terça-feira, 30 de novembro de 2010

Crónica

A evolução técnica e a monotonia dos adolescentes

 
Não é novidade a evolução tecnológica actual. Também é clara a dependência a que assistimos por parte de milhões de pessoas às Tecnologias de Informação e Comunicação.

A verdade, é que, por mais que não queiramos, temos que estar actualizados face a este desenvolvimento técnico senão acabamos por ficar aquém dos outros na vida profissional e social. O nosso dia-a-dia é marcado, essencialmente, pelo esforço de nos superarmos uns aos outros em conhecimentos e todo o tipo de bens materiais e emocionais.

Os adolescentes nunca vão ser excepção. Não é por acaso que, desde já, assistimos à rivalidade académica (por exemplo). Os exemplos que lhes são dados são mesmo sobre a melhor forma de chegar ao topo.

A verdade é que, uma vez que todas estas invenções se destinam à nossa geração, temos muito mais capacidades a lidar com as ferramentas. Dedicamo-nos de corpo e alma à aprendizagem de funcionamento de todas as tecnologias. E, embora haja instruções e formas de utilização, temos que lhes dar um toque pessoal, para que assim, possamos evoluir e tornarmo-nos mais eficazes em relação aos outros.

O progresso das Redes Sociais e de todas as tecnologias têm-se revelado, em maior parte, um aspecto positivo: nas empresas, em termos sociais, no seio das famílias. Em todos os ambientes sociais, há indícios de que o funcionamento é privilegiado aquando o uso das novas tecnologias. Desde o que diz respeito à melhor organização, à facilidade de circulação e troca dos vários tipos de informação, à rapidez de contacto entre as pessoas. Até no que diz respeito à Comunicação Social se tem notado um grande avanço, na internet, através dos jornais online, na rádio online, etc.

No entanto, e como em tudo, os aspectos negativos também se fazem notar. Desde o facto de o tradicional se começar a perder, até ao ponto em que nos vamos privando nas relações face a face. E é principalmente neste aspecto que me foco na vida dos adolescentes.

No progresso de qualquer pessoa, as novas tecnologias ajudam. Os jovens, usam e abusam das novidades e isso é benéfico para a sua aprendizagem, no entanto, é prejudicial porque os faz esquecer de determinados assuntos essenciais. Começando pelas tecnologias que nada tem a ver com as redes sociais, os vídeo jogos, por exemplo, em nada ajudam para além da capacidade de desenrasque das crianças. A televisão e a internet não dão a autonomia que os jovens precisam para pegar num livro ou num jornal e se dedicarem em expandir a sua cultua geral. Estão mais interessados em sentar-se numa cadeira em frente ao computador ou passar horas a fio a olhar para o ecrã do telemóvel, a socializar, sim, mas não da forma que lhes permite desenvolver certas capacidades profissionais. As relações interpessoais estão a perder-se e isso não é culpa das tecnologias mas sim da fraca força de vontade e de capacidade de organizar o tempo e de nos dedicarmos ao que realmente é importante.

E daquilo que poderíamos desfrutar sem ter de apontar defeitos, somos obrigados a culpar pela monotonia de que os jovens são vítimas. É que as tecnologias estão a encurrala-los numa esfera da qual se vêm dificultados de sair não só pela dependência mas também pelo facto de os despojar de sair à rua e ter uma conversa com um colega ou em vez de sair para ir “brincar” com os amigos, combinar encontros online para jogos ou mesmo passar o dia inteiro a mandar mensagens aos amigos. É desta monotonia que falo, da falta de evolução que a nossa vida, enquanto jovens, se vem deparando graças a um desenvolvimento tecnológico que tudo tinha para ser positivo e enriquecedor.







Andreia Monteiro
Grupo 5



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