terça-feira, 16 de novembro de 2010

Crónica “Portugal afinal é um país pobre ou é um país rico?”

Numa altura em que palavra crise já faz parte de todos nós, e que começamos a perceber que irá demorar muito tempo sair deste marasmo, deparamo-nos com gastos e decisões tomadas pelo governo que nada se coadunam com a realidade do nosso país.
Dez milhões de euros é o valor a que pode chegar o total dos custos com a segurança da Cimeira da NATO, que se realiza a 19 e 20 deste mês, em Lisboa, segundo uma estimativa avançada pelo presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.
O número avançado por José Manuel Anes ao “Diário Económico” aproxima-se do esperado pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, que, ao mesmo jornal, apontou uma despesa de “entre sete a oito milhões de euros”. Num país que nem de crise se ouve falar, o que são mais dez milhões de euros para os bolsos dos portugueses?
Para além dos gastos que serão realizados para a segurança desta cimeira, Lisboa terá tolerância de ponto no dia 19 de Novembro. O mesmo será dizer que vamos viver uns dias de ricos onde não é preciso trabalhar e os gastos ultrapassam em larga escala as nossas capacidades.
O Governo justifica a tolerância de ponto para o concelho de Lisboa por "razões de segurança e, em especial, as limitações à circulação durante o período da Cimeira da NATO". Como Sócrates está satisfeito com os indicadores do último trimestre, vai dar um dia de férias, pelo esforço feito, e já podemos gastar mais alguns milhões com este acontecimento.
Este País tem duas caras num dia lança mais medidas de austeridade para todos os portugueses e no outro dia perde-se mais um dia útil de trabalho por medidas de segurança para a cimeira da nato,
Os juros da dívida pública já ultrapassaram a fasquia dos 7 % e o governo dá-se ao luxo desta irresponsabilidade!
Parece-me que estamos a ser governados “por um casal em conflito”, para o exterior querem dar a imagem de um País cheio de capacidades e com um futuro seguro nas suas próprias ideologias, mas que no seu interior, tudo está destroçado e fora de controlo. Os portugueses já não acreditam nestes políticos que todos os dias nos surpreendem. Para alguns, minoria, vivemos num País de ricos para a maioria da população estamos a viver num País pobre e cada vez mais sem soluções, vivemos uma realidade que nos obrigam a viver e sempre com mais encargos sobre nós enquanto a minoria vai vivendo as suas fantasias. “ Sócrates no País das maravilhas”.

Bruno Sobral
Grupo 3

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