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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Crónica: Vai uma “stickada”?


Quem viu bandeiras de Portugal penduradas nas janelas, amontoados de gente em praças, buzinas de carros e toda a euforia desportiva o mês passado? Quem viu polícia de choque pronta a intervir em caso de desacatos após discussões efusivas relativamente a um penalti ou falta? Quem viu ecrãs gigantes, barraquinhas a vender t-shirts, bandeiras e chapéus de Portugal?Quem viu os canais televisivos a mudarem a sua programação e os jornais e revistas a darem destaque à Selecção Portuguesa de Hóquei em Patins? Eu não! Mas Portugal ficou em terceiro lugar no Campeonato do Mundo em Hóquei em Patins, e é já a 37ª medalha que traz para casa.
            O Campeonato realizou-se em San Juan, Argentina, em Setembro e tendo em conta que ficámos em terceiro lugar, e os títulos que Portugal já conquistou nesta modalidade, seria de esperar um pouco mais de mediatismo e entusiasmo.

Prateleira cheia
            Durante muito tempo o Hóquei foi a segunda modalidade mais popular em Portugal, fazendo jus às capacidades e feitos dos portugueses. Desde 1936, o primeiro Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, Portugal já ganhou 15 medalhas de ouro, 10 de prata e 12 de bronze, o que perfaz 37 títulos num total de 40 campeonatos. Para embelezar ainda mais a prateleira de troféus, somos a Selecção europeia com mais medalhas no Campeonato Europeu da modalidade.
A lenda António Livramento
            Na década de 60 surgiu o hoquista António Livramento, crucial no desempenho de Portugal nos campeonatos europeus e mundiais, levava o público ao delírio com a sua perícia e tornou-se no melhor jogador de hóquei do mundo de todos os tempos, marcando 425 golos em 209 jogos.

Um passo a caminho do mediatismo?
           Somam-se vitórias ao longo dos anos, no entanto mediatismo, popularidade e público são cada vez menos. Se há uns anos os jogos eram transmitidos pela RTP1, houve um longo período em que não eram difundidos em nenhum canal generalista de acesso não condicionado. No entanto, esta semana foi anunciado por Fernando Elias Claro, presidente da Federação Portuguesa de Patinagem, que as transmissões televisivas de Hóquei em Patins voltariam a ser feitas em canal aberto, na RTP2, a partir do início de época. Esperemos que não seja um passo isolado a caminho do reconhecimento merecido.
            Falamos em patriotismo e em valorizar o que é nosso, ficamos felizes quando somos falados lá fora e cada vez se fala mais em desporto e actividade física porque é importante, faz bem ao desenvolvimento psicomotor e mantém-nos saudáveis. Temos uma modalidade em que somos bons e já demos provas disso e em vez de a aclamarmos deixamo-la definhar. Há que dar uma “stickada” com força e pôr o Hóquei no lugar honroso que este merece!

Por: Catarina Rodrigues
Redacção 1

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Coimbra no coração

Cidade de coimbra

 Esta vida de estudante universitário deslocado de casa tem muito que se lhe diga. Existem preocupações diárias que não fazem parte da vida de muitos estudantes, mas em Coimbra tudo é diferente. Há que pagar as contas da casa, lavar a roupa, fazer o as refeições, arrumar a casa, etc... Como se tudo fosse obrigações não teria a mesma piada, esta cidade vive de Repúblicas registadas como tal e as clandestinas. Casas de estudantes em que existem jantaradas, sempre um amigo de visita ou mesmo alguém que passa só para um café, é o mais habitual. O cenário pode ser:
Receita: 5 amigos que moram juntos, namorados e amigos coloridos, já são dez e os amigos em comum mais uns 5 ou 6.
 Bem feitas as contas são apenas 16 pessoas que partilham coisas, discutem, riem, choram, batem portas, gritam, bebem, saiem à noite e o caos de repente está instalado.
Por isso continuo a ter a teoria que Coimbra é a cidade em que se veêm tantas pessoas ou mais à noite do que de dia. E quem vive em Coimbra, de certeza que principalmente em Latadas e Queimas, já se perguntou pelo menos uma vez, esta cidade não está muito cheia??
 Conhecem-se pessoas de todo o lado, é uma mistura de culturas e de histórias de vida. Em Coimbra pode encontrar-se o melhor amigo de toda a vida, o grande amor, a grande paixão, a descoberta de um hobby ou mesmo um talento, a oportunidade de o desenvolver. Tudo é possivél nesta cidade nas margens do Mondego, com tradição alegria e uma história enraizada na nossa cultura portuguesa. Coimbra tem um rótulo, "A cidade dos estudantes", porque assim o é, apesar de ser também uma zona muito turistica e bem entendo. Quem não gostaria de passear pelas ruelas desta cidade? De descobrir recantos e miradouros com paisagens de encantar até o coração mais perdido.
"Segredos desta cidade, levo-os comigo para a vida", diz a balada da despedida, e diz bem, porque nesta cidade existem histórias cruzadas, segredos guardados, uma vida que muitos irão guardar na memória como os melhores anos da suas vidas.
 Só ainda não consigo concordar, com a frase "Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida", porque acho que a cidade tem encanto quando se chega, enquanto se vive o dia-a-dia, quando se regressa de férias e se olha o mondego com o ar ternurento de quem não quer ir embora deste recanto.
 É uma das cidades mais bem organizadas que conheço em Portugal. Apesar de não ser a capital, nem cidades como o Porto ou mesmo Braga e Setúbal, Coimbra tem todas as esfrastruras que ás vezes nos queixamos sem nos darmos contas que temos muito mais do que em vários sítios. Uma boa rede de transportes que possibilita movermo-nos de um lado para o outra da cidade com muita facilidade. Concertos, Teatros, eventos que metem inveja a muitas cidades, consideradas "grandes cidades", uma variedade de espaços nocturnos incrivél, boa estrutura de saúde e principalmente a zona com mais universidades juntas no país.
 Coimbra é então uma cidade de muitos encantos que vive do comércio e dos estudantes, que inflacionam o comércio que dão vida à cidade, e que se formam em profissionais sem nunca esquecer a cidade que nos fica no coração.

Por: Patrícia Correia


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

No Estado não há crise

 A notícia da  "Bola" tem como título "Presidenciais: Cavaco recebe dois milhões de subvenção estatal." Continuando a ler a notícia pode obvervar-se que Manuel Alegre, "2º classificado" nas eleições à presidência, irá receber 800 mil euros, Francisco Lopes,424 mil euros e Nobre recebe 620 mil euros.
 Defensor Moura e José Manuel Coelho ficam de fora dos subsidios, pois não obtiveram votos suficientes. Ao todo o Estado gastou cerca de quatro milhões de euros.
Aqui fica a pergunta no ar, onde anda o tema crise no Estado nesta altura? Como é que o senhor presidente da República faz uma declaração revelando que a sua mulher também recebe a reforma mínima, comparando a muitas situações em casais reformados?
A única diferença é que em nenhuma dessas famílias, o conjuge ganha dois milhões de euros apenas como subsidio pelas eleições presidenciais, não têm motoristas, e regalias sem fim.
 Como é que o Estado continua com pedidos de medidas extremas de contigência económica aos portugueses, dimunindo os ordenados dos funcionários públicos, aumentando o IVA, entre outras medidas, se continuam a gastar o que poderia ajudar a levantar o país?
 Existem tantas medidas importantes a se tomar neste país, porque é que se continua a ignorar o estado da saúde, da educação ou mesmo da Justiça no nosso país. Continuam apenas a pedir aos portugueses que se "aperte o cinto", quando os poderosos não o fazem. O aumento do IVA por exemplo, é esta a medida que vai tirar Portugal do buraco financeiro em que se encontra?
 O povo esse sim, em vez de sair do buraco financeiro, entra. Na practica, a realidade é que os ordenados continuam exactamente os mesmos e os preços subiram em fecha. Podemos observar até que vários foram os comerciantes que para além de aplicarem a nova percentagem de IVA, ainda aumentaram os preços base dos produtos.
Se o Estado continua a mostrar riqueza e ostentação, apertando apenas o povo cheio de dívidas, como querem apoio e aceitação das medidas tomadas?
 Um dia destes, alguém se vai revoltar, juntar rebeliões e uma revolução se dará em Portugal, pois o português começa a ficar cansado de muito sacrificio e poucos resultados.

 Patrícia Correia

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Crónica: A arte das ruas

A arte sempre foi o conceito complicado de definir. Desde os vanguardistas por serem demasiado inovadores até ao dadaísmo por serem demasiado absurdos. Os artistas parecem sempre ser avaliados pejorativamente por alguém. Parece-me que têm vindo a acontecer o mesmo com os chamados artistas urbanos.


Já é recorrente observarmos pelas ruas de muitas cidades autênticas obras de artes pintadas a spray durante a noite. No entanto também existe muitas vezes a arte de rabiscar insultos e nick-names pelas paredes. A questão que nos suscita é se a última é arte ou mero vandalismo. A resposta dependerá certamente de quem for responder. Para os dadás um simples urinol era uma obra de arte. De que difere um urinol de um insulto? Bem, mas não responderei a essa questão. Até porque existem outras artes nas ruas do mundo. Desde as famosas battles de breackdance ao som de beat-boxes humanos até as famosas flash mobs. Pois bem, arte urbana é simplesmente o acto de alguém… ou alguma coisa se exprimir-se artisticamente em espaço público.

Não estranharei se um dia ver alguém a tomar café sentado no chão e chamar-lhe arte, pois é esse o intuito da arte urbana, fazer arte na rua.

Grupo 4:
Tony Santos

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Natal e a sua evolução

O Natal dos dias de hoje é totalmente diferente do de épocas passadas. Nos dias de hoje assistimos ao que todos nós sabemos: casas cheias de prendas com alguém que se mascara de Pai Natal com a roupa vermelha e branca e com o seu cinto preto quando antigamente era simplesmente uma festa de união familiar e as prendas eram apenas a troca de bens alimentares, tal como se fazia antes da existência da moeda. A certa altura surgiu um homem, filho de pais abastados, conhecido hoje como S. Nicolau, era conhecido por defender crianças e por oferecer generosos presentes aos mais pobres. O dia de S. Nicolau era originalmente celebrado no depois da reforma, os protestantes germânicos decidiram dar especial atenção a ChristKindl, ou seja, ao Menino Jesus, transformando-o no “distribuidor” de presentes, esta distribuição era a dia 6 de Dezembro. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, esta ficou colocada no próprio dia de Natal. Assim, o dia 25 de Dezembro passou a englobar o Natal e o dia de S. Nicolau. Outra curiosidade é que, durante muito tempo, o Pai Natal foi desenhado vestido com uma grande variedade de cores e era representado a fumar um cachimbo de barro ou a beber vinho. Também é correcto que, nos anos 30, a Coca-Cola decidiu usar a figura do Pai Natal na sua publicidade de Inverno e contratou o artista Haddon Sundblom para lhe compor a imagem. Sundblom escolheu o vermelho e branco da Coca-Cola para vestir o Pai Natal. Contudo, este não foi original na sua escolha já que o primeiro desenho que retratava a figura do Pai Natal tal como hoje o conhecemos foi feito por Thomas Nast e foi publicado no semanário “Harper’s Weekly” no ano de 1866. Nast foi um grande cartoonista americano e trabalhava para o jornal "Harper's Weekly", aproveitando o espaço que lhe era reservado no jornal para fazer crítica política e para abordar os problemas sociais da época.
Mesmo assim, a autoria do senhor vestido de vermelho e de barbas brancas pertence a Nast, já que ele em 1866 criou um livro ilustrado a 4 cores intitulado de "Santa Claus and his work", onde aparece desenhado pela primeira vez o Pai Natal tal como o conhecemos hoje, assim sendo a criação da imagem actual do Pai Natal não é da autoria da Coca-Cola, por isso hoje vivemos um natal adulterado onde todos fingimos que somos o S. Nicolau, disfarçados de Pai Natal.








Bruno Sobral (Grupo 3)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Alguém vai pagar a “factura”!

O jogo mais esperado do ano Real Madrid – Barcelona, pois é, um jogo em que toda gente pensava que o “el special” ia vencer e convencer quem ainda não tinha convencido. 

Mourinho acabou por não ganhar mas convenceu, pelos menos convenceu a impressa, é impressionante a diferença de “títulos” quando um resultado destes acontece a um treinador “normal”, muitos dos deles que li, focam o bom futebol do Barcelona, picardias com o Cristiano Ronaldo e pouco muito pouco de mourinho, se tivesse sido em Portugal tinham sido massacrados e já apontavam um novo treinador para assumir o controlo do clube.

A verdade é, pouco mourinho poderia ter feito, jogou contra um Barcelona forte com uma posse de bola avassaladora que irritava os jogadores adversários, um Barcelona que é um “produto acabado” com rotinas e trabalho de anos, mourinho por muito bom que seja não consegue mudar uma equipa em meses de trabalho. Já se nota uma grande evolução do Real Madrid não só a nível de futebol mas também a nível de disciplina e gestão interna, por exemplo o Sérgio Ramos, deixou de usar brincos e adereços demasiado extravagantes para passar uma boa imagem para os jovens, não digo que seja "culpa" de Mourinho, mas acredito que o tenha influenciado.

Mourinho não vai cruzar os braços e a partir daqui esperamos que seja sempre a melhorar, não acredito que o Barcelona vá a Madrid e que ganhe com a mesma facilidade, alguém vai pagar a “factura”, talvez seja já o Valência.

                                                                                                                      Vítor Frade

domingo, 28 de novembro de 2010

Artigo de opinião relativamente à Internet

Artigo de opinião:  “Valorização e Desvalorização da Internet”

“Norbert Boltz, filósofo e professor alemão, especialista em comunicação, considera que a Internet favorece a aquisição superficial de conhecimentos e a desvalorização da reflexão.”

No útero da sociedade, a modernização tem sido o fruto de um vasto avanço tecnológico, na temática da comunicação. Atrevo-me a dizer que a  Internet é inelutável, pois toda a gente corre e abusa da Internet para esclarecer alguma duvida ou problema. A Internet acaba por ser o meio mais eficiente de circulação proporcionando uma auto-estrada onde fluxos informativos propagam-se através de inúmeras redes de computadores interligadas e em míseros segundos informações são dadas ao utilizador por intermédio dos “search sites”. Neste contexto e aludindo a ideia fulcral do autor, toda esta facilidade contribui com pontos negativos, pois desvaloriza a capacidade de reflexão do indivíduo, que ao deparar-se com uma imensidade de informação de fácil acesso acaba por não adoptar um critério crítico do conteúdo, sujeitando-se assim a um estudo superficial sem a devida lucidez.
Posto isto, será que a Internet é assim tão vantajosa e benéfica no desenvolvimento psíquico do indivíduo sobretudo dos jovens?
O mundo em que vivemos transformou-se numa “aldeia global”, um lugar sem fronteiras, no qual os contactos entre regiões são cada vez mais rápidos, intensos e frequentes. Assim, tudo se tornou mais facilitado e com criação de redes sociais o nosso planeta evoluiu e mostrou que estar longe não é sinónimo de falta de informação. Certamente que segundo o exposto, a Internet é a personagem principal desta globalização,  que promove assim a chamada ‘’sociedade de informação’’, cuja existência remonta aos tempos de outrora ( por exemplo das descobertas cientificas do século XIX). Por estas razões e segundo a minha opinião é realmente vantajosa e necessária, no que toca à criação de trabalho. Por exemplo, através de um simples “clique” conseguimos a tempo real comunicar entre lugares distantes e por isso, traduz uma mudança de mentalidade das pessoas, com as novas formas de organização espacial, social e laboral.
No que diz respeito aos “malefícios” deste avanço tecnológico poucos os afirmam, contudo nem toda esta facilidade informativa é benigna. Na verdade, são muitos os inconvenientes que a Internet proporciona. Por um lado, o isolamento das pessoas, que muitas das vezes, ao confrontarem-se com esta teia de informação, vêm-se aliciadas ao comodismo perdendo-se assim hábitos tão tradicionais e sãos , como, actividades de lazer, desporto, convívos, etc. Enquanto por outro, é necessário um cuidado acrescido na análise de informação, perdendo-se assim, a essência tradicional e antiga  de estudar na biblioteca ou simplesmente folhear as páginas dos livros com cheiro a antigo. Posto isto, os livros são cada vez menos procurados pelos indivíduos, pois recorrem sempre à Net, como meio de solucionar todas as pesquisas . Deste modo, efectivamente, as pessoas sobretudo os mais novos , acabam por sofrer de falta de análise crítica desvalorizando-se os processos de interpretação e reflexão.
Segundo o meu ponto de vista, é triste perderem-se hábitos tradicionais de leitura que nos podem cultivar e satisfazer tanto ou mais que o vício da Internet pois é partir da reflexão que podemos evoluir culturalmente e psicologicamente.
Será então que a evolução se traduz em valorização???



Grupo 1 
Andreia Roberto

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ai, que é o Fim! (ou não!)

   Como já dizia, e muito bem, o célebre William Shakespeare: “Ser ou não ser, eis a questão”.

   Nos últimos tempos, o mundo anda em alvoroço com a data de 21 de Dezembro de 2012. Os media têm contribuído bastante para esta agitação. Ora são filmes e livros para aqui, ora são reportagens e documentários para ali ou, então, são profecias e crenças “fiéis” e obcecadas por todo o lado.
   Há quem defenda o fim do mundo, há quem diga que haverá uma renovação da humanidade, há quem acredite na vinda de seres extraterrestres para salvar o planeta ou em grandes catástrofes mundiais. Pois bem, a questão do possível fim do mundo em 2012 tem vindo a preocupar a população de todos os cantos do mundo. Este fenómeno começa a atingir uma densidade nunca antes vista e à medida que a data se aproxima, pior.
   Uns acreditam, outros não, mas aposto que todos já perderam algum tempo a pensar na hipótese.
   Sendo verdade ou não, o que é certo é que "Nostradamus, Maias, Egípcios, Celtas e diversos profetas, Chineses e Budistas, WebBots, Cientistas e Religiosos das mais diferentes crenças defendem que o mundo como o conhecemos pode estar com os dias contados".
   Quem nunca ouviu falar da antiga Profecia Maia? O complexo calendário Maia, que termina no ano de 2012, acredita que algo acontecerá no solstício de Inverno desse ano. Os profetas defendem que algo mudará no mundo, que será o começo de uma nova era, a renovação da humanidade.
   Já alguns cientistas alertaram para o facto de que nessa data, a terra estará alinhada com o sol e o centro da galáxia (onde se encontra um buraco negro supermassivo), efeito que, segundo eles, provocará a inversão dos pólos magnéticos que, por sua vez, levará a graves alterações e catástrofes no Planeta Azul.
   Outra profecia é do antigo livro chinês “I ching”, livro sobre concepções do mundo. Segundo estudiosos, se utilizarmos a teoria “Time Wave Zero”, o livro diz que o mundo acabará na data de 21 de Dezembro de 2012.
   Há também, entre as inúmeras outras teorias, a profecia hindu. A profecia hindu defende o fim da era de ferro, a última das eras evolucionárias, e o nascimento de uma nova era de ouro em 2012.
   Estas são apenas algumas das muitas teorias a que podemos ter acesso quer na internet, quer em qualquer outro media (televisão, cinema, etc.).
   Um pormenor interessante é a relação dos números 1 e 2. Se repararem, a data do acontecimento está prevista para 21-12-2012 do séc. XXI. Coincidência?
   Por outro lado, temos, ainda, a indústria cinematográfica a funcionar. Quem ainda não viu o filme “2012”? Esta produção de Roland Emmerich arrecadou $760.331.011, e estreou em 107 países (2009). Só em Portugal, o filme teve 184.816 espectadores.
   Outros filmes, embora menos falados, foram produzidos sob a mesma temática: “2012 doomsday” com o roteiro e direcção de Nick Everhart (2008); “2012: Supernova” de Anthony Fankhauser (2009).
   São, claramente, tentativas de obter lucros através desta polémica. Esta questão, como já é de esperar, começa a ser vista como uma mercadoria onde, por trás da informação que nos transmitem, há sempre um interesse maior: o lucro.
   O que nos resta saber é: será isto verdade? Será que acontecerá alguma catástrofe? Um tsunami gigante, um cometa, uma explosão solar? Ou será uma apenas uma coincidência? Não sei, mas pondo os olhos na nossa sociedade actual mergulhada em corrupção, em disparidades sociais, em guerras, em diferenças entre os países ricos e os pobres… Numa sociedade meramente capitalista, em que se atropelam uns aos outros para chegar ao topo, independentemente do que deixam para trás, onde a ética, o respeito e a solidariedade são palavras que quase não existem no vocabulário, talvez seja mesmo necessário uma renovação, talvez a sociedade precise de uma catástrofe para “abrir os olhos” e haver uma mudança para criar um mundo melhor.

Enfim…As perguntas existem, as respostas procuram-se e o futuro o dirá…


Por Sandra Portinha
Grupo 4


Fontes: Jornal Ciência Hoje; Visão; Sítio do “fim do mundo 2012”; Jornal i; Wikipédia; Blogs

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Crónica “Portugal afinal é um país pobre ou é um país rico?”

Numa altura em que palavra crise já faz parte de todos nós, e que começamos a perceber que irá demorar muito tempo sair deste marasmo, deparamo-nos com gastos e decisões tomadas pelo governo que nada se coadunam com a realidade do nosso país.
Dez milhões de euros é o valor a que pode chegar o total dos custos com a segurança da Cimeira da NATO, que se realiza a 19 e 20 deste mês, em Lisboa, segundo uma estimativa avançada pelo presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.
O número avançado por José Manuel Anes ao “Diário Económico” aproxima-se do esperado pela Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, que, ao mesmo jornal, apontou uma despesa de “entre sete a oito milhões de euros”. Num país que nem de crise se ouve falar, o que são mais dez milhões de euros para os bolsos dos portugueses?
Para além dos gastos que serão realizados para a segurança desta cimeira, Lisboa terá tolerância de ponto no dia 19 de Novembro. O mesmo será dizer que vamos viver uns dias de ricos onde não é preciso trabalhar e os gastos ultrapassam em larga escala as nossas capacidades.
O Governo justifica a tolerância de ponto para o concelho de Lisboa por "razões de segurança e, em especial, as limitações à circulação durante o período da Cimeira da NATO". Como Sócrates está satisfeito com os indicadores do último trimestre, vai dar um dia de férias, pelo esforço feito, e já podemos gastar mais alguns milhões com este acontecimento.
Este País tem duas caras num dia lança mais medidas de austeridade para todos os portugueses e no outro dia perde-se mais um dia útil de trabalho por medidas de segurança para a cimeira da nato,
Os juros da dívida pública já ultrapassaram a fasquia dos 7 % e o governo dá-se ao luxo desta irresponsabilidade!
Parece-me que estamos a ser governados “por um casal em conflito”, para o exterior querem dar a imagem de um País cheio de capacidades e com um futuro seguro nas suas próprias ideologias, mas que no seu interior, tudo está destroçado e fora de controlo. Os portugueses já não acreditam nestes políticos que todos os dias nos surpreendem. Para alguns, minoria, vivemos num País de ricos para a maioria da população estamos a viver num País pobre e cada vez mais sem soluções, vivemos uma realidade que nos obrigam a viver e sempre com mais encargos sobre nós enquanto a minoria vai vivendo as suas fantasias. “ Sócrates no País das maravilhas”.

Bruno Sobral
Grupo 3

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Arte à Parte

A humanidade passou por vários períodos históricos ao longo dos tempos desde a pré-História à proto-História e chegando finalmente à História. Na História, ou pelo menos na História dos nossos tempos, a actual, ao longo do ano existem várias épocas como a época natalícia, a época pascal e até a silly season (se lhe pudermos chamar época). Mas tudo isto é menosprezado ou até esquecido quando se fala na polémica época que abarca todas as crenças e raças: a época de crise.
                Esta época não é nova, nem lá perto, desde muito cedo na História que ouvimos falar em crises financeiras e sociais que acabam por ser resolvidas mais ou menos bem, o que é novo aqui é a forma como o mundo tenta dar a volta à crise ao invés de a resolver ou pelo menos é o que parece, a avaliar pela forma como isto anda.
                Ouve-se falar em apertos do cinto e em cortes orçamentais em tudo o que é lugar, só o governo é que não aperta, ou melhor, aperta: aperta o povo. Recentemente foi notícia um novo corte que é novo em acto mas velho em anuncio, o corte (previsto) no orçamento da Cultura para o apoio às artes. Há muito que este corte é falado e há muito que os visados por ele se manifestam contra mas desta vez parece que não há volta a dar.
                Na manhã de dia oito deste mês, a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas e o director geral das Artes, João Aidos, estiveram em reunião com as companhias de teatro, dança e música por causa dos cortes previstos e o consenso esperado não aconteceu. Apesar disto, a ministra mostrou-se satisfeita com os “resultados” da reunião, bem ao contrário dos artistas. Perante o corte anunciado de 23 por cento nos apoios, realçaram-se opiniões de desagrado como “nós só viemos cá para decidir o tamanho do nosso caixão porque a morte já está anunciada”.
                No orçamento da cultura para 2011, cabe à Direcção Geral das Artes 19,8 milhões de euros, dos quais 20 por cento serão cativados. Dos 15,7 milhões sobrantes, serão cortados 23 por cento para a abertura do concurso para as companhias apoiadas a um e dois anos. Assim, ficam disponíveis apenas 12,7 milhões de euros para os projectos quadrienais, o que deixou as companhias revoltadas.
Segundo um representante de uma das companhias presentes, o governo deveria “definir prioridades e não dividir os cêntimos por todas as aldeias (…) o Ministério tem que decidir, reorganizar e reestruturar (…)”.       Perante tal cenário é difícil, até para quem está de fora, tomar uma decisão.
Compreendendo os pontos de vista, qual é o partido que tomamos? Defendemos que devem ser estabelecidas prioridades nas Artes para que algumas das companhias possam funcionar a todo o vapor ou, por outro lado, apoiamos a divisão equitativa (ou mais ou menos) dos fundos para que todas as companhias funcionem a médio gás? É que deixa de estar em causa apenas a funcionalidade das instituições e entramos também no campo humano e aqui, se a primeira opção traz despedimentos por falta de “meios-fundos” a segunda traz encerramentos e despedimentos em massa por falta de “fundos inteiros”.



Diana Felício
Grupo 1
(este é o tema da semana passada, peço desculpa pelo atraso)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Jornalismo Para Totós

      O jornalismo é a profissão do oito ou oitenta, é um facto. Ou quase. Vejamos: enquanto uns trabalham no meio de guerras reais, outros fazem-no viajando. Vemos os primeiros aflitos, vemo-los na televisão a toda a hora basta assistir a um noticiário. Os segundos não os vemos, quase só ouvimos falar, há um programa ou outro dedicado a isso e eles – queridos! – fazem questão de o referir nos seus blogues “pessoais” (embora, quase de certeza, abrilhantando a coisa).

        É bonito isso de viajar para trabalhar – ou trabalhar para viajar – no entanto é apenas uma pequena parte da árdua profissão de jornalista.

      Aos futuros jornalistas que sonham com um trabalho deste género: acordem, pois acabarão por ir parar à guerra, nem que seja interna.

      Antes de chegar ao patamar do bem-bom terão de subir os degraus do mau bocado, da humilhação e, calhando, dos processos. Como isto está, serão bons degraus…depois de passar o hall do desemprego, claro.

       A melhor fase do jornalismo é enquanto se tira o curso e para muitos será o mais perto que estarão de exercer a profissão. Infelizmente.


Por Diana Felício
Grupo 1 
No tema: Jornalismo e profissão