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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Crónica

Onde vamos na passagem de ano?

Mais um final de ano aproxima-se. Por volta desta altura, os portugueses começam a idealizar a passagem de ano perfeita. Onde e com quem são as perguntas recorrentes. Desde os jovens aos mais velhos, todos querem estar no sítio programado quando soam as 12 badaladas.
Dizem que Portugal é dos países que mais tem sofrido com a crise mundial que se instalou, mas no entanto, os portugueses continuam a não querer abdicar dos luxos de ter uma passagem de ano memorável. Comer as doze passas e assistir ao fogo de artifício ao ar livre com os entes queridos já não chega. Os hotéis esgotam os seus quartos mais luxuosos, as viagens para o exterior são indispensáveis e a procura pelas melhores festas privadas não pára de aumentar.
Estudos recentes dizem que a população lusa poupa cerca de 6% em presentes de Natal em comparação com 2009. Para que? Acaba por gastar depois numa passagem de ano de topo. Desde os vestidos de noite ao melhor camarão tigre que é servido na mesa, o dinheiro acaba sempre por desaparecer. Apesar de todos os apelos dos meios de comunicação e por todas as cartas que se põem na mesa de que o país está crítico, o povo continua a não querer abdicar dos pequenos luxos dispensáveis que poderiam ajudar a carteira.
Também eu, como jovem que sou, gosto de passar a meia-noite na companhia dos meus amigos, no meio da diversão. Mas se tiver que dispensar isso para que os bens essenciais não me faltem, tudo bem. O problema do português é não pensar que um dia, o mais importante pode falhar. E depois? De que vale passar de ano e ter o primeiro dia do ano perfeito se o resto do ano é para apertar o cinto ao máximo?





Helena Gonçalves
Grupo 5








Crónica

A evolução técnica e a monotonia dos adolescentes

 
Não é novidade a evolução tecnológica actual. Também é clara a dependência a que assistimos por parte de milhões de pessoas às Tecnologias de Informação e Comunicação.

A verdade, é que, por mais que não queiramos, temos que estar actualizados face a este desenvolvimento técnico senão acabamos por ficar aquém dos outros na vida profissional e social. O nosso dia-a-dia é marcado, essencialmente, pelo esforço de nos superarmos uns aos outros em conhecimentos e todo o tipo de bens materiais e emocionais.

Os adolescentes nunca vão ser excepção. Não é por acaso que, desde já, assistimos à rivalidade académica (por exemplo). Os exemplos que lhes são dados são mesmo sobre a melhor forma de chegar ao topo.

A verdade é que, uma vez que todas estas invenções se destinam à nossa geração, temos muito mais capacidades a lidar com as ferramentas. Dedicamo-nos de corpo e alma à aprendizagem de funcionamento de todas as tecnologias. E, embora haja instruções e formas de utilização, temos que lhes dar um toque pessoal, para que assim, possamos evoluir e tornarmo-nos mais eficazes em relação aos outros.

O progresso das Redes Sociais e de todas as tecnologias têm-se revelado, em maior parte, um aspecto positivo: nas empresas, em termos sociais, no seio das famílias. Em todos os ambientes sociais, há indícios de que o funcionamento é privilegiado aquando o uso das novas tecnologias. Desde o que diz respeito à melhor organização, à facilidade de circulação e troca dos vários tipos de informação, à rapidez de contacto entre as pessoas. Até no que diz respeito à Comunicação Social se tem notado um grande avanço, na internet, através dos jornais online, na rádio online, etc.

No entanto, e como em tudo, os aspectos negativos também se fazem notar. Desde o facto de o tradicional se começar a perder, até ao ponto em que nos vamos privando nas relações face a face. E é principalmente neste aspecto que me foco na vida dos adolescentes.

No progresso de qualquer pessoa, as novas tecnologias ajudam. Os jovens, usam e abusam das novidades e isso é benéfico para a sua aprendizagem, no entanto, é prejudicial porque os faz esquecer de determinados assuntos essenciais. Começando pelas tecnologias que nada tem a ver com as redes sociais, os vídeo jogos, por exemplo, em nada ajudam para além da capacidade de desenrasque das crianças. A televisão e a internet não dão a autonomia que os jovens precisam para pegar num livro ou num jornal e se dedicarem em expandir a sua cultua geral. Estão mais interessados em sentar-se numa cadeira em frente ao computador ou passar horas a fio a olhar para o ecrã do telemóvel, a socializar, sim, mas não da forma que lhes permite desenvolver certas capacidades profissionais. As relações interpessoais estão a perder-se e isso não é culpa das tecnologias mas sim da fraca força de vontade e de capacidade de organizar o tempo e de nos dedicarmos ao que realmente é importante.

E daquilo que poderíamos desfrutar sem ter de apontar defeitos, somos obrigados a culpar pela monotonia de que os jovens são vítimas. É que as tecnologias estão a encurrala-los numa esfera da qual se vêm dificultados de sair não só pela dependência mas também pelo facto de os despojar de sair à rua e ter uma conversa com um colega ou em vez de sair para ir “brincar” com os amigos, combinar encontros online para jogos ou mesmo passar o dia inteiro a mandar mensagens aos amigos. É desta monotonia que falo, da falta de evolução que a nossa vida, enquanto jovens, se vem deparando graças a um desenvolvimento tecnológico que tudo tinha para ser positivo e enriquecedor.







Andreia Monteiro
Grupo 5



Jornalistas e Jornalismo

São várias as instituições dedicadas à Comunicação e à Investigação, em geral, e ao Jornalismo e ao Jornalistas, em particular. A Obercom e o Sindicato dos Jornalistas portugueses são algumas das instituições que podem ser de enorme utilidade para quem de alguma forma está ligado à profissão de jornalista. Nesse sentido ficam aqui algumas propostas de sites e instituições que nos podem fornecer úteis ferramentas e que devem ser tidas em conta, não só no percurso académico – como fontes de recursos e aprendizagens – mas também no profissional – enquanto meios de elucidação sobre um trabalho que tem valores, direitos e deveres que devem ser respeitados.

Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS)
Uma instituição de ensino superior ligada à “investigação e à formação avançada em matéria de ciências sociais” (ver site). O foco do seu estudo é a realidade das actuais sociedades, em especial, a portuguesa e para todas as outras que de alguma forma têm laços culturais ou históricos com o nosso país.
Entre outras linhas temáticas a instituição centra-se na: formação do mundo contemporâneo; as mudanças sociais e a acção individual no contexto da família, estilos de vida e escolarização do contemporâneo; no estudo da cidadania e das instituições democráticas.
Os seus investigadores, ligados a diferentes áreas - como a História, a Sociologia, a Antropologia Social e Cultural ou a Psicologia Social - tem na sua maioria um elevado grau académico - em 2008 estimava-se um número de 70. Recebe ainda cerca de 100 estudantes pós-graduados.
Com estatuto de “Laboratório Associado” desde 2002, o ICS publica pesquisas em livros e revistas nacionais e internacionais. Os seus métodos de investigação são diversos e vão desde os estudos documentais até aos métodos experimentais.
Clara, é aposta desta instituição de ensino superior na metodologia científica para produzir informação de qualidade que possa ser divulgada e que simultaneamente satisfaça diversos públicos.
Na Internet é possível aceder a sem número recursos e informações.

Site a consultar:


Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas – CENJOR
Tendo como objectivo principal melhorar a qualidade da informação que circula nos meios de comunicação do nosso país, em geral, o CENJOR aposta na formação de profissionais em diferentes áreas da comunicação social: imprensa; rádio; televisão; fotografia; multimédia; desenvolvimento pessoal. São formações destinadas, principalmente, a jornalistas estagiários e profissionais já activos, podendo ser uma forma de complementar e aprofundar os conhecimentos adquiridos a nível académico e/ou profissional. Além disso, o CENJOR ministra seminários e promove outras acções, nomeadamente, através de protocolos com outras instituições é possível maior especialização no jornalismo económico, jornalismo financeiro, jornalismo sobre assuntos europeus, entre outros.
Para ingressar em algum curso de formação contínua do CENJOR é condição, fazer parte ou ser colaborador de algum órgão de comunicação social. Para integrar os ateliês – de rádio, de imprensa, jornalismo Web, etc. – os candidatos têm que ser obrigatoriamente ou finalistas ou recém-licenciados em Comunicação.
A inscrição nos cursos do Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas pode ser feita on-line. O perfil dos candidatos será, posteriormente analisado e pela instituição, que ficará responsável por contactar os admitidos.
Uma excelente oportunidade para quem quer aprender mais sobre, fazer jornalismo.

Site a consultar:


O OberCom - Observatório da Comunicação
A Obercom é uma associação sem fins lucrativos com “uma equipa multidisciplinar e dinâmica com o objectivo de reforçar a posição do OberCom enquanto núcleo de investigação, reconhecido pelos seus associados, parceiros institucionais, academia e grande público” (ver site). Esta foi fundada com o objectivo de facilitar o processo de recolha e tratamento da informação relacionada com os Média e a Comunicação e é “encabeçada” por um nome de vulto da Sociologia da Comunicação: Gustavo Cardoso.
Tendo como princípios fundamentais,” a relação com os seus públicos a relação com os seus associados e o rigor da informação científica produzida”, a Obercom procura também a criatividade e a inovação, para produzir e analisar conhecimentos ao nível da comunicação, do jornalismo, da publicidade e média.
No site é-nos possível aceder facilmente aos mais variados recursos e publicações – a maioria em formato “pdf”- que podem ser de grande utilidade a quem estuda Comunicação.
Entre os associados da Obercom conta-se o Grupo Media Capital, o Grupo Cofina e Zon Multimédia.


Sindicato dos Jornalistas
Este sindicato visa integrar todos os jornalistas que trabalham em qualquer meio de comunicação. É totalmente independente do Estado ou de qualquer outra instituição pública ou privada e “luta intransigentemente pela defesa dos direitos, individuais e colectivos, e pelo escrupuloso cumprimento dos deveres, em particular deontológicos, dos jornalistas, pela defesa intransigente do seu direito de acesso à informação, em nome do direito dos cidadãos a serem informados com rigor e seriedade” – (capítulo I, artigo 1º, ESTATUTOS DO SINDICATO DOS JORNALISTAS).
O Sindicato dos Jornalistas (SJ), considera membros não só os jornalistas em actividade, como também os desempregados, os reformados e os que por motivos de doença ou outros justificáveis (como a docência ou formação profissional nas áreas do jornalismo ou das ciências da comunicação) ficaram com actividade suspensa.
Este sindicato tem como primazia defender os direitos e as condições de trabalho dos seus sócios. Contudo existem deveres a ser cumpridos pelos associados do SJ, como sejam, o cumprimento do “Código Deontológico e o Estatuto de Jornalista”, a denúncia de casos de violação do código de trabalho, o zelar pelos interesses colectivos do associados e o pagamento de quotas.
O jornalista ao integrar este sindicato tem também a vantagem de usufruir de uma série de serviços e apoios disponibilizados a nível da saúde, do lazer, da cultura, da formação e do ensino.

Para saber mais, consulte o site:



ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social
A ERC foi criada com o objectivo fulcral de supervisionar e regular todos os órgãos e instituições que executam actividades ligadas à Comunicação Social. Esta é autónoma a nível administrativo e financeiro e está organizada em diferentes secções - Conselho Regulador, Direcção Executiva, Conselho Consultivo e Conselho Fiscal Único.
A liberdade de imprensa e da informação – definidos na lei. A autonomia face ao poder político-económico. O zelar pela transparência na comunicação social. A protecção do interesse do público. A fiscalização dos conteúdos difundidos nos Media. Todos estes são interesses indispensáveis da ERC, daí que sejam disponibilizados uma série de dados para também nos consciencializar – de alguma forma - acerca do sistema e da situação vivida no mundo da Comunicação Social.

Com facilidade é possível aceder ao site:

Renato Neves Sapateiro


Jornalistas e Jornalismo

Alberta Marques Fernandes

Maria Alberta Marques Fernandes nasceu a 19 de Janeiro de 1968, na cidade do Porto, e é uma das grandes jornalistas do nosso país.
Licenciou-se em Relações Internacionais, pela Universidade Lusíada, e enveredou pelo jornalismo em 1991, na Rádio Renascença, como estagiária.
Um ano depois, estreou-se à frente das câmeras, aquando do aparecimento da televisão privada em Portugal, abrindo as emissões da SIC, a 6 de Outubro de 1992. Durante os 9 anos que marcaram a sua presença nesta estação televisiva, passou por todos os espaços televisivos existentes na mesma.
Mais tarde, em 2001, trocou a SIC pela RTP1, inaugurando um novo espaço de informação televisiva em Portugal, desempenhando funções de coordenação informativa.
Passou para o Jornal 2, onde actualmente coordena e apresenta em alternancia com diversos jornalistas.
Actualmente, Alberta Marques Fernandes é considerada uma das mais importantes jornalistas da RTP.


Por: André Drogas
Grupo 7 

Crónica - Sint Maarten

Sint Maarten

Este dia pode-se comparar ao Halloween americano, e ao "Pão por Deus" português. Acontecimento em que, pelo menos na zona oeste do pais, as crianças, depois da missa de dia 1 de Novembro, percorrem as ruas dos bairros tocando às campainhas pedindo pão por Deus, esperando doces, alguns "trocos" e até, para desespero de alguns, alguma fruta.

Para os holandeses, o dia 1 de Novembro, dia de todos os santos, não é celebrado (nem sequer é feriado), talvez pela sua pouca influência religiosa. Contudo, no nosso dia de comer castanhas e de beber água pé é celebrado nos países baixos com grande ênfase à personagem desse dia. O São Martinho.

Para quem se recorda dos tempos da escola primária, quando a professora "rechonchuda" quase entalada nos braços da cadeira que rangia por todo o lado (peço desculpa se não tiveram uma professora dos vossos primeiros anos de escola com estas características. Se não, perderam toda a magia do ensino básico...), nos explicava que um cavaleiro nobre cavalgava sobre o seu cavalo branco num dia de chuva intensa, e ao passar por um mendigo parou e cortou um pedaço da sua longa capa vermelha e ofereceu ao pobre velhote...

Aqui não há capas nem mendigos (haver há, mas não é isso que interessa), há sim miúdos que inventam as suas  pequenas lanternas criadas com papel e cartão que posteriormente se introduzem numa espécie de "varinha mágica" com uma luzinha na ponta que ilumina as chamadas "lampion" (não, não creio que seja por alguma razão clubística que têm este nome, apesar do senhor se vestir totalmente de vermelho). Levando um saco cheio de esperança de terminar o dia a abarrotar pelas asas cantando pequenas músicas às pessoas (como a que interpreto no video).

Claro que, como em Portugal, não seria "normal" ver dois "rapagões" a (tentar) cantar músicas cuja letra consiste em dizer: "São Martinho, São Martinho/ as caudas das vacas já mexem/ as raparigas já usam saia/ ai vem o São Martinho".

Não obstante o embaraço inicial, não deixou de ser interessante e ao fim ao cabo engraçado... Pois já há alguns anos que me faltava uma parte de mim, que de certa forma encontrei nestas ruas gélidas a cantar músicas holandesas.

Confiram o video:
http://www.youtube.com/watch?v=sxafATwlp4g&feature=player_embedded

Enjoy

Marcelo Chagas