sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Marketingmente falando...


por Joana Góis, R1


Susana Filipa Bolinhas Costa, natural do Barreiro e estudante do 2º ano de Marketing no Instituto Politécnico de Setúbal (Escola Superior de Ciências Empresariais), fala-nos da importância da área que estuda e do porquê de ter feito essa opção quando se candidatou.

Joana Góis: Entraste o ano lectivo passado em Marketing. Foi a tua primeira opção?
Susana Costa: Não, foi a segunda. A primeira foi Jornalismo.

JG: Achas que jornalismo tem alguma coisa a ver com o curso que escolheste na segunda opção ou estavas simplesmente indecisa?
SC: Jornalismo era a minha profissão de sonho, a vocação que sempre achei que tinha, e talvez ainda tenha. Mas descobri no Marketing o depósito para as minhas ideias - que são muitas -, para a minha criatividade. Marketing para mim, neste momento, é “O” curso. Não o trocava por nada.

JG: E porque é que escolheste a ESCE para tirar a Licenciatura?
SC: Penso que existe Marketing em mais duas escolas. Públicas. No início, quando soube que tinha entrado, estava receosa por ser um politécnico – aquele cliché de não ser conceituado, de não ser “tão bom como”. Mas enganei-me, tal como se engana a maioria das pessoas que não é totalmente informado sobre isso. E eu julgo que é errada porque, nos politécnicos, o contacto com as marcas e as empresas, falando agora do meu curso em concreto, é muito mais pático. Antes de sabermos “o que é”, já sabemos trabalhar. E, no mercado de trabalho, o que mais importa é saber fazer. Lá está, de que serve a teoria se a prática não existe?

JG: O que me dizes então é que, estudando no Politécnico, ficas melhor preparada para o futuro, que será então o trabalho. Falando de futuro, qual é o do Marketing, em Portugal? O que é que te imaginas a fazer quando acabares o curso?
SC: Tenho duas opiniões em relação a isso: a optimista e a pessimista. A optimista é que cada vez mais o nosso mercado é mais competitivo, há maior oferta. E, para isso, é preciso marketeers para gerir tudo. Um marketeer não "inventa" só as campanhas; também avalia tudo a respeito do produto/serviço desde preço, comunicação, distribuição. É nisso que quero pensar: que a crise não vai afectar o desenvolvimento desta carreira. Por outro lado, tenho conhecimento e consciência que, em momentos dessa mesma crise numa empresa, os primeiros a serem despedidos/dispensados, são os marketeers.

JG: Quanto ao local onde vais fazer o estágio, já tens alguma ideia? 
SC: Ainda não pensei mas sei que, pelo menos no Marketing, a escolha tem de ser minuciosa pois a maioria das pessoas que ficam a estagiar numa empresa, ficam lá a trabalhar. É uma percentagem elevada. Portanto, tenciono fazê-lo quando regressar de Erasmus no final do primeiro semestre do próximo ano.

JG: Falando de Erasmus, qual é a tua opinião sobre o projecto? Quais os prós e os contras?
SC:  Além de ser super interessante estudar fora do país, com uma língua diferente, acaba por ser uma experiência memorável. Tornas-te mais idependente, mais capaz de te desenrascar sozinha face a obstáculos que te possam surgir. Não esquecendo, também, a parte curricular, em que, para arranjares trabalho, o facto de teres feito Erasmus, é, para ti, uma vantagem. Os contras.. A falta de apoios do estado (bolsas e afins). É-nos atribuída uma bolsa, sim. Mas é quase impossível sustentarmo-nos apenas com ela. Isto faz com que, infelizmente, fazer Erasmus se torne um luxo.

JG: Finalizando a nossa pequena conversa, o que é que tu pensas sobre a imagem de um marketeer? Tem alguma importância ou julgas que o que importa é só a capacidade?
SC: Não é um pré-requisito, mas é, sem dúvida, importante. É uma carreira em que és a cara da marca, do serviço. És a "embalagem" do produto que é a tua empresa. E tens de a saber vender.

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