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terça-feira, 22 de maio de 2012

Entrevista a Joaquim Duarte



Joaquim Duarte, tem 56 anos, é natural de Coimbra e dedicou grande parte da sua vida à prática do Radiomodelismo. Hoje, já um veterano, conta-nos algumas das suas experiências, dá-nos a conhecer algumas das suas conquistas e revela-nos como vê actualmente a modalidade.

Fábio Aguiar - Com que idade começou a interessar-se por esta modalidade de forma a torná-la na sua profissão?
Joaquim Duarte – Não me considero profissional, mas sim, trabalho a tempo inteiro nisto. Já comecei relativamente tarde, por volta dos vinte anos. Digo que foi tarde pois, normalmente, deve-se iniciar logo aos seis ou sete anos.

F. A. - Em que provas já participou em Portugal?
J. D. - Já participei em muitos campeonatos regionais, campeonatos nacionais, taças de Portugal, etc. Pode-se dizer que já corri o país.

F. A. - E no estrangeiro?
J. D. - No estrangeiro também já participei em Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo.


F. A. - Qual o momento mais marcante da sua carreira?
J. D. - Ao longo destes anos todos tive muitos bons momentos. A nível de títulos já ganhei vários campeonatos e troféus regionais, mas os momentos mais marcantes talvez tenham sido há quinze anos quando era mais novo e tinha mais reflexos. Talvez aquele que me deu mais satisfação não foi onde tive melhores resultados, pois foi nas competições internacionais onde competi com os melhores pilotos mundiais. É lógico que este tipo de competições dá mais prazer e mais gozo do que estas provas nacionais ou regionais.


F. A. –Que provas existem anualmente em Portugal?
J. D. - Por ano disputamos o campeonato nacional, três campeonatos regionais e uma taça de Portugal, isto em relação ao Todo o Terreno. Depois há as outras classes onde cada uma tem campeonatos nacionais e regionais.


F. A. - Esta é uma modalidade ainda pouco divulgada no nosso país. Na sua opinião, o que é necessário para mudar este panorama?
J. D. - A nível informativo, não é só esta como outras. Mas aí, culpo os órgãos de informação pois nos outros desportos há muito mais divulgação. No estrangeiro o radiomodelismo tem outro estatuto que não tem aqui. Por exemplo, quando se disputou o Campeonato do Mundo cá em Coimbra, todas as televisões inglesas, francesas e holandesas transmitiram a competição e cá não passou nada. Houve imagens que foram enviadas para a RTP e para outras televisões, mas nenhuma delas as passou.
Apesar disso, a nível desportivo não se pode dizer que está pouco divulgada pois já temos acima de mil licenças desportivas, ou seja, mais de mil pilotos, o que não é mau. Aliás, até acho que estamos ao mesmo nível porque temos um dos melhores pilotos mundiais, que já foi campeão da Europa, já teve vários segundos lugares em Campeonatos do Mundo, entre outros títulos.


F. A. – Acha que, no futuro, esta pode ser uma modalidade com muito maior adesão?
J. D. – Penso que sim, mas para isso é preciso mudar muita coisa, principalmente a nível económico. A verdade é que cá não temos os apoios que existem no estrangeiro e as próprias federações não têm as mesmas possibilidades de dar o que as outras dão lá fora. Por exemplo, nenhum carro custa menos de duzentos e tal euros, já para não falar do combustível que se gasta. Além disso, não podemos esquecer que cada inscrição nas provas pode chegar até aos trezentos euros e isso condiciona os pilotos.
No entanto, se isso vier a acontecer, penso que existem hipóteses do Radiomodelismo se tornar num desporto de eleição para muita gente, pois cada vez existem mais apaixonados por esta modalidade. Como tudo, é preciso um “empurrãozinho”.


F. A. – Soube que os seus dois filhos lhe seguiram as pisadas. Que conselho dá aos jovens que pretendem triunfar nesta modalidade?
J. D. - Sim é verdade, quer o meu filho mais novo, quer o mais velho, começaram muito novos a "brincar" com os carros e interessaram-se pela modalidade. Um deles já chegou a estar no ranking dos dez melhores do país mas depois teve de fazer uma pausa muito por causa das questões económicas, como já referi.
O conselho que dou aos jovens é o mesmo que em todas as profissões, que comecem cedo, que trabalhem e que nunca desistam do que realmente pretendem alcançar.

 Fábio Aguiar

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Grandes máquinas em miniatura



Radiomodelismo





Antes de se iniciar a prova, o ritual é sempre o mesmo: afinar as máquinas. Os carros são abastecidos de combustível e testados ao máximo para, no momento da verdade, não ocorrer nenhuma falha. 












Depois de todos estarem a postos, começam a realizar-se os primeiros ensaios na pista. Os motores aquecem e os pilotos determinam quais os pneus mais adequados ao piso. 










Já durante a prova, a competição é tremenda. As curvas são locais propícios para se surpreender o adversário e ultrapassá-lo.




Fazendo jus ditado "quanto mais depressa, mais devagar", os acidentes também acontecem. O tempo perdido nestes momentos levam os pilotos ao desespero, pois pode-se perder uma prova devido a uma infelicidade desta natureza.











Esta é uma modalidade apaixonante que proporciona um grande espectáculo aos espectadores e que está a ganhar cada vez mais fãs no nosso país. A divulgação é cada vez maior e o número de pilotos também, o que faz antever novidades "radiomodelisticas" para o futuro.


Fábio Aguiar

Uma modalidade em crescimento


Mosteiro promove Radiomodelismo






No passado dia 29 de Abril, o Grupo Maltês Desportivo do Mosteiro (GMDM), no concelho de Oleiros, organizou a primeira prova Radiomodelismo, um desporto que no nosso país está ainda numa fase crescente, fazendo parte do desconhecido de muitas pessoas. No entanto, à medida que a divulgação aumenta, o número de praticantes e apaixonados multiplica-se.Para quem pensa que os carros telecomandados é coisa de crianças, esta modalidade contraria desde já essa teoria. Trata-se de uma forma de colocar em prática todas as habilidades ao volante, à semelhança de quaisquer outras corridas de carros, mas com a particularidade do comando ser a única ferramenta do piloto. Deste modo, as únicas diferenças são o tamanho dos automóveis e o facto da condução ser feita através de um telecomando.Movidos por esta paixão, Pedro Castanheira e o GMDM uniram esforços e decidiram criar uma pista na freguesia, aproveitando a forte apetência da zona para desportos Todo o Terreno.Esta primeira prova contou com a participação de oito pilotos, entre os quais Joaquim Duarte que, não querendo assumir-se como profissional, confessa trabalhar "a tempo inteiro nisto". Aos 56 anos, o piloto de Coimbra é já um veterano nestas andanças, somando mais de trinta anos de experiência de comando na mão. “Já participei em muitos Campeonatos Regionais, Campeonatos Nacionais e Taças de Portugal. No estrangeiro, já corri em Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo”, afirmou.Consciente da falta de conhecimento desta modalidade no nosso país, “Quim Zé”, como é conhecido nas provas, revela-nos que “a nível informativo falta mais divulgação, mas a nível desportivo não se pode dizer que é pouco conhecida, pois já temos acima de mil licenças desportivas, ou seja, mais de mil pilotos, o que não é mau”, frisou.Contudo, existem obstáculos que travam uma maior adesão a esta modalidade, nomeadamente, os elevados custos. "A verdade é que cá não temos os apoios económicos que existem no estrangeiro e as próprias federações não têm as mesmas possibilidades de dar o que as outras dão lá fora. Por exemplo, nenhum carro custa menos de duzentos e tal euros, já para não falar do combustível que se gasta. Além disso, não podemos esquecer que cada inscrição nas provas pode chegar até aos trezentos euros e isso condiciona os pilotos", concluiu.Ora, como é habitual dizer, “filho de peixe sabe nadar” e é o que acontece com José Duarte, o grande vencedor da prova que, seguindo as pisadas do pai, é já um dos grandes valores da modalidade a nível nacional. Esta iniciativa promete ser a primeira de muitas, servindo de rampa de lançamento para que, no futuro, a prática do Radiomodelismo seja algo muito mais frequente na chamada Zona do Pinhal e, quiçá, em todo o território nacional.  





Fábio Aguiar