sábado, 24 de dezembro de 2011

Um mundo sensível ao toque


O touch-screen veio para ficar. Este sistema tecnológico está em todo lado e promete expandir-se até ao mais ínfimo objecto do nosso dia-a-dia, incluindo peças de roupa e folhas de papel.

Tudo entre 1965 - 1967 no Reino Unido, quando EA Johnson, no Estabelecimento Radar Royal, inventou o primeiro ecrã sensível ao toque. O inventor publicou um artigo em 1968, com uma descrição completa desta nova tecnologia, para controlo do tráfego aéreo. Em 1971, um "sensor de toque" foi desenvolvido pelo doutor Sam Hurst, na altura instrutor da Universidade de Kentucky. Este sensor designado por "Elograph" foi patenteado pela Universidade de Kentucky Research Foundation. O "Elograph" não era transparente como os ecrãs touch modernos, no entanto, foi um marco significativo na tecnologia dos ecrãs sensíveis ao toque.

Três anos depois, Sam Hurst, desenvolveu o primeiro verdadeiro touch-screen, incorporado numa superfície transparente. Em 1977, a Siemens Corporation financiou um projecto da Elographics (empresa fundada por Sam Hurst) para produzir a primeira interface de vidro curvo com sensor de toque, que se tornou o primeiro dispositivo a ter o nome de "touch screen".

Do passado ao presente, hoje temos à nossa mão telemóveis, leitores de música, computadores, e-books e tablets com a tecnologia touch. Vamos a grandes superfícies comerciais e deparamo-nos com caixas de supermercado com touch-screen e mapas dos centros comerciais em touch-screen. Mas esta tecnologia promete muito mais. Investigadores trabalham diariamente para alargar esta aplicação a cada detalhe do nosso dia-a-dia. Com uma visão bastante futurista, a Corning Incorporated, líder mundial em vidros especiais e cerâmica, publicou um vídeo que já teve 16.554.136 visualizações, A Day Made of Glass” mostra-nos como poderá ser um futuro em que grande parte das superfícies possuem sensores sensíveis ao toque.

Este mundo construído de sensores de toque e, também de movimento, poderá estar mais próximo do que imaginamos, e não só em superfícies de vidro como até agora. Pesquisadores da Universidade de Munique e do Instituto Hasso Plattner têm vindo a desenvolver um novo tipo de tecnologia touch que poderá permitir adicionar esta tecnologia a itens de uso diário, tais como: roupas, fios dos phones, mesas de café e, até mesmo, pedaços de papel.

Também pesquisadores da Microsoft e da Carnegie Mellon University procuram utilizar a tecnologia touch em novas superfícies, neste caso, em qualquer superfície. Um novo dispositivo que combina um projector em miniatura e uma câmera de infravermelho de profundidade e que se monta no ombro e, ao qual foi dado o nome OmniTouch, pode transformar qualquer superfície próxima num ecrã touch interactivo. Assim, até a nossa mão poderá vir a ser usada como teclado de um telemóvel, ou um bloco de notas poderá transformar-se num computador e até uma parede num monitor interactivo.

Se a tecnologia touch já evoluiu para multi-touch (superfícies que reconhecem, não só um ponto de contacto, mas vários, permitindo mais interactividade) e, se o reino das superfícies de vidro vier a ser partilhado por quaisquer outras superfícies, que outras surpresas nos reservará a tecnologia touch?
Catarina Rodrigues, R1
(tema: Tecnologia)

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