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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Galeria de Sta Clara- um pequeno mundo de cultura em Coimbra





“Quem vai, quer voltar. Quem não foi, devia ir.” Este poderia ser o lema da “Galeria Bar Santa Clara”, um dos sitios que mais reflete a qualidade e beleza da cidade de Coimbra.


Localizada na Rua António Augusto Gonçalves, esta galeria existe desde 1993 e, desde logo, mostrou preocupação na forma como se apresenta ao público: o espaço, cheio de pinturas e obras de arte que se mesclam na decoração, é também palco de workshops, sessões de cinema, concertos de bandas locais que têm oportunidade de mostrar o seu trabalho ao público, sempre com o objetivo de proporcionar uma sensação de bem-estar, ao 
mesmo tempo que procura enriquecer culturalmente quem a visita

Foto 1- Vista da esplanada da galeria



Foto 2- Tecto com uma pintura numa das salas da galeria

É com infra-estruturas equipadas e preparadas para todo o tipo de demonstrações artisticas que a galeria se deixa visitar; todos os eventos que nela decorrem são pensados e preparados de forma meticulosa por quem lá trabalha, muitos dos quais resultam de parcerias com outras associações e instituições, o que contribui para a simplificação do trabalho.

                                                                                              Foto 3- Sala dedicada à leitura

Paralelamente, existe também um bar que se complementa com as peculariedades da galeria ao incutir ambientes distintos, como a esplanada à beira-rio, onde os visitantes são convidados a apreciar a cidade, ao mesmo tempo que se deleitam com os snacks e cocktails à disposição; além de dispor ainda de uma sala de estar (ou de concertos, dependendo da ocasião).





Foto 4- Azuleijos com história 


De exposições a conversas de café, de Fernando Pessoa ao teatro, de DJ’s ao jazz, a “Galeria Bar Santa Clara” proporciona momentos de lazer, descontração e convívio, num espaço permanentemente aberto para todos os que a pretendam visitar, com intenções de desfrutar da vista e colher algumas das riquezas culturais que por lá se cruzam.


                                                                                   Foto 5- Lanches da galeria



            Foto 6- Sala de concertos                                                      Foto 7- Ambiente da galeria 


                            
                                               Foto 8- Frase de Fernando Pessoa numa parede da galeria



Por: Marlene Ribeiro, Cláudia Gomes, Eduardo Pinto e Tiago Guedes




 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

“A cultura deve ser para todos e não só para quem pode”

No âmbito do Festival de Música de Coimbra, realizado de 27 de Outubro a 8 de Dezembro e que incorporou uma série de concertos desde música clássica ao Jazz, o Posts de Pescada entrevistou Augusto Mesquita, o maestro organizador do evento, com o objectivo de saber um pouco mais sobre este evento.
 
Posts de Pescada: Como surgiu a ideia de criar um evento deste género em Coimbra?
Augusto Mesquita: O Festival de Música de Coimbra começou em 1992. Foi uma iniciativa duma empresa de Lisboa que comunicou com as entidades de Coimbra. O nome inicial era Festival Internacional de Música de Coimbra e realizava-se em Julho, mantendo-se assim durante 12 anos. Normalmente os festivais surgem para que uma cidade ou região tenha um evento que divulgue a música, trazendo notoriedade, concertos, público – foi com base neste conceito que surgiu o Festival de Música e se permaneceu durante 12 anos. Depois foi anunciado à Câmara de Coimbra que o Festival não se iria realizar mais, devido a certos problemas que o levaram à falência. Mais tarde, em 2005, fui convidado pelo Presidente da Câmara para dirigir o Festival, o qual iria ser apoiado pela Universidade de Coimbra e pelo Teatro Gil Vicente. 
 
PP: Que mudanças se realizaram ao longo dos anos?
AM: No ano 2005 o Festival deixa de ser de Verão (Julho), até porque era uma altura em que os estudantes têm muitos trabalhos para a Faculdade, e passou a ser um Festival de Outono (Outubro/Novembro, tendo existido alguns prolongamentos, quando necessário), um período mais equilibrado. Também deixa de se chamar Festival Internacional de Música e passa a chamar-se, somente, Festival de Música de Coimbra, criando-se a sigla FESMUC (“FES” de festival, “M” de música e “C” de Coimbra). Passou-se, também, a dar um papel de relevo a músicos de Coimbra ou ligados à cidade, dando oportunidade a muita gente jovem. Para além disso, tornou-se o programa mais variado, no sentido de atingir diversos públicos. Por fim, uma outra é a tentativa é o alargamento do Festival por todo o distrito e não só, já chegámos a actuar em Figueiró dos Vinhos, em Viseu e Torres Novas.
 
PP: Que particularidades é que o FESMUC pode trazer a Coimbra?
AM: O aspecto mais importante de se manter, na altura de crise em que estamos, é o cultural. Coimbra tem de ter um papel importante a nível nacional e por isso ter um festival que seja digno da cidade e diferente. Não conheço nenhum festival com tanta diversidade musical e que se estenda a tantas freguesias. A cultura deve ser para todos e não só para quem pode e apesar de as salas nem sempre encherem, nota-se que quem vai aprecia bastante. Este foi dos principais objectivos que pretendi atingir com esta nova programação e a ideia do FESMUC.
 
PP: Que tipo de dificuldades sentiu ao organizar esta edição?
AM: Um corte de 50% em relação à primeira edição. É o primeiro ano em que os concertos foram todos com bilheteira, no ano transacto só os que se realizavam na biblioteca Joanina é que foram pagos. O FESMUC ainda chegou a ter patrocínios de 20/30 mil euros, de empresas, este ano não se conseguiu nenhum e a Câmara Municipal reduziu bastante as ajudas, assim como a Universidade. Também se sentiu dificuldade na contratação, há sempre muita oferta e a escolha é difícil. Ainda outro problema diz respeito à publicidade, os gastos são muito elevados e por isso teve de se reduzir, o que fez com que alguns concertos tivessem gente a menos.
 
PP: Para além da Câmara Municipal e da Universidade, quais foram os apoios do FESMUC, este ano?
AM: A Fundação INATEL que neste momento encarregou-se de alguns concertos na periferia, na Associação António Fragoso, o Conservatório de Música de Coimbra que cede o seu espaço, esquemas de cooperação com outras entidades, o TRYP Coimbra que facilita no alojamento dos músicos, o TAGV e penso que são estas, que não me esqueci de nenhuma, assim com maior importância.
 
PP:Como é que foi feita a publicidade, este ano, tendo em conta as dificuldades financeiras?
AM: Através de cartazes e flyers, os quais foram reduzidos, pois envolvem gastos gráficos e de fixação, assim como no site do FESMUC, da Câmara, também através de alguns jornais.
 
PP: Este ano é essencialmente dedicado ao piano. Alguma razão especial para esta escolha?
AM: Eu entendi que o FESMUC, devido à sua dimensão mais pequena, deveria ter um tema. Essa escolha é um pouco complicada, pois há uma variedade muito grande de possíveis temas e por isso sugeri cingirmo-nos num instrumento, sendo este ano o piano. Assim o Festival não é tão disperso e facilita-nos, visto que sofremos o tal corte de 50% das verbas.
 
PP: Que tipo de público pretende atingir?
AM: Nós queremos atingir o público mais abrangente possível, mas este ano dirigimo-nos mais aos alunos do Conservatório de Música, através da música clássica. Temos experiências muito boas do passado e por isso estou crente de que o objectivo de atingir um público generalizado vai ser possível.
 
PP: De que maneira é que o público adere à iniciativa?
AM: Parece-me que adere bastante bem e este ano senti perfeitamente isso, em todos os concertos.
 
PP: Em relação aos músicos, nota uma fácil adesão destes ao FESMUC?
AM: O FESMUC, normalmente, tem propostas que quintuplicam os concertos de músicos nacionais e estrangeiros, mas obviamente que as do estrangeiro são muito complicadas de concretizar. Depois eu também acabo por convidar um ou outro músico que conheço, ou que tenha ouvido e normalmente não tenho qualquer tipo de problema.
 
por: Maria Melo e Mónica Silva
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Praça do Comércio recua no tempo



Polaroids e grafonolas. Selos e cartões postais. Porcelanas e bibelôs. Relógios antigos e moedas de coleção. Bijuteria das nossas avós e livros empoeirados. Objetos que têm algo mais em comum que apenas a avançada idade: todos tentam encontrar novas habitações e ganhar nova vida. É a oportunidade perfeita para os que estão fartos de caixotes, de cantos das salas, de prateleiras cheias de tralha. E ficam na expetativa de que alguém veja neles o que o seu proprietário já não vê. Se tivessem boca, sorririam como se não houvesse amanhã e entredentes sussurrariam a quem passasse “Leve-me! Leve-me!”, tal não é a vontade que têm de ser levados para casa por uma mão diferente. Como o sorriso lhes falta, brilham como no dia em que foram comprados pela primeira vez. Ou mais ainda. E se daquela vez não for a sua vez, não se afligem… No mês seguinte haverá mais uma oportunidade.

Faça chuva ou faça sol, é no quarto Sábado de cada mês que, na Praça do Comércio, se realiza há 21 anos a Feira de Velharias de Coimbra. Num encontro com o passado onde se pretende promover a arte e a cultura, é das 9h às 19h que estão de pé as bancas onde se podem encontrar expostos os mais variados artigos.

Para os amantes de antiguidades e/ou curiosos que perderam a feira deste mês, não deixem de visitar a Praça do Comércio no próximo dia 22 de Dezembro.

por: Ana Beatriz Oliveira, Catarina Parrinha e Diogo Sousa


domingo, 25 de novembro de 2012

Muito rock n’ roll no aniversário da A062

A A062 (Associação de divulgação e promoção da cultura e das artes nas Caldas da Rainha), comemorou, na passada sexta-feira, dia 16 de Novembro, o seu primeiro aniversário com a nova presidência. A festa teve lugar no Parqe Club.
Convidadas para assinalar este evento, tocaram as bandas Fuzz, banda jovem e recente originária das Caldas, os Jack Twigg Jr e os UBU, duas bandas da “velha guarda” desta cidade, que trouxeram ao espaço o som bem alto das guitarradas e muita agitação junto do público. As cerca de 100 pessoas presentes contaram ainda com a performance de Tallulah, a personagem encarnada por Tânia Leonardo, actriz membro da Associação.
A A062 inaugurou a semana passada a sua nova sede, o Hotel Madrid (Largo São João de Deus), com a exposição ‘Dormência’, do artista plástico caldense Jorge da Silva Santos. A Associação aceita propostas de projectos para o futuro e procura novos talentos caldenses, e não só, tanto no campo da música, do teatro, das artes plásticas, dos audiovisuais ou outros registos.


Fuzz - Fotografia por: José Eloi Vale

Jack Twigg Jr - Fotografia por: José Eloi Vale

UBU - Fotografia por: José Eloi Vale

Tallulah - Fotografia por: José Eloi Vale

A062 – Contactos:
Facebook: http://www.facebook.com/a062caldas
Site: http://a062.blogspot.com
E-mail: info.a062@gmail.com

por: Mónica Filipe Silva
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mercado Paralelo quer “voltar a juntar as pessoas”

Mercado Paralelo
http://www.facebook.com/mercadoparalelocr
Foi na Rua da Liberdade, nas Caldas da Rainha, que há cerca de um mêsse abriu a porta para um universo paralelo. O mais recente café da cidade das cavacas e dos ‘beijinhos’ tem o nome de Mercado Paralelo e tem, à disposição de quem o quiser visitar, ‘vinhos, queijos, tapas e tostas, sopa e petiscos, tudo a preços acessíveis, num ambiente acolhedor’, como se pode ler no Perfil do Facebook deste bistrô. 
Para Alice Artur, Promotora Cultural do espaço, faltava um espaço assim nas Caldas da Rainha. “O Mercado Paralelo é um café que pretende ser muito mais do que um café. Somos um bistrô, um sítio de petiscos, com um sininho na porta, para anunciar quem entra, num ambiente acolhedor e caseiro.”.
Já no cardápio cultural, para os mais curiosos, encontramos actividades como Noites de Jogos (com direito a Monopólio, Xadrez, Damas, entre muitos outros), Noites de Poesia, Tardes de Crochê( para esquecer o frio que vai estando lá fora) e promessa de muito mais para quem estiver atento. “Vamos ter conversas, passagem de curtas, feirinhas, coisas a acontecer na rua, talvez performances, contadores de histórias para crianças e pais.”.
A Promotora Cultural salienta ainda que este espaço pretende “ter uma programação cultural variada que vá de encontro à premissa de juntar as pessoas, recuperando o pretexto do convívio real, assim como da aprendizagem. Queremos chegar a todos, novos e velhos e, se possível, juntar uns e outros.
O Mercado Paralelo está aberto de segunda a domingo e promete agradar aos caldenses e ‘turistas’ que passem por lá.
por: Mónica Filipe Silva
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

DESENHO, DANÇA, JAZZ E BOSSA NOVA NO BOTA-ABAIXO

A Real República do Bota-Abaixo proporcionou no passado sábado, dia vinte de Outubro, um dia de actividades com workshops de desenho e dança e um concerto de Jazz e Bossa Nova.
O workshop gratuito de desenho, teve o seu início pelas dezasseis horas e esteve ao cargo de José Marques, artista conimbricense. O de danças de salão iniciou-se pelas dezoito horas, onde Ana Seiça foi a encarregada. O primeiro contou com nove participantes, neste workshop apenas foram leccionados alguns traços básicos do desenho, já no segundo estiveram presentes treze pessoas e foram praticadas danças como o Tango e o Boogie Woogie. Os dois workshops correram positivamente, tendo os participantes permanecido ao longo do dia na casa.
O dia de actividades terminou com um concerto de Jazz e Bossa Nova, concerto dado por um trio de alunos da “Associação Cultural Sítio de Sons”, de Coimbra. O concerto teve o seu início por volta das 23 horas e teve uma grande afluência a nível de público, tendo estado presentes algumas dezenas de pessoas. Este concerto teve um bom feedback dos espectadores, tendo estes permanecido pela casa ainda por largas horas interagindo com os membros da banda e os participantes dos workshops.
Este tipo de actividades, que são realizadas nas repúblicas de Coimbra com alguma frequência, vêm cada vez mais evidenciar o espírito comunitário e a vivência cultural existente nestas casas.
 
Workshop de desenho

Workshop de danças de salão

República Bota- Abaixo

 
 
por: David Barata, Eduardo Carvalho, Marcelo Carvalho
 
*O artigo não está ao abrigo do novo Acordo Ortográfico




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Luta Coimbricense pela cultura


                No passado dia 29 de Setembro, os artistas saíram às ruas de Coimbra em forma de protesto pela percentagem de 0,1% atualmente despendida no Orçamento de Estado em prol da cultura.

                Durante todo o sábado, dia 29, realizaram-se, pelas ruas das cidades,atuações e performances de vários dançarinos, músicos e atores, para promover e lutar a favor do desenvolvimento e apoio da cultura em Portugal. Os voluntários responsáveis pela organização do “Manifesto em Defesa da Cultura” fizeram circular um abaixo-assinado para que os populares que iam assistindo fossem contribuindo com a sua assinatura. Abaixo-assinado que tinha como objetivo o aumento da percentagem investida na cultura pelo Estado de 0,1 % para 1%, sendo que a actual é insuficiente para o desenvolvimento da cultura em Portugal.

                Este protesto também teve como meta a luta contra as recentes medidas de austeridade efectuadas pelo Governo e pela Troika, que para além da Cultura tem levado muitos outros sectores perto da ruína.

                O movimento passou por vários locais da cidade, como a Baixa, Praça da República, Museu da Ciência, Sé Velha, Oficina Municipal de Teatro e no Pátio da Inquisição, onde se realizou a festa de encerramento. Ao final do dia, a iniciativa foi considerada um sucesso onde a população aderiu e mostrou o seu apoio face a este manifesto.

por: Eduardo Carvalho e João Rodrigues
 
 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

“Guimarães Noc Noc” - A arte anda novamente pelas ruas



A Capital Europeia da Cultura foi novamente palco de actividades culturais. A 2ª edição do "Guimarães Noc Noc", uma mostra de arte contemporânea que conta com a participação de mais de 500 artistas (entre eles 24 de origem japonesa) e 320 projectos em cerca de 70 espaços diferentes da cidade, decorreu de cinco a sete de Outubro.

A abertura deste espectáculo aconteceu no dia cinco de Outubro pelas 16 horas e contou com um momento marcante, no Largo da Oliveira, onde o vasto público presente teve um contacto privilegiado com os artistas e as obras criadas. Deu-se assim o arranque oficial de um fim-de-semana muito especial. Este acontecimento foi dinamizado pela associação "Ó da Casa" e visou sobretudo a promoção da arte e o contacto directo com a mesma, dado que os visitantes foram surpreendidos numa mostra no mínimo alternativa – todas as criações artísticas foram expostas e vistas em espaços não institucionais da cidade, como habitações, centros comerciais, ruas, entre outros. No dia sete de Outubro encerraram-se as portas pelas 19 horas com novas performances.

Esta foi, sem dúvida, uma oportunidade para (re) conhecer Guimarães.

por: Sofia Rocha