segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jornalistas grevistas?


Começo este artigo com uma pergunta: 
Os jornalistas fazem greve?



Na semana em que o país vai parar (segundo os sindicatos) por causa de uma greve geral, decidi pensar neste assunto. 

Será que um jornalista (que também tem motivos para fazer greve) consegue passar um dia sem reportar algo?
Penso que não. 

Um jornalista está treinado para informar o público independentemente de causas e opiniões pessoais. Logo informar sobre a greve dos outros é mais lógico, para mim, do que fazer greve.

Mas e se todos os jornalistas decidissem parar amanhã como seria para nós público?
Como seria ao acordar ligar a televisão, o computador, ou mesmo ir a uma banca de jornais e não ter notícias novas para ver? 
Já alguém pensou nisso?
Seria como se o mundo tivesse parado.

Os jornalistas e os media têm uma função indispensável na nossa sociedade. Se eles param o mundo parece que não move, pois as noticias não nos chegam. O público tem agora uma necessidade de estar actualizado como nunca teve. A informação que nos chega é actualizada de minuto a minuto. A vida das pessoas, é em parte regida pela informação que lhes chega, sejam as conversas de café, as de escritório, as que temos com os nossos colegas, …etc. Baseiam-se quase todas em algo que ouvimos nas notícias, ao passear pela cidade o que mais se ouve é - “pois isto está mal e ainda dizem que vai piorar para o próximo ano”

Claro que falam sobre a economia. E porquê? 
Porque nos últimos tempos os meios de comunicação social praticamente só abordam este tema.

Esta artigo serve apenas para mostrar a minha convicção de que sem jornalistas, sem informação a nossa sociedade, a nossa cultura não seria a mesma. Todos nós temos uma grande necessidade de estar informados e actualizados diariamente. E como futuro jornalista, tenho a perfeita noção de que a minha profissão acarreta grande responsabilidade social e reconheço que é um dilema que me assolará posteriormente.

“…fazer ou não, greve…
…estarei a servir-me melhor ao fazer ou não?”



Grupo 6
Milton Almeida

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