sexta-feira, 4 de novembro de 2011

FOTO-REPORTAGEM: Kaiser Chiefs reinam sobre o Mondego


Os britânicos Kaiser Chiefs foram cabeças de cartaz da terceira noite da Festa das Latas e Imposição das Insígnias. O recinto da Praça da Canção, emoldurado pelas águas Mondeguinas, recebeu a banda para um momento musical que se adivinhava memorável.
por Elisa David e Inês Antunes R2

Como prometido, meia hora depois da meia-noite, os Kaiser Chiefs subiram ao palco do recinto. Os pontuais voaram das bilheteiras, as primeiras filas encheram-se de fãs ansiosos por ver a sua banda predilecta actuar e vários cartazes e isqueiros deram a cor que a tenda branca precisava.




Ao som dos primeiros acordes a multidão delira. Mais de dez mil aplaudem a banda que entra em palco. Everyday I Love You Less And Less surge de rompante na voz de Ricky Wilson, o vocalista da banda. As luzes tremem e o chão também. O público salta e entoa a letra desta música tão conhecida pelos que se ali encontram.






O poder da banda foi revelado. Saltos, correria e uma execução musical perfeita deixam bem claro quem são os reis daquele palco. A audiência rende-se aos Kaiser e deixa-se levar pela energética Never Miss A Bit. No fim da música, Ricky saúda a assistência e pergunta "Como é que se pronuncia Coimbra?" (não que não soubesse o nome da cidade, apenas quer desafiar o público). E consegue. Em coro sai um “Coimbra” perfeito e o vocalista não hesita em repetir (com os presentes) o nome da cidade que tão bem o acolhe.





O concerto conta com novos singles. Little Shocks é um dos temas que compõe o novo álbum da banda britânica e nem esse faz o público parar de vibrar. Everything Is Average Nowadays, Modern Way e Good Days Bad Days dão seguimento ao concerto deixando os fãs ao rubro.
Entretanto chega Ruby. A reacção dos presentes é indescritível. Com os braços a ondular ao som da voz de Ricky e a cantar o refrão a plenos pulmões, Ruby ganha corpo e torna-se rainha.
Se Ruby é rainha, The Angry Mob é rei. Sentindo cada batida, a multidão entra em transe. A sincronia de movimentos, o pó levantado pelos saltos e o calor do público criam o ambiente perfeito para o ritmo esfusiante deste épico musical.




Quase no fim do concerto, Ricky decide saltar (literalmente) para um dos ecrãs. Não ficando satisfeito em posar para as objectivas ou seduzir a câmara que o filma, a voz dos Kaiser trepa para um dos ecrãs. A poucos metros do seu ídolo, inúmeros fãs deliram e aclamam o vocalista. Mas eis que Ricky salta do palco e, já perto das barreiras de segurança, deixa-se ser abraçado pelo público ansioso.




Na Na Na Na Na e I Predict a Riot deviam ter fechado o concerto. Mas não. O público não fica contente. Sabe-lhes a pouco. A energia dos dois últimos temas fê-los querer mais. E, por isso, há, ainda, espaço para um encore. Love Is Not A Competition (But I’m Winning) é um dos temas que encerra o concerto. O público agradece e, em uníssono, Oh My God soa a despedida.





A promessa de mais um concerto em Portugal fica no ar. A aguardar impacientemente ficam os fãs, com toda a certeza. Os Kaiser partem, mas deixaram a sua marca. Coimbra não irá esquecer aquela noite e espera que eles também não.


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