sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Privatização da RTP ou não?





É um dos assuntos que mais controvérsia tem gerado  no mundo jornalístico e não só,porque tal decisão implica a coordenação de factores políticos, económicos e sociológicos.
A RTP ao longo dos anos habituou os portugueses a longos anos de exemplar serviço público. A televisão pública acompanhou os portugueses ao longo de 56 anos fazendo parte da própria história do país. Este é um dos motivos pelo qual não concordo com a privatização da televisão pública, pois o inestimável arquivo de imagens, som e texto têm um conteúdo tão rico ao nível cultural que seria injusto uma empresa ficar na posse de tal espólio. A perda da independência financeira é outra das razões que levariam à eventual degradação da isenção e liberdade de informação já que tal requisito é profundamente apreciado pelos profissionais desta área já que não têm de se preocupar em responder à empresa A,B ou C acerca do seu trabalho. A liberdade de expressão é um direito consagrado na Constituição portuguesa e na minha humilde opinião só com um serviço público de televisão e rádio tal objectivo é alcançado. Defendo sim, uma reestruturação interna de maneira a potenciar a RTP. Os tempos são outros e como tal a televisão pública precisa de evoluir, colocando o cidadão como a sua primeira e última referência, dispondo-se ao serviço deste, pois foi com esse propósito que foi criada. Finalmente a definição de prioridades no que respeita à programação deveria ser regra, justificando tais decisões editoriais em praça pública.


José Tiago Silva Ferreira

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