terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Doar sorrisos

Bernardo Beja, 20 anos e oriundo da Figueira da Foz, é aluno de Gestão na Nova SBE, Lisboa.
Ainda que concentrado nos seus estudos, e no seu último ano de licenciatura, Bernardo continua a pensar nos outros e em como os fazer sorrir, é desta forma que doa o seu cabelo sempre que pode.

Bernardo Beja, na Figueira da Foz
Bernardo, como é que surgiu a ideia de doares o cabelo?
Nunca dei grande importância ao meu cabelo, muitas pessoas me dizem que fico melhor de uma maneira ou de outra mas isso para mim nunca teve grande significado. Foi desta maneira que acabei por pensar que não seria de todo má ideia deixar crescer o cabelo e doá-lo.

A quem é que doas o teu cabelo?
Às crianças que estão no IPO e que estão a passar por tratamentos de quimioterapia e que, infelizmente, acabam por perder o seu cabelo. Tenho a certeza que lhe dão muito mais valor do que eu.

Sentes-te uma pessoa mais “realizada” depois desta experiência?
Claro que sim! Não só me sinto mais realizado como também uma pessoa mais feliz. Sou apologista de que maior parte das vezes é a ajudar os outros que nos sentimos mais felizes, por vezes são os pequenos gestos que mais importam.

Quais foram os procedimentos que tiveste que ter?
Quando me lembrei que fazer isto podia ser uma experiência enriquecedora, fui logo pesquisar o que é que era preciso ser feito para poder doar o cabelo ao IPO. A informação que encontrei na internet era bastante clara por isso o procedimento foi muito fácil. Primeiro basta que este não esteja pintado ou danificado (pontas espigadas), depois é fazer uma trança ou um rabo de cavalo com pelo menos 25 cm e enviar por correio ou mesmo no IPO segundo um horário que eles têm estipulado.

Qual foi a reacção da tua família e amigos quando souberam?
Penso que tenham ficado orgulhosos, sempre me deram apoio para iniciativas deste tipo. Os meus amigos estavam mais preocupados em me dizer como ficava melhor de cabelo rapado (risos). Mas para ser sincero e justo também não foi a muita gente que contei o que tinha feito.

A longo prazo há algum tipo de ajuda que dês aqueles que mais necessitam?
Sim, sim. A estudar em Lisboa é sempre um pouco mais difícil e acabei por ter de me afastar um pouco do voluntariado, mas sempre que volto à Figueira dou apoio numa instituição que ajuda o sem-abrigo a CASA.

Sentes que iniciativas como esta vão estar sempre presentes na tua vida?

Sem dúvida nenhuma. São coisas que eu faço por gosto e que acabam por ser retribuídas deixando-me feliz com o sorriso dos outros.

Joana Coutinho

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