Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta caloiros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta caloiros. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de outubro de 2012

Um cortejo com muita lata...

No passado dia de 16 de Outubro, ocorreu mais um Cortejo no âmbito da Festa das Latas e Imposição das Insígnias 2012.
O Cortejo consiste num desfile, desde o Pólo I até ao Rio Mondego. O tema mais visível durante todo o desfile, foi a critica às medidas de austeridade e ao estado económico-social do país.
 
 
por: Maria Melo, Mónica Silva e Rita Morais
 
*O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

“A praxe serviu para conhecer muitas pessoas, inclusive os melhores amigos de hoje em dia”

Carolina Teixeira
Com o objetivo de celebrar o início do ano letivo e dar as boas vindas aos novos estudantes, os caloiros que chegam à cidade, a Festa das Latas é uma das mais características festas académicas de Coimbra. Juntamente com a Latada vem a praxe, ao qual nem todas as faculdades ou institutos politécnicos são adeptos da mesma. A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, pertencente ao IPC, é um dos institutos com mais tradição praxística nesta cidade. Desde o modo de integração perante os caloiros até às praxes mais “duras”, no bom sentido.

Deste modo, uma aluna e doutora de 3º ano de Enfermagem, Carolina Teixeira, disponibilizou um pouco do seu tempo para nos elucidar um pouco mais acerca desta tradição académica.



por: Sofia Sousa

Posts de Pescada – Estudas há três anos na cidade dos estudantes. Como descreves a tua chegada como caloira? Sentiste-te integrada?
Carolina Teixeira – Cheguei a Coimbra sem conhecer nada nem ninguém, a praxe serviu para conhecer muita gente, inclusive os melhores amigos de hoje em dia aqui na escola e se não tivesse ido as praxes e aos jantares que organizavam não tinha conhecido ninguém.

PP – O que significa para ti a Festa das Latas e Imposição das Insígnias?
CT- Penso que é um momento importante para os recém-chegados, pois inclui o 1º batismo como caloira e a união e ajuda que há dos doutores para com os caloiros.

PP – Estudas na Esenfc, uma escola em que a praxe é respeitada e feita com gosto, mas acima de tudo tem um sentimento especial tanto para os caloiros como doutores. Porque é que é assim tão especial ?
CT – É assim tão especial porque nesta escola a praxe é mesmo levada a sério, não é praxar por praxar, mas sim com gosto. Apesar de serem um pouco duros com os caloiros é assim que se cresce enquanto caloiro. Temos de saber respeitar e ouvir quem tem algo para nos ensinar, e os doutores fazem-no mesmo com gosto. É uma tradição que já vem detrás e assim irá
continuar. Só o facto de apenas podermos tocar e abraçar o nosso padrinho de praxe na Queima das Fitas, é um sentimento inexplicável, existe mesmo respeito.

PP – O que mudarias nesta tradição académica?
CT – Não mudaria rigorosamente nada. É uma tradição que para mim tem todo o sentido em continuar.

PP – Como estás no 3º ano de Licenciatura já te é possível apadrinhar. Já tens afilhado(a)?
CT – Sim, tenho um afilhado. Como doutora e madrinha dele vou fazer de tudo para que ele se sinta integrado, que goste do ambiente e sobretudo que aprenda a ser um verdadeiro caloiro para mais tarde poder vir a ser um bom doutor.

PP – Quais são os teus principais conselhos para um caloiro?
CT- Entrar neste espirito, não ter medo de arriscar nem de conviver. Neste ambiente só é necessário que haja respeito entre os caloiros e sobretudo para com os doutores, fora isso só tem é de se divertir porque são os melhores anos das suas vidas.


O artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

Coimbra abraçou caloiros em noite de emoção

Coimbra enche-se de capas negras para dar início à tão célebre e tradicional Serenata, que se realizou à meia-noite desta quinta-feira, 10 de Outubro, no largo da Sé Nova para dar as boas vindas aos novos estudantes. A serenata é o arranque de uma semana de folia em Coimbra. Devido a questões técnicas relacionadas com a difusão do som, este ano, o evento teve lugar na Sé Nova e não na Porta Férrea como inicialmente estava estipulado. Todavia a tradição não foi abalada.
Rayza Rei, caloira da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), assistiu pela primeira vez a este momento e realçou: “ Nunca imaginei que fosse assim, nunca tinha visto algo igual. É indescritível. Sente-se a magia, a tradição. Até me apeteceu chorar de alegria.”
É este acontecimento que abre mais um ciclo da Festa das Latas e Imposição das Insígnias, especialmente conhecida por Latada. Vários momentos marcam este arraial académico mas, o seu maior expoente é a consagrada Serenata onde, pela primeira vez, o recém-chegado estudante ouve e sente o soar das cordas da guitarra portuguesa ao som da Canção de Coimbra. Rayza Rei sublinha, “nunca tinha visto tantas pessoas juntas e nunca tinha sentido algo assim. Sem qualquer margem de dúvida que a Serenata marca o início de uma nova era para cada caloiro aqui presente”.
Tudo isto é Coimbra, tudo isto é tradição, tudo isto é Festa das Latas. Um momento único de integração dos novos académicos, mas principalmente o início de uma nova jornada da sua vida. Agora anseiam pelo cortejo, onde centenas de cores vestem as ruas da Cidade de Coimbra. “Estou desejosa para ver o que os meus padrinhos me andam a preparar”, confessa Rayza.
 
Noite da Serenata da Latada 2012 (http://asetadocupido.blogspot.pt/2012/10/serenata.html)
 
Os caloiros desfilam em trajes seleccionados pelos “doutores” que aproveitam para enviar mensagens satíricas à sociedade. Este pode ser considerado, igualmente, um ponto alto desta semana. De toda a tradição, os estudantes coleccionam memórias que recordarão toda a vida: “em tão pouco tempo já guardo tantos momentos marcantes. Não me consigo imaginar longe da vida académica” destaca a caloira da ESEC.
 
por: Maria Ferreira e Rita Mendes
 
*Artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 


sábado, 20 de outubro de 2012

A tradição ainda é o que era



A Festa das Latas e da Imposição de Insígnias comemora a chegada dos novos estudantes à cidade de Coimbra, bem como o início de mais um ano letivo. Para dar o pontapé de saída nas festividades, nada melhor que manter a tradição. Por cursos, os estudantes jantam nos mais variados restaurantes da cidade. À meia-noite, na Sé Nova, dá-se o momento pelo qual todos esperam, a Serenata.

No dia 10 de Outubro de 2012, os estudantes de Comunicação Social da Escola Superior de Educação, realizaram o seu jantar no Restaurante Psicológico como forma de preparação para a Serenata da meia-noite. Cerca de cem estudantes estiveram presentes. A animação não faltou. Muita comida e bebida fizeram as delícias dos presentes.

por: João Brito e Tiago Adelino

O artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 
Caloiros
Madrinha e Afilhada
Praxe
Panorama Geral
A bebida proibida - Água!
Doutoras de Comunicação Social
Caloiros a conviver
Momentos antes da Serenata
Serenata

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Receção ao Caloiro Esequiano

De 24 a 28 de Setembro os caloiros foram recebidos na Escola Superior de Educação de Coimbra. Praxes e convívios fazem parte da integração nesta nova etapa.


http://www.youtube.com/watch?v=GOc-b9O6X3w
 
por: Patrícia Gomes, Joana Maia, Ângela Rocha, Fabiana Ferreira e João Rodrigues

Caloiros Esequianos 2012/2013

A receção ao caloiro da Escola Superior de Educação de Coimbra decorreu na passada semana, de 24 a 28 de setembro. O "Posts de Pescada" foi ouvir os novos estudantes acerca das expectativas para o novo ano lectivo em Coimbra.

 
 
por: Sónia Miguel, Jocelyne Carvalho, Joana Pestana, Mónica Silva e Mélanie Oliveira

Batismo, ESEC 2012



por: Ana Mota e Maria Inês machado

Praxam-se as "bestas", parabenizam-se os caloiros

A tradição praxistica esequiana mantém a sua liderança em comparação à Universidade de Coimbra pelo acolhimento e animação dados aos novos estudantes, que na sua maioria, de longe se deslocam. É por isso vivida de uma maneira mais intensa. O baptismo, uma das principais actividades realizada na semana de recepção ao caloiro, é onde são traçam e fortificam laços de cumplicidade entre caloiros e respectivos padrinhos.

por: Diogo Sousa e Patrícia da Costa

Amadeu, o mais antigo caloiro da ESEC
Quando um "burro" fala, os outros baixam as orelhas
Ânsia pela apresentação da K&Batuna
K&Batuna
Chuva ao som da tuna Esequinana
Fim da apresentação da Tuna
Inicio das actividades praxisticas
"Bestas" na Gaiola
Posição preferida dos caloiros
Divertimento e sofrimento
A união faz a força
Preparação para o baptismo
Dedicatória dos padrinhos
Ritual antes do baptismo
Faça chuva ou faça sol ninguém escapa
Inicio do baptismo
Baptismo
Brincadeiras entre doutores
Nem os doutores escapam ao baptismo
E assim os sentimentos fluem

Receção ao Caloiro - ESEC

 Na semana de 24 a 28 de Setembro de 2012, a ESEC deu as boas-vindas aos seus novos alunos. A "Real Tertúlia Bubones", com a colaboração dos cursos da instituição, assegurou-se das actividades praxísticas, com o intuito de facilitar a integração dos caloiros.
Em baixo está disponível o link com as melhores fotos da semana:
http://www.flickr.com/photos/posts2012/sets/72157631665490309

por: David Barata, Eduardo Carvalho, Maria Melo, José Pereira, Diogo Rosa

A praxe é dura, mas é praxe!

Praxe! É a palavra de ordem quando um estudante inicia a sua vida académica. 

Imagem representativa da praxe em latim. “A PRAXE É DURA, MAS É PRAXE!”
Seguem-se as dúvidas e o medo. "Será que vão ser duros a praxar? Será que me irei conseguir integrar?”
É um novo capítulo na vida de um estudante. Ganham um novo rótulo: ser "caloiro". 

Muito estigma gira em volta da praxe. Ao longo dos anos, esta prática exercida pelos estudantes designados por “doutores”, tem vindo a ganhar muitos simpatizantes e muitos opositores. O que é ser é certo, é que o verdadeiro intuito da praxe é a integração. 

Sendo um período difícil para os novatos, onde estão longe de casa, da família e de tudo o que lhes é conhecido, o papel dos doutores é fazê-los sentirem-se integrados, apoiados e principalmente ajudá-los a encontrar uma família no curso onde ingressam. 

Nem tudo é um mar de rosas, nem mesmo na vida praxística, por isso é que há muita gente contra a praxe e contra toda a tradição por detrás da mesma. Certo também é, que muitos estudantes mais velhos abusam e vêem nos caloiros uma opção para descarregar o stress do dia-a-dia. 

Mas a praxe tem muito que se lhe diga e não é igual em todo o lado. 

No berço da tradição académica, Coimbra, a praxe é algo totalmente aceitável e indispensável para adaptação dos que acabaram de entrar no início do resto das suas vidas. 

Fábio Aguiar, estudante do 3º ano de Comunicação Social na Escola Superior de Educação lembra-se do seu 1º ano como caloiro. “Foi um ano inesquecível apesar de alguns altos e baixos”, continua o agora doutor. Fábio recorda o primeiro dia, a primeira praxe e todo o início desta nova etapa da sua vida com muita saudade. “Ao contrário do que muita gente pensa, a praxe serve essencialmente para integrar os novos alunos e no meu caso todos os doutores contribuíram para isso, fazendo com que o meu 1º ano fosse o melhor do meu percurso académico”, confessa. 

O baptismo do caloiro é outro marco significativo nesta jornada, é o momento em que se escolhe com quem mais simpatizamos e identificamos para nos apadrinharem. “O meu apadrinhamento fugiu ao dito normal e ao aconselhável pois os meus padrinhos foram ambos sugeridos. No entanto, com a convivência, apercebi-me que não podia ter escolhido melhor.” 
Os caloiros em contacto com os doutores, na ESEC.

O ano passa, as festas continuam, as praxes não param e criam-se muitos laços de amizade. Os caloiros são a base da cadeia alimentar académica mas depressa evoluem até ao momento de trajar pela primeira vez e incumbir aos outros os valores transmitidos pelos seus padrinhos. O trajar e o ouvir a Serenata Monumental nas escadas da Sé Velha marcam a passagem de caloiros para pastranos. Ninguém fica indiferente à semana da Queima, pois é o culminar de uma espera que durou um ano inteiro. Para o estudante de Comunicação Social, o vestir o traje académico pela 1ª vez foi um misto de sensações dado o peso que aquela capa e batina representavam. “Foi um momento estranho e ao mesmo tempo um orgulho olhar para o espelho e ver o meu crescimento pessoal. É algo que levarei para a vida inteira tudo o que esta cidade me proporcionou e os amigos que encontrei”, lembra com um olhar de nostalgia. 

Resta agora traçar a capa, desejar boa sorte para o curso, felicidades para o futuro e esperar que estes novos doutores transmitam aos novos caloiros tudo aquilo que os seus respectivos padrinhos passaram.
Por outro lado, nos arredores de Tomar, também se vive o espírito académico. Patrícia de Freitas, estudante de 2º ano de Comunicação Social em Abrantes, pertencente ao Instituto Politécnico de Tomar, recorda todos os momentos do seu ano de caloira, agora que praxa pela primeira vez os novos alunos, “O ambiente familiar com que a ESTA me acolheu, os valores adquiridos na praxe e o espírito de união que ganhei no meu tempo de caloira foram a maior herança que guardo e transmito hoje, enquanto doutora, aos meus caloiros.” 

Com um tom de saudade na voz, recorda também como viveu, vibrou e respeitou a praxe sem nunca faltar diversão, altruísmo e orgulho por estar ser integrada na família que é a faculdade onde ingressou. “Eu ri, eu chorei, eu suei emoção. Mil e uma histórias guardo desses dias, mas basta apenas lembrar-me de quando me tratavam por caloira para esboçar um grande sorriso com um brilho nos olhos que me traz saudade!”.
É apresentado o conselho de Veteranos e a comissão de praxe a todos os novos alunos, sendo estes últimos os responsáveis pela praxe até à primeira quarta-feira de aulas. 

Ao contrário do que é feito na ESEC, na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes são os doutores que, olhando para uma lista de nomes sem fotos, escolhem os seus afilhados, sendo que um caloiro só pode ter uma madrinha e uma caloira só pode ter um padrinho. 

Durante essa semana, os caloiros são leiloados, fazem uma “churrascada académica”, participam em olimpíadas, numa procissão e têm ainda um jantar dedicado a eles. Na semana seguinte, realiza-se o baptismo do caloiro, que tem lugar na cidade de Tomar, que inicia-se no Campus do IPT e termina na Praça da Republica. Durante o cortejo, os caloiros são cobertos de “mistelas”, preparadas pelos seus superiores no próprio dia. Alegram o desfile com canções ensaiadas pela sua comissão e gastam as suas vozes em honra dos seus cursos ou escola. 
Baptismo do “caloiro” da ESTA em Tomar.
Ao longo do ano, os caloiros podem ganhar títulos como melhor caloiro, Mr. e Miss Simpatia, Prémio de Honra e Mérito, etc.

Tal como em Coimbra, os caloiros só poderão traçar a sua capa na semana académica, sendo que em Coimbra esse momento é assinalado pela noite da Serenata.

Na ESEC, os caloiros são praxados por uma entidade praxistica existente a nível escolar, a Real Tertúlia Bubones, mas podem ainda ser praxados pelos doutores dos seus cursos. Na ESTA, a praxe é feita a nível da escola, ou seja, com todos os cursos.

Seja onde for, a praxe tem sempre o intuito de integrar e proporcionar os melhores anos de uma pessoa, e no regresso às aulas, a praxe é algo fundamental, pois ajuda a qualquer um a não se sentir tão sozinho num lugar desconhecido, ajuda a criar novas amizades e a fazer-nos crescer enquanto pessoas, ajudando-nos a ultrapassar barreiras.

por: Patrícia Gouveia e Vânia Santos

 

Receção ao Caloiro


Real Tertúlia Bubones

A Escola Superior de Educação de Coimbra esteve a semana em alvoroço. O ano letivo iniciou-se e, como tal, as atividades praxísticas reinaram e saudaram todos aqueles que nela pisam pela primeira vez. Não é portanto de estranhar que os caloiros, oriundos de todo o país, sintam o famoso “formigueiro” na barriga. É agora que iniciam uma nova jornada. O momento não podia ser mais empolgante. É que as Bestas Esequianas, designação atribuída pela Real Tertúlia Bubones, cumpriram uma vez mais, a tradição. Não se fizeram rogados, mantiveram a firmeza de outros tempos. A Cave foi o primeiro contacto destas “Bestas” com o espirito praxístico, que têm a principal função de integrar os novos alunos. Todavia, foi a convivência criada nesta última semana, que demonstrou certamente, o simbolismo que Coimbra carrega há décadas. Seguiram-se muitas outras praxes. Desde as danças, às músicas, aos jogos e às saídas noturnas, os novos estudantes conheceram a Cidade que os acolherá pelos próximos três anos. Toda esta festança culminou com o apadrinhamento. É um momento especial para o caloiro, que se sente batizado, e simultaneamente “ abraçado” pelos Doutores.

por: Márcia Alves