terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Artigo de opinião - Crítica ao filme "Le Scaphandre et le Papillon"

            Foto retirada do Google Images

Filme vencedor de 2 Globos de Ouro

(melhor filme estrangeiro e melhor realização)

Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) é editor da revista francesa Elle quando,aos 43 anos,sofre um acidente vascular cerebral que o deixa em coma por vinte dias.
Quando acorda,Jean-Do percebe que,apesar de conservar todas as suas faculdades mentais,apenas  consegue mexer o olho esquerdo, naquilo que é definido como o “locked-in syndrome”.Se,inicialmente, o jornalista parece vencido pela sua condição (“como diz o poeta: só um idiota se ri quando não há nada para rir”), rapidamente deixa de sentir pena de si próprio: “decidi não voltar a queixar-me.Percebi que,para além do olho,duas coisas não paralisaram: a minha imaginação..a minha memória.”
Com a ajuda de uma especialista em foniatria (Marie-Josée Croz) e com um método por esta desenvolvido, Jean-Dominique “fala” e “escreve” o livro “O escafandro e a borboleta”. 
O escafandro é uma metáfora da prisão dentro de si mesmo, sendo isto claramente sentido pelo telespectador através da perspectiva subjectiva da filmagem.Durante meia hora, quem vê o filme, apenas tem acesso àquilo que Jean-Do vê, sentindo a angústia que o protagonista vive.O livro transforma-se na borboleta, uma vez que representa a liberdade da imaginação.
Através de filmagens em tons vivos e brilhantes e com a ausência, por vezes, de banda sonora, este filme, baseado numa história real, mostra-nos um herói perseverante que faz a aprendizagem da desgraça.
Mathieu Amalric tem uma prestação sincera e tocante num filme intenso e profundo e que nos faz indagar  se “estava cego e surdo ou foi necessária a luz da desgraça para eu ver a minha verdadeira natureza?”


Patrícia Azevedo - Grupo 1

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