sexta-feira, 18 de maio de 2012

Uma modalidade em crescimento


Mosteiro promove Radiomodelismo






No passado dia 29 de Abril, o Grupo Maltês Desportivo do Mosteiro (GMDM), no concelho de Oleiros, organizou a primeira prova Radiomodelismo, um desporto que no nosso país está ainda numa fase crescente, fazendo parte do desconhecido de muitas pessoas. No entanto, à medida que a divulgação aumenta, o número de praticantes e apaixonados multiplica-se.Para quem pensa que os carros telecomandados é coisa de crianças, esta modalidade contraria desde já essa teoria. Trata-se de uma forma de colocar em prática todas as habilidades ao volante, à semelhança de quaisquer outras corridas de carros, mas com a particularidade do comando ser a única ferramenta do piloto. Deste modo, as únicas diferenças são o tamanho dos automóveis e o facto da condução ser feita através de um telecomando.Movidos por esta paixão, Pedro Castanheira e o GMDM uniram esforços e decidiram criar uma pista na freguesia, aproveitando a forte apetência da zona para desportos Todo o Terreno.Esta primeira prova contou com a participação de oito pilotos, entre os quais Joaquim Duarte que, não querendo assumir-se como profissional, confessa trabalhar "a tempo inteiro nisto". Aos 56 anos, o piloto de Coimbra é já um veterano nestas andanças, somando mais de trinta anos de experiência de comando na mão. “Já participei em muitos Campeonatos Regionais, Campeonatos Nacionais e Taças de Portugal. No estrangeiro, já corri em Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo”, afirmou.Consciente da falta de conhecimento desta modalidade no nosso país, “Quim Zé”, como é conhecido nas provas, revela-nos que “a nível informativo falta mais divulgação, mas a nível desportivo não se pode dizer que é pouco conhecida, pois já temos acima de mil licenças desportivas, ou seja, mais de mil pilotos, o que não é mau”, frisou.Contudo, existem obstáculos que travam uma maior adesão a esta modalidade, nomeadamente, os elevados custos. "A verdade é que cá não temos os apoios económicos que existem no estrangeiro e as próprias federações não têm as mesmas possibilidades de dar o que as outras dão lá fora. Por exemplo, nenhum carro custa menos de duzentos e tal euros, já para não falar do combustível que se gasta. Além disso, não podemos esquecer que cada inscrição nas provas pode chegar até aos trezentos euros e isso condiciona os pilotos", concluiu.Ora, como é habitual dizer, “filho de peixe sabe nadar” e é o que acontece com José Duarte, o grande vencedor da prova que, seguindo as pisadas do pai, é já um dos grandes valores da modalidade a nível nacional. Esta iniciativa promete ser a primeira de muitas, servindo de rampa de lançamento para que, no futuro, a prática do Radiomodelismo seja algo muito mais frequente na chamada Zona do Pinhal e, quiçá, em todo o território nacional.  





Fábio Aguiar

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