Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Jovens. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jovens. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 25 de novembro de 2014

“Gosto de saber o que se passa à minha volta”




Márcia Rodrigues, natural da Figueira da Foz
Márcia Rodrigues frequenta o segundo ano da Licenciatura em Comunicação Social e Educação Multimédia, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, em Leiria.


Enquanto estudante da área da Comunicação – a única área que sempre a cativou - aborda a temática da difusão de informação, dos novos desafios dos jornalistas e revela que gosta de estar informada e informar os outros.








Como estudante de Comunicação quais são, na tua opinião, as vantagens e as desvantagens da utilização da Internet para a difusão da Informação?
Na minha opinião existem mais vantagens que desvantagens. É vantajoso na medida em que é uma maneira rápida e simples de partilhar a informação; por outro lado tem as suas desvantagens, é necessário ter muito cuidado com a escrita para a web pois há sempre outros sites e outros links que podem cativar mais a atenção do nosso leitor.

Consideras que os meios de comunicação tradicionais – jornais e revistas - estão a ser desvalorizados em função da utilização da Internet e das redes sociais para informar o público?
Não, até acho que um meio complementa o outro.

Quais são para ti os maiores desafios impostos aos (futuros) Jornalistas?
Estou num dos cursos com mais alunos colocados nas instituições de ensino superior, por isso a concorrência é enorme. Temos que nos saber destacar e fazer bem aquilo que nos compete. O jornalismo e a comunicação social são áreas bastante manipuláveis, portanto temos que fazer bom jornalismo para assim nos diferenciarmos no mundo do trabalho.

Achas que o perfil de Jornalista mudou nos últimos anos? Porquê?
Sim. A ideia que o jornalista tem só como objectivo informar tem vindo a mudar. Existe cada vez aquele perfil de jornalista e aquele tipo de jornalismo que serve para entreter o público.

Em que área gostarias de trabalhar quando acabares o curso?
Gostava de trabalhar na imprensa, numa revista de moda, talvez. Ainda não tenho certezas, por isso estou a aproveitar todas as oportunidades que me dão enquanto estudante para perceber melhor a que área “pertenço”.


Vertente prática do curso de Comunicação Social e Educação Multimédia numa unidade curricular


Por Ana Marisa Ventura




domingo, 17 de fevereiro de 2013

Geração aleatória





Todos estes jovens, com idades compreendidas entre os 18 e 23 anos, cresceram nos anos 90. Acompanharam o mais rápido desenvolvimento tecnológico de que há memória, viram os melhores desenhos animados, e são provavelmente dos últimos que se lembram dos Jogos sem fronteiras.

São, segundo a lei, adultos. Estudantes, trabalhadores e desempregados, a tentar iniciar a sua vida independente, que se deparam com um dos piores cenários da história económica. Uma crise da qual, são eles quem menos culpa tem, mas quem mais forças terá de possuir para a enfrentar. Querem ser artistas, chefes de família, bons profissionais, pais, viajantes… acima de tudo felizes. Sonhadores, com ideias diversas, mas sempre com algo em comum. A vontade de triunfar.

Esta, é chamada por muitos, a geração mais instruída de sempre, num mundo cheio de portas, mas com poucas maçanetas. Gosto de lhe chamar, geração aleatória.





por: Marcelo Carvalho

*Este artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Vida nocturna renovada

De acordo com o Código Regulamentar do Município do Porto, bares da baixa terão de encerrar mais cedo, assim como esplanadas e discotecas.
Os horários de encerramento estabelecidos são quatro horas da manhã para bares, duas horas da manhã para cafés. Será possível prolongar estes horários, depois de “consultados os sindicatos, as associações patronais e de consumidores, a PSP e a junta de freguesia onde o estabelecimento se situa, bem como as adjacentes quando assim se considere necessário”, de acordo com a proposta do vereador da Protecção Civil, Fiscalização e Juventude, António Sousa Lemos. Em caso de prolongamento de horários, este só será possível às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriados.
Este regulamento é seguido rigidamente, sendo os locais de maior controlo as Galerias de Paris, Cândido dos Reis, Conde Vizela, José Falcão, Passos Manuel e as praças Parada Leitão e dos Poveiros, pois são os sítios mais procurados pelos amantes da vida nocturna.
A acompanhar os novos horários, os estabelecimentos com música terão de ter um limitador de potência sonora, com “restrição do horário de funcionamento”. Foi proibida, também, a venda ambulante de bebidas alcoólicas e o estacionamento tornou-se limitado nalgumas zonas da baixa, a partir de determinado horário, excluindo moradores.
Muitos foram os indignados com estas novas medidas que têm como principal objectivo diminuir o incomodo causado aos habitantes destas zonas, assim como atenuar noites demasiado prolongadas, para que mais tarde não se façam sentir no desempenho dos profissionais ou estudantes que no dia seguinte, ou depois do fim-de-semana voltam às suas tarefas diárias como cidadãos.
Nuno Dias, estudante de Engenharia Biomédica na Universidade de Coimbra revela a falta que lhe faz a Associação Académica aberta até de madrugada: “O que sinceramente tenho mais saudade são as noitadas passadas com os meus amigos à conversa na Associação, chegamos a ser expulsos de tão tarde querermos lá ficar.”. Já no Porto, Joana Neves, estudante do secundário afirma que as noites na cidade já não são as mesmas, “antes ficávamos horas no Piolho a conviver e ainda tínhamos tempo de ir até às Galerias de Paris saltar de bar em bar e talvez dar o pezinho de dança numa discoteca. Agora temos ou que ir mais cedo ou definir logo aquilo que queremos fazer naquela noite para irmos (praticamente) directos.”.
Já nos estabelecimentos as queixas mantêm-se, “o negócio perdeu muito com este regulamento, o que se facturava numa noite, antigamente, desceu significativamente e sinceramente não me parece que as noitadas e as bebedeiras tenham diminuído. Os jovens continuam a vir sempre cá à procura das bebidas a preços económicos, mas o fluxo já não é o mesmo.” – lamenta um funcionário do bar Duque da Ribeira, estabelecimento situado junto da Ribeira do Porto.
O município do Porto não foi o único a adoptar estas medidas. Em Coimbra, na cidade dos estudantes universitários, certos estabelecimentos, como é o exemplo da Associação Académica, onde inúmeros jovens se juntavam até às seis da manhã para tomar café e dar um pezinho de dança, passou a encerrar às 24h.
 
 
Vida nocturna na Baixa do Porto
 
por: Maria Melo
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

"Nerds" Real ou virtual?

Os campos de jogos espalhados pelas cidades já não estão repletos de crianças como há uns anos atrás. Hoje em dia existem outro tipo de preferências. A internet substituiu a prática do desporto, e para os jovens isso não é um problema, mas o que os leva a passar dias inteiros fechados dentro do quarto sem largar o computador? Para responder a estas e a outras perguntas, fomos falar com alguns jovens de diferentes idades que passam por este dilema.
- "Encontramos na Internet formas de nos divertirmos mais, sem termos de sair de casa", diz David Grilo, um figueirense de 19 anos que admite pertencer a este grande grupo de jovens que prefere ficar em casa a jogar computador do que sair para praticar desporto, passear entre outras actividades.
Esta tendência está cada vez mais generalizada, quase todas as casas possuem computador e por sua vez a Internet, e com a evolução das tecnologias, vão aparecendo novas formas de ligar os jovens ainda mais ao computador.
-" Posso passar o dia a jogar com outras pessoas, conhecidas ou não, através de jogos online, onde podemos inclusive falar uns com os outros" diz David Grilo.
A educação dada pelos pais é o factor mais importante neste problema, visto que os jovens começam cada vez mais cedo a ganharem estes hábitos, devido a liberdade oferecida pelos pais para se integrarem no "mundo Online".
" Quando chego da escola a primeira coisa que faço é ir para o facebook e jogar jogos online com o meu irmão" fala-nos, João Diogo Moreira com apenas 11 anos " temos um computador portátil para cada um lá em casa e somos 5, assim podemos todos fazer o que quisermos sem problemas"
A campanha escolar do E-escolas, que durou 4 anos, dava oportunidade aos estudantes de obterem um computador portátil e Internet por um preço simbólico, o que proporcionou a famílias como a do João Diogo que obtivessem mais que um computador por casa.
A prática de exercício físico por parte dos mais jovens vem sendo cada vez mais reduzida, e com isto a taxa de crianças com um peso superior ao normal vem pelo contrario, aumentando, visto que preferem ficar em casa ligados ao computador do que sair a rua para praticar desporto.
" O único exercício físico que eu faço é nas aulas de educação Física da escola, e é disciplina que eu menos gosto" respondeu-nos Ruben Moreira, irmão de João Diogo.
O Ruben tem 14 anos e já usa óculos desde os 8, o facto de passar muito tempo a olhar para o ecrã da televisão foram os principais factores que o levaram a precisar de usar óculos tão cedo.
Mas será que o uso excessivo da internet e de ver televisão só tem consequências negativas?
A internet é também sem dúvida uma fonte de conhecimento, tudo o que quisermos saber, podemos encontrar facilmente através da internet.
"Quando tenho dúvidas sobre alguma coisa, vou ao Google e encontro a várias respostas muito rápido" David Grilo
 Além de conhecimento é também uma fonte de aprendizagem, onde podemos aprender tudo o que seja preciso.
" Eu não sabia falar Inglês e na escola tinha sempre negativa a essa disciplina, até começar a jogar jogos online onde a única língua usada é o Inglês, com o tempo fui aprendendo palavras novas, frases novas, e hoje consigo falar e perceber inglês fluentemente" David Grilo".
O jogo em questão é o "World Of Warcraft", que conta com mais de 10 Milhões de jogadores por todo o mundo e com uma mensalidade de 12.99 euros, sendo um dos jogos online com mais seguidores. É este tipo de jogos que leva os jovens nos seus dias de férias a não saírem de casa e nos dias de aulas esquecerem-se dos estudos.
 " Jogo World Of Wacraft" desde 2005, e desde de então que não deixei de jogar, como é um jogo online, não se pode dizer que tenha um fim como os jogos normais, e o facto de poder jogar com pessoas de todo o mundo, onde falo com elas, convivo com elas, cativa me ainda mais a não largar este vicio".
Encontramos então aspectos positivos e negativos, no entanto os negativos pesam mais que os positivos.
"A internet e os jogos online nunca podem ser tratados como coisas más para os jovens, no entanto o grande excesso de tempo que eles passam a olhar para o ecrã sentados numa cadeira com as costas dobradas, não é bom para a sua saúde, seja a nível dos olhos, de problemas nas costas, do facto de não fazerem desporto e ganharem excesso de peso, e também a nível social visto que não convivem pessoalmente com os colegas" Declarou a psicóloga da escola Secundária Cristina Torres na Figueira da Foz, Maria Leonilde Inácio.
 
Com a colaboração de: David Grilo, João Diogo Moreira, Ruben Moreira e Maria Leonilde Inácio

por: Eduardo Fortunato e João Pedro Rodrigues
 
*O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Antidepressivos - ajuda ou dependência?

http://boaspraticasfarmaceuticas.blogspot.pt
Actualmente, o número de pessoas que consome diariamente antidepressivos e ansiolíticos é avassalador. A idade deixou de ser um factor relevante (jovens com 16 anos são já medicados para controlar os altos níveis de ansiedade generalizada), ao contrário do que muitos pensaram até agora, julgando que apenas os indivíduos de uma faixa etária mais avançada sofreriam deste tipo de problema, relacionando-o com questões de stress intimamente ligadas com os seus empregos, responsabilidades familiares, etc.
A verdade é que os antidepressivos são um óptimo aliado no combate a situações de desgaste extremo e permitem um aumento da qualidade de vida. Aliás, muitas das vezes, é graças a eles que as pessoas recuperam a supra referida.
Os efeitos colaterais da toma constante de antidepressivos e ansiolíticos variam de acordo com a classe ao qual pertencem e também de acordo com a tolerância de cada pessoa. Os antidepressivos mais antigos, conhecidos como tricíclicos (clomipramina, imipramina, amitriptilina) costumam dar mais efeitos colaterais que os mais recentes (inibidores da recaptação de serotonina (molécula envolvida na comunicação entre neurónios) e os de duplo mecanismo de acção).
No meu caso, em particular, incomoda-me e reconforta-me esta questão do bem-estar graças à medicação. É certo que esta ambivalência pode não fazer sentido para a maioria das pessoas, mas para mim enquadra-se na perfeição.
Tenho 20 anos, sou “parcialmente saudável”. Tinha (ou tenho, não sei) tudo para ser feliz – uma vida confortável, uma família presente, amigos, uma vida social activa,… Mas, por outro lado, um inibidor muito grande do meu verdadeiro “EU”. Aos 17 anos foi-me diagnosticada taquicardia e insuficiência cardíaca crónica estável. Como se não bastasse, os médicos psiquiatras disseram-me ainda que estava sob muita pressão e já era visível a minha necessidade de toma constante de antidepressivos. Assustei-me!
Passaram-se três anos e continuo a tomar medicação diariamente. Sofro com este entrave que me foi colocado na vida – não posso fazer grande parte das coisas que os meus colegas fazem, porque o meu corpo ressente-se rapidamente.
Já consultei vários especialistas e o resultado é sempre o mesmo: a toma não pode ser interrompida.
Agora questiono-me: como pode uma sociedade arruinar os seus “habitantes”? O mundo evoluiu tão rapidamente que nós fomos obrigados a acompanhar o progresso de igual forma. O stress deixou de ser um termo elitista e passou a ser uma realidade – nós vivemos num mundo alucinante, com mil tarefas para concluir em simultâneo; vivemos obcecados com preocupações e obrigações; não temos tempo livre suficiente para descansar; somos abalados, dia após dia,
com notícias sobre a crise mundial e as catástrofes recorrentes;… Como podemos nós estar BEM?
Não há nada que possa(mos) fazer. A minha qualidade de vida e o meu bem-estar dependem dos comprimidos que ingiro todos os dias. Se não os tomar, não estou bem. Tão simples quanto isto!
Apenas uma última ideia continua a fazer eco na minha cabeça: os médicos deveriam ser mais cautelosos e não recomendar, desde cedo, a toma de antidepressivos e ansiolíticos, pois estão a comprometer a salvaguarda de um futuro para tantos e tantos jovens. Um futuro que certamente já lhes trará tantas preocupações! Não façam diagnósticos tão decisivos.
Ainda assim, todas as moedas têm um reverso: a qualidade de vida é essencial. E, muitas das vezes, o nosso corpo só funciona correctamente com a medicação prescrita.
Resta apenas continuar a viver com a angústia de depender de uns comprimidos e a felicidade de estar bem por os tomar. Que retracto tão condenável!
Benditos (?) antidepressivos que nos vão salvando neste mundo de “selvagens contra o tempo”.

Por: Sofia Rocha
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Jovens em fuga

Depois da licenciatura ou mestrado concluído, são muitos os jovens que se perguntam se o melhor não é arriscar fora do seu país. Com a crise atual instalada por todo o mundo, são poucos os países convidativos a melhores condições de vida e emprego.
Portugal tornou-se um ponto de fuga para muitos jovens recém-licenciados. Depois de anos investidos na sua formação em Portugal, procuram países que ofereçam mais e melhores garantias na sua área específica de trabalho.
São vários os prós e contras a pensar quando se decide emigrar. Uma designação a que já não estávamos habituados, ou que muitas vezes foi associada a pessoas com baixos níveis de habilitações literárias, mas sim o panorama a que somos confrontados nos dias de hoje é um aumento exponencial da emigração jovem.
Muitas vezes questões como a distância entre o jovem e a família podem pôr em causa esta procura, mas é superada pelas novas tecnologias e pelos preços praticados pelas companhias “low cost” que permitem a realização de mais viagens, que num passado bem recente eram só possíveis a quem tivesse um elevado nível de vida.
A questão da aprendizagem da língua pode também ser um “contra” para a permanência dos jovens nesses países. Apesar de o inglês ser um grande ponto de partida para a inserção em qualquer país contemporâneo. Em casos onde é necessário a utilização da língua oficial do país, é que se torna essencial a adoção por completo dessa língua.
A “favor” estão os salários e as condições fornecidas pelas empresas estrangeiras. As oportunidades de subida na carreira e o conhecimento de novos países e novas culturas também contam na hora da decisão.
Sou espectadora de mais um caso real destes em Portugal. Diogo Correia quando terminou a sua licenciatura em Design Gráfico no ano de 2010, pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD), decidiu tentar a sua sorte em terras Alemãs. O início foi um pouco turbulento e sem grandes esperanças, mas agora quase um ano depois tem um emprego estável dentro da sua área e não pensa regressar, pelo menos não nos próximos tempos.
Tal como referi, a procura dá-se por países indicados especificamente para cada área de trabalho, por exemplo Berlim tornou-se ao longo dos anos uma das cidades contemporâneas com mais vista e apoio sobre os artistas. É rodeada de uma sensação de abertura aos artistas independentes ou de rua.
Diogo diz-se feliz com o emprego e nível de vida conquistado na Alemanha. Os casos de sucesso no estrangeiro como este estão a tornar-se uma verdadeira rotina.
Como aluna da licenciatura de Comunicação Social sinto-me desde logo interessada e conduzida a perceber melhor esta vaga de emigrações jovens.
Desde do momento a que me candidatei ao ensino superior que tenho em mente também essa opção. Sempre quis fazer jornalismo de moda e a perspectiva que Portugal me apresenta neste mundo de trabalho é bastante limitada, sei que a possibilidade de ter de ir trabalhar para um país estrangeiro é cada vez mais forte.
Mas também me pergunto, será que não devíamos investir mais no nosso próprio país? Dar uma primeira oportunidade a Portugal e só depois pensar num outro país?
Afinal somos cidadãos portugueses, onde nos deveríamos sentir melhor a trabalhar e a viver deveria ser em Portugal.

por: Joana Correia
*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

domingo, 4 de novembro de 2012

Duas Gerações

Nasci em 1992, tenho hoje 20 anos, e durante estes anos presenciei a transição entre duas gerações de jovens completamente diferentes, a geração antes da internet e a geração depois da internet. Há uns anos os jovens passavam o seu tempo livre a fazer desporto, a jogar jogos simples como “escondidas“ “a apanhada”, e a noite era sinonimo de descanso para o que viria no dia a seguir. Hoje em dia é tudo diferente, o desporto e os jogos de rua foram trocados pela internet, com as redes sociais e jogos online, e a noite que antes servia para descansar, é agora a altura para os jovens se divertirem nas ruas até de manha. Não é que uma geração seja melhor ou pior que a outra, as duas tem aspectos positivos e outros negativos, por exemplo, no caso da geração anterior à internet, os jovens faziam mais exercício físico, não cansavam os olhos com horas a frente ao computador mas também não tinham tanta facilidade em obter conhecimento, tendo apenas os livros para ler, e na noite não tinham oportunidade para começar desde cedo a beber álcool ou a entrar no mundo das drogas, no entanto, também tinham uma vida social mais reduzida e fechada a novas experiências. Por outro lado, nos dias de hoje, os jovens conseguem facilmente saber tudo o que se passa no mundo, à distância de um clique, o que os leva a serem mais cultos, contudo existe um grande exagero no tempo passado a frente dos computadores, retirando os jovens de uma vida social fora de casa.


Na noite nota-se uma diferença mais significativa, hoje em dia a noite dos jovens é um mundo aparte, um mundo repleto de violência, sexo, drogas, álcool, e cada vez se vêem jovens mais novos e irresponsáveis nas ruas à noite. Lembro me de começar a fazer as minhas saídas a noite por volta dos 15 anos e beber álcool ainda mais tarde.

Hoje deparamo-nos com “crianças” de 12/13 anos completamente embriagadas, que alem disso são também fumadoras e muitas das vezes não só de tabaco, visto que é tao fácil aceder a uma dose de droga como a um copo de uma bebida alcoólica.

Além de uma mudança nos jovens, existe também uma mudança nos pais. Hoje são mais liberais do que eram há uns anos atrás, de uma forma tão exagerada que a situação chega a pontos críticos onde os pais não conseguem controlar os filhos, uns porque os seus filhos conseguem mudar as suas formas de pensar e ver as coisas, outros porque se tornam pais ainda novos e educam os filhos de uma forma já liberal, porque é esse o tipo de vida que levam. No entanto, a “velha guarda” de pais está a acabar, e cada vez existem menos pais que vêem a noite como um grande perigo para os filhos.

As saídas à noite acompanhadas de álcool, tabaco, drogas e violência acabam então por ser uma rotina na vida dos jovens de hoje em dia.


 por: Eduardo Fortunato

*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico