sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O país das maravilhas


No país das utopias e projectos megalómanos, existe uma pequena grande obra por concretizar: o Metro Mondego.
Depois de o governo socialista de José Sócrates ter ordenado levantar os carris em finais de 2009, as obras de beneficiação do ramal da Lousã, para conversão no metro ligeiro de superfície, teimam em não andar. Entraves sucessivos, derrapagens orçamentais inimagináveis, na ordem dos vários milhões de euros, deixam a desconfiança na população. Não seria para menos.
Após o governo ter roubado as velhinhas automotoras e ter implementado – supostamente por tempo limitado – os serviços alternativos, onde o transporte se faz em autocarros, onde os pneus rebentam e os motores se desfazem às peças, surgem novos indícios por parte de Lisboa que a obra não passará de um mero projecto e de gastos desnecessários. Declarações recentes do secretário de estado das obras públicas, dão a entender que o que afinal vai acontecer é o regresso do material pesado à linha, mesmo depois de dinheiro investido na preparação de infraestruturas para receber o metropolitano. Sabemos bem que vivemos em Portugal, país onde tudo pode acontecer.
Para avivar a memória dos governantes, está agendada uma romaria ao Palácio de São Bento, em Janeiro. Vamos esperar para ver.

Pedro Tomás/R1

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