sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Expressões de Gerações - Vox Pop

    
Desta vez decidimos enumerar várias expressões do tempo dos nossos avós e das gerações mais atuais e ir para a rua testar se ambas as gerações sabiam o significado de cada expressão.
O resultado está no vídeo, ora espreitem!
(Grupo 5)



quinta-feira, 22 de outubro de 2015

«Voltar a Portugal, talvez na reforma»

https://flic.kr/p/zQn6Zk



Patrícia Rua, 22 anos, é licenciada em Enfermagem, pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), desde junho de 2014. No entanto, exerce a sua profissão, na Suíça, país que a acolheu, desde abril de 2015.


Quais eram as suas expectativas após concluir a sua licenciatura? Esperava exercer a sua profissão, em Portugal?

Encontrar um emprego como enfermeira e puder desenvolver-me, tanto em termos profissionais, como pessoais. Crescer perto dos que são importantes para mim, e conseguir formar família, no país onde nasci e cresci. Enquanto frequentamos o curso todos nos dizem que o melhor é ir para o estrangeiro. Em Portugal não há oportunidades. Eu própria, dizia que seria a melhor opção, mas no fundo acredito que ninguém quer deixar o seu país, o seu cantinho, neste nosso Portugal. Durante este período, a realidade de emigrar foi-se tornando cada vez mais forte.


Uma vez que já tinha essa ideia inicial, de partir para o estrangeiro, ainda procurou encontrar trabalho, no nosso país?

Licenciei-me na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), em junho de 2014. Durante cinco meses, enviei currículos como resposta a anúncios, fiz candidaturas espontâneas, fiz formações, fui aos locais onde tinha realizado estágios, durante o meu percurso académico e inscrevi-me no Centro de Emprego. Mas nada, rigorosamente nada. No final desse tempo, consegui um part-time, como enfermeira num Laboratório de Análises Clínicas, onde trabalhava cinco horas, por semana. Depois, como vivia numa aldeia, comecei a prestar cuidados de enfermagem ao domicílio, cerca de 14 horas semanais. Portanto, apenas trabalhos precários, não o emprego que desejava.


A presidente da ESEnfC - Maria da Conceição Bento, afirmou recentemente, que: “a escola está confiante dos desafios que se colocam no mundo”. No seu caso, o que a fez abandonar o nosso país e partir pelo mundo?

Para conseguir estudar, em Portugal, fui obrigada a contrair um empréstimo bancário. Agora, no final da universidade, tinha de começar a pagá-lo. Para mim, nestas condições, a única opção seria mesmo emigrar, para procurar um emprego e puder cumprir com as minhas obrigações. A seguir, a decisão a tomar era escolher para onde ir, pois tinha como opções, a Inglaterra, para onde foram muitos colegas meus, ou a Suíça, para onde o meu pai tinha emigrado, há três anos atrás. A decisão não foi difícil, escolhi ficar perto da família.


Como é que foram os primeiros tempos, dessa sua aventura, por terras helvéticas?

Cheguei à Suíça a 8 de abril, deste ano e durante 3 meses fui procurando trabalho, junto das agências de trabalho temporário, respondendo a anúncios de jornais e da internet. Nesse período, frequentei um curso para aprofundar o Francês e comecei a procurar os procedimentos necessários para ter o diploma de enfermeira reconhecido, na Suíça. Não foi fácil, mas consegui fazer um pequeno estágio num Etablissement Medico-Social (EMS), que se equipara aí, a um lar de idosos. Depois do estágio, propuseram-me trabalhar como auxiliar de saúde. E, é claro que aceitei, pois nesse momento o que mais queria era começar a trabalhar.


Quais são as principais diferenças, entre Portugal e a Suíça, que sentiu quando chegou a um novo território?

Em poucas palavras, é a qualidade de vida. Esperava chegar à Suíça e rapidamente arranjar um emprego bem remunerado para, no mês seguinte, ir a Portugal matar as saudades de tudo e que começam logo no momento que decidimos emigrar. Depressa, percebi que não eram expectativas reais. Certo é que, já consegui voltar ao nosso país.


E para terminar, podemos saber se pensa ou pondera, algum dia, voltar para Portugal?

Talvez na reforma. Para mim, é certo que vou tentar construir família na Suíça. No futuro, espero que o meu namorado queira vir ter comigo, para continuarmos a crescer juntos, para construirmos juntos o futuro que tantas vezes sonhámos e planeámos.

Fábio Mendes (2013869) [Grupo 2]

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Arrivederci, Itália!



             Desafio. Assim se caracteriza a experiência de vários estudantes que anualmente fazem Erasmus em vários pontos de Portugal. Encontrámos duas estudantes italianas que atualmente estão a vivenciar esta aventura.
             Um novo país, novas pessoas, uma nova cultura e uma nova realidade que os jovens têm que enfrentar quando chegam ao seu destino. Esse destino pode ser qualquer país da europa, mas estas italianas escolheram Portugal, mais propriamente Coimbra por ser a cidade dos estudantes.
             Muitas são as dificuldades que se deparam ao chegar cá.
           Valentina Ardagna, de 23 anos, apenas conseguiu alojamento com a ajuda de um amigo que viveu a experiência Erasmus. Por mais que tenham disponíveis as residências, estas alunas preferem encontrar uma casa em que estejam em permanente contacto com a cultura portuguesa. Isto, segundo ela, só acontece quando vivem de perto com colegas de casa portuguesas. Apenas conhece os pontos mais importantes de Coimbra, graças a uma das suas companheiras de casa. Já para Francesca Lazzaretti, de 23 anos, apenas conseguiu casa quando chegou a esta cidade, pois em Itália as suas tentativas de procura falharam. Como elas, existem muitos outros estudantes que se deparam com esta realidade quando ingressam em Coimbra.
             O alojamento é apenas um dos problemas mais frequentes dos jovens estrangeiros. A língua é também um fator problemático para quem vem de fora. Francesca não teve tanto essa dificuldade, pois em Itália estudou o português do Brasil, o que lhe facilitou a sua escolha. Querendo aprender mais desta língua, depara-se com aulas em Inglês, o que não lhe facilita o progresso na mesma. Estuda na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Línguas Modernas. Por outro lado, Valentina que estuda na Escola Superior de Educação de Coimbra, caracteriza a língua como o maior problema para a sua integração, tendo já pondo várias vezes a hipótese de regressar ao seu país de origem. Na primeira vez que pensou nessa possibilidade foi por não conhecer ninguém e se sentir sozinha. Mais recentemente voltou novamente a considerar essa opção, por não conseguir compreender as aulas lecionadas em português. Apenas ficou porque um colega se disponibilizou a ajudá-la e apoiou-a. Para estas estudantes italianas é importante a integração e o acompanhamento dos colegas.
             Assim, encontram no ensino universitário português diferenças relativamente ao tipo de ensino nas Universidades de Bolonha e de Torino, em Itália. Tanto na ESEC, como na FLUC, a participação dos alunos é tido em conta, o que é visto como algo positivo pelas italianas em questão. Consideram ainda as aulas interativas e dinâmicas, o que facilita assim a aprendizagem de ambas. Em termos de avaliação, as nossas universidades dão valor à avaliação contínua, o que diferencia a avaliação feita nas Universidade italianas. Desta forma, tanto os trabalhos práticos e as frequências são a motivação destas alunas estrangeiras.
             Após um mês de deixarem as suas raízes, a saudade é um sentimento que ambas não conseguem controlar. Sentem falta dos seus amigos e familiares, mas pretendem aceitar o que Coimbra tem para oferecer e dar uma oportunidade para ainda assim viver umas das melhores experiências na vida académica.

             Um desafio, uma experiência, uma oportunidade que será para sempre recordada por quem a vive.

grupo 4

Foto-reportagem

Grupo 4 
Ana Francisco
Daniela Silva
João Sobral
Valentina Ardagna

terça-feira, 20 de outubro de 2015

“No Crossfit não importa o nosso estatuto social ou capacidade atlética, o que é realmente importante é darmos o nosso melhor em cada momento.”


Amante do desporto, Bruno Braga é um jovem de 25 anos residente em Espinho. Estudou História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mas atualmente o seu mundo é o desporto. Monitor de Surf/Bodyboard, desde sempre foi um jovem apaixonado pelas ondas e pela tranquilidade e paz interior que o mar lhe traz. Bruno é ainda professor de Crossfit na Fit Box em Espinho, onde passa grande parte do seu tempo a treinar com os seus alunos. Como qualquer outro desportista de alta competição, Bruno tem uma alimentação cuidada e saudável.

Fiquemos então com o que este jovem nos tem para contar acerca do Crossfit, abordagem ao treino físico um pouco diferente daquela que a maioria das pessoas está habituada.


Bruno Braga



Há quantos anos praticas desporto? Em que modalidades desportivas já estiveste envolvido?

Faço desporto desde os 8 anos de idade. Comecei por jogar futebol e neste momento pratico Bodyboard, Surf e Crossfit.


Muita das vezes, quando se fala em Crossfit, as pessoas associam-no de certa forma ao ginásio e aos exercícios nele feitos. O que tens a dizer acerca das diferenças entre estas duas modalidades?

Essa é de facto uma realidade, muitas vezes o Crossfit é facilmente confundido com outras modalidades. Uma grande diferença é que este desporto privilegia a componente desportiva e a saúde, em detrimento da estética. Normalmente os utilizadores de um ginásio convencional, preocupam-se em atingir os resultados estéticos desejados, no menor tempo possível, recorrendo a exercícios isolados. Já no Crossfit privilegiamos a componente funcional e técnica, olhando para os resultados estéticos como se fossem um reconhecimento do nosso esforço, ou seja, numa box a máquina para realizar os exercícios, é o nosso corpo. A outra grande diferença é o espírito de comunidade que envolve uma box de Crossfit, porque vivemos não só com as nossas vitórias, mas também com as dos nossos companheiros, somos todos uma família. Por último é ainda importante referir que no Crossfit não importa o nosso estatuto social ou capacidade atlética, o que é realmente importante é darmos o nosso melhor em cada momento.


"Deadlift" (200 Kg)






Quando passaste de aluno a professor de Crossfit? Conta-nos um pouco de como tudo aconteceu.

Acho que este foi um resultado natural do que é a essência deste desporto. O Crossfit passou a ser mais do que um desporto, passou a ser a minha forma de viver e com isso influenciei quem estava à minha volta, criando a minha "família" de treino. O passo seguinte foi arranjar uma "casa" para nós e para isso inaugurei em junho deste ano a Fitbox em Espinho. Mas na verdade não me sinto apenas professor, porque nesta comunidade aprender e ensinar é recíproco.


Quantas horas por semana treinas?

Depende muito do volume e intensidade da programação do meu treino. Mas varia entre 7 a 14 horas semanais.


Que cuidados tens com a tua alimentação?

Tenho muito atenção à minha alimentação, pois o meu rendimento como atleta depende disso. Tento seguir uma dieta paleolítica com benefícios, ou seja, a base é paleo, mas recorro a alimentos que considero benéficos para mim, mesmo que não sejam admitidos nesta filosofia alimentar. Um dos maiores cuidados que tenho a nível alimentar é a contagem de tudo aquilo que como para controlar e equilibrar da melhor forma a minha dieta.


Em que te inspiras para alcançares os objetivos que traças dia após dia? Os teus alunos têm algum papel importante para ti nessa luta?

Os meus alunos que na verdade são os meus companheiros para o treino e para a vida, são sem dúvida a minha maior inspiração. Sempre que estou num momento de treino ou competição em que tenho de sofrer um pouco mais para fazer mais e melhor, penso que eles acreditam em mim e que estão sempre ao meu lado para me apoiar.



Bruno Braga e a sua equipa na Fit Box





És um desportista de alta competição. Em que competições já participaste e de quais pretendes ainda fazer parte?

Participei na primeira edição do N14 invitational, onde acabei por me sagrar vencedor juntamente com a minha equipa. Participei no Crossfit Open em 2014 e mais recentemente participei com a minha equipa da Fitbox no Prozis Manz Crossgames. Ainda aguardamos o veredicto desta última prova, pois o meu objetivo imediato é qualificar-me para a fase final do Crossgames, que será em novembro no Meo Arena.


O que mais gostas no cross-fit?

O que mais gosto no Crossfit é a capacidade que adquiro dia após dia, com os desafios por que passo, de conhecer mais um pouco de mim e das minhas limitações como atleta e humano, alcançando assim, algo para melhorar.


Além do Crossfit és um apaixonado pelo surf. Até que ponto eras capaz de deixar o cross-fit em virtude do surf, no caso de poderes apenas praticar um deles?

Essa é a pergunta mais difícil que já me colocaram. Acho que não seria feliz deixando de praticar um destes desportos.


Dedicas grande parte do teu tempo ao desporto. Não sentes que ficas com pouco tempo para estares com a tua família e amigos?

É uma realidade que dedico a maior parte do meu tempo ao desporto, mas é da forma que dou ainda mais valor aos momentos preciosos que tenho com a minha família e amigos.


O quanto é o desporto importante para ti?

Importante o suficiente, para eu não encontrar palavras para quantificar.


Que mensagem nos queres deixar como forma de motivação para aqueles que se sentem menos motivados para a prática do desporto?

Encontrem um desporto que gostem. Não se obriguem a ir para o ginásio, a fazer Crossfit, ou qualquer outro desporto, se não o fizerem com prazer. Pode ser uma utopia, mas eu acredito que “há sempre um testo para cada panela”, quero com isto dizer, que há um desporto que será praticado com prazer por cada pessoa. Por isso mexem-se e experimentem até descobrirem o vosso.


                        Igor Lopes (Nº20140540)

Um passeio com… Adriana Fernandes


Foi com o cenário da Praceta Sá Carneiro, na Lousã, que ficámos a conhecer Adriana Rodrigues Fernandes, uma Lousanense cheia de paixão pela música.
Adriana Fernandes, foi uma das concorrentes do "Fator X", uma das melhores experiências da sua vida, senão a melhor, como menciona, apesar de recordar que a sua ligação com a música começou na sua vida muito cedo, “comecei a cantar, sinceramente, desde que me lembro”, refere.
Atualmente, aos 21 anos, ambiciona ser cantora profissional e fazer disso a sua vida. Para além da música, está a estudar Línguas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. 

O que significa para ti a música?
A música para mim significa, para além do que significa para a maior parte das pessoas que é o escape ao mundo real e o relaxar um pouco e distrair, significa também um objetivo, uma coisa que eu quero fazer, um sonho, que é viver da música.

Como é que começou a tua história com a música?
Comecei a cantar, sinceramente, desde que me lembro. A minha mãe diz que foi mais ou menos, quando comecei a falar. Depois, com cerca de 8 anos entrei no Coro dos Pequenos Cantores, em Coimbra. Entretanto, tive de vir viver para a Lousã, mas mesmo assim continuei a cantar, entrei aqui na academia de música e desde sempre que canto.

Então, desde criança que tens este sonho pela música?
Sim, desde que me lembro que quero cantar.

Ao longo do teu percurso qual foi o momento que mais te marcou?
O Fator X, sem dúvida, foi o momento que mais me marcou, foi o ponto alto da minha carreira, se é que se pode chamar carreira musical, porque foi onde eu tive mais sucesso e estive na televisão.

Como foi essa experiência do Fator X?
Bem… teve coisas muito boas como é óbvio, aprendi muito, cresci muito, quer a nível pessoal quer profissionalmente. Conheci pessoas fantásticas, ganhei alguns contactos e, por outro lado, quando saí fiquei muito triste. É sempre aquela fase do “se calhar não sou boa o suficiente”, e “será que devo continuar, será que não devo continuar”, mas no geral acho que foi uma experiência muito boa.

E qual era a sensação que tinhas quando passavas a uma próxima fase?
É muito complicado explicar sem acontecer, a fase onde eu mais me emocionei e cheguei mesmo a chorar de emoção foi quando passámos às galas, porque não estava mesmo à espera, foi mais numa de “olha vamos ver como é que corre, se correr bem tudo bem se não correr, a vida continua”. Quando percebi que tinha passado às galas fartei-me de chorar, desde o inicio da gala até ao fim tinha sempre os nervos à flor da pele e ainda por cima era  ouvir toda a gente a dizer “ai eu não passo”, “Eu também não passo”, o que nos levava a sentir que havia sempre alguém melhor que nós. Mas quando passávamos era fantástico, era um reconhecimento do nosso trabalho e do esforço que tínhamos toda a semana.

Voltando atrás no teu percurso, como te sentiste a primeira vez que subiste ao palco? E agora como te sentes?
Boa pergunta… Do que me lembro, sempre fui muito envergonhada, estava habituada a cantar para a minha mãe, para a minha família, coisas mais pequeninas. Quando subi a um palco foi diferente, eu prefiro cantar para mais pessoas do que para menos, porque não tenho de estar a focar a cara das pessoas. Consigo olhar para toda a gente e sentir aquele apoio, o bater das palmas. Eu gostei muito, ao início estava um pouco constrangida, mas agora acho fantástico, na primeira vez percebi que adorava cantar em palco e para muitas pessoas.

Qual foi a tua situação mais inesperada num palco?
Ui, tenho de pensar… isso acontece tantas, tantas vezes, quando temos concertos e as coisas não acontecem bem como queremos, chegamos lá e dizem-nos que “temos microfones, temos colunas e temos tudo” e, depois chegamos lá e afinal não há nada e temos de cantar para um público enorme, essa aí, sinceramente, é das piores.

Como é que é a tua relação com o público?
A minha relação com o público… eu admito que, às vezes, sou um bocado fria quando estou a cantar. Canto mais para mim do que para os outros, mas, felizmente, tenho aprendido bastante a mudar isso, porque afinal de contas é o público que faz com que eu continue a fazer o que faço, não posso fazê-lo só para mim, porque se quiser viver disto tenho de o fazer também para o público. Gosto muito de agradar e perceber que agradei e fico muito triste quando as pessoas não gostam ou quando não estão tão recetivas.

Como é conciliar o teu percurso musical com a faculdade?
É complicado, porque às vezes os horários não são bem como nós queremos e, ainda para mais, vivendo na Lousã e tendo de ir para Coimbra todos os dias, há dias que não é fácil, mas eu sou da opinião de que quando se quer mesmo uma coisa, se consegue conciliar tudo e, até agora, tenho conseguido.

Quem são os teus maiores apoios no teu percurso?
A minha mãe, sem dúvida nenhuma. Não me posso mesmo queixar, porque muitos têm a questão dos pais, porque, infelizmente, existem muitas pessoas que acham que a música não é um mundo seguro para se fazer um futuro, mas a minha mãe sempre me apoiou bastante, o meu pai também, a minha avó, acho que a minha família no geral, me apoia bastante.

Um momento que recordes com saudade.
O Fator X, lá está…

Pretendes que a música faça parte de ti durante toda a tua vida?
Sim, sem dúvida nenhuma. Eu sei que é um mundo muito complicado, ainda mais em Portugal, ainda ninguém dá muito valor aos músicos e, apesar das pessoas não saberem, é um trabalho muito complicado, e se um dia não conseguir singrar e ser cantora a tempo inteiro, gostava de fazer disso um part time, ir cantando aqui e ali.

Quais são os teus projetos para o futuro? Bem, gostava de gravar um CD com músicas originais, estou já a tratar disso, já tenho algumas músicas originais. Gostava de ter sucesso no mundo da música, como Aurea, HMB e assim.

Quem são as tuas inspirações na área da música?
Gosto muito da Amy Winehouse, apesar dela ter a vida pessoal que tinha, como artista é um grande ídolo meu. A nível nacional gosto muito da Aurea, dos HBM, e de Tiago Bettencourt.

Olhando agora para o presente, sentes-te uma pessoa concretizada?
Ainda não, porque acho que só me vou sentir uma pessoa concretizada quando perceber que não preciso de fazer mais nada na vida a não ser a música, quero poder um dia dizer que sou cantora profissional e que vivo disso, mas até agora acho que fiz tudo o que conseguia para tentar concretizar isso.

Por último, podes deixar um conselho para todas as pessoas que têm sonhos tal e qual como o teu?
O meu principal conselho é sem dúvida lutar por isso e não se deixar ir abaixo por um “não”, porque já ouvi muitos, e também vou continuar a ouvir. Não nos podemos deixar ir abaixo, temos de saber quem somos e o potencial que temos e aproveitar todas as oportunidades que nos dão, porque é o que tenho feito e não me tenho arrependido de todo de ter aproveitado essas oportunidades.


Bianca Matos (20140110), Comunicação Social