sexta-feira, 25 de novembro de 2011

F.A.D.O.





Nasceu em Coimbra um novo espaço dedicado a essa espécie em extinção chamada: arte. F.A.D.O. de seu nome é uma galeria de arte mesmo por cima do bar Feito Conceito, nascida da vontade de Joana Seixas mentora do projecto.


F(eito) A(mor) D(esfeito) O(dio) abriu ao público no sábado passado dia 19 de Novembro. A galeria acolhe neste momento duas exposições, Joana Seixas intitulada “Quem morre de medo?” e António  João Silvestre  com “eferHumansect”.  Em declarações ao repórter Joana Seixas afirma “ sempre senti  necessidade de criar. Ao fazer esta exposição espero alertar ou pelo menos consciensalizar o público para a questão das minorias.” Questionada acerca da excisão feminina responde “ na minha opinião é uma prática completamente bárbara, além de ser um atentado à vida da mulher pois a maioria desses procedimentos são feitos sem o minímo de higiene, a mulher fica incapacitada a nível sexual para o resto da vida.” “Quem morre de medo?” caracteriza-se por ser uma exposiçao muito forte ao nível visual. Conta com uma sala negra remetendo o público para as obras que a artista deseja serem vistas. Os manequins ensaguentados são também parte do espectáculo destinado a chocar o espectador. Outra parte essencial tem a ver com as fotografias espalhadas pela galeria, recordando as várias vítimas da discriminação existente no mundo contra os homosexuais. Joana Seixas  iniciou-se nas  artes com o curso de Imagem Interactiva de seguida começou o curso de Comunicção Design e Multimédia na Escola Superior de Coim\1bra mas nunca o chegou a terminar. “ Na altura quando estudava  surgiu-me uma oportunidade de abrir um negócio e não hesitei. No entanto sempre tive o desejo de expor o meu trabalho e assim que a altura se propiciou, decidi fazê-la.”



Pedro Beja conta-nos uma história acerca de um povo muito especial chamado “eferHumansect” que vive “subjugado por um rei muito mau e sovina.”António João autor da exposição licenciou-se pelo Instituto Politécnico de Tomar. A ideia da exposição baseia-se na ideia do ser humano equiparado a um insecto. “Esta sociedade prepara-nos para sermos apenas mais uma formiga no imenso mundo à nossa volta, trabalhando sem parar, sem nos apercebermos  de que existe vida lá fora.” conta António João. Dispondo de duas salas, António uliliza uma das salas com um video projector  onde se observa um homem a bater com a cabeça repetidamente numa máquina fotocopiadora. Na outra sala com vários bonequinhos colados na parede dá a ilusão de um imenso formigueiro constítuido por humanos. O autor confidencia estar um pouco nervoso por esta ser a sua primeira exposição,  no entanto confia numa boa resposta do público.

José Tiago Silva Ferreira
Redacção 1

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