terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Reflexos de Água num Museu

Situado no Parque D. Manuel Braga, ocupando a antiga Estação de Captação da Água de Coimbra, o Museu da Água é hoje um espaço museológico dinâmico, com inúmeras actividades para oferecer, “inspirado no diálogo permanente entre a cidade e o Rio Mondego”.



O Parque D. Manuel Braga tem actualmente mais um ponto turístico e atractivo para todos os seus visitantes. Em comunhão consigo, existe neste local o Museu da Água, situado no antigo edifício da Estação de Captação de Água, totalmente recuperada e dinamizada, através do programa Polis da Cidade de Coimbra.

Surgindo através de um já pensado projecto da “Águas de Coimbra - ??? – que tinha como objectivo “readaptar um espaço para as suas acções de educação ambiental”, como afirma Ana Santos, relações-públicas do local, surge então a oportunidade da consolidação desta ideia, com o desenvolvimento do projecto Polis na apelidada “casinha do parque – as primeiras instalações da antiga Estação de Captação de Água”.

Com o protocolo finalmente estabelecido em que participam a Águas de Coimbra, sua “empresa – mãe”, a Câmara Municipal e o Programa Polis, surge, com bastante entusiasmo, por parte dos envolvidos, o tão aguardado Museu da Água.



“Mais que um Museu”

Em pleno funcionamento desde 22 de Março de 2007, data do Dia Mundial da Água, este local apresenta-se como um espaço “de celebração de memórias antigas”, onde podem ser realizadas várias actividades, desde exposições, concertos musicais ou mesmo seminários e workshops temáticos, apresentando-se não apenas como um espaço museológico mas sim como um Centro Interpretativo Ambiental.

Com uma enorme vertente cívica, este Museu continua, dia após dia, a consolidar-se no panorama cultural mas também ambiental, tendo como objectivo essencial incutir, principalmente nos mais jovens, uma maior noção de cidadania, “no sentido de os ensinar a valorizar as questões ambientais e, em especial o recurso água”, tão essencial à vida no nosso planeta.

Dando uma “nova vida” ao Parque D. Manuel Braga, o Museu da Água está continuamente envolto em projectos ambientais, desenvolvendo anualmente “ programações culturais muito diversificadas”, mas foi em 2009 – ano dedicado à Sustentabilidade – que o Museu atingiu o seu auge com variadas acções e projectos ambientais direccionados aos seus visitantes.

Apesar de se direccionar muito prontamente para o público jovem e para a comunidade escolar, recebendo quase diariamente visitas de alunos, a sua agenda cultural tem “reflectido a preocupação de chegar a todos os públicos e gerações, através de exposições, instalações artísticas, conferências, workshops e momentos musicais, dando destaque aos autores locais, descobrindo novos valores das artes, mas também trazendo a Coimbra autores conceituados a nível internacional”.



“Frutos do Trabalho”

Com o desenvolvimento dos seus vários projectos, o Museu da Água captou para si várias atenções e olhares de curiosos. Prova disso foi a nomeação para o prémio de “Melhor Museu Europeu”, no ano de 2009, de acordo com a selecção feita pelo European Museum Forum, que apesar de não ter ganho, deu ainda mais vontade aos seus dinamizadores para continuar o trabalho desenvolvido até à data e que trouxe ainda mais reconhecimento para o local, enchendo todos de orgulho.

Já 2010 foi “sem dúvida o ano em que o Museu da Água atingiu a maturidade”, segundo Marcelo Pereira, presidente do conselho de Administração da Águas de Coimbra, em declarações ao Web site oficial do Museu. E com o entrar no seu quarto ano de existência, este Museu “continua a pautar a sua programação por uma profunda reflexão no que ao recurso Água diz respeito”.

Para o futuro estão em vista novos e mais variados projectos. Continuando a sua acção de cidadania, este é um local que vale a pena visitar, por se preocupar com temas bastante delicados, mas sobretudo por o fazer de uma forma dinâmica, realizando actividades de elevado interesse para quem o queira visitar.

Apresenta-se como um espaço cultural mas também artístico onde é possível aprender, participar activamente e acima de tudo, desfrutar de momentos de descontracção e de descompressão.



Por Daniela Nogueira, Grupo 2

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