terça-feira, 20 de outubro de 2015

Renascimento do Punk

Entrevista a Peter (Pedro) Carvalho baterista dos Repressão Caótica, banda de Punk/Crust originária de Barcelos. A banda já conta com um álbum com o mesmo nome. As músicas da banda focam-se na agressividade contra o “sistema”, a simplicidade, o sarcasmo niilista e a subversão cultural. Podem ouvir o álbum da banda clicando neste link: http://repressaocatica.bandcamp.com/


Qual a origem do nome da banda, existe algum significado por de trás do nome ou foi algo que surgiu por acaso.
- Como maior parte dos nomes de grupos, atirar nomes para o ar até algum deles agradar a todos. Está vinculado ao estilo claro.

Quais são as influências musicais que a banda têm.
- O que não faltam são bandas neste meio. O estilo crust e hardcore dos 80’s é o que mais sobressai nas nossas musicas.

Quando é que a banda se formou e o que é que vos inspirou a formarem o grupo.
- Os Oprimidos já existiam, fruto daquela vontade de tocar, e ao trocarem de baterista decidiram lavar a cara ao grupo, novo nome e nova direcção nas musicas.

Como e que a vossa musica evoluiu ao longo do tempo desde o “nascimento” da banda até ao momento.
- Caminhou mais para o crust e grind até, menos hardcore, mas sempre presente. Como já estamos mais habituados a tocar em conjunto, torna-se mais fácil tocar mais rápido e desenfreadamente.

Qual foi ate ao momento o maior desafio que a banda enfrentou
- Ir de 4l até Coimbra, com um amigo e material. Parece fácil, mas foram 4h de viagem.

Em relação aos concertos, existe algum local onde a banda prefira atuar ou é irrelevante.
- Obviamente o Xispes, os ensaios misturam-se em concertos lá. O sítio é bom para o nosso estilo e acompanhamos o 3º “boom” de bandas, por isso o publico já tem um carinho pelo que fazemos.
  
Saindo do tópico da banda o que é que te levou a “entrar” no mundo musica, existiu alguém em particular que te carregou para esse mundo, ou foi algo vindo de ti.
- Foi o Guitar Hero que me tirou daquela fase Hip-Hop manhoso que todos tivemos no secundário. Daí quis aprender um instrumento, era a guitarra que me dava mais pica, mas para pagar menos em aulas fui em conjunto com o meu irmão. E como ele é mais velho ficou com a guitarra e eu fiquei na bateria. Ainda bem.

Existem possibilidades para futuros projetos musicais.
- Mais do que arranjar um emprego dos bons.

Que conselho podes dar para alguém que queira formar uma banda.
- Há dois tipos de pessoas que querem formar bandas, os que estão pela cena, e os que estão pela música. Normalmente começamos sempre na primeira, agora o culpado é o que fica por aí.

Algo mais a acrescentar.
- Há musica para entreter e música para estimular. São parecidas mas só uma delas é que faz os dois trabalhos.

                                                                                                                                     
                                                                                                                                      Roberto Quintas 

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