sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Dança enquanto Arte



Dançar é sinonimo de expressão. Descobrir todos os tipos de dança pode ser uma aventura. O “Andanças” junta todo o tipo de danças num só festival.




A primeira edição deste festival, aconteceu à 16 anos atrás em Évora e actualmente é realizado anualmente em São Pedro do Sul. O “Andanças” é um movimento em Portugal que reúne milhares de pessoas à volta de um tema: a Dança. Durante estes anos, tem impulsionado dezenas de profissionais e bandas para a realização das danças sociais e tradicionais que cada vez mais marca gerações e gerações de pessoas em todo o país.
Promover a música e a dança são os lemas deste festival onde a aprendizagem e o intercâmbio entre gerações é o conceito chave. Conhecer novas culturas, novos saberes, novas regras e novas aventuras é o que o “Andaças” sugere anualmente.
Por partilhar novas culturas e novos saber, é que este festival contém um leque enorme de opções na área da dança, todos os tipos de movimento são partilhados e ensinados como novos e únicos. Outra característica deste festival é relembrar aos Portugueses que a música popular é sinonimo de identidade e muitas vezes de sobrevivência.
.Helena Silva, praticante de dança e apaixonada pelo festival “Andanças” conta que viu neste projecto uma forma de experimentar novos estilos de dança mas também de demonstrar sentimentos e conhecer além de culturas, novas pessoas. Sendo de Coimbra, Helena diz que todos os Domingos, um grupo de amigos organiza no Pavilhão dos Olivais (Coimbra) os “encontros de Folk” que servem para ensinar quem quiser vários tipos de danças tradicionais de todo o Mundo.

“A dança é como uma forma de comunicação, de expressão”, refere Helena, afirmando que a dança é vista como uma realização pessoal, tornando os seus sentimentos, as suas emoções e paixões na sua forma mais pura. “Quando danço, sinto-me a mim própria e quase todas as artes se transformam em paixões onde para mim a dança é um sentimento intrínseco ao meu corpo e aos meus desejos”, salienta Helena.
Para Helena, dançar aumentou a sua auto-consciência e auto-estima e viu no festival uma arte comum a todos os seres humanos, um lugar onde todos se encontram independentemente do sitio de onde vieram, ou de quem são. Sentir-se livre é uma das característica que o “Andanças” tem… e o facto de não existir preconceito faz com que as pessoas se sintam mais felizes.
Na realidade ninguém precisa de saber quem é quem, é sim preciso “ver-te dançar”.
Dançar não só é bom para a saúde mas também fortalece a mente e a alma e Helena diz que toda a gente deveria praticar a dança, em qualquer lugar e em qualquer momento… desde que isso torne a pessoa mais feliz e mais livre.
“O melhor bailador não é aquele que executa os melhores passos ou aquele que tem uma óptima técnica, mas é aquele que se diverte mais a dançar!”.

                                                                                         Ana Namora
                                                                                                R1

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