quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Programa da RTP N “Liga dos Últimos” em Valongo do Vouga

No domingo, 20 de Fevereiro, dia em que recebia o seu eterno rival, a equipa de futebol sénior da Associação Desportiva Valonguense, recebeu ainda em sua casa o programa “Liga dos Últimos” da RTP N para uma reportagem, num jogo cheio de tensão e rivalidade.

O dia ameaçava ser de chuva e de frio mas nem isso fez os muitos adeptos das duas equipas – Valonguense Vs Macinhatense, que disputam o campeonato distrital de Aveiro – Série B, ficarem em casa, enchendo o campo Bastos Xavier - em Valongo do Vouga - com uma grande massa humana, pouco vista nos últimos jogos.

Eram precisamente 15:00horas quando as equipas subiram ao relvado para se disputar o aguardado derby concelhio, que se adivinhava ser de grande tensão, quando ao mesmo tempo decorria nas bancadas grande agitação.

Os adeptos estavam a ser entrevistados pelo jornalista da RTP com o intuito de fazer uma reportagem para o programa “Liga dos Últimos”, isto porque a equipa de Macinhata do Vouga – a Atlética Macinhatense - é um dos dois clubes que ainda não sofreu derrotas na decorrente edição do campeonato distrital.

Sendo desde há muito eternos rivais – espírito que trespassava também nas bancadas e que os adeptos fizeram questão mostrar ao entrevistador - sempre com desportivismo – o jogo decorreu sobre grande tensão, com muitas faltas, pouco espectáculo, alguns momentos mais agressivos e até expulsões.

No final, a Atlética Macinhatense cumpriu o objectivo levando para casa os três pontos e consolidando mais uma vez a sua marca de zero derrotas ao ganhar o jogo por 2 - 1 à Associação Desportiva Valonguense.

Na tabela de classificação a equipa vencedora consolida assim a liderança com 50 pontos enquanto a Associação Desportiva Valonguense cai para o 5º lugar com apenas 29 pontos.

No entanto as duas equipas têm a oportunidade de rever todos os acontecimentos do passado domingo através do programa “Liga dos Últimos” que passa na RTP N, quarta – feira, dia 2 de Março pelas 22:30 horas.

Por Daniela Nogueira

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Uma escolha, uma viagem.


O meu primeiro dia em Varsóvia, começou cedo. A cidade acordou quase tão fria como a noite anterior. Tudo, perante os meus olhos, era desconhecido.
 A primeira tarefa: encontrar bilhetes para transporte e tentar não ter medo desta nova cidade.
Primeira paragem: Universidade de Varsóvia. Confesso que esperava algo maior, mas a aparência antiga de alguns dos seus edifícios dão-lhe um toque muito encantador, além do seu insinuante portão principal que faz saber a todos que ali está a Universidade.
As avenidas são largas e limpas. As entradas para o metro e as passagens subterrâneas criam, julgo eu a partir das mil e uma que vi, uma autêntica teia no subsolo.
O clima têm duas principais características: é seco e frio. As pessoas também são, na maioria, frias. Apenas algumas delas com quem falei, para pedir informações ou algo mais, sabiam falar inglês, e destes, a grande parte era jovem. Ir ao supermercado foi, portanto, uma aventura. É engraçado ter que perguntar a alguém se “aquele produto ali é arroz?”, porque nunca pensei não saber encontrar arroz num estabelecimento comercial. À custa de um inglês “arrastado” lá fui obtendo as informações de que necessitava. Quando o inglês não chegou, passei à mímica. Também parece funcionar, por agora.
O zloty, a moeda polaca, também cria-me um pouco de confusão. Foi e tem sido um incessante processo de câmbio. Menos mal que em muitas das coisas o euro é rei.
O café, esse vício de tantos, aqui custa entre 2 a 4 euros, entre as suas variantes. Está na hora de abdicar dos três habituais cafés diários.
Foi um dia para estar sozinha e cada pessoa na rua era um estranho. Mas também isso mudará.

Cristina Freitas

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lançamento da revista ''C''


Na sexta-feira, dia 4 de Fevereiro, o Nb Club de Coimbra serviu para apresentar o lançamento do 1º número da revista C e a inauguração do portal multimédia www.cnotícias.net.
A revista C, desenvolvida pelo grupo Beirastexto, tem periodicidade semanal, à quinta-feira e está disponível em quiosques da região centro. Tem 10.000 exemplares que são vendidos pelo preço de 1,50€ por uma unidade nas melhores bancas e livrarias do centro.
Cada número tem uma composição que abrange temas específicos de actualidade quer ao nível nacional quer internacional – artigos científicos ou de opinião, entrevistas com profissionais, notícias, fotografias, bem como, crónicas e reportagens. A C conta também com a pagina online de facebook, que já conquistou mais de 500 pessoas, para além do público que tem vindo a conquistar simplesmente pela exposição da revista nas bancas.
A comemoração do lançamento da revista contou com a presença de muitas pessoas, que ao som de Filipe Sanches tiveram a oportunidade de festejar o sucesso da C.


 Viktoriya Golub, Grupo 2

Cândida Pinto

Jornalista - Cândida Pinto
 Cândida Pinto nasceu em 1964, em Torres Vedras e é jornalista portuguesa de rádio e televisão.
 Descobriu a vocação para o jornalismo quando frequentava o 10º ano, com a disciplina de Jornalismo.
Mudou-se para Lisboa, onde estudou Comunicação Social no Instituto de Ciências Sociais e Políticas. Ainda enquanto era estudante começou a fazer estágios, tendo-se iniciado na Antena 1.
 A jornalista acabou por ficar a trabalhar no canal de rádio e posteriormente passou para a TSF-Rádio Jornal. Na altura do arranque da TSF, a jornalista estava na RDP e a fazer um curso de formação na Radiotelevisão Portuguesa. Na TSF, trabalhou com jornalistas de renome como Sena Santos, Emídio Rangel, Fernando Alves e Adelino Gomes.
 Apaixonada pela televisão, Contudo, a sua preferência foi para a área da reportagem.

 Ao aparecer a SIC, Cândida Pinto era já uma das jornalistas que integravam o quadro da redacção. Fez-se notar como uma das melhores repórteres do país. Especializou-se em grandes reportagens e em reportagens de guerra. Esteve em locais como:
Angola (1994)
Guiné (1998)
Kosovo (1999)
Timor e Afeganistão (2001).
 No ano de 2001 Cândida Pinto passou a dirigir a SIC-Notícias, canal especializado em informação, trocando as reportagens pela direcção de um canal privado por Cabo.
 No ano seguinte lança um livro "Lodo até à cintura", que descreve as dificuldades de um reportér em inicio de carreira e torna-se subdirectora do Expresso.
 Em 2008 a jornalista fica responsavél pela coordenação de todos os trabalhos jornalísticos conjuntos entre o canal SIC, o Expresso e a Visão, e também pelo projecto Expresso TV.
 Em 2010, Cândida Pinto vence a 12.ª edição do Prémio AMI - "Jornalismo Contra a Indiferença", com a reportagem "Eu e os Meus Irmãos".



Por: Patrícia Correia
fontes: infopédia e arquivo do jornal "Público"
fotografia: arquivo google

Comércio tradicional de Coimbra

   O Posts de Pescada, foi falar com alguns comerciantes da baixa de Coimbra e saber como está a situação do comércio tradicional na Cidade.
 Coimbra é mais uma das cidades de Portugal, que vive essencialmente do comércio local, é também o cartão de visita da cidade do Portugal dos Pequenitos.

Loja Jorge Mendes
 Com a crise que afecta o país, assim como o resto do Mundo, o comércio local vê-se bastante afectado. Os factores são variados: desde a construção de centros comerciais dentro da cidade, com que é praticamente impossivél competir com os preços praticados, até ao facto de ser uma zona que junta várias lojas, de várias secções e entretenimento, todas no mesmo espaço geográfico.
 Luísa Pereira, é empregada de balcão na loja Jorge Mendes, Irmão Lda, na praça do comércio, em Coimbra. Uma loja especializada de artigos têxteis. É residente em Coimbra e nunca pensou em viver noutro lugar. Há 20 anos a trabalhar nesta superfície comercial, Luísa vê muitas diferenças no comércio local da cidade.
 " A crise veio afectar muito estas lojas do comércio local, neste momento temos os clientes habituais, pessoas mais velhas, que já vêm aqui há muitos anos e como temos fabrico próprio de têxteis, as empresas que nos fazem encomendas de uniformes, colégios ou hospitais. Os jovens, esses fogem todos para os centros comerciais."

Praça do comércio (baixa de Coimbra)
 Um pouco mais abaixo na rua, pode encontrar-se a loja mais pequena de Coimbra, O cantinho da Anita, um loja criada há quase 25 anos, pela Dona Anita, como gosta de ser chamada. Alice Vaz, vê a falta de segurança na zona da baixa de Coimbra, como uma das principais razões que afectam o comércio local.
 "Gostava que viesse aqui mais pessoas, mas devido a estar um pouco escondida a loja e darem pouca visibilidade á baixa, sem ser à avenida principal e também à falta de segurança, torna-se mais complicado. Pensei em aderir à iniciativa do dia dos namorados, mas manter a loja aberta até ás 21:00h neste local não é aconcelhavél.".
 O cantinho da Anita é uma loja de louças, artesanato e bordados. Há 25 anos atrás Alice Vaz, abriu este espaço pois não existia mais nenhum do género em Coimbra. Passados estes anos, nota agora um decréscimo muito grande nas vendas de artigos.
 "Só no Verão, quando chegam os turistas a Coimbra, é que se vende mais, pois tenho aqui peças únicas que principalmente quem vem de fora gosta de levar uma recordação diferente. Também acham muita graça por a loja ser tão pequena."
 Não só em lojas de comércio local se acentuam as diferenças da crise económica portuguesa, também nos restaurantes e cafés a diferença é notada. Rogério Alves, sócio-gerente do café Montanha, na avenida principal da baixa de Coimbra, a chamada Portagem, toma medidas e tem opiniões sobre o que poderia mudar para o comércio local ter um novo lançamento.
 " Com a crise quase todos os negócios foram afectados, nós não somos diferentes. As pessoas cortam mais em pequenos-almoços e lanches e isso faz o negócio sentir-se."
 Rogério não vê problemas de segurança quanto ao seu estabelecimento, pois está ao lado do Banco de Portugal que é vigiado pela polícia 24 horas, quanto ao resto das zonas pensa que deveria ser reforçada a segurança.
 Nos últimos tempos muito se tem falado e escrito, sobre a reabilitação da baixa de Coimbra, para trazer mais pessoas à zona histórica da cidade. Os vários comerciantes têm as suas opiniões sobre as decisões a serem tomadas.
 "Acho que se deveria fechar algumas lojas dos chineses, vieram fazer uma concorrência de preço desleal ao comércio tradicional, e vêm ocupar espaços que poderiam estar a dar vida à cidade. Só aqui na zona da baixa, existem umas 5 ou 6, acho um exagero.", diz Luísa, empregada de balcão.
  Na opinião de Rogério Alves existe a necessidade de rever a questão dos estacionamentos.
"A câmara meteu estacionamento grátis ao sábado, mas os que existem são ocupados por funcionários a trabalhar na zona, onde estacionam os clientes? Além disso existe pouca quantidade de estacionamentos mesmo que sejam pagos, e as pessoas acabam por recorrer aos centros comerciais que não trazem esse problema".
 No cantinho da Anita, a proprietária defende a questão da falta de segurança, da rede de transportes e dos centros comerciais.
 "Não deviam ter construído tantos centros comerciais dentro da cidade, as pessoas acham mais pratico lá ir, do que visitar lojas de rua. A falta de segurança é gravíssima e o facto de terem terminado com os transportes pela avenida da cidade, penso também ter vindo a afectar a vinda de visitantes à baixa da cidade."
 Problemas à parte, todos os proprietários com quem o Post's de Pescada foi falar, são residentes de Coimbra e por isso amam esta cidade, que viram crescer e agora têm pena que venha a ficar abandonada.
 Alice Vaz, tem como hobby viajar com o marido e confessa ter Coimbra no coração de cada vez que volta à sua cidade.
 "Sempre que vimos de viagem, à chegada peço sempre ao meu marido para conduzir mais devagar perto do Miradouro, gosto de observar a minha cidade que parece um presépio e que trago no coração. Para mim, não há cidade como esta, e não quero vê-la abandonada e sem brilho".
Portagem de Coimbra em 2010
 Iniciativas que a câmara, assim como associações de Coimbra estão a organizar esperam trazer mais pessoas á baixa da cidade. Questões de segurança devem também ser uma das principais preocupações, pois esta é uma das zonas da cidade com mais mendigos a dormirem pelas ruas ou mesmo à porta de prédios habitados, ou lojas.
 A esperança destes comerciantes em voltar a ver Coimbra cheia de turista concretiza-se todos os verões, quando com a ida dos estudantes de fora para as suas zonas de residências, aparecem as excursões de turistas prontos a levar para o seu país, Coimbra no coração.


Por: Patrícia Correia
fotografias: arquivo google



Coimbra no coração

Cidade de coimbra

 Esta vida de estudante universitário deslocado de casa tem muito que se lhe diga. Existem preocupações diárias que não fazem parte da vida de muitos estudantes, mas em Coimbra tudo é diferente. Há que pagar as contas da casa, lavar a roupa, fazer o as refeições, arrumar a casa, etc... Como se tudo fosse obrigações não teria a mesma piada, esta cidade vive de Repúblicas registadas como tal e as clandestinas. Casas de estudantes em que existem jantaradas, sempre um amigo de visita ou mesmo alguém que passa só para um café, é o mais habitual. O cenário pode ser:
Receita: 5 amigos que moram juntos, namorados e amigos coloridos, já são dez e os amigos em comum mais uns 5 ou 6.
 Bem feitas as contas são apenas 16 pessoas que partilham coisas, discutem, riem, choram, batem portas, gritam, bebem, saiem à noite e o caos de repente está instalado.
Por isso continuo a ter a teoria que Coimbra é a cidade em que se veêm tantas pessoas ou mais à noite do que de dia. E quem vive em Coimbra, de certeza que principalmente em Latadas e Queimas, já se perguntou pelo menos uma vez, esta cidade não está muito cheia??
 Conhecem-se pessoas de todo o lado, é uma mistura de culturas e de histórias de vida. Em Coimbra pode encontrar-se o melhor amigo de toda a vida, o grande amor, a grande paixão, a descoberta de um hobby ou mesmo um talento, a oportunidade de o desenvolver. Tudo é possivél nesta cidade nas margens do Mondego, com tradição alegria e uma história enraizada na nossa cultura portuguesa. Coimbra tem um rótulo, "A cidade dos estudantes", porque assim o é, apesar de ser também uma zona muito turistica e bem entendo. Quem não gostaria de passear pelas ruelas desta cidade? De descobrir recantos e miradouros com paisagens de encantar até o coração mais perdido.
"Segredos desta cidade, levo-os comigo para a vida", diz a balada da despedida, e diz bem, porque nesta cidade existem histórias cruzadas, segredos guardados, uma vida que muitos irão guardar na memória como os melhores anos da suas vidas.
 Só ainda não consigo concordar, com a frase "Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida", porque acho que a cidade tem encanto quando se chega, enquanto se vive o dia-a-dia, quando se regressa de férias e se olha o mondego com o ar ternurento de quem não quer ir embora deste recanto.
 É uma das cidades mais bem organizadas que conheço em Portugal. Apesar de não ser a capital, nem cidades como o Porto ou mesmo Braga e Setúbal, Coimbra tem todas as esfrastruras que ás vezes nos queixamos sem nos darmos contas que temos muito mais do que em vários sítios. Uma boa rede de transportes que possibilita movermo-nos de um lado para o outra da cidade com muita facilidade. Concertos, Teatros, eventos que metem inveja a muitas cidades, consideradas "grandes cidades", uma variedade de espaços nocturnos incrivél, boa estrutura de saúde e principalmente a zona com mais universidades juntas no país.
 Coimbra é então uma cidade de muitos encantos que vive do comércio e dos estudantes, que inflacionam o comércio que dão vida à cidade, e que se formam em profissionais sem nunca esquecer a cidade que nos fica no coração.

Por: Patrícia Correia


Agenda Cultural de Coimbra

Câmeras, Luzes, Acção ...

OUTLANDER (A Vingança)


Interpretação: Jack Huston, James Caviezel, Ron Perlman, Sophia Myles

Sinopse: Durante a era dos Vikings, Kainan, um homem dum mundo distante, cai na Terra, juntamente com um extraterrestre comedor de gente conhecido como Moorwen. Kainan então lidera a aliança para matar Moorwen fundindo a sua tecnologia avançada com as armas da Era do Ferro dos Vikings...




No strings Attached (Sexo sem compromissos)

Interpretação: Ashton Kutcher, Cary Elwes, Lake Bell, Natalie Portman
Sinopse: Nesta comédia romântica Emma e Adam são dois amigos de infância que quase arruínam a amizade depois de uma manhã de sexo... Para protegerem os laços de amizade que os unem resolvem fazer um pacto, com o objectivo de manter a relação estritamente na base de "sexo sem compromisso". Isso implica: nada de ciúmes, expectativas, discussões, flores ou falinhas mansas. Além disso podem fazer o que lhes apetecer, quando lhes apetecer, onde quer que estejam, desde que não se apaixonem um pelo outro. É então que começam as dúvidas... Será que consegues ter sexo sem amor pelo caminho? Conseguirá a amizade sobreviver?


Green Hornet

Interpretação: Cameron Diaz, Christoph Waltz, Edward Furlong, Edward James Olmos, Seth Rogen, Tom Wilkinson.

Sinopse: Britt Reid é filho do mais respeitado magnata dos media de Los Angeles, e leva uma vida boémia, de excessos e festas. Até ao dia em que o seu pai morre misteriosamente, deixando o vasto império que construiu nas mãos de Britt. Inesperadamente, Reid desenvolve uma relação de amizade com um dos empregados do seu pai, o inventivo Kato, e os dois começam a planear fazer algo de útil das suas vidas: lutar contra o crime. Para tal, disfarçam-se de criminosos, de modo a conseguirem chegar perto dos verdadeiros maus da fita. É desta forma que Britt se torna o vigilante Green Hornet e Kato o seu parceiro. Rapidamente, os dois começam a ser conhecidos no mundo do crime, e com ajuda da secretária de Britt, Lenore Case, pretendem acabar de vez com o rei do submundo de Los Angeles - Benjamin Chudnofsky. Mas Chudnofsky tem outros planos: acabar de vez com o Green Hornet...



Palco, Emoção, Teatro ...

Só os idiotas querem ser radicais
Sinopse:  Num mundo em que a cultura pop incorpora a própria noção de risco e a manipula e encena para fins comerciais, "Só Os Idiotas Querem Ser Radicais" pretende subverter essa lógica com a encenação de uma imagem pop, jovem e bela, e fazer do risco não um objecto de consumo de luxo, mas um objecto que se torne essencial para o nosso fundo de comércio filosófico.


Interpretação: Ângelo Rodrigues e John Romão

Em cena: no TAGV (TEATRO ACADÉMICO GIL VICENTE ) , na Praça da República dias 15 e 16 de Fevereiro, pelas 21:30h.
Preçário: Normal_8,00€  Estudante_6,00€


Dance...Dance...Dance

Theatrix

Descrição: Apesar de ter tido problemas com fiscalização no ínicio do projecto, actualmente o Theatrix é mais um espaço nocturno que enche às terças e quintas-feiras (noites académicas) em Coimbra.
 Para além de bar/discoteca, este espaço é também uma sala de espéctaculos, com música, concertos, sessões de Dj, stand-up comedy, novo circo, dança e cinema.
 É um espaço cultural, que veio enriquecer a cultura Coimbrense. O Antigo Cine-Teatro Avenida, vem dar divulgação ao cinema português passando filmes actuais e também outros que passaram há muitos anos atrás no mesmo espaço.


Por: Patrícia Correia

Coimbra dos seus encantos



Publicado no YouTube : http://www.youtube.com/watch?v=G5lylcVBNwk

Por: Patrícia Correia

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"Sinto-me realizada neste curso"

Ana Isabel Cerdeira da Silva Campos, é de Guimarães e escolheu Coimbra para estudar, por ser a cidade dos estudantes. Entrou na Escola Agrária, mas mudou de curso no final do primeiro ano. A decisão foi tomada devido a vários factores. Actualmente está a frequentar o 2º ano da licenciatura de Comunicação Organizacional, na ESEC (Escola de Educação de Coimbra) e fala sobre as suas motivações, opiniões e sonhos. Por: Patrícia Correia
Ana Cerdeira, em entrevista ao Post's de Pescada
Há quantos anos entraste para a faculdade? Há 3 anos.
Qual foi o curso que escolheste? O primeiro foi Agro-Pecuária, na Escola Agrária de Coimbra.
Neste momento ainda estás nesse curso? Não, estou em comunicação organizacional, na Escola Superior de Educação de Coimbra.
Quando é que mudaste de curso? Em 2009, há dois anos.
Quando decidiste mudar de curso, como é que foi começar tudo de novo? Tiveste apoios? Incentivaram-te?
Tive muitas dúvidas, até porque inicialmente me candidatei para Comunicação Social, mas tive apoios de amigos e família também.

Porque é que escolheste em primeira opção um curso tão diferente, do que estás actualmente? O primeiro curso não era o que eu esperava. Eu queria seguir Veterinária e depois percebi que o meu gosto pelos animais pode ser apenas um passatempo. Não me sentia com aptidões para a área. Gostar de animais só não chega, era muito nova e achava que isso era suficiente, e não é só isso.  
Qual é a diferença na motivação que sentes, entre este curso e o anterior?
É completamente diferente, primeiro em termos de grau de dificuldade, e identifico-me muito mais com este curso. O de Agro-pecuária era mais difícil porque não me identificava.
Em que é que consiste a área de Comunicação Organizacional?
Eu estou na área de Marketing. Dentro da área de Comunicação Organizacional, existe a vertente de Relações Públicas que consiste na organização de eventos e o Marketing tem a vertente de explorar a visão do consumidor, de ver as suas necessidades. É basicamente a comunicação dentro de uma empresa.
Antes de entrares para este curso, já te tinhas interessado pela área do Marketing?
Não, eu gostava de Marketing, mas nem sabia bem em que é que consistia, achava que tinha alguma criatividade mas só quando entrei no curso é que percebi o que era exactamente esta área.
Achas que existe muitos estudantes que tomam a decisão errada em relação ao curso, quando na faculdade?
Sim, eu acho que mais de 50% que entram na Universidade escolhem o curso errado, porque muitas vezes ainda não sabemos o que queremos fazer ou o que queremos ser no futuro.
Essas escolhas erradas, são reflexo da pouca divulgação de alguns cursos?
Sim, quando entramos no ensino secundário temos de escolher logo uma área com que nos identificamos, mas depois para entrar na Universidade, devia ser dada mais informação sobre os cursos que estão disponíveis e em que consistem.
Fazendo um percurso escolar normal, os estudantes entram na faculdade com 17/18 anos, é cedo para se tomar uma decisão sobre o futuro?
Acho muito cedo para tomar uma decisão tão importante, ainda mais quando existe tão pouca informação quando estamos no ensino secundário.
Neste momento sentes-te realizada neste curso? O que te vês a fazer de futuro?
Sim, sem dúvida sinto-me realizada neste curso. Vejo-me na área do Marketing, principalmente na área da Publicidade, que é das vertentes que mais me agradam. Por isso, gostava de ir para um departamento de Comunicação e Marketing.




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Festival Pray Silence oficialmente cancelado




O festival alternativo anunciado em Outubro de 2010, foi agora oficialmente cancelado por, alegadamente ter sido difamado, fazendo assim com que a organização não conseguisse garantir um publico às bandas, bem como dinheiro para lhes pagar. 

Este festival levantou desde inicio grandes suspeitas por parte da comunidade alternativa, que debateu de forma exaustiva o tema, maioritariamente em fóruns e chats na internet. Isto porque, verdade seja dita, não há grande mercado em Portugal para um evento desta natureza, muito menos destas dimensões, e por parte de uma “organização” que nunca ninguém tinha ouvido falar. Ou seja, isto pareceu bom demais para ser verdade, e as pessoas, intrigadas, começaram a pesquisar, tentando saber mais sobre quem estava por detrás deste projecto e se ele realmente tinha pernas para andar ou não. Qual não seria a surpresa quando se descobriu que o  (ir)responsável pelo evento era o Sr. Bruno Patatas, que  rapidamente foi reconhecido devido aos seus elaborados esquemas de fraude cometidos no passado, retirando assim, oficialmente, toda e qualquer credibilidade que o festival não chegou a ter logo para começar...

Bruno é conhecido por criar empresas fictícias, e ja se fez mesmo passar por, não um, mas vários professores numa escola imaginária de criação de videojogos, cujas aulas eram online, chegando mesmo a  receber dinheiro das pessoas que morderam o isco e se inscreveram, resultando em queixas às autoridades. Foi muito à semelhança deste exemplo que foi criada a Pray Silence Records, na qual ele tentava assinar contratos com músicos, prometendo-lhes trabalho de estúdio que nunca chegou a ter lugar, e ainda tentando vender cds que não existem. Conjuntamente com isto, criou também este festival, mais uma vez atirando o barro à parede para ver se colava...

O festival  foi anunciado em Setembro de 2010 e seria realizado em Lisboa, no Passeio Marítimo de Algés em Julho de 2011, no entanto, a câmara municipal afirma nunca ter tido conhecimento de nada, as bandas não receberam confirmações ou respostas aos mails e os hotéis nunca chegaram a estar reservados. O evento anunciava um cartaz extremamente ambicioso e de grande valor dentro do género musical, dado que o line-up incluía logo de inicio, cerca de quarenta das mais conhecidas bandas de deathrock, electro punk, post punk, industrial, synth e Batcave, nas quais se destacavam os clan of xymox, diary of dreams e nosferatu, contando também com a participação de bandas portuguesas como ad infinitum, phantom vision e noctívagos. É de sublinhar também que supostamente tocariam as quarenta bandas durante apenas três dias, não sei bem como...

Um site todo bonitinho, um cartaz extremamente apelativo, muitos patrocínios falsos  e  muita lábia, não foram suficientes desta vez para dar asas a mais uma das falcatruas deste jovem "empresário”.

Artigo de Opinião: QUEM CRITICA OS CRÍTICOS DE CINEMA?

QUEM CRITICA OS CRÍTICOS DE CINEMA?

Não sou apaixonada por cinema. Não sou nem tenho pretensões de ser cinéfila. Gosto simplesmente de ver filmes. Sempre por entretenimento, mesmo quando são do género dramático. Alguns até os revejo com paixão.

Não possuo o necessário conhecimento que me habilite a ter opinião crítica. Todavia, sou sensível às qualidades reveladas pela obra, artísticas ou técnicas, tais como a realização e o desempenho dos actores ou a fotografia e a banda sonora.

Mas é sobretudo com a fita métrica das emoções que avalio os filmes que vejo. 
Por isso há uns quantos filmes, consensualmente aplaudidos, que nem por isso me entusiasmam. Não os aprecio mas também não lhes desmereço as virtudes.

Convém precisar que, quando refiro consenso na avaliação dos filmes, reporto-me ao senso comum excluindo, portanto, aquelas sumidades que escrevem sobre cinema nos jornais: os críticos especializados.

Essa rapaziada, que percorre a Internet em busca de um pormenor esconso ou bizarro sobre o realizador, o guião ou a obra de onde foi adaptado, para nos surpreenderem, em textos rebuscados e ininteligíveis, com minudências inúteis são, pertencem a outro mundo. Vêem para além da obra, muito além dos inconfessados propósitos do realizador. Descobrem mensagens nos silêncios, inferem de um simples piscar de olho do protagonista, que geralmente não passa de um tique incontrolado, o detalhe
que distingue o desempenho de excelência.

Vem isto a propósito de um filme estranho que trago aqui entalado no goto, a provocar-me azia desde que o vi, nas férias do Natal: - Mamut!
Esta (presumo) representativa obra do cinema francês foi classificada no público, por alguns dos tais críticos com nota 3, numa escala de 5. Ou seja, nota positiva!

Quase totalmente rodado no exterior, o filme mostra-nos uns quantos quilómetros de estradas secundárias algures, pastagens, campos de centeio e de milho.  Conta com um "extenso e categorizado" "plateau": o protagonista - Gerard Depardieu, a sua moto e mais três ou quatro figurantes.
Se a produção fosse portuguesa, dir-se-ia que o governo havia cortado o subsídio depois de iniciada a rodagem.
Assim, está bom de ver, a presença do reputado protagonista em cena é constante, quase sempre em planos aproximados, com aquela "nariganga" enorme e verrugosa quase a pingar em cima de nós. Aliás, o realizador tira bom partido das características físicas do actor pois também a sua generosa barriga, acentuada pelo lençol com que aparece vestido no último terço do filme - Ah! quase me esquecia do fantástico guarda-roupa - ajuda a preencher o vazio de ideias.
Certamente, filmado em 3D adquiriria uma espessura quase táctil e, também por certo, uma muito maior interacção com o espectador. Imagino-me a saltar constantemente da cadeira para me proteger daquele nariz ameaçador.
Bom, algum mérito terei que reconhecer ao filme: constatei que as cadeiras do Arrábida shopping são desconfortáveis e estão em estado ruinoso.

Cidália Casal

Fez 8 quilómetros com um corpo no pára-brisas



Jovem Japonesa foi detida após acidente de viação, no qual atropelou e matou uma idosa e fez o caminho para casa com o corpo no vidro frontal da viatura.

Ao final da tarde do dia 12 de Janeiro em Tokyo, Michiko Sato, uma estudante de 23 anos, terá perdido o controlo do veiculo que conduzia, atropelando uma idosa de 80 anos que atravessava a passadeira, causando-lhe a morte, revela um agente da policia. A jovem alegadamente entrou em estado de choque e sem saber o que fazer, seguiu caminho para casa com o corpo da vitima ainda preso no vidro partido. Michiko foi detida já em sua casa após um telefonema por parte do namorado, que esteve presente até ao momento do acidente e terá ligado às autoridades cerca de 15 minutos depois. Os agentes da policia revelam que no momento em que fizeram a detenção a jovem estava em pânico e não acusava consumo de bebidas alcoolicas, e afirmam ter deparado com  a vitima ainda atravessada no pára-brisas, sem vida. Michiko Sato está em julgamento sob acusação de homicidio involuntário, enfrentando a possibilidade de ser condenada a 17 anos de prisão.

fonte:http://sg.news.yahoo.com/
Pedro Gomes

Coimbra Apaixonada


 No dia dos namorados, dia 14 de Fevereiro, a APBC (agência de promoção da baixa de Coimbra) irá realizar vários eventos para comemorar esta data trazendo pessoas à baixa da cidade.
 As iniciativas são muitas e variadas. Os mais apaixonados podem "encomendar" uma serenata através da APBC, que disponibilizará um cantor, escolher as músicas e indicar a hora e o local para a surpresa musical.
 Estas iniciativas iniciam-se no dia 10 e terminam dia 14. Até ao dia anterior as lojas da zona histórica da cidade vão distribuir bombons, bilhetes de estacionamento nos parques da zona e senhas de um sorteio que habilitará os clientes a ganhar um pack dia dos namorados, composto de um jantar romântico, um perfume, um saco de viagem e uma noite para dois num hotel da cidade.
 No dia de S.Valentim, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra irá fazer uma degustação de chocolates na Portagem e no Largo do Poço. Também enamorados pelo poder do chocolate vão estar os restaurantes que irão disponibilizar jantares românticos aos seus clientes e sobremesas especiais com esta iguaria. Para os namorados que decidirem ir jantar juntos nesta data, poderão antes assistir a um concerto dos Anaquim, na praça 8 de Maio. E ainda para os enamorados de última hora, as lojas irão estar abertas até ás 21horas do dia 14.
 Todas estas iniciativas têm como objectivo não só comemorar a data romântica, mas também fazer deste dia um pretexto para as pessoas irem à baixa de Coimbra.
 É caso para dizer que Coimbra irá estar completamente apaixonada.

por: Patrícia Correia
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Greve Nacional dos Transportes Públicos

 Greve dos transportes públicos altera o funcionamento normal da vida quotidiana dos portugueses


Depois da paralisação durante toda a manhã de segunda-feira da rede de Metropolitano de Lisboa, amanhã irá ser a vez da Carris com paragem dos transportes marcada entre as 10h e as 14h, no Porto a STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto), irá parar entre as 9:30h até ás 14horas. A Transtejo que faz as travessias entre Barreiro/Seixal e Lisboa também irão parar em três horas por cada turno. Já quinta-feira será a vez da CP (Comboios de Portugal) de aderir à paralisação, porém um representante da empresa declarou que na quarta-feira já se iriam sentir algumas supressões nos transportes ferroviários. A CP será mais drástica na greve e apenas irá garantir cerca de 25% dos comboios previstos. A empresa não vai garantir transportes alternativos. Por fim no final da semana, sexta-feira será a vez da Soflusa, a rodoviária da Beira Litoral e a Rodoviária d'Entre Douro e Minho.
 Segundo a PSP, estas paralisações afectam o trânsito congestionando-o, devido aos utentes resolverem utilizar os seus próprios meios de transportes. Também os transportes alternativos aos grevistas, são sobre lotados e vêem-se impossibilitados de cumprir horários.
 A greve que tem como motivo revindicação os cortes nos salários das empresas públicas, vem complicar a vida de muitos utentes que usam os meios de transporte para se deslocarem todos os dias no país. Impõe-se a questão de saber se esta paralisação irá obter resultados positivos para as empresas mas também para os utentes que se tratam dos maiores prejudicados destas medidas de revindicação.




por:  Patrícia Correia
PIRATAS-PETROLEIRO ITALIANO SEQUESTRADO

O petroleiro MV SAVINA CAYLIN foi sequestrado ao largo da Somália . Até agora foram desviados 30 navio e detidas 700 pessoas



Durante a madrugada de oito de Fevereiro, o petroleiro de porte médio MV SAVINA CAYLIN foi sequestrado por cinco alegados piratas, aproximadamente a 670 milhas náuticas a leste da ilha de Socotra, no Golfo de Aden, Oceano Índico.
O navio foi abordado a partir de um pequeno bote, dispararam tiros de armas ligeiras e quatro granadas com um lança-rokets.
O navio, proveniente do Sudão, estava de passagem para Pasir Gudang (Malásia). As comunicações foram cortadas após a abordagem e não havia qualquer informação relativa à condição dos 22 tripulantes: cinco italianos e 17 indianos.
Com este sequestro o número de navios detidos por piratas naquela região ascende a 30 e o número de tripulantes constituídos reféns ultrapassa os 700.
O MV SAVINA CAYLIN pertence a um armador italiano, navega com bandeira daquele país e tem um peso bruto de 104.255 toneladas.
A missão militar da União Europeia naquela região, EU NAVFOR ATALANTA,  está a monitorizar a situação.
Ao final da manhã, um porta-voz da marinha italiana informou a Reuters que nenhum dos tripulantes havia sido ferido durante o ataque.


Fontes:  EU NAVFOR Press release
                                                                   Reuters   


Trabalho elaborado por: Cidália Casal

Crónica: Os meus sapatos

OS MEUS SAPATOS

Tenho um pequeno armário atafulhado com sapatos e botas. Conservo religiosamente uns quantos pares que não me lembro de alguma vez ter usado. Nem sequer percebo a razão porque os comprei. Talvez nem tenha de havê-la! Comprei e aqui estão a mofar.
Todavia, constato que uso quase diariamente um par de botas praticamente gastas.
Aparentemente esta opção não faz sentido. Nem tampouco é racional ou pragmática…tanto calçado a mumificar no armário e só uso estas botas! Ainda por cima um modelo tão clássico e vulgar.
 Pressinto, no entanto, que há uma motivação objectiva e irresistível para a sua escolha - calço-as há tanto tempo que se ajustam perfeitamente aos pés.
Com elas sinto-me confortável e absolutamente segura, mesmo que tenha de empreender uma caminhada inesperada. Também sei, por experiência, como combiná-las com a roupa e conheço a impressão que causam.
De vez em quanto apetece-me mudar, comprar um par de sapatos ou de botas mais moderno, talvez até mais juvenil. Aprecio sobretudo os modelos importados, talvez seja preconceito, mas falta-me coragem para a mudança. Estes modelos, inovadores e ousados, por vezes de aspecto algo rude e agressivo, parecem desenhados para dar biqueiradas.
 Gosto sobretudo de vê-los no escaparate. Assim, arrumadinhos e quietos na montra, até se revelam apelativos. Não arrisco...
Para quê trocar o certo pelo desconhecido?
Pois se é assim com os sapatos, também assim é no trabalho, na política e na vida em geral.
 Para quê arriscar uma ideia nova se as velhas ainda parecem funcionar? Para quê correr o risco de alterar paradigmas se aqueles que o podem fazer usam sapatos feitos à medida do próprio pé?
O que mudou na velha Europa após a tão propalada crise financeira? Quase nada. Aparentemente os sapatos já não serviam, tanto a ocidente como para lá do muro que ruiu. Porém continua a preferir-se os modelos tradicionais, construídos com os mesmos materiais, em ambos os lados.
E aqui em baixo, no norte de África? Especialmente o senhor Mubarak? Dir-se-ia que possui uma colecção infindável de sapatos, todos iguais, pois, já lá vão mais de trinta anos a usar o mesmo modelo! Talvez seja preciso dar uma sapatada na situação.
Em Portugal - parece já ter sido há tanto tempo! – usou-se a bota da tropa. No Egipto talvez seja com a sola dos próprios pés porque o calçado parece não abundar naquelas paragens.
Outros que o tentem, eu já não estou para isso! Para quê novos hábitos se aportam sempre tantas angústias?
Por mim, mantenho-me fiel às botas gastas. Estou velha demais para mudar…

Trabalho de: Cidália Casal

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Luís Oliveira
“A internet tem um lado inimputável, que se assemelha muita às portas de casa de banho. Todos podem dizer tudo sem consequências.”



Luís Oliveira na Antena3
 Já entrevistou músicos tão conhecidos como Depeche Mode, Slash, Coldplay, Metallica ou Ben Harper. A lista é infindável.
  Actualmente apresenta o TOP+, na RTP. Na Antena3 é o responsável pelo programa “E o Resto é Ruído” e  “Terminal 3”. Luís Filipe de Sousa Oliveira, natural de Arcozelo, Gaia. Estudou Comunicação Social na Universidade do Minho.  
  Hoje sente-se um priveligiado e tem uma paixão enorme pela rádio.


Fala-nos um pouco do teu percurso académico e como chegaste ao que fazes hoje.
Confesso que quando entrei na Universidade não tinha a certeza do caminho que ia trilhar. Sabia apenas que gostava de ter uma profissão criativa.
Em 2000, aproveitei o Verão e em vez de três meses de férias consegui um estágio na Rádio Nova no Porto. Como era Agosto, havia muita gente de férias e acabei por trabalhar bastante. No final desse mês, dois jornalistas receberam outras propostas e acabei por ser convidado a ficar. Sem falsas modéstias, tive muita sorte.
Em 2003 fui desafiado pelo Luís Costa (hoje subdirector de informação da RTP e que tinha sido meu director na Rádio Nova) a avançar para um projecto televisivo na NTV (hoje RTP-N). De início era suposto fazer reportagem e trabalho de produção mas acabei por ser também um dos apresentadores.
Não quis deixar de fazer rádio e propus um programa na Rádio Universitária do Minho ( chamava-se Sandinista) e esteve no ar cerca de um ano.
Entretanto comecei a fazer reportagens no Porto para o Top + e depois fui convidado para co-apresentar na RTP1 com a Serenella Andrade um concurso chamado SMS. Foi aí que me mudei para Lisboa.
Voltei à rádio em 2008, para a Antena3. Ainda no NTV/RTP-N fiz igualmente reportagem no programa Liga dos Últimos e A Hora de Baco.

Começaste pela Radio Universidade do Minho, como foi essa experiência?
Como só podia gravar ao fim de semana acabei por não ter uma relação profunda com os meus colegas, mas o suficiente para perceber que todos se dedicam de alma e coração a algo em que acreditam. Só foi desmotivante perceber que havia pouca gente de Comunicação Social na RUM (Rádio Universidade de Coimbra). E é uma pena porque as rádios universitárias podem ser "laboratórios" de comunicação únicos. É muito difícil, profissionalmente, encontrar um sítio onde se possa explorar com aquela liberdade…quase tudo.

Hoje na Antena 3 imagino que seja muito diferente, em que consiste o teu trabalho?
Tenho um programa de divulgação musical (E o Resto é Ruído) e asseguro também a apresentação do Terminal 3 (Aos Domingos entre as 17 e as 19) que é um magazine que pretende explorar o "universo 3" : discos com o nosso apoio, concertos etc. Para além disso, faço muito trabalho de produção que passa por escrever passatempos, promoções, programas especiais, etc.

A rádio para ti é uma paixão?
Sim. Espero fazer rádio para sempre.

Vês a rádio com futuro?
De maneira simplista, digo que enquanto houver automóveis haverá sempre rádio. E tem vários desafios pela frente. A internet pode ser uma forte aliada mais do que uma inimiga.

“És musica dos pés a cabeça”. Esta frase aplica-se a ti?
Sim…passando pelas orelhas, que no caso é o mais importante.

Como foste trabalhar para a Antena 3?
A certa altura a Antena3 precisava de alguém com o meu perfil e, como trabalhava no grupo e, já tinha colaborado em diversas situações com a estação acabei por ser contratado.

O que preferes, televisão ou rádio?
A rádio é mais justa. Dependemos de menos gente. E o facto de usarmos apenas o som ( a nossa voz, a música) espicaça mais a imaginação a quem nos ouve. Deixa mais coisas por dizer. A televisão tem armas diferentes.

O “Top+” é o culminar de um sonho?
Sobretudo deu-me oportunidade de conhecer muitos dos "meus heróis" e tenho igualmente que agradecer pelo facto de fazer este trabalho há muito tempo o que permite evoluir e criar uma rede positiva de ligações que nos torna melhores profissionais. Faço o Top + há 6 anos. Esta duração em TV é rara.

Fazes do teu trabalho divertimento, sentes-te um priveligiado?
Sim. Todos os dias. Mesmo nos dias maus.

O que é que mais te agrada na tua profissão?
Várias coisas. A possibilidade de viver da música, de ter poucas rotinas, de ( na rádio) poder descobrir e incentivar novos talentos, de conhecer muita gente interessante e de ir trabalhar todos os dias motivado e com a tal consciência que sou um privilegiado.

Já entrevistaste muitos musicos conhecidos...
Depeche Mode, Slash, Coldplay, Metallica, Mark Knopfler, Ben Harper, Nick Cave, Tom Jones…and the list goes on…

Qual foi a entrevista que mais te marcou?
Todas as que fiz ao Zé Pedro dos Xutos e Pontapés. Hoje é um amigo mas, mais do que isso é, alguém que junta um amor incondicional à música e à arte a uma generosidade gigante.
Também gostei muito de entrevistar o Seu Jorge. É um artista dos pés à cabeça com um discurso profundo e que faz reflectir.

Tiveste alguma entrevista em que tinhas expectativas enormes e no fim ficasses desapontado?
Sim

Com quem? O que te decepcionou?
A que mais me lembro foi a do Nick Cave. Mas a culpa foi minha. Sou fã e estava demasiado nervoso. Ele, digamos que, não facilitou.

Se tivesses de trabalhar noutro ramo do jornalismo qual seria?
Eu gosto da reportagem. É um género em que se tem desinvestido em favor da "espuma dos dias" mas a grande reportagem ligada às viagens, diferentes culturas e sociedades agrada-me, mas confesso que, por vezes não me sinto capaz de fazer esse trabalho. Já várias vezes me pediram para fazer trabalhos esporádicos ligados à imprensa, mas acabo por declinar porque não consigo gostar do que escrevo.

Sentes-te realizado?
Completamente. Trabalho no serviço público de Rádio e Televisão ( e sempre fui um romântico quanto ao papel do serviço público) e, com profissionais com quem cresci e, que me fizeram querer um dia estar deste lado.

Perspectivas para o futuro?
Continuar a fazer o que gosto e onde gosto. Parece pouco mas …é tudo.

Já tiveste outras propostas? Quais?
Sim, mas implicavam mudanças de vida radicais. Por delicadeza escuso-me a referir que propostas foram.

Vês a internet e os novos “ciber-jornalistas” como uma ameaça ao trabalho sério de um jornalista?
Sim e não. Por um lado, a net tem um lado inimputável, quase anónimo, que se assemelha muita às portas de casa de banho. Todos podem dizer tudo sem consequências. Mas por outro lado, no que toca ao jornalismo, abriu algumas portas interessantes. Alguma da melhor prosa no entretenimento/show-bizz nos dias que correm está na net. Porque há uma maior liberdade para pensar "fora da caixa".

Qual é o maior receio de um principiante em jornalismo?
Perceber que o talento e o trabalho podem não chegar para vingar na profissão.

E da “elite” jornalística?
De facto envelhecer/evoluir no jornalismo media é de momento dramático. Por razões economicistas e de um imediatismo perigoso, muitos meios tendem a dispensar com demasiada facilidade jornalistas de topo esquecendo-se que desta forma dispensam também memória. E não haverá nunca futuro sem memória.

Pela tua experiência, queres deixar algum conselho aos estudantes de jornalismo?
Odeio dar conselhos mas…cá vai um, talvez meio politicamente incorrecto. Percebam que muitas vezes a vossa valorização se vai fazer mais fora da sala de aula do que dentro. A universidade não pode dar o peixe, nem mesmo a cana. Tem, isso sim que nos ensinar a pescar. Os filmes que vemos, os livros que lemos, os amigos que temos, as viagens que fazemos, a música que ouvimos terá sempre um papel fulcral na nossa afirmação enquanto comunicadores. Escolham-nos bem.

Trabalho elaborado por: Cidália Casal