sábado, 24 de dezembro de 2011

Robô reconhece-se ao espelho

“Oh, this is me. Nice!” (Oh, este sou eu. Boa!). Foi assim que, pela primeira vez um robô se reconheceu ao espelho.
Por Maria Inês Antunes, R2

Robô Qbo
A companhia robótica CORPORA desenvolveu o robot Qbo que conseguiu reconhecer-se ao espelho. Esta primeira experiência de reconhecimento próprio do robô teve a ajuda humana de um dos encarregados pelo projecto ao informar ao robô que a imagem que estava a ver era a sua figura. Após esse momento, o robô ganhou a capacidade de se reconhecer ao espelho.
O funcionamento do robô depende de um algoritmo de reconhecimento de imagens que não conhece inicialmente. Quando o seu criador o informa do que está a observar, o robô passa a distinguir diferentes imagens. Quando confrontado com a sua própria imagem ao espelho, QBo aprendeu a reconhecer-se.
Segundo a Sociedade Portuguesa de Robótica, os cientistas da companhia CORPORA estão a desenvolver esforços para que Qbo se reconheça automaticamente quando confrontado com a sua imagem pela primeira vez ou confrontado com a sua cópia.

Veja o vídeo do robô Qbo.

D. José Policarpo preside «Festa de Natal» de imigrantes


O cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo presidiu no passado Domingo, 18 de Dezembro à “festa de Natal” dos imigrantes de Lisboa, na catedral da cidade. A iniciativa foi organizada pelo Departamento da Pastoral da Mobilidade do Patriarcado de Lisboa, com o objectivo de “juntar todas as comunidades de imigrantes residentes na diocese” segundo o director deste departamento, padre Delmar Barreiros.
D. José Policarpo deixou uma mensagem de união para com os imigrantes: “Sois para a Igreja de Lisboa um desafio a que nós tomemos consciência desta universalidade, sois nossos irmãos, e desde sempre vos acolhemos com essa ternura que é a própria ternura do filho de Deus”, disse D. José Policarpo, na homilia da celebração, destacando também a necessidade de acolher as populações estrangeiras mesmo nos tempos difíceis que o país atravessa.
À margem da missa, D. José Policarpo enalteceu o esforço de acolhimento feito pela igreja aos imigrantes, acrescentando que, neste contexto de crise, aprender a viver com menos "vai ser inevitável".
"Vai ser necessário aprender a viver com menos. Se é fácil ou difícil, depende de cada um de nós. Agora, vai ser inevitável", afirmou o cardeal.













Xavier Vaz, R2

Cinema mais perto

A mais de 30 quilómetros das grandes e preparadas salas de cinema, o município de Penela tenta todos os fins-de-semana encurtar o caminho entre os habitantes do concelho e o relaxamento do cinema.
Por Maria Inês Antunes, R2

Desde 2005 que o concelho de Penela tomou a iniciativa de oferecer aos seus habitantes a oportunidade de assistirem todos os fins-de-semana a um filme que se encontre em exibição nas salas de cinema portuguesas. No auditório da biblioteca municipal de Penela, todas as Sextas-Feiras e Sábados pelas 21h30 os penelenses podem desfrutar de alguns momentos de relaxamento semelhante a uma sala de cinema.  
Esta ideia seguiu os concelhos vizinhos de Ansião, Miranda-do-Corvo e Lousã que já ofereciam aos seus conterrâneos o prazer de assistir a filmes na sua própria terra. O objectivo passa por levar os penelenses a usufruir de sessões de cinema de filmes actuais sem terem que se deslocar à cidade de Coimbra. O preço é também mais acessível. O grupo mas aderente pertence às faixas etárias mais jovens.
De modo a promover e publicitar o projecto, o município oferece esporadicamente vales de cinema aos compradores do Jornal “Diário As Beiras” e, mais recentemente, no jornal regional “A Região do Castelo”. A iniciativa alarga-se também aos mais pequeninos que todos os Domingos a partir das 11 horas têm uma sessão de cinema infantil.

Um mundo sensível ao toque


O touch-screen veio para ficar. Este sistema tecnológico está em todo lado e promete expandir-se até ao mais ínfimo objecto do nosso dia-a-dia, incluindo peças de roupa e folhas de papel.

Tudo entre 1965 - 1967 no Reino Unido, quando EA Johnson, no Estabelecimento Radar Royal, inventou o primeiro ecrã sensível ao toque. O inventor publicou um artigo em 1968, com uma descrição completa desta nova tecnologia, para controlo do tráfego aéreo. Em 1971, um "sensor de toque" foi desenvolvido pelo doutor Sam Hurst, na altura instrutor da Universidade de Kentucky. Este sensor designado por "Elograph" foi patenteado pela Universidade de Kentucky Research Foundation. O "Elograph" não era transparente como os ecrãs touch modernos, no entanto, foi um marco significativo na tecnologia dos ecrãs sensíveis ao toque.

Três anos depois, Sam Hurst, desenvolveu o primeiro verdadeiro touch-screen, incorporado numa superfície transparente. Em 1977, a Siemens Corporation financiou um projecto da Elographics (empresa fundada por Sam Hurst) para produzir a primeira interface de vidro curvo com sensor de toque, que se tornou o primeiro dispositivo a ter o nome de "touch screen".

Do passado ao presente, hoje temos à nossa mão telemóveis, leitores de música, computadores, e-books e tablets com a tecnologia touch. Vamos a grandes superfícies comerciais e deparamo-nos com caixas de supermercado com touch-screen e mapas dos centros comerciais em touch-screen. Mas esta tecnologia promete muito mais. Investigadores trabalham diariamente para alargar esta aplicação a cada detalhe do nosso dia-a-dia. Com uma visão bastante futurista, a Corning Incorporated, líder mundial em vidros especiais e cerâmica, publicou um vídeo que já teve 16.554.136 visualizações, A Day Made of Glass” mostra-nos como poderá ser um futuro em que grande parte das superfícies possuem sensores sensíveis ao toque.

Este mundo construído de sensores de toque e, também de movimento, poderá estar mais próximo do que imaginamos, e não só em superfícies de vidro como até agora. Pesquisadores da Universidade de Munique e do Instituto Hasso Plattner têm vindo a desenvolver um novo tipo de tecnologia touch que poderá permitir adicionar esta tecnologia a itens de uso diário, tais como: roupas, fios dos phones, mesas de café e, até mesmo, pedaços de papel.

Também pesquisadores da Microsoft e da Carnegie Mellon University procuram utilizar a tecnologia touch em novas superfícies, neste caso, em qualquer superfície. Um novo dispositivo que combina um projector em miniatura e uma câmera de infravermelho de profundidade e que se monta no ombro e, ao qual foi dado o nome OmniTouch, pode transformar qualquer superfície próxima num ecrã touch interactivo. Assim, até a nossa mão poderá vir a ser usada como teclado de um telemóvel, ou um bloco de notas poderá transformar-se num computador e até uma parede num monitor interactivo.

Se a tecnologia touch já evoluiu para multi-touch (superfícies que reconhecem, não só um ponto de contacto, mas vários, permitindo mais interactividade) e, se o reino das superfícies de vidro vier a ser partilhado por quaisquer outras superfícies, que outras surpresas nos reservará a tecnologia touch?
Catarina Rodrigues, R1
(tema: Tecnologia)

YoubeQ: a rede social do futuro


YoubeQ: a rede social do futuro





Antigos alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra acabaram de criar uma rede social a três dimensões que corre no Google Earth e que irá permitir não só estabelecer relações entre as pessoas, mas também que elas próprias circulem pelo mundo representadas por avatares.
Esta rede a que se deu o nome de YoubeQ irá possibilitar às pessoas fazer a sua vida a partir de casa. Ir às compras, tomar um café com os amigos ou passear à beira mar serão actividades que se poderão realizar sem sair do conforto do lar.
Por enquanto, limitada ao uso em computadores. Contudo, pensa-se que em breve sejam lançadas as primeiras versões para smartphones.
Apesar de muito recente, esta nova rede social já conta com utilizadores em 83 países e espera-se que revolucione não só as novas tecnologias, como também a vida das pessoas em geral.
No entanto, existem já algumas preocupações com a violência de privacidade, uma vez que os seus utilizadores poderão ser muito mais controlados nas suas acções.









Fábio Aguiar
Redacção 1