domingo, 25 de dezembro de 2011

A arte de passar música - entrevista ao Deejay Tha Silva


Tudo começou de uma simples brincadeira, hoje já sonha ser reconhecido além-fronteiras. Bruno Filipe da Silva Veloso, conhecido por DeeJay Tha Silva começou a aprender a passar música aos 16 anos. Natural de Leiria, tem crescido profissionalmente trabalhando em vários bares e festas e partilhando a cabine com DJ’s mais experientes. A conversa com Bruno Veloso dá-nos ideia de como é ser artista profissional nesta área.


Posts de Pescada- Como é que te tornaste DJ, o que te motivou?

Bruno Veloso - Tudo começou com uma simples brincadeira, estava com um tio meu, ele trabalhava num bar e ele trabalhava com leitores e sempre me despertou curiosidade. Então ele ensinou-me as bases  e depois eu conheci um colega meu que é Dj residente no bar Ozono, comecei a treinar lá, puxou mais o meu interesse, comecei a pesquisar na net tudo sobre leitores, mesas de mistura, programas, músicas… Tudo começou assim…

PP- É fácil entrar no meio? Foi fácil arranjar o teu primeiro emprego como DJ?

BV - O meu primeiro emprego foi no bar Ozono, o tal DJ residente foi tocar a uma casa e como eu já era mais experiente ele deixou-me tocar como DJ convidado. Estive lá a passar sons, gostaram do meu trabalho, fui convidado mais vezes.  Não é muito fácil entrar no meio… diz-se que há DJ’s profissionais e há os “wanna bes”, os que têm a mania que são DJ’s. Para um trabalho ser reconhecido o DJ tem de fazer o trabalho de casa. Tento estudar as músicas que passam, o estilo de música… Eu por exemplo passo comercial, progressivo… e é muito trabalho de casa.

PP - São essas as vertente que tendes a seguir?

BV - Sim, House Comercial, porque adoro, e é a vertente mais puxada a nível mundial e House Progressivo que é mais aquele estilo de festivais.

PP- Já foste residente em algum bar ou discoteca?

BV - Já fui residente em dois bares. Já fui residente no Ozono, durante um ano, e já fui residente também no Oxo, fui lá residente durante seis meses.

PP - Tens algum DJ que sigas, que seja o teu ídolo, te inspire?

BV - A nível nacional posso dizer que é o Pete Tha Zouk e Mastiksoul. Pete Tha Zouk porque ele toca o estilo Progressivo e estudo o trabalho dele, gosto do trabalho dele, tento puxar o máximo do trabalho dele para o meu, tento ver a maneira como ele passa as músicas, e o Mastiksoul porque é um estilo mais Latin House, estilos mais Latinos e Afros, também gosto desses estilos de música.

PP - Como é tentar agradar ao público, como sabes qual a música certa naquele momento?

BV - É complicado, estudar a pista é muito complicado, é como olhar para os olhos das pessoas e pensar assim “aquele grupo de rapazes, aquele grupo de raparigas gosta deste estilo de música” tento puxar… se não resultar tento outro, vou sempre escolhendo , sempre atirando músicas. E normalmente a minha pista preferida, posso dizer assim, é as raparigas, normalmente toco para as raparigas.

PP - O que consideras mais difícil nessa profissão e o que te dá mais gosto?

BV - O mais difícil é entrar com certas e determinadas músicas para agradar o público e puxar sempre esse estilo de música. O que me da mais gosto é o público puxar por mim e eu a puxar pelo público.

PP - Qual era o teu maior sonho nesta profissão?

BV - O meu maior sonho é ser principalmente reconhecido nacionalmente e quem sabe internacionalmente. Ando agora a estudar o mundo da produção, tenho profissionais ao meu lado, a puxar por mim…

PP - Consideras que um DJ é um artista?

BV - Considero, porque as próprias produções de cada DJ são uma obra de arte. Então se sair como Hit… está tudo dito!

Catarina Rodrigues, R1
(tema: arte)

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