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terça-feira, 30 de novembro de 2010

5º Festival “O chícharo da Serra”

Tem decorrido todos os anos por esta altura o festival cultural e gastronómico “O chícharo da Serra”, realizado pela empresa Forserra em Santa Catarina da Serra (distrito de Leiria). O festival que de à 5 anos para cá tem vindo a ser realizado, foi idealizado para corresponder às necessidades da população de ter um evento que se dedicasse ao dia da freguesia. Assim sendo, o festival tem várias actividades como exposições, barraquinhas de gastronomia tradicional, nomeadamente o chícharo, leguminosa tradicional da terra e ainda uma tenda de animação, com bandas e DJ’s. Esta grande festa costuma decorrer durante 5 dias e garante sempre muito convívio e animação. Destina-se tanto ao público mais velho como aos jovens. Nas terras próximas o evento já é do conhecimento de todos e muitos são aqueles que marcam presença.

Eu, como participante do festival desde 2008, este ano não pude falhar e dou os parabéns por mais uma vez ter sido proporcionada uma grande actividade por parte da organização. É sempre bom saber que se fazem grandes eventos, com muita originalidade, mesmo que numa terra pequena. O país pode estar em crise mas são estas pequenas coisas que devem existir e juntar as pessoas em convívio e festa. Afinal nem tudo pode ser mau.






Por: Sara Ferreira, grupo 5

Crónica

Portugueses de “boas vontades”

Chegou de novo o frio e a chuva. A época natalícia com os seus presentes, os seus afectos, época em que as famílias se unem e aprendem a por de lado as suas divergências e em que tudo nos parece mais calmo, num verdadeiro ambiente de paz.

E que paz julgamos nós ser esta? Não passará esta paz apenas por um período de quinze dias em que vivemos o espírito natalício no verdadeiro sentido de prendas seguido de uma passagem de ano com passas e bom espumante?

Para muitos esta época não se restringe apenas a uns meros quinze dias. Antes fossem! Não teriam esses “muitos” que procurar o que “por na mesa” todos os dias.

O que é facto é que estamos em crise! Sim estamos, quem é que ainda não ouviu falar da crise? Quem? Sim, até já chegamos à saturação de tanto ouvirmos dizer que estamos em crise! Sem dúvida que agora mais do que nunca, também é certo que não nos limitamos a ouvir mas também a sentir essa crise cada vez mais e mais a cada dia que passa.

Curioso é pensarmos que a nós essa crise nos afecta agora e muitas vezes em bens supérfluos. Que pena este natal termos de nos conter em comidas e pratos extravagantes, sim porque uma filhós ou chocolate a menos vai ser a morte! Para já não falar nos cortes nas prendas de natal! Isso então vai ser de deitar lágrimas!

Pensemos agora então nas pessoas que têm de recorrer ao banco alimentar. Pessoas, muitas delas que tinham uma vida estável e economicamente rentável e que de um momento para o outro se vêem a ter de gerir ao máximo tudo o que ainda lhes resta.

Não quero ser demasiado dramática, e sem dúvida que o pensamento tem de ser sempre positivo, mas infelizmente e talvez sem aviso prévio, poderemos vir a ser uma destas pessoas!

Prendo-me contudo num aspecto, que no meio desta tristeza toda de crise e ao mesmo tempo abundância, ainda existem pessoas dispostas a ajudar! E em Portugal valha-nos isso. Este ano, segundo fonte da Lusa, em Dezembro bateram-se os recordes quer de alimentos doados quer de voluntários envolvidos, conseguindo-se mais 30 por cento de produtos do que em Dezembro de 2009 e somando mais de 30 mil voluntários.

É bom saber que num país em que a crise toca a todos, uns mais outros apenas porque nunca aprenderam o verdadeiro sentido da palavra poupança, que ainda há muita gente, quem sabe se pessoas também não muito abonadas, dispostas a darem do pouco que têm para ajudar os outros.

Isto conforta-me. Portugal que é tão pequenino em tantos aspectos, neste torna-se um verdadeiro gigante.

Não fosse Portugal um país que está sempre “atrás” da Europa, um país que está sempre mal, isto para não me expressar de forma desagradável, e contudo um país onde até o pobre ajuda o pobre! Valha-nos isso!


 

Sónia Mendes
Grupo 5

Jornalistas e Jornalismo

Biografia de Clara de Sousa

Clara de Sousa, Estoril, 29 de Novembro de 1967, jornalista profissional desde 1992.
 
Na Rádio
O seu percurso profissional inicia-se em 1986, quando se encontrava já no primeiro ano da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no curso de Línguas e Literaturas Modernas.
Pretendia ser professora de Português e Inglês quando se estreia na rádio “Echo”, que um ano mais tarde viria a ter o nome de Rádio Clube da Parede.
O mês de Fevereiro de 1986 ficou marcado pela sua estreia radiofónica. Na rádio, lia notícias, fazia reportagens, editava registos magnéticos, conduzia programas, gravava “spots” institucionais e publicitários da estação.
Em Agosto de 1988, recebe o convite de Luís Montez para ingressar nos quadros da Rádio Marginal, uma das rádios do concelho de Cascais.
Em 1992 optou definitivamente pelo jornalismo quando decidiu pedir a sua Carteira Profissional de Jornalista e foi convidada para Directora de Informação da estação.
Dos seus colegas de redacção destacam-se nomes do jornalismo como Miguel Dimas (TVI), Jorge Moreira (ex - Comercial, RCP, RTP2); Carla Jorge de Carvalho (Sic- Notícias); José Figueiras (SIC) e Victor Figueiredo (ex-director SIC Radical).
Enquanto animadora foi responsável pelos seguintes programas: "A Baía de Cascais", "Fim de tarde na Marginal" e o "Sonho Americano".

Na televisão
No Verão de 1991, Clara de Sousa estreia-se em televisão, acumulando as funções na Rádio Marginal. A convite da produtora Videoplano, foi escolhida para apresentar um programa de desportos radicais, "Hé Desporto", emitido na RTP1 aos sábados entre 12.30h e as 13h, onde fazia também trabalho de reportagem, locução e produção de montagem.
No final de 1992 é desafiada para fazer testes de admissão de jornalistas - repórteres para a TVI. Contudo, os consultores norte-americanos contratados pela estação para fazer a selecção de novos profissionais escolheram Clara de Sousa para ser pivot do principal bloco informativo ao fim-de-semana.
Clara de Sousa foi assim o primeiro rosto dos noticiários da TVI - Televisão Independente, a 20 de Fevereiro de 1993.
No final de 1996, Clara de Sousa é convidada pelo então director de Informação da RTP, Joaquim Furtado, para apresentar o Telejornal, onde desempenhou funções de jornalista até meados de 2000. Foi o rosto também do 24horas e do "Cais do Oriente", magazine diário sobre a Expo 98.
Em Julho de 2000, Clara de Sousa é contratada pela SIC para ser a pivot do horários nobre da Sic - Notícias, estreou-se na Edição da Noite a 8 de Janeiro de 2001 em dupla com Nuno Santos.
 Na SIC Notícias fez também dupla com Guilherme Simões, Pedro Mourinho e João Adelino Faria. No canal de notícias foi ainda responsável pelo Jornal das 9, acumulando a apresentação do Jornal da Noite de fim-de-semana na SIC.
Em 2004 passou a apresentar o Primeiro Jornal na SIC de segunda a sexta, acumulando com outros programas na SIC Notícias como "Duelos Imprevistos" ou o "Estado da Arte" com Paulo Portas. Desde que está na SIC/SIC Notícias é regularmente solicitada para as emissões eleitorais, entrevistas e debates.
Clara de Sousa é a única jornalista portuguesa que foi pivot dos principais noticiários dos três canais generalistas
No ano de 2007 integra o projecto “Família Super - Star”.
Enquanto membro de júri, ao lado de Tó Zé Brito, Sérgio e Nelson Rosado. Usou os seus conhecimentos musicais para contribuir para o sucesso do programa.
Foi apesar de tudo uma participação polémica devido ao facto de alguns críticos e colegas de profissão acharem que Clara de Sousa, sendo jornalista, não o deveria fazer, por motivos de credibilidade.
Mas Clara de Sousa respondeu que um jornalista não tem de ficar refém da profissão e que tinha chegado o momento de quebrar algumas barreiras de preconceito.
A 2 de Outubro de 2007 tornou-se a primeira jornalista portuguesa com Clube Oficial de Fãs.
Aos 39 anos de idade, Clara de Sousa foi surpreendida com o troféu da “Mulher Mais Sexy do País”, uma iniciativa do jornal Correio da Manhã, com a votação dos leitores.
A 14 de Outubro de 2010, foi eleita a “Melhor Comunicadora”, 18ª Edição dos “Troféus Pedrada no Charco”, realizada no auditório de Fátima.
Hoje, Clara de Sousa desempenha a função de pivô, do Jornal da Noite na SIC, em parceria com Rodrigo Guedes de Carvalho.

Fonte: Wikipédia
           www.claradesousa.blogspot.com


Por: Andreia Santos

Grupo: 7

Crónica

Soluçar por amar!


Os tempos mudam isso é certo, as modas vão e vem, a tecnologia evolui à velocidade da luz mas, um pouco irreal para mim, os sentimentos também. O amor mudou sem grande percepção da minha parte.

Ninguém chora por amor como outrora em que se inundavam lares, só porque ele partia, só porque ela o abandonava por uns dias. A criança chorar por ver a avó sofrer, a lágrima a cair ocultamente porque as dificuldades dos outros sensibilizavam.

E então: que é feito disto? Onde estão as pessoas que choram umas pelas outras? Agora ninguém corre atrás de outra pessoa, agora ninguém grita por desespero, agora ninguém tenta dizer uma última palavra, agora ninguém se preocupa. É preciso chorar mais, é preciso abrir mais o coração. Iremos perceber que o melhor choro é o que tem soluços e faz fungar, que potencialmente nos liberta de todo o peso, angústia e mágoa de tal momento.

Eu já chorei por amor e recordo-me bem que soluçava e fungava com grande perfeição. Eu sei do que falo. É algo tão natural que não consideramos que estamos a fungar e que parece mal ou que o rímel borrou e ficamos com mau aspecto. Não se separa choro de soluçar, nunca, porque é justamente essa arrojada junção, que causa um tamanho incómodo a nível respiratório, que nos obriga a parar de o fazer e nos confirma, agora sim, que estamos perante um grande amor. Que desenvolvemos um vínculo emocional com alguém, de imenso poder, onde não existe qualquer tentação para se ser superficial ou evitar a demonstração de amor, nu e cru. Exactamente, como o amor deve ser.

Mas daqui surge outra questão, até que ponto hoje se diz “amo-te” no real sentido da palavra. Cada um de nós se devia assegurar de que sente o que realmente diz e que está disposto a fazer tudo e qualquer coisa por essa pessoa merecedora de preciosa e pura palavra. Estejamos a falar do nosso namorado, mãe, irmã ou amigo. De uma criança ou de um idoso.

Existe medo de mostrar a essência de cada pessoa e os seus sentimentos, dando importância apenas à imagem que querem transmitir? Ou na verdade, as pessoas estão tão ocupadas com a sua vida que os sentimentos pelos entes queridos vão voando, voando para bem longe. Até que um dia chegam à conclusão de que nada do que queriam foi dito, pois o dia de amanha é uma incógnita. E, quem disso não tiver noção, corra já para as suas pessoas amadas e oiçam-nas, não as deixem partir, não tenham medo, riam, abracem-nas, chorem, aceitem, perdoem, libertem-se, amem-se. E lembrem-se, um dia terão de dizer adeus.

Carolina Guedes
Grupo 5




Jornalistas e Jornalismo

Perfil biográfico de José Rodrigues dos Santos.
Por: Ana Sofia Rodrigues
Grupo 7


José Rodrigues dos Santos (JRS) é Director de Informação da RTP e apresentador do Telejornal, escritor e professor de Ciências da Comunicação na universidade Nova de Lisboa. Nasceu em Moçambique, em Abril de 1964 e foi lá que experimentou as primeiras duras realidades da guerra, que mais tarde vieram ter impacto na sua vida. 
   Começou a sua carreira como jornalista com 17 anos, em 1981, trabalhando para a Rádio Macau. Depois de se licenciar em Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa, em 1987 foi trabalhar para a BBC em Londres e voltou a Portugal em 1990, integrando a RTP. De 1993 a 2001 foi colaborador da CNN. Esta era uma etapa crucial no desenvolvimento das suas habilidades jornalísticas e da escrita, começando também a ensinar jornalismo de televisão e rádio na universidade Nova de Lisboa. 
    Na RTP começou como um repórter para o Telejornal mas em poucos meses tornou-se apresentador. Estava a apresentar este programa, quando em Janeiro de 1991 surgiu a notícia da Guerra do Golfo e a sua apresentação dos eventos dramáticos que surgiam, levaram-no imediatamente à atenção nacional. Em consequência, JRS foi promovido pivot principal da RTP, tornando-se esta, a posição que ainda hoje ocupa.
   Em 1993, e ao trabalhar para RTP, transformou-se num cooperador activo do relatório mundial da CNN, recolhendo histórias que se passavam em todo o mundo, à estação americana. Cobriu a guerra e a crise na África do Sul, Angola, Timor Oriental, Iraque, Kuwait, Israel e os territórios, a Albânia, a Bósnia-herzegovina, a Servia e o Líbano palestinos. O seu último conflito foi a guerra de 2008 Russo-Georgiana, que cobriu de Tbilisi e de Gori.
   Em 2000, JRS terminou sua tese de doutoramento, em reportagem de guerra, que mais tarde publicou em três volumes, intitulado Crónicas de Guerra.
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«« Prémios »»

    Ao longo dos anos, José Rodrigues dos Santos ganhou vários prémios académicos e jornalísticos. Venceu o Prémio Ensaio, do Clube Português de Imprensa, em 1986, e American Club of Lisbon Award for Academic Merit, do American Club of Lisbon em 1987. Ganhou o Grande Prémio de Journalismo (do Clube Português de Imprensa, em 1994. Internacionalmente, venceu três prémios da CNN: o Best News Breaking Story of the Year, em 1994, pela história “Huambo Battle”; o Best News Story of the Year for the Sunday, em 1998, pela reportagem “Albania Bunkers”; e o Contributor Achievement Award, em 2000, pelo conjunto do seu trabalho.

«« Publicações »»

   A sua primeira obra foi, A Ilha das Trevas (60 000 cópias). A vida e tragédia de uma família timorense serviram de ponto de partida para aquele que foi o romance de estreia de José Rodrigues dos Santos. Um romance comovente onde a ficção se mistura com o real para expor, num ritmo dramático, poderoso e intenso, a trágica verdade que só a criação literária, quando aliada à narrativa histórica, consegue revelar.

   Dois anos mais tarde, terminou a sua segunda, A Filha do Capitão (117 000 cópias). Decorrendo durante a odisseia trágica da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, conta-nos a aventura de um punhado de soldados nas trincheiras da Flandres e traz-nos uma paixão impossível entre um oficial português, o capitão Afonso Brandão e uma bonita francesa Agnés Chevallier. Mais do que uma simples história de amor, esta é uma comovente narrativa sobre a amizade, mas também sobre a vida e sobre a morte, sobre Deus e a condição humana, a arte e a ciência, o acaso e o destino.

   Após A Filha do Capitão, todas as obras de JRS, transformaram-se bestsellers instantâneos, vendidos em 17 línguas.

   Em 2005, publicou O Codex 632 (192 000 cópias). Baseado em documentos históricos genuínos e fundamentalmente no trabalho do historiador Augusto Mascarenhas Barreto, ao longo das suas 552 páginas, conta a história de uma investigação em torno da possibilidade de Cristóvão Colombo ser português, apoiando-se em lacunas do percurso do navegador cuja identidade e missão continuam a suscitar dúvidas.

   A sua obra seguinte foi, A Fórmula de Deus - O Enigma de Einstein (178 000 cópias), transformou-se o livro mais vendido em Portugal no ano de 2006. Um dos principais temas abordados pelo livro é a prova científica da existência de Deus, a partir de uma fórmula de Einstein. Grande parte da obra passa-se no Irão, Teerão, Tibete e Portugal, onde o personagem principal sofre grandes desventuras. 

   Em 2007 lança, O Sétimo Selo (190 000 cópias). A história gira à volta de dois homicídios parcialmente semelhantes. Dois professores ligados ao mesmo projecto são encontrados mortos com uma diferença de algumas horas, ambos com um bilhete assinado de 666, o "número da besta". Tomás Noronha, um historiador, é contactado pela Interpol para decifrar esta sinistra semelhança nos dois corpos. Durante a investigação Tomás vê-se envolvido num mundo de intriga, mistério, descoberta, puzzles que se tornam cada vez mais claros: o Apocalipse está a chegar. Enquanto isto, Tomás Noronha vê-se perseguido por uma outra situação. Tomás Noronha tem uma mãe viúva que apresenta indícios sucessivos de Alzheimer. Para além da pressão quer se acumulava à medida que o protagonista avança no enigma em questão, Tomás terá de viver com o peso de que um dia a sua mãe se esquecerá para sempre de quem este representa.

   No ano seguinte, publicou A Vida Num Sopro (138 000 cópias). Com esta obra, José Rodrigues dos Santos traz o grande romance de volta às letras portuguesas. Uma história dos anos 30, quando Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição. Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha. Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.

   Em 2009, A Fúria Divina (176 000 cópias). Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra: 6AYHAS1HA8RU. Ahmed é um menino egípcio a quem o Mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O Mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo. Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos. Este romance foi revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda.

   Em 2010 publicou A Última Entrevista de José Saramago, um livro curto que contém as suas conversações com o Nobel português da literatura, que morreu este ano.

   O seu último livro é, O Anjo Branco (1 000 000 cópias). A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo. No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.
Chamam-lhe o Anjo Branco. Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar. Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África. 
Este livro já vendeu mais de um milhão de exemplares em Portugal.


Fontes: wook.pt e joserodriguesdossantos.com