domingo, 25 de dezembro de 2011

Mortágua: «Show» de presépios até 8 de Janeiro


Decorre desde o passado dia 13 de Dezembro a quarta edição do “Natal com as Associações” no Centro de Animação Cultural de Mortágua, vila do distrito de Viseu.

O Município lançou às Associações do Concelho o desafio de exibirem os presépios por elas construídos pelo quarto ano consecutivo, e estas, novamente, não falharam. Este ano foi proposto que a construção dos presépios fosse relacionada com a temática da Floresta, sendo mais uma forma de o Município assinalar o ano Internacional da Floresta.


A exposição constitui-se por 18 presépios, o número idêntico às Associações participantes, que retratam de uma forma simples, mas bastante original e criativa, o retábulo do nascimento do Menino Jesus. Para construir a gruta, as figuras e o cenário envolvente, foram aproveitados materiais mais diversos e de distintas espécies florestais, tais como troncos de madeira, raízes, cascas, ramos, pinhas, folhas, caruma, rolhas, bolotas, sementes, etc… Este evento demonstra que é bem possível, com bastante dedicação, imaginação e criatividade, elaborar presépios interessantes, originais e de uma grande beleza, reutilizando materiais, poupando recursos e preservando a Natureza. Alguns presépios denotam um trabalho artístico muito pormenorizado e necessitam de uma observação atenta aos mais pequenos detalhes, convidando à curiosidade e à descoberta.


A Exposição é bastante apelativa e quem a visitar certamente irá ficar estupefacto com a originalidade e criatividade das Associações mortaguenses. 


O evento irá decorrer até ao dia 8 de Janeiro de 2012 e tem o seguinte horário: das 14h00 às 17h30 nos dias úteis, das 20h00 às 21h30 aos Sábados e das 15h00 às 21h30 aos Domingos.













Xavier Vaz, R2

A arte de passar música - entrevista ao Deejay Tha Silva


Tudo começou de uma simples brincadeira, hoje já sonha ser reconhecido além-fronteiras. Bruno Filipe da Silva Veloso, conhecido por DeeJay Tha Silva começou a aprender a passar música aos 16 anos. Natural de Leiria, tem crescido profissionalmente trabalhando em vários bares e festas e partilhando a cabine com DJ’s mais experientes. A conversa com Bruno Veloso dá-nos ideia de como é ser artista profissional nesta área.


Posts de Pescada- Como é que te tornaste DJ, o que te motivou?

Bruno Veloso - Tudo começou com uma simples brincadeira, estava com um tio meu, ele trabalhava num bar e ele trabalhava com leitores e sempre me despertou curiosidade. Então ele ensinou-me as bases  e depois eu conheci um colega meu que é Dj residente no bar Ozono, comecei a treinar lá, puxou mais o meu interesse, comecei a pesquisar na net tudo sobre leitores, mesas de mistura, programas, músicas… Tudo começou assim…

PP- É fácil entrar no meio? Foi fácil arranjar o teu primeiro emprego como DJ?

BV - O meu primeiro emprego foi no bar Ozono, o tal DJ residente foi tocar a uma casa e como eu já era mais experiente ele deixou-me tocar como DJ convidado. Estive lá a passar sons, gostaram do meu trabalho, fui convidado mais vezes.  Não é muito fácil entrar no meio… diz-se que há DJ’s profissionais e há os “wanna bes”, os que têm a mania que são DJ’s. Para um trabalho ser reconhecido o DJ tem de fazer o trabalho de casa. Tento estudar as músicas que passam, o estilo de música… Eu por exemplo passo comercial, progressivo… e é muito trabalho de casa.

PP - São essas as vertente que tendes a seguir?

BV - Sim, House Comercial, porque adoro, e é a vertente mais puxada a nível mundial e House Progressivo que é mais aquele estilo de festivais.

PP- Já foste residente em algum bar ou discoteca?

BV - Já fui residente em dois bares. Já fui residente no Ozono, durante um ano, e já fui residente também no Oxo, fui lá residente durante seis meses.

PP - Tens algum DJ que sigas, que seja o teu ídolo, te inspire?

BV - A nível nacional posso dizer que é o Pete Tha Zouk e Mastiksoul. Pete Tha Zouk porque ele toca o estilo Progressivo e estudo o trabalho dele, gosto do trabalho dele, tento puxar o máximo do trabalho dele para o meu, tento ver a maneira como ele passa as músicas, e o Mastiksoul porque é um estilo mais Latin House, estilos mais Latinos e Afros, também gosto desses estilos de música.

PP - Como é tentar agradar ao público, como sabes qual a música certa naquele momento?

BV - É complicado, estudar a pista é muito complicado, é como olhar para os olhos das pessoas e pensar assim “aquele grupo de rapazes, aquele grupo de raparigas gosta deste estilo de música” tento puxar… se não resultar tento outro, vou sempre escolhendo , sempre atirando músicas. E normalmente a minha pista preferida, posso dizer assim, é as raparigas, normalmente toco para as raparigas.

PP - O que consideras mais difícil nessa profissão e o que te dá mais gosto?

BV - O mais difícil é entrar com certas e determinadas músicas para agradar o público e puxar sempre esse estilo de música. O que me da mais gosto é o público puxar por mim e eu a puxar pelo público.

PP - Qual era o teu maior sonho nesta profissão?

BV - O meu maior sonho é ser principalmente reconhecido nacionalmente e quem sabe internacionalmente. Ando agora a estudar o mundo da produção, tenho profissionais ao meu lado, a puxar por mim…

PP - Consideras que um DJ é um artista?

BV - Considero, porque as próprias produções de cada DJ são uma obra de arte. Então se sair como Hit… está tudo dito!

Catarina Rodrigues, R1
(tema: arte)

Religião na Televisão

Fundada a 1953, a Rede Record, canal generalista brasileiro, é a mais antiga emissora televisiva do país. «TV Record. 500 quilômetros a frente. Canal 7» foi o slogan que muitos ouviram quando este canal abriu sinal para todo o país. Paulistana de coração e generalista desde que nasceu, brinda todos os brasileiros, e agora, todo o mundo, com programas de entretenimento, informação e... religião. Mas esse mais recente capitulo deste canal só chega a 1989. 
Hoje é considerada a segunda televisão com mais audiência a nível nacional e internacional.
Presente em África, Ásia e Europa, a Record é sem dúvida um grande monopólio de poder que facturou em 2010 cerca de 2.7 biliões de reais a mais que em 2009.

Fundada por Paulo Machado de Carvalho, e comprada a 1989, pelo Bispo Macedo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURDE), deixou muitos de boca aberta até hoje. Esta polémica compra foi dividida por dois nomes, onde o Bispo detém 90% do capital, e a  sua mulher os outros 10%.
A Rede Record manteve assim toda a programação e esta até foi estudada de modo a chegar a mais pessoas para gerar ainda mais lucro. Foi também com esta compra que a Rede Record consolidou a sua posição de concorrente número 1 da tão famosa Rede Globo.

Catedral Mundial da Fé da Igreja Universal
do Reino de Deus no Rio de Janeiro
Contudo, vários processos são movidos contra esta Igreja. Durante 32 anos de existência desta, ela sempre rejeitou todas as suspeitas de corrupção, mas elas nunca desapareceram e suspeita-se que estarão para sempre ligadas a esta instituição, onde o Ministério Público de São Paulo acusa até hoje, o fundador, Bispo Edir Macedo, e outros nove membros, de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Processos à parte onde o Bispo foi acusado de fraude, este prometeu não ter influência directa no canal, no entanto, quem liga hoje neste canal, a partir da meia-noite vemos o dedo "religioso". Homens a atender chamadas de pessoas à procura de salvação, de ajuda e de perdão. 
Todos sabemos hoje o dinheiro que gira à volta desta Igreja; uma Igreja que está presente em mais de 200 países e leva milhares de fieis a esgotar estádios de futebol ou pavilhões enormes, que só ficam cheios em dias onde grandes nomes da música lá actuam. Porém, toda esta  salvação e toda esta cura que a IURDE promete está à disposição de todos, mas mais ainda, à distância de uma "pequena" oferta monetária.

Ricos e pobres seguem esta igreja, mas fiéis desta ou de outros credos, continuam a ligar a televisão neste canal. E esse crédito não podes tirar a um canal que promete informação actualizada e de todos os cantos do mundo, a possibilidade de canais internacionais e programas de entretenimento a toda a hora.

Vanessa Sofia, R2

Tema Tecnologia: Um Natal nada tradicional

Hoje em dia, os Natais são recheados de iphone’s, iphod’s, ipad’s e claro, de “ipaid’s”.

Penso ser extraordinário, na situação de crise em que nos encontramos, que as pessoas consigam gastar tanto dinheiro em prendas, enfeites e todos os outros pormenores natalícios. Já lá vai o tempo em que as famílias se uniam junto à lareira, cantavam canções e as únicas prendas que trocavam eram camisolas tricotadas pela avó e cartões de natal feitos pelos mais novos. Nesta época, palavras como família, amigos e partilha deviam primar sobre outras como festa, prendas e dinheiro, o que nem sempre acontece.

 Os presentes mais desejados são na sua maioria os aparelhos mais actuais, as tecnologias mais rápidas e os instrumentos electrónicos mais sofisticados. Tudo o que envolve tecnologia é moderno e novo, atributos indispensáveis na nossa sociedade consumista ocidental. Durante o ano fechamos os olhos às últimas novidades, às “pedinchisses” dos mais pequenos com a promessa de que mais tarde “logo se vê”. Porém, como podemos nós resistir a tantas promoções e descontos que, ao fim e ao cabo, foram realizados de propósito para nós? Uma grande oportunidade, quase um favor, para que as pessoas que não podem comprar os produtos com o preço original, tenham agora a hipótese de se deleitarem com eles.

Ela é campanha de Natal Vodafone, onde um Nokia C5-03 passa de 159,90 euros para 89,90 euros, ela é campanha Sony Natal da Worten, em que um Kit Home Cinema fica a 399,00 euros outrora a 679,00 euros…

Enfim, uma data de descontos, quase uma cortesia da parte das grandes marcas, já programados com o propósito de os acharmos uma “pechincha”. É claro que elas sabem que dificilmente conseguiremos comprar um conjunto de artigos de cinema por quase 700 euros! E claro que também sabem que, ao vermos um desconto de quase 300 euros no produto que tanto queríamos, vamos de imediato comprá-lo!

O Natal já não é o presépio, a árvore e o bacalhau tradicional, servido na noite de consoada. O Natal é, agora, um simples momento de troca de prendas onde o valor simbólico é esquecido e substituído pelo monetário.

Fontes: http://www.worten.pt/ProductList.aspx?oid=3&c=Promotions

https://loja.vodafone.pt/homephone/CatalogoTelemoveis.htm?c=3&gclid=CJeA-PrCna0CFWIntAodRBTdlg

http://forum.vodafone.pt/t5/image/serverpage/image-id/1271i0F95981726A45E5C/image-size/original?v=mpbl-1&px=-1
Inês Silva, R1
Tema: Tecnologia

Presépio dos Bombeiros Sapadores de Coimbra

                                                                                                          Sónia de Almeida Valério, R2


Presépio dos Bombeiros Sapadores de Coimbra