sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Tema: cinema


Perfil Manoel de Oliveira

Nascido a 12 de Dezembro de 1908, Manuel Cândido Pinto de Oliveira é o cineasta mais velho do mundo que ainda exerce a sua actividade.
Provém de uma família industrial de posses o que fez com que os seus pais investissem na sua educação, iniciando os seus estudos no Colégio Universal, no Porto e no Colégio Jesuíta de La Guardia, na Galiza.
Desde cedo se interessou pelas artes o que o levou, aos 20 anos, a integrar a Escola de Actores de Cinema, onde se estreou pela primeira vez como actor.
A sua primeira câmara de filmar foi-lhe oferecida pelo pai, em 1931, que desde sempre investiu na sua carreira como cineasta. Com este presente, filma o seu primeiro documentário, Douro, sobre a relação dos ribeirinhos com o rio em questão. Dois anos mais tarde, participou, como actor, no primeiro filme falado em português, A Canção de Lisboa, com Beatriz Costa e Vasco Santana.
Em 1942, produziu a sua primeira longa-metragem, Aniki Bóbó, inspirado nos neorealistas italianos. É assim que inicia a sua carreira como director, em plena ditadura salazarista, começando por fazer filmes de carácter católico e nacionalista.
O seu primeiro sucesso de bilheteira foi a adaptação do clássico português, Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, em 1978. Com este sucesso, Manoel de Oliveira dedica-se à adaptação literária para os seus filmes como é exemplo de O Sapato de Satã, de Paul Claudel e O Vale de Abraão, de Agustina Bessa-Luís.
A sua vasta é obra é elogiada por uns e criticada por outros, mas nada o impede de continuar a filmar.
Em 2008, venceu a Palma de Ouro em Cannes. Mas o último marco da sua carreira foi o doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em 2011.

Amanda Costa, R2

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