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sábado, 27 de outubro de 2012

Ao ritmo da hipertrofia


Fonte: http://www.medicinageriatrica.com.br/wp-content/uploads/2007/12/miocardiopatia.JPG


O coração acelera rapidamente. Bate. Bate freneticamente que te deixa sem ar. Segue-se uma transpiração intensa. Uma fadiga angustiante. Palpitações. Sentes todo o teu corpo a tremer como se um furacão por ti tivesse passado. Mas não passou. Páras por um instante. Pensas que talvez estas reacções no teu corpo sejam naturais, resultantes da tua fraca aptidão fisíca. O pior é quando descobres que não é!

Estes são os primeiros sintomas de todos os indivíduos que sofrem de uma doença chamada miocardiopatia hipertrófica. Caracteriza-se por um aumento de espessura da parede do coração, provocando uma maior resistência à entrada do sangue que provém dos pulmões. O aumento condiciona e, consequentemente altera as estruturas que causam diminuição da função cardíaca. Surgem os batimentos cardíacos irregulares que podem levar em casos extremos à morte súbita. Esta doença crónica, tem muitas vezes origem hereditária.

Não é fácil descobrir que se é cardíaco. Não é fácil saber que a nossa vida sempre estará “presa” por um fio, que a qualquer momento pode rebentar. Não é fácil ser diferente. Não é fácil executar com dificuldade simples tarefas do quotidiano. Cada um, aprende a viver com as suas limitações. Mesmo que não seja fácil. O cliché de nos perguntarmos o porquê de ser eu? Não nos saí da cabeça. A verdade é que nunca encontrei resposta. Talvez não haja. Existe sempre uma parte do livro arbítrio que nos foge. Que nos é impossível controlar. É o chamado Destino. A mim só me coube a árdua tarefa de o aceitar.

Tinha na altura 18 anos, e uma inocência imperdoável. Pensava como milhares de pessoas que os males só acontecem aos outros. Fui desde criança cansada por natureza. A designada preguiçosa. Aquela que corre pouco, que é sempre apanhada no jogo “esconde-esconde”. Numa tarde de Setembro, ainda calorosa, um mero exame ( ecocardiograma) de rotina altera toda a minha existência. Passei a estar constantemente em médicos, a fazer exames, a tomar medicação, a ouvir os recados intermináveis da minha mãe, sempre preocupada. E de preguiçosa transformei-me em frágil. Não quero com isto que pensem, que ser cardíaco implica directamente carregar um rótulo. Cada caso é um caso. A essência de cada humano permite-lhe superar as anomalias geradas dentro de si. Cada um, encontra a perfeita sintonia agindo ao seu ritmo. Eu encontrarei o meu, aprendendo que não tenho a mesma destreza física que os outros. E isso custa-me todos os dias. Mas sempre saberei que quando o meu coração bater rápido demais, e que quando as picadas no meu peito me queimarem é altura de parar. Sim, porque não quero pertencer à estatistica dos 4% que morre de hipertrofia. Por isso, seguirei o meu ritmo. Devagar, mas sempre!


por: Márcia Alves

O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

“Hoje emoção, amanhã recordação!”



16 de Outubro, dia especial para os estudantes de Coimbra. Mais que uma tradição, a Latada constitui uma oportunidade para criar e fortalecer laços durante a vida académica.
 
A azáfama instala-se na casa que alberga “doutores” e respectivos afilhados. Latas são furadas, fatos são experimentados, “caloiros” são pintados, famílias vão ganhando vida antes de começarem a ser exibidas em plenas ruas da cidade de Coimbra. Pelo meio ficam os gritos de impaciência, os pedidos de “despachem-se!”, a pequena pausa de almoço para renovação de forças e os sorrisos nas caras de quem gosta da sua vestimenta e de quem acha que tanto trabalho árduo valeu a pena.
 
Até aos Arcos do Jardim muitos são os cursos que vão desfilando e exibindo as fatiotas que foram especialmente preparadas para os “caloiros”. O convívio entre estudantes é peça fulcral no cortejo da Latada, mas o baptismo no rio Mondego é o momento alto deste dia de festa. Emoções espalham-se pelas caras de quem apadrinhou e de quem foi apadrinhado e palavras ficam gravadas na memória de cada um. Um ciclo comum a qualquer estudante que passe por Coimbra - este ano caloiros, para o ano doutores; este ano vive-se, para o ano recorda-se!

por: Ana Ferreira, Diogo Carvalho e Vânia Santos


O artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Madrinha a pintar a sua afilhada

Família académica a vestir o seu novo membro

Pausa para o almoço antes do cortejo
Família Simpson preparada para o grande dia

Família Shrek e os seus “doutores” a caminho do cortejo

Uma família unida a caminho do cortejo
Actuação da K&Batuna nos Arcos do Jardim

Diferentes famílias agrupam-se durante o cortejo

O grelo e o nabo marcam uma nova etapa na vida académica

“Caloira” a trincar o nabo da “doutora
E se o tempo de caloiros foi bom, enquanto “doutores” volta-se a querer reviver o momento
Animação e convívio entre os vários cursos marcam o percurso até ao rio
Madrinha a baptizar a afilhada no rio Mondego
A noite e o frio não impedem a continuação dos baptismos
Um abraço de agradecimento pelo acolhimento e pelas palavras ditas durante o baptismo
Após os três desejos pedidos, o atirar do nabo para o rio Mondego para desejar boa sorte durante a vida académica