terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Claque Mancha Negra preparou ao pormenor jogo com o Portimonense

A festa do minuto 18 e 45 que começou em Coimbra

A preparação do jogo com o Portimonense, fora, começou uns dias antes. A Mancha Negra provou que, embora não sendo uma claque organizada e profissional, leva tudo muito a sério.

André Gonçalves

Ao minuto 18, a claque da Académica explode de alegria, com um golo de Miguel Fidalgo, elevando para cinco golos marcados na presente época. Num jogo em que a Académica na primeira parte dominou por completo, levando o jogo para o intervalo 0-2, a Mancha Negra entoou cânticos preparados para o jogo.
Uma semana antes do jogo, já a claque Mancha Negra preparava o jogo com a equipa do Portimonense. Um encontro com ingredientes interessantes, para além da Académica estar a praticar um futebol atractivo, está colocada no cimo da classificação geral, sendo considerada por muitos uma das “sensações” da época.
Com a partida de Coimbra, prevista para as 15H00 de Sábado, dia 6 de Novembro, a Mancha Negra começou a ganhar o seu espaço, com o ruído que fazia junto dos autocarros que levariam a claque oficial da Académica. Todos, sem excepção, estavam – como sempre – devidamente equipados com as cores do clube. O preto esteve, por isso, a dominar toda a viagem.
Segundo, alguns elementos da claque da Briosa, o jogo com o Portimonense era “para ganhar, pois quem manda, indenpendentemente do estádio é a Académica”. A provar isso mesmo estiveram os vários autocarros que se foram enchendo ao longo da semana. Ninguém quis perder o grande espectáculo que a Académica está a proporcionar esta época.
A viagem até ao Sul do pais, desta feita a Portimão, foi também uma forma dos adeptos agradecerem ao treinador Jorge Costa o trabalho desenvolvido com a equipa mais representativa do distrito de Coimbra e uma das que mais simpatia conquista por esse país fora.
Ao longo desta curta viagem, os adeptos entoaram cânticos, tantas e tantas vezes repetidos. Também os jogadores mais acarinhados, como Sougou, Miguel Fidalgo, e Diogo Valente, mereceram que fossem entoadas cantigas especiais. Os também eternos e sempre fiéis membros da claque fizeram questão de levar as camisolas oficiais da equipa de Coimbra.
À nossa reportagem fizeram questão de dizer que a Mancha Negra “é uma verdadeira família”. O espírito de amizade e união entre todos os membros “está sempre presente”. E, como diz o próprio lema, “se a Académica jogasse no céu todos morrerariam para a ver jogar”. É por tudo isto que, o presidente da Mancha Negra, João Paulo Fernandes, refere-se que esta “é a melhor claque do mundo”. Alguns elementos continuam na claque desde a sua fundação, têm sido muito importantes na passagem da mensagem e da mística para os mais novos. Não tendo um papel muito activo é sempre importante, sobretudo em momentos de tensão que alguns jogos proporcionam, a voz da “velha guarda” é sempre ouvida.
A fidelidade está de tal forma presente que o lema “Se jogasses no céu … morreríamos para te ver”, está presente em todos os jogos há 12 anos.
Em grande ambiente de festa, a Mancha Negra chegou ao Sul, ao estádio Municipal de Portimão. Se até aqui as gargantas não estavam ainda bem afinadas, ficaram nesse preciso momento.
Começou a partida, e desde cedo ficou patente que quem mandava ali era “a malta de Coimbra”. Foi tudo feito para “apoiar a equipa do início ao fim da partida”. O que, aliás, ficou provado nas bancadas. Também, diga-se em abono da verdade,     que a claque do Portimonense estava com pouca representatividade no estádio, um dos motivos poderá ser pelo facto de disputarem o jogo em “casa emprestada”.
Num jogo em que a Académica dominou a primeira parte, levando o resultado para o intervalo em 0-2, na segunda parte o Portimonense teve uma boa “replica” conseguindo igualar a partida em 2-2.
Um resultado aceitável, atendendo ao desempenho do Portimonense na segunda parte.
No fim do jogo, e claramente desiludidos, por deixarem fugir uma vitória importante alguns jogadores vieram até junto das redes e entregaram os seus equipamentos. Foi o delírio total. A Mancha Negra não mais deixou de se ouvir. No autocarro a viagem pareceu fazer-se em segundos, tal a animação entoada.

Em Coimbra, e já na sede no Pavilhão Jorge Anjinho, foi tempo de voltar a refrescar as gargantas, gastaram a voz com tantas cantigas, de arrumar as faixas e de ir para casa, pois a chegada a Coimbra fez-se tarde.
Uma certeza ficou. “A Académica independentemente do resultado terá sempre o apoio dos seus adeptos”.


*reportagem referente 11 de Novembro de 2010


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