sábado, 22 de outubro de 2011

Utopia televisiva?!

             Inicialmente a Televisão era conhecida como “a máquina que mudou o Mundo”. Nunca antes se tinha visto a caixa mágica nem o consumidor percebia a importância que a televisão viria a adquirir.
            Em primeira instância, a televisão passava tudo a preto e branco, mas mesmo assim, todos queriam ter uma, todos queriam passar pela sensação de ter uma na sua sala e de afirmar “eu já tenho a minha, é fantástico!”.
            Em Portugal viviam-se tempos de verdadeira censura e foi a partir da “Revolução dos Cravos” que passou a ser um meio privilegiado e de entretenimento e de fácil acesso a qualquer cidadão, acabando por se tornar numa manifestação de massa cultural, padronizou comportamentos e uma nova estratégia de marketing para os consumidores.
            Posto isto, aos poucos as experiências conseguiram chegar a um novo prisma: a televisão a cores. A febre começou novamente. Com a evolução deste sistema e com novas estratégias implementadas para conseguir vender produtos e para que estes pudessem estar ao alcance de qualquer um, a televisão tornou-se numa das maiores fontes de venda e de propaganda.
            Quem é que nunca viu um anúncio e decidiu experimentar o produto? Quem é que nunca pensou adaptar os seus comportamentos a atitudes que os actores das novelas têm? Quem é que nunca desejou ser igual a alguma vedeta? Pois, já todos passámos por isto. Assim sendo, questiono, quem é que pode afirmar que a televisão não tem qualquer tipo de influência na formação da opinião pública?
          Quantas pessoas não fortificam as suas ideias de acordo com o que é exibido? Por exemplo, no atentado do “11 de Setembro” de 2001 a televisão começou por dizer que os ataques às Torres Gémeas foram uma série de ataques suicidas, coordenados pela Al-Qaeda contra alvos civis nos Estados Unidos da América e, aí, a opinião pública focou-se nesta hipótese e não questionou se, de facto, estas seriam as causas.
            
          Por outro lado, surgirão mais tarde documentários e afirmações de que o ex-presidente norte-americano George W. Bush sabia do atentado e que tudo tinha sido planeado por este senhor, pois Bush precisava lançar os Estados Unidos numa nova guerra para beneficiar um certo Carlyle Group, firma de investimento baseada em Washington. George Bush pai, é um dos conselheiros da empresa.
            Deste modo, a televisão acaba por interferir, realmente, na formação da opinião pública, porque o que antes era certo, de um momento para o outro, basta que surja uma nova teoria/conspiração que tudo passa a ser posto em causa.

 Soraia Tomaz,
2010090

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