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terça-feira, 21 de outubro de 2014

A vida de uma universitária de Coimbra

Coimbra é uma cidade historicamente universitária devido à Universidade (fundada em 1920), sendo esta uma das principais escolhas dos alunos para ingressarem para o Ensino Superior. Coimbra é chamada de a “cidade dos estudantes”, onde se situa a mais antiga e maior associação de estudantes do país, a Associação Académica de Coimbra. Para além da Universidade de Coimbra, constituída por oito faculdades, existem outros institutos de Ensino Superior Público. Coimbra, como cidade universitária, desperta a importância de existir a visão de um estudante acerca do que é a cidade e a vida académica. Deste modo, a entrevista é realizada a Andreia Filipa, estudante da Universidade de Coimbra do curso de bioquímica.

Como é ser estudante de Coimbra?
- Na minha opinião, Coimbra é a verdadeira cidade dos estudantes, é uma cidade carregada de espírito académico. Ser estudante de Coimbra é um orgulho, é um modo de vida fantástico.


O que mais te fascina na vida de estudante?
- A sensação de que podemos ser tudo (risos). Talvez o facto de sentir que posso ser livre mas que tenho de ser responsável ao mesmo tempo, pois agora só eu posso dar tudo por mim.


Porque é que achas que, por vezes, os estudantes são muito criticados?
- Os estudantes exageram mas as pessoas também dramatizam bastante. Sei que existem abusos da nossa parte mas não é caso para fazerem de nós monstros. Até porque nós também fazemos Coimbra, esta é a cidade dos estudantes. Porém, compreendo as críticas que possam surgir devido ao facto de muitos estudantes não perceberem o que é a tradição e se tornarem abusivos naquilo que fazem.

Existe muita controvérsia em relação à praxe. Achas que a praxe contribuiu ou não para a vida de um estudante?
- Contribuiu muito, até porque um bom estudante tem de passar pela praxe, só assim irá sentir o grande amor à capa e batina. Sim, existe praxes abusivas mas quando não é o caso acho errado criticarem, até porque muitas vezes são pessoas que nunca frequentaram atividades praxísticas.


Que aspetos mudavas na vida de estudante?
- Acho que cada um deve viver à sua maneira, a 100% mas, por vezes, os estudantes acabam por se “perder” um pouco. Um estudante deve fazer de tudo durante o seu período académico, incluindo completar o curso e não se descurar desse grande facto. As pessoas esquecem-se que isto é uma fase das nossas vidas e, como todas as fases esta também passa. Há tempo para tudo, tanto para a diversão como para o estudo. Sempre fui apologista disso.


Sendo tu estudante da Universidade de Coimbra, como encaras os politécnicos?
- Não tenho nada contra, mas acho que se discriminam e se excluem a si próprios. Não são nem mais nem menos que nós e, por isso, deveriam ser mais ativos mas também devia haver cooperação entre ambas as partes.


Neste momento vive-se um ambiente de festa em Coimbra. O que é para ti a festa das latas?
- A latada é um momento do ano em que se sente orgulho em nós próprios, principalmente, pelos nossos afilhados que nos fazem sentir que temos feito um bom trabalho. Apesar de durante a latada haver aulas, acho que ninguém deve deixar de viver esta altura do ano ao máximo. É uma festa feita para nós, inesquecível desde o primeiro dia de serenata ao último som do estrondo do partir das barracas no parque da canção.


Na tua opinião, a latada é uma mais-valia?
- Sem qualquer dúvida, tanto a latada como a Queima das Fitas são das melhores alturas do ano. É o momento dos estudantes, somos muitos felizes nestas alturas e, por isso, é que se sente tanta nostalgia quando acaba.

O que mudarias no conceito de latada?
- Nada, para mim está muito bom assim. De certo modo, até concordo em parte terem reduzido os dias de latada, pois queima e latada são conceitos distintos.


Falta apenas um ano para acabar o curso, como irás ver a tua vida de estudante daqui a um ano?
- Com grande tristeza, nem vou ficar em mim quando sentir que tudo já acabou. Só quem vive isto ao máximo é que sabe o que custa deixar isto tudo para trás. Sei que poderei dizer “aqui fui feliz”.


És feliz como universitária de Coimbra?
- Muito, não trocaria o encanto desta cidade por outra. Ser universitário é mesmo muito bom, é a melhor época das nossas vidas. Nunca irei esquecer o que é ser estudante e tudo o que é Coimbra.

Andrea Henriques - 2013112

terça-feira, 9 de outubro de 2012

‘Latas’ vão encher Coimbra


Cidade dos estudantes prepara-se para receber a primeira grande festa académica

A Festa das Latas e Imposição de Insígnias vai ter início na próxima quinta-feira, 11 de outubro, pela meia-noite, com a tão ansiada Serenata da Latada.

A “Latada” é a primeira festa académica dos recém-chegados a Coimbra e tem como objetivo integrar e ambientar o melhor possível “os caloiros" com a tradição coimbrã. De forma a antecipar todos estes eventos, a organização tem também agendada uma série de eventos desportivos e culturais que não se passam só nas noites do parque, como torneios de futebol de sete, ténis de mesa, matraquilhos, sueca, voleibol, basquetebol, peddy-papers e vários concursos artísticos.

O que mais marca a Latada são as Noites do Parque, que este ano forampensadasde forma a agradar os mais diversos gostos musicais. Desde grandes bandas internacionais, como Scissor Sisters, a cantores nacionais, como Quim Barreiros, um artista que se tornou numa presença indispensável nas festas académicas de Coimbra, as noites de 11 a 17 de outubro prometem agitar Coimbra.Com o bilhete geral a custar trinta e quatro euros e os pontuais com preço varianteentre os três e os doze euros para estudantes e entre os cinco e os dezoito euros para os“não estudantes”, a Festa das Latas deste anovaisatisfazer tudo e todos.

Mas não ésó a música que invade Coimbra por estes dias, o famoso Cortejo da Latada vai encher a cidade do centro de cor e animação. Num desfile que começa nos Arcos do Jardim e desce até ao Mondego, acontece o tradicional batismo do caloiro, que ameaça ser memorável.

Esta é uma semana que nenhum caloiro vai querer perder, a Lata marca o início das festividades estudantis.
por: Mélanie Oliveira

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Coimbra, um novo começo!


Alexandra Monteiro, aluna do 1º ano de Comunicação Social

Alexandra Monteiro, “caloira” de Comunicação Social, exprime o que sentiu quanto à primeira semana como aluna na Escola Superior de Educação. Tem 18 anos, vem de Aveiro e foi colocada na segunda opção de candidatura. Porém, até ao momento, parece não se arrepender de não ter entrado na Faculdade de Letras do Porto.
 
 
 
 
 
1 - O que acha da Escola?
Gostei da escola, pois tem bom ambiente e as pessoas têm sido todas afáveis e bastante acolhedoras. Relativamente às instalações, parecem-me boas e os serviços facultados são suficientes. Quanto aos professores, estes têm sido muito simpáticos, receptivos e demonstram estar disponíveis para esclarecer qualquer dúvida que tenhamos.
 
2 - Já tinha alguma ideia de como seria estudar em Coimbra?
Não conhecia Coimbra nem sabia o que esperar. Estava receosa e nunca me tinha informado devidamente sobre a cidade. No entanto, aquilo que encontrei em tão pouco tempo surpreendeu-me bastante pela positiva.
 
3 - Quais as principais diferenças entre o ensino secundário e o ensino superior?
Uma das principais diferenças é o regime de faltas, ou seja, não há tanto controlo, o que faz com que nos tornemos “independentes”. Não existe tanta obrigatoriedade. Podes escolher o que fazer, sabendo que arrecadas com as consequências das tuas escolhas.
 
4 - Quais as principais dificuldades de viver longe de casa?
Principalmente estar longe da família e dos amigos. Depois são as coisas banais como chegar a casa e não ter o jantar feito. Temos de começar a tratar nas nossas próprias coisas o que implica que nos tornemos responsáveis e autónomos.
 
5 - Chegou sozinha à Cidade dos Estudantes?
Não, vim com dois colegas de turma. Por coincidência, fomos colocados no mesmo curso e na mesma instituição de ensino. Partilho casa com uma dessas colegas, logo a adaptação torna-se mais fácil.
 
6 - Qual a sua opinião sobre a praxe?
Estou a gostar da praxe. A Tertúlia não abusa do poder, distribui comida e bebida no decorrer das praxes e encontra-se sempre disposta a ajudar-nos. Sinto que há uma preocupação com o bem-estar dos caloiros no decorrer da praxe. Não estava à espera que fosse assim. Já sabia que era diferente e agora estou a comprovar isso.
 
7 - Como tem sido a sua integração na Escola Superior de Educação?
Não tive oportunidade de presenciar o baptismo nem algumas das actividades praxísticas importantes. No entanto, já conheço de vista algumas das pessoas com quem vou ter que lidar nos longos três anos de licenciatura.
 
8 - Quais os aspectos positivos e quais os negativos que pode apontar até ao momento?
Todos têm sido receptivos, desde alunos a professores e funcionários. A Associação de Estudantes é um órgão muito importante na escola e também se mostrou disponível em qualquer ocasião. O edifício novo da escola tem excelentes condições contrariamente ao edifício que se encontra em obras e à “estufa”. Tirando este último facto, não encontro mais nenhum aspecto negativo a apontar.

 

 
Por: Rita Morais, Fátima Pereira, Joana Amado e Marilena Rato

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Caloiros Esequianos 2012/2013

A receção ao caloiro da Escola Superior de Educação de Coimbra decorreu na passada semana, de 24 a 28 de setembro. O "Posts de Pescada" foi ouvir os novos estudantes acerca das expectativas para o novo ano lectivo em Coimbra.

 
 
por: Sónia Miguel, Jocelyne Carvalho, Joana Pestana, Mónica Silva e Mélanie Oliveira

"Afinal a praxe não se trata de humilhação, mas sim de integração"

 



“Afinal a praxe não se trata de humilhação, mas sim integração”

 
André Lacão, recém-chegado ao ensino superior politécnico, começa a habituar-se à vida académica coimbrã.
Em entrevista, o novo aluno do primeiro ano de Comunicação Social, relata as suas primeiras experiências enquanto caloiro numa cidade onde a tradição praxística está bem enraizada.

 
Marcelo Carvalho: Quais são as tuas primeiras impressões da cidade de Coimbra e do ambiente académico?

André Lacão:Ainda é tudo muito recente, mas até agora tenho achado espectacular. Toda a “malta” da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) é muito “porreira”, os doutores são impecáveise os colegas de curso são excelentes. É tudo muito fixe mesmo.

 

M.C.: Qual é a tua opinião acerca da praxe, tão presente na tradição académica de Coimbra?

A.L.:Aqui na ESEC, sinceramente, estava à espera de uma coisa mais dura, porque a praxe da Universidade de Coimbra tem alguma fama. Tendo sido sempre considerada das praxes mais duras estava à espera que fosse mais puxada. Mas até agora, não é como dizem, afinal a praxe não se trata de humilhação, mas sim integração.

 
M.C.: Como tens vivido o espírito académico?

A.L.:Impecável, muito fixe mesmo, a malta tem-se dado toda muito bem, quer os doutores, como os caloiros. Já estamos completamente integrados e só chegámos há três dias.
 

M.C.: Quais são os conselhos que deixas para os caloiros que virão para o próximo ano?

A.L.:Aproveitem ao máximo, façam tudo o que os doutores pedirem pois nunca há nada de mal no que eles desejam. “Curtam milhões” porque, como os doutores afirmam, é mesmo o melhor período da nossa vida e eu posso comprovar completamente isso, até agora está tudo muito bem.

 
 

“Gostei da praxe até agora, mas pensei que fosse mais rigorosa”

Carolina Ramos, a nova caloira da Escola Superior de Educação de Coimbra, já se sente completamente integrada na nova cidade que a acolheu.
Em entrevista, Carolina revela que ainda não realizou muitas actividades praxísticas mas que já se sente envolvida no espírito académico.


Eduardo Fortunato: Quais são as tuas primeiras impressões da cidade de Coimbra e do ambiente académico?

Carolina Ramos:É tudo muito giro, toda a gente se dá bem com todos e sente-se a integração.

 

E.F.: Qual é a tua opinião acerca da praxe, tão presente na tradição académica de Coimbra?

C.R.:Gostei da praxe até agora, mas pensei que fosse mais rigorosa.

 

E.F.: Como avalias a Real Tertúlia de Bubones em termos praxísticos?

C.R.:Eu ainda não vivi muito a praxe mas prefiro aquela que é realizada pelos doutores do meu curso.

 

E.F.: Como tens vivido o espírito académico?

C.R.:Muito bem.

 

E.F.: Quais são os conselhos que deixas para os caloiros que virão nas próximas fases?

C.R.Não venham com medo da praxe, integrem-se bem com todas as pessoas, falem com elas e não tenham vergonha.

Entrevista áudio: http://soundcloud.com/ritalourencomendes/entrevista-a-carolina-ramos/s-05mK1

 
por: Rita Mendes, Daniela Gonçalves, Maria Ferreira, Marcelo Carvalho e Eduardo Fortunato