sábado, 8 de janeiro de 2011

Atão Colombo!?

Há 2 semanas fiquei indignado. No projecto final dos alunos de Comunicação da universidade de Hanze, Groningen, Holanda, participei num concurso de Quizz. O prémio era uma tarte. A minha equipa foi constituída espontaneamente por 3 irlandeses. Amigos desde que cheguei aquelas paragens.


A determinado momento fiquei com o orgulho ferido. Uma pergunta sobre quem deveria ter descoberto o caminho marítimo para a Índia através do Atlântico e foi parar à América veio à baila. Foi Cristóvão Colombo pois ta claro. Colombus diziam eles… Pouco depois levei um facalhão na minha faceta orgulhosa.


O concurso acabou, e nas 7 equipas nem em 3º ficámos. Lá ficou a tarde para uns espanhóis. Logo aí, a minha angústia entalava-se na garganta.


No posterior momento de convívio, veio a conversa do jogo. Salientei mais de 3/4 vezes a nacionalidade do Sr. Colombo: Portuguesa. “Fuck of”, retorquiam eles, era italiano o homem. O tanas, dizia eu: era português! Foi foi a Espanha autorizar-se para a caminhada fluvial. “Fuck you”, ele imigrou para Espanha antes de partir…


Podia continuar estes “fucks” e tanas por parágrafos e parágrafos. Não me convencia, nem eles. O argumento de um deles me dizer ser apaixonado por história não me aliviou a inquietação de saber porque é que aquele Centro Comercial na 2ª circular tem o nome do navegador. A conversa parou e matutei, matutei. Pesquisei e parei. Desiludi-me. Porque é que as minhas professoras me enganaram? Porque é que iludem a pequenada de que tínhamos um país imenso? Com gente que fez feitos incríveis!? Talvez tenhamos alguns…


A história, que interessa aqui, resume-se a dois factores: nasceu na cidade Italiana de Génova, por volta de 1451; depois de 6 anos a pedir ajuda para concretizar a sua expedição esta foi-lhe concebida pelos Reis de Espanha.


Referência explícita a Portugal? Nenhuma concreta, apenas especulações de que nasceu no Alentejo, e nem sabia ler nem escrever italiano (mas a minha pesquisa também foi curta… só para descargo de consciência). Ele bem que poderia andar por cá é certo, talvez como o Rolandinho Gaúcho andou às cambalhotas pelo Estrela da Amadora e foi exibir-se além fronteiras. E de que maneira… Tal como Cristóvão o fez.
Fiquei arrependido de pesquisar em frente aos irlandeses, para além de gramar com o que via, tive de gramar com eles. Só me apetecia responder: “AHAH, mas vocês receberam a ajuda do FMI”, e eles respondiam-me: “E tu não vais queres ver?”. Calei-me e engoli.


Uma coisa Colombo tem que me lembrou as terras lusitanas… Depois de ser mal sucedido na sua última viagem neste mundo, partiu para o outro sozinho, e na miséria.

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