quinta-feira, 10 de novembro de 2011

André Vasconcelos, natural da Ilha do Porto Santo, é estudante do primeiro ano do curso de Letras Modernas na Universidade de Letras de Coimbra. Na passada Terça-feira, dia 1 de Novembro, desfilou acompanhado pelo seu padrinho e os restantes caloiros do seu curso e de outros, no cortejo colorido e eufórico das latas. Em entrevista, o estudante de letras relata aos Posts de Pescada a sua experiência como caloiro na semana da festa das Latas e Imposição de Insígnias.





Posts de Pescada- Gostaste de desfilar juntamente com os outros caloiros no cortejo das latas?


André Vasconcelos- Sim gostei, foi uma experiência muito engraçada. Já tinha vivido este ambiente de folia no carnaval, mas o cortejo das latas é algo diferente e inesquecível. Estavamos presos a latas coloridas a desfilar em direcção ao rio Mondego para sermos novamente ‘’baptizados’’. Apesar do cortejo ter demorado algumas horas, deu a oportunidade para conviver com os colegas do meu curso e ficar a conhecê-los melhor.




PP- Qual foi a personagem que te disfarçaram? Gostaste?


AV- Disfarçaram-me de Rato Mickey, se gostei? Adorei, o meu disfarce, porque destacou-se dos restantes e diverti-me imenso com as várias reacções das crianças e outros participantes do desfile. Perdi algumas latas durante o desfile, é normal disse o meu padrinho. Para o ano será a minha vez de pensar num disfarçe para o meu caloiro ou caloira, estou desejoso que chegue essa altura. No entanto, sei que dará muito trabalho em fazer um disfarçe.




PP- O que sentiste na altura que foste baptizado pelo teu padrinho? E que palavras te proferiu?


AV- Senti imenso frio, porque a água estava gelada, mas tirando isso gostei. E relativamente às palavras proferidas pelo meu padrinho não me recordo porque foram ditas em Latim. Achei engraçado a ideia de ser baptizado, à noite, com um penico azul (cor da universidade) na água gélida do rio pelo meu padrinho. Para além de ser padrinho, é um grande amigo com quem posso sempre contar com o apoio.


PP- Durante o desfile, que críticas sociais e políticas observaste nos cartazes dos caloiros?


AV- Sinceramente, não reparei muito nisso, mas notei algumas críticas em relação ao sistema educativo.


PP- Em que dias foste às noites do parque? Gostaste da actuação das bandas?


AV- Não fui ao parque, por isso não posso exprimir a minha opinião.




PP- A festa das latas superou ou não as tuas expectativas?


AV- Superou, gosto imenso do espírito académico Conimbricense e das suas tradições. Gostei imenso de participar no cortejo, será sempre uma experiência para mais tarde recordar com saudade.




PP- Qual foi o momento mais marcante durante essa semana?


AV-O desfile no cortejo da latada, sem dúvida. Nunca vou esquecer esse momento! Para o ano participarei novamente no desfile das latas, mas como ‘’doutor’’. Terei outra perspectiva do cortejo, pois como estudante do segundo ano, irei trajado e dessa vez serei eu a guiar o meu caloiro para as águas do Mondego.






O segredo de Coimbra surpreende-se nesta jovializada festa de estudantes, cheia de emoções, esperanças e lágrimas de saudade. Os jovens caloiros vivem, entusiasmadamente, pela primeira vez o espírito académico das festas, enquanto os ‘’doutores’’ despedem-se com nostalgia as tradições que viveram na cidade dos estudantes.





Mariana Gonçalves
R2

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