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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Curiosidade pelo Mundo

Ana Marisa Ventura, 19 anos, actual estudante de Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra. O que a fez querer a informação como profissão? Numa pequena entrevista descobrimos qual é a perspectiva de uma actual estudante de Jornalismo e Informação.


Como vieste parar ao curso de Comunicação Social? Sempre foi uma paixão que tiveste? Como surgiu?
Depois de muito pensar e reflectir sobre os meus gostos e sobre os assuntos que me despertavam interesse, optei pela Comunicação. Sempre fui muito curiosa e muito atenta ao Mundo que me rodeia e foi também por isso que quis vir para esta área. Surgiu um pouco pelo gosto que tenho em escrever e também pela área da rádio, que sempre me interessou – não pela parte técnica mas sim pela locução e produção de conteúdos.

Como actual aluna, estás a gostar do curso? Estavas a espera de mais?
Estou a gostar do curso mas também estava à espera de mais. Elevei muito as expectativas nalgumas cadeiras mas, nesta área, se não trabalharmos muito fora do período lectivo e fora do âmbito escolar, ficamos muito frágeis. Sinto muito a necessidade de aproveitar todas as formações fornecidas pela ESEC e de procurar outras lá fora, em qualquer área relacionada, principalmente na questão do marketing e relações públicas bem como em línguas estrangeiras.

No fim do 3º ano o que esperas que aconteça? Em que área gostavas mais de trabalhar?
A ideia que tenho no presente e que acho que gostaria de colocar em prática, era trabalhar na área da rádio; no entanto gostava de experimentar um pouco de tudo. Primeiro queria experimentar a parte da imprensa escrita, informativa, depois gostaria de aperfeiçoar conhecimentos de fotografia e vídeo – parte multimédia e quem sabe um dia experimentar televisão, que não é uma área que me atraia muito, pelo menos agora.

Voltavas a concorrer para comunicação Social?
Sim, claro. Não estou arrependida da minha 1ª opção de candidatura e se fosse hoje escolheria o mesmo curso.


Priscila Duarte 

Um futuro com várias opções



Filipe Dinis, 27 anos, é o actual assessor de imprensa da Académica de Coimbra e antigo estudante de Comunicação Social.

Para si, o que é o jornalismo?
A meu ver o jornalismo é uma profissão pela qual o jornalista passa a informação para o publico, quer seja pelo formato digital, em papel ou outras formas. Pois a comunicação social é muito importante sendo que ocupa o quarto lugar em termos de poder.

Quando foi que escolheu executar essa profissão? Gosta do que faz?
Desde muito pequenino que me interesso pela escrita, sempre gostei muito de escrever, depois escolhi fazer o curso de Comunicação Social num outro momento tive que escolher entre jornalismo e assessoria de imprensa, curiosamente escolhi jornalismo pois, sempre me interessei mais por assessoria mas depois mudei para assessoria de imprensa era realmente o que queria. Neste momento estou muito satisfeito com o meu emprego.

Nota alguma diferença no jornalismo que existia quando obteve o primeiro trabalho e o jornalismo de agora?
Sendo que não foi a muito tempo, pelo menos cinco anos atrás, o que mudou e está sempre a mudar é a importância das redes sociais. A internet está a adquirir um estatuto cada vez mais alto.

Acha que existem melhorias a fazer no jornalismo actual, sendo que existem muitas formas de fazer jornalismo hoje em dia?
Maus profissionais existem em todo lado, não só em jornalismo. Desse modo acho que existem melhorias por fazer e sempre vai existir.

Desde que trabalha nessa área de assessoria qual foi o momento que mais ficou na sua memória?
Ao longo desse tempo que trabalho para a académica existiram dois grandes momentos que me marcaram. Quando a Académica venceu a taça de Portugal em 2012 e quando estiveram na Liga Portuguesa em 2012/13.
                                                                     
                                                                                   

                                                                                                   Por: Larissa Costa

A Festa do Cinema Francês bateu às portas dos portugueses

    
     15 anos, 18 cidades, perto de 40 filmes, é sinal de que o Cinema Francês ainda não morreu. Nesta 15ª edição da “Festa do Cinema Francês”, o TAGV em Coimbra deu a conhecer dramas, comédias, animações e umas quantas antestreias. A principal novidade foi a presença de dois realizadores cujos filmes também fizeram parte da seleção do Festival de Cannes.


Uma programação que acaba com estereótipos

Em entrevista na AF a Amina Mazouza
    Contando com uma parceria entre a Embaixada Francesa, o Instituto Francês e a “Alliance Française”, a “Festa do Cinema Francês” é uma iniciativa que conta com várias edições de grande êxito. A capital portuguesa é ainda a cidade com maior adesão, seguindo-se Coimbra. A par das sete cidades que receberam a festa no ano passado, assistiu-se este ano a uma expansão para quase vinte localidades portuguesas. “A Festa na Aldeia” foi outra inovação marcante do festival e teve como finalidade levar a magia do cinema francês a todo o país, inclusive às localidades com menos acesso a este género de programação. Deste modo, os três organizadores fulcrais da festa realizaram, pela primeira vez, sessões de cinema utilizando ecrãs insufláveis. Sobre a atividade, Amina Mazouza, diretora da “Alliance Française” de Coimbra, ressalva que é “o cinema francês a ir ao povo e não o povo a ir ao cinema.”

      Numa tentativa de acabar com o estereótipo romântico do cinema francês, a edição deste ano, apresenta uma visão mais moderna e plural da sétima arte em França. Segundo Amina Mazouza, estes filmes “refletem a França de hoje, uma França multicultural.”



A Cidade universitária fiel ao “Septième Art”

      Coimbra é a segunda cidade com maior adesão à Festa do Cinema Francês. Em 2014, foi celebrada no Teatro Académico Gil Vicente (TAGV) e contou com a visita de centenas de pessoas que se deixaram envolver nas obras cinematográficas apresentadas. A “curiosidade que move o grande público” é o principal motivo que leva tantas pessoas ao TAGV, afirma a diretora da “Alliance Française”. Este ano, a festa contou também com a presença, em Coimbra, de dois realizadores, Fabianny Deschamps e Pascal Tessaud, que tiveram a sua obra em exibição.

Amina Mazouza, diretora da Alliance Française de Coimbra

     O sucesso das edições anteriores é tido em conta, mas a qualidade e diversidade do cartaz é também um fator decisivo para o êxito de cada edição. Este ano, a Festa do Cinema Francês conta com um cartaz variado, composto por filmes comerciais e obras independentes; assim como sessões escolares gratuitas. Entre a seleção de filmes, alguns são os escolhidos do Festival de Cannes. A programação do cartaz é da responsabilidade de Jean Chrétien Blanc que, de acordo com as cidades, decide a programação.
Para além de haver um público jovem e interessado no cinema, Amina Mazouza frisa que os sessenta anos da Alliance Française em Coimbra permitem a existência de um público fiel. Este tem vindo a ser conquistado ao longo dos anos, o que ajuda a criar uma nova geração de frequentadores da “Festa”.
   O público da “Festa” não quer ver o cinema da “Nouvelle Vague”. Vem, por conseguinte, celebrar “a morte do estereótipo do cinema francês”, tal como anunciam os cartazes e flyers espalhados pela cidade. A diferença entre o novo cinema francês e o seu estereótipo reside, por exemplo, no fim do cinema romântico e romantizado e da Torre Eiffel como tela de fundo e personagem principal. O cinema francês debruça-se cada vez mais sobre as vidas das pessoas que vivem na França contemporânea, retratando-as de uma forma nua e crua. Exemplo disso, é a longa-metragem “Brooklyn”, de Pascal Tessaud.


KT Gorique e “Brooklyn” são o “lado B” de Paris

Fotograma de "Brooklyn"
    Com um título que remete para os EUA, Pascal Tessaud apresentou ao público conimbricense, no TAGV, a sua primeira longa-metragem. “Brooklyn” é um retrato social do Paris dos subúrbios, refletindo sobre o peso que a cultura hip-hop tem nos jovens da periferia. Em tertúlia no TAGV, o realizador explica que o filme “mostra todo o potencial criativo que há nas periferias de França” que reside na juventude, ainda que, “os media a estigmatize constantemente”. Isto traduz-se num fenómeno de “racismo grave” em França, pelo “medo que se tem desses jovens, jovens que só precisam de amor”. Pascal Tessaud propôs-se a desligar-se inteiramente da escola do cinema francês, que é, por sua definição, “uma estrutura aristocrática”.
     O realizador retrata a sua própria realidade social com toda a lealdade possível, filmando toda a longa-metragem em Saint-Denis, um subúrbio parisiense, apenas com moradores do bairro. O elenco contava apenas com dois atores tendo uma experiência profissional na área. A própria atriz principal, que se apresenta como “KT Gorique”, estreou-se na grande tela com este projeto. O cineasta acredita que “uma mulher negra como protagonista é uma ferramenta de autoestima para todas as mulheres”, uma vez que o rap em França trata mal as mulheres. Já em tom de brincadeira, acrescenta que “este é quase um filme feminista”.

Pascal Tessaud em entrevista no TAGV

        “Brooklyn” é, então, uma crónica do dia-a-dia da juventude dos subúrbios franceses. Depois de “perder a confiança e esperança nas instituições”, Pascal Tessaud afirma-se como realizador e produtor independente ao produzir um filme sem dinheiro, nem recursos, nem “equipa técnica de 20 pessoas”. Defende que não se deve “pedir autorização aos professores” para se fazer um filme, ao estilo de Martin Scorcese, exemplo que deu múltiplas vezes durante a tertúlia e em entrevista. É um filme que ele descreve como sendo “do povo, pelo povo e para o povo”, cuja primeira apresentação foi exclusivamente para a população de Saint-Denis – a maioria da qual nunca tinha sequer entrado numa sala de cinema.


Bruna Becegatto Costa - texto
Bruna Dias - texto
Daniela Bulário - texto
Vanessa Alves Ferreira - tradução e texto
Zita Moura - fotografia e texto

O jornalismo muda o mundo!

Sara Meireles, licenciada em Comunicação Social, com mestrado em Comunicação, Ciências e Tecnologia, pelo ISCTE e a finalizar o seu doutoramento em Sociologia do Jornalismo, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, é atualmente professora na Escola Superior de Educação de Coimbra. Apaixonada pelo jornalismo vê nele a forma de mudar o mundo e facilitar a vida das pessoas.

Qual foi o momento em que surgiu a vontade ou que em que decidiu fazer do jornalismo a sua profissão?
A área do jornalismo sempre me atraiu, desde muito cedo, tinha uma ideia fixa do que queria fazer. Queria ser jornalista, por isso, decidi muito cedo o que queria fazer da minha vida, por volta do décimo ano de escolaridade. Aliás, quando me candidatei ao ensino superior não pus sequer outra opção, portanto, o meu objetivo era mesmo o jornalismo.

Qual foi a sua primeira experiência na área do jornalismo? Isto é, já profissionalmente?
A minha primeira experiência foi a entrada no jornal Público, ainda como estagiária, onde estive um ano. Foi uma experiência muito interessante, na delegação de Coimbra, eramos uma equipa de apenas cinco pessoas e havia muito trabalho. Acabei por substituir a chefe de delegação que tinha competências muito específicas, entre as quais fazer o acompanhamento político de Coimbra, por isso, iniciei a minha atividade profissional, de uma forma muito trabalhosa. Tive obrigatoriamente de em pouco tempo me adaptar àquelas que eram as exigências dessa função. Foi, por isso, um ano trabalhoso, mas muito interessante, embora ainda fosse estagiária.

Se lhe pedir para descrever o que é o jornalismo, o que nos pode dizer?
É um assunto muito abrangente, é difícil de responder desde já porque é uma atividade em grande mudança, com grandes desafios e constrangimentos. Eu gosto de pensar que o jornalismo ainda é uma das maiores armas que as pessoas comuns têm para terem a noção do que se passa à sua volta e para terem capacidade de decisão. Isso é importante numa altura em que vivemos com problemas, necessitamos cada vez mais de um elo de ligação com os outros. O jornalismo é uma coisa complicada de se fazer mas que é absolutamente necessária e indispensável na vida de todos nós.

Na sua opinião qual é o papel do jornalismo e dos jornalistas nos nossos tempos?

Acho que nos tempos de hoje o papel dos jornalistas é servirem de guias daquilo que interessa falar sobre. Isto é, no meio de um turbilhão de informações em que estamos mergulhados constantemente, as pessoas precisam que lhes mostrem o que é que interessa, o que interessa ser falado, ser trabalhado e com o que nos devemos preocupar. Por outras palavras é a necessidade de chamar as atenções para o sítio onde elas devem estar. O jornalismo para mim é uma das melhores formas de transmissão de conhecimento do quotidiano. Quer a função de quem faz esta atividade quer a instituição jornalismo são coisas muito complexas, em grande transformação, com grandes desafios, mas possíveis de atingir, portanto, pertinentes na época que estamos a atravessar. 


Lilliana Ferreira

domingo, 12 de outubro de 2014

Um caloiro da ESEC


Um caloiro da ESEC

Esta entrevista teve como objetivo dar a conhecer um pouco do que é a vida de caloiro na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC). O que é ser caloiro na ESEC? O que é ser caloiro em Coimbra? Como é chegar a Coimbra completamente à deriva?
Temos em entrevista Jonny Xavier, de 17 aos, vindo de Lamego, Viseu.


M- Porquê o curso de Comunicação Social e qual foi o teu percurso até chegares lá?
J- O percurso até aqui chegar é simples, completei o ensino secundário em Línguas e Humanidades em Lamego e, depois de não conseguir o sonho de ser jogador de futebol, a Comunicação Social foi uma opção óbvia. Sempre gostei de televisão e da ideia de aparecer e apresentar o meu próprio programa. Também gostava de fazer jornalismo desportivo, para poder conciliar as duas coisas que gosto.

M- Para jovens que iniciam a universidade, a vida passa por muitas mudanças. A adaptação foi fácil?
J- No início senti-me reticente, pois vim de um meio muito pequeno em comparação com Coimbra. Estava habituado a ter a ajuda dos meus pais para tudo e tive que me tornar “independente”. Além disso, as praxes ajudaram muito, na medida em que desde o inicio conversamos com colegas caloiros e “doutores” que nos põem mais à vontade.

M- Como consideras a praxe da ESEC? Achas que a praxe cumpre o objetivo de integração?
J- Sim, sem dúvida que a praxe ajuda imenso na integração, se não a esta hora não tinha começado a conversar com várias pessoas com quem agora falo. Em relação à praxe da ESEC, é uma praxe muito simples, muito divertida e não tem maldade nenhuma. Em comparação com histórias que já ouvi de praxes de outras universidades ou escolas, a praxe da ESEC é das melhores praxes que podemos viver.

M- Ainda estás no inicio do teu ano de caloiro, mas até agora, qual foi a melhor praxe que tiveste?
J- A melhor praxe foi sem dúvida a praxe em que viemos de pijama e almofada e a praxe do jogo do gato e do rato, no qual o rato foge do gato no meio dos colegas. 


Por: Micaela Falcão