto prestígio?
                Eu não sinto. Acho que sentem mais as outras pessoas do que nós próprios. Acho que as pessoas olham mais para nós dessa forma , mas nós não nos sentimos no topo do que quer que seja. Não acho que sejamos alunos diferentes de outros alunos de outras faculdades, nem tão pouco que tenhamos atitudes diferentes.
Seguem o código da praxe rigidamente, como exemplo para as restantes faculdades? Dão algumas indicações especiais aos caloiros a esse respeito?
                Tentamos seguir o código da praxe à risca, claro. Acho que todas as faculdades tentam. Quanto aos caloiros, damos indicações para que leiam o código da praxe e que nos perguntem, caso tenham dúvidas. Se virmos alguma irregularidade, também chamamos à atenção. Acho que isso todos os alunos de todas as faculdades fazem, porque acho que todos vestimos e representamos a Universidade, isso também faz parte do espírito.
                Achas que vocês têm uma preocupação diferente, ou mais acentuada, ao receberem os caloiros, pelo facto de eles serem os futuros doutores desta faculdade?
                Não. Temos uma preocupação por serem caloiros que vão lidar com a vida de pessoas, isso sim. Por exemplo, um advogado e um engenheiro interferem na vida das pessoas, mas é diferente. Nós temos vidas nas nossas mãos, isso é muito sério e não pode ser encarado como uma brincadeira. Tentamos passar esta responsabilidade aos caloiros e fazê-los perceber isso logo desde o primeiro ano.
                Como foi o teu regresso às aulas este ano?
                Foi muito bom. Já tinha saudades dos colegas, da vida de Coimbra e da agitação.
                Notas alguma evolução a esse nível, consoante os anos passam?
                Não. A única coisa que eu noto é que cada vez somos mais e cada vez há mais caloiros. Relativamente às aulas, há diferenças: as cadeiras começam a estar totalmente relacionadas com o curso, já estamos no hospital, este ano começamos a contactar com o que será a nossa realidade quando começarmos a trabalhar. Isso motiva-nos imenso.
                Como descreves os teus primeiros dias de aulas este ano, a nível pessoal?
                Espectaculares. Têm tido muita diversão e ao mesmo tempo muita responsabilidade. Interagimos bastante, convivemos e temos a outra parte: aprender o que aí vem este ano a nível académico.
                E os primeiros dias de aulas dos caloiros?
                Igualmente espectaculares. Ainda vão dividindo mais o tempo fora das aulas, mas começam a perceber o que é a essência da medicina. Acho que eles têm gostado – o feedback tem sido positivo.
E como foram os teus primeiros dias de caloira?
                Foi tudo uma novidade. Convívios e festas. Como eram os primeiros dias, no primeiro ano, eram os dias em que tínhamos mais tempo disponível, mas queríamos perceber como funcionava tudo e tínhamos algum receio. Andavamos a descobrir...
                Este ano, podes dizer que regressaste às aulas com vontade de fazer mais, ou tiveste saudades de outras coisas?
                Muito a sério: voltei com vontade de fazer mais. Estou muito motivada para o ano que aí vem. Quero fazer mais e melhor.
                Como é a relação entre os alunos de medicina? Tem-se fortificado? São um grupo coeso?
                Ao contrário do que as pessoas possam pensar nós somos muito companheiros e muito unidos. Toda a gente quer participar e ajudar nas actividades. Damo-nos muito bem.
                Por último, o que é que te marca mais no regresso às aulas e o que achas que diferencia o regresso à UC, do regresso às aulas noutras instituições?
                Acho que o que me marca mais no regresso às aulas é reencontrar as pessoas e encontrar o ritmo de trabalho. Acho que o que diferencia o regresso às aulas aqui é a recepção. Há mais pessoas e por isso as actividades são em maior número e permitem uma maior interacção entre os alunos do mesmo grupo e de grupos diferentes, porque muitas vezes juntam-se cursos para festas, para jantares, para convívios...

                Luisa Ferreira chegou a Coimbra há três anos, tímida, acanhada e receptiva à novidade. Aos primeiros minutos essa sensação dissipou-se. Após a acolhedora recepção dos doutores de medicina, foi fácil perceber que os alunos são muito companheiros e amistosos. Três anos depois, o regresso às aulas ficou marcado pela vontade de fazer mais, o desejo de rever os colegas, de reviver a vida e a animação Coimbrã. A Faculdade de Medicina é uma de oito faculdades da Universidade de Coimbra, que se distingue pela responsabilidade com que encaram o curso e não por se encontrarem numa posição preferencial, a nível de código de praxe . São uma faculdade igual a tantas outras.
Mara Rodrigues
Redacção 1

O baptismo da ESEC

 
  Foi no passado dia 30 de Setembro que se realizou o baptismo dos caloiros na Escola Superior de Educação de Coimbra, organizado pela Real Tertúlia Bubones.
Todos os caloiros foram conduzidos pelos respectivos padrinhos e/ou madrinhas a uma bacia situada na entrada principal. O percurso das “bestas”, como são carinhosamente tratados, foi feito de quatro, a rastejar ou até mesmo a rebolar. Uma coisa era certa: no momento do baptismo propriamente dito, secos eles já não estavam.
A organização dividiu os caloiros por cursos, tendo como objectivo que o baptismo se desenrolasse de forma rápida e ordenada para que este não se prolongasse até muito tarde, visto que muitos dos alunos ainda tinham viagens de regresso até às respectivas terras.
O dia ficou ainda marcado pelo “baptismo à mangueirada” dos doutores, por parte da Real Tertúlia Bubones.
E foi assim, num ambiente de descontracção e boa disposição, que se encerrou a Semana de Recepção (e integração) do Caloiro da Escola Superior de Educação de Coimbra.

Por Cláudia Moita
Redacção 1
                             

                                                                                                             

Regresso à rotina


    É tempo de regresso às aulas na escola Superior de Educação de Coimbra. Com isto, retomam-se velhas rotinas e criam-se algumas novas. Parece que voltou o nosso trabalho.
     É tempo de conhecer novos horários e travar novas amizades, no meio de novos alunos, vulgo caloiros. Nestas últimas duas semanas (nesta última para os caloiros), estão de regresso as rotinas deixadas há uns meses atrás, quando o ano lectivo anterior terminou. Está na hora de arranjar casa e estudar o horário, uns melhores, outros nem tanto. Os claustros da ESEC amontoam-se de estudantes, uns mais, outros menos interessados. Por força da mão pesada da Troika em Portugal, a carga horária viu-se obrigada a ser reduzida e os programas das cadeiras reformulados, o que condiciona de certo modo os métodos de aprendizagem: é necessário trabalhar mais em casa.
     A agitação da primeira semana do semestre viu-se intensificada com a chegada dos novos alunos que foram colocados na 1ª fase do concurso ao Ensino Superior. É tempo de dar as boas vindas e recorrer à imagem de marca de Coimbra, a Praxe Académica, que este ano também se viu condicionada: em detrimento da habitual semana de recepção ao caloiro, foi adoptado um sistema novo, com a praxe a decorrer nos períodos da tarde, com aulas a decorrer ao mesmo tempo, o que de certa forma atrapalha o normal funcionamento das aulas. Penso que foi uma má medida, pois o que vejo são salas quase desertas e pouco interesse em trabalhar (é melhor chamar de preguiça!).
     Num ano que não se adivinha fácil, resta-nos a nós alunos, fazer com que as reduções motivadas pala crise económica não se reflictam no aproveitamento curricular, com semestres de pequena duração que são discutíveis. Quando de fala da fraca formação de muitos licenciados, estará este novo modelo de encontro a contrariar esta tendência?

Por Pedro Tomás
                                                                                                                                                    Redacção 1

Regresso às aulas, regresso às festividades estudantis


K&Batuna na Semana de Recepção ao Caloiro
Algumas tunas mistas conimbricenses juntaram-se e relembraram aos estudantes que o início do ano lectivo não traz consigo apenas a habitual enfadonha rotina de estudos e trabalhos.


O Centro Cultural Dom Dinis foi palco de mais um encontro de tunas mistas, na segunda-feira, dia 3 de Outubro, pelas 21h30. Com a organização da Phartuna, tuna da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC), e a participação da Desconcertuna, tuna da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), da K&Batuna, tuna da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) e também da Quantunna, da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra (FCTUC), este evento, I Praxis Tuna, teve como objectivo mostrar aos recém-chegados estudantes do ensino superior de Coimbra o espírito da vida académica e um vislumbre do significado de estudar nesta cidade.
Num espaço pequeno mas acolhedor, a Phartuna deu início à festa, passando a “palavra” à Desconcertuna que logo animou doutores e caloiros das várias escolas presentes. A habitual competição de cursos e escolas presenciada em vários momentos da vida académica conimbricense nada foi sentida, sendo substituída pela harmonia de todos os presentes, que aplaudiam a cada música. A K&Batuna apresentou-se posteriormente, sendo seguida depois pela Quantunna, que tomou o seu lugar. A Phartuna encerrou por fim o evento, e apelou a todos os presentes para permanecerem mais um pouco para o convívio.
Cada tuna teve ainda o cuidado de, no fim de cada actuação, apresentar aos caloiros e doutores, quiçá interessados em fazer parte da sua tuna, o seu horário de ensaios.
Aos caloiros da ESEC já tinha sido oferecida a oportunidade de assistir à performance da K&Batuna durante a Semana de Recepção ao Caloiro, sendo esta uma nova ocasião para quem tenha gostado ou quem não tenha estado presente na sua actuação anterior.

Por Paulo Bastos
Redacção 1