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sábado, 10 de novembro de 2012

De Coimbra para o país



Ricardo Morgado

Com os cortes previstos para o novo orçamento do Estado 2013, a mais velha academia do país fez notar e ouvir a sua posição relativamente a este facto. Na última assembleia magna, Terça-feira dia 30 de Outubro, subordinada ao tema, o corpo estudantil apresentou inúmeras moções estratégicas para as próximas greves nacionais. 


A greve geral proposta para dia 14 de Novembro em Lisboa, vai contar com o apoio da associação académica de Coimbra(AAC). Ricardo Morgado, presidente da direção geral da AAC, apresentou a primeira moção com o intuito de responder a esta mesma greve a nível local. Coimbra vai ser palco da manifestação contra o novo orçamento de estado que conta com um corte de 200 milhões de Euros para o ensino superior. “De Coimbra para o país”, afirma Ricardo Morgado. Esta medida provocou diversas opiniões sendo a mais constante o facto da não concordância de alguns estudantes com o protesto local, em Coimbra, e não nacional, em Lisboa. Propôs também associar-se aos protestos ibéricos e encerrar a porta férrea como sinal de contestação.

O orçamento do estado 2013 e as suas consequências económicas perante as instituições de ensino superior bem como os seus serviços e o poder económico dos próprios estudantes da academia foi o tema mais abordado e discutido em todas as frentes da assembleia. Medidas como a existência de equipamentos nas infraestruturas para que os estudantes possam trazer de casa a sua própria comida e aquece-la convenientemente sem qualquer custo, bem como a convocação de uma conferência de imprensa agendada para o dia 31 de Outubro, foram aprovadas por larga maioria.

A associação académica de Coimbra promoveu, ainda dia 31 de Outubro, a projeção do debate do OE nos jardins da associação bem como a transmissão de música de intervenção para o exterior do edifício.

Dia 22 de Novembro consolida-se uma acção de protesto de forte mobilização, em moldes a definir pelo conjunto formado pela Direção-Geral da AAC e Núcleos de Estudantes. Dia  24, a Tomada da Bastilha, tradicionalmente assinalada, irá ter um vinco marcadamente político e contestatário.

Por: Joana Luciano
  


*Artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Portugal à boleia


O último feriado de comemoração da Implantação da República a que os portugueses tiveram direito foi marcado pelas greves dos transportes públicos. De Norte a Sul de Portugal, foram muitos os que protestaram contra a revisão do Código do Trabalho, que implicou uma redução de 50% no valor pago por feriado.

Esta greve, que decorreu durante toda a semana, contou com a adesão da STCP, CP e CP Carga, Portway, REFER, Rodoviária de Lisboa e sector portuário e marítimo, atingindo também o sindicato de hotelaria e turismo do Norte, Centro, Sul e Madeira. Toda esta paralisação teve repercussões no comércio e em empresas cujos trabalhadores foram impedidos de comparecer.

No caso específico de Coimbra, foram muitos os estudantes universitários afectados. Sendo sexta-feira feriado, muitos planearam passar o fim-de-semana prolongado junto das suas famílias. "Não passei quase tempo nenhum em casa, não houve comboio e só consegui arranjar boleia Sábado, sendo que Domingo estava de volta a Coimbra", lamenta Daniela Gonçalves, de Vagos (Aveiro). Já para Joana Amado, residente da Mealhada, este é um problema frequente, visto que o comboio é o único meio de transporte a que pode recorrer para ir para as aulas. Houve, ainda, casos de vários estudantes, como Vânia Santos, de Tomar, cujos pais tiveram de se deslocar de propósito à cidade académica para que pudessem ir passar o fim-de-semana a casa - "A minha mãe teve de fazer uma viagem de cerca de 70km depois de um dia de trabalho.".

Prevê-se um prolongamento destas reivindicações durante o mês de Outubro, tendo mesmo a CP precavido os viajantes, através da sua página online, de que as perturbações na circulação continuarão até ao dia 31.
 
por: Maria Melo e Mónica Silva