terça-feira, 27 de outubro de 2015

Um futuro incerto




O jornalismo é uma profissão muito procurada e desvalorizada, segundo Tiago Adelino.
Recém-licenciado em Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra, este jovem encontra-se em estágio profissional num jornal regional, o Trevim.
Tendo a paixão pelo desporto e sendo treinador de futsal, sempre se viu a trabalhar nessa área. Porém, viu-se na obrigação de escolher um jornal mais abrangente, onde escreve diariamente sobre vários temas.









Qual era o teu objetivo antes, durante e após a licenciatura?
Entrei em comunicação social porque sempre gostei de escrever e como também gosto bastante de desporto queria trabalhar na área do jornalismo desportivo. Entrei com esse objetivo, mas com o aproximar do estágio curricular comecei a trabalhar e isso fez com que tivesse abdicar do estágio no Record em Lisboa para estagiar num jornal da imprensa regional, o Trevim. Contudo, durante o estágio vi que afinal nem tudo era mau e que até tinha jeito para escrever sobre outras áreas. Fruto disso, acho que hoje em dia seria capaz de trabalhar em qualquer jornal nacional.

Onde fizeste o teu estágio curricular?
Fiz o estágio curricular num jornal da imprensa regional, o Trevim, da Lousã.

Qual é que tem sido o teu percurso após a conclusão do curso?
Como só acabei o curso no ano passado, o meu percurso ainda não é muito longo. Estive algum tempo parado e, entretanto, comecei a fazer um estágio profissional no jornal onde fiz o estágio curricular, o Jornal Trevim.

Foi fácil a integração no mercado de trabalho na área que te especializaste?
Confesso que não é nada fácil encontrar trabalho na área da comunicação social. É um mercado com muita procura e pouca oferta. Tive a sorte de terem gostado de mim quando fiz o estágio curricular e quando saiu uma pessoa chamaram-me logo.

Gostarias de arriscar em outra área da comunicação Social?
Sempre gostei mais da área do jornalismo e informação, mas se fosse hoje talvez tivesse escolhido a vertente da criação de conteúdos para os novos media. Não porque goste mais, mas porque, na minha opinião, é mais abrangente para as pessoas que entram no nosso curso. Por exemplo, no meu ano, as pessoas que seguiram esse ramo, foram as que entraram mais facilmente no mercado de trabalho.

O que prevês para o teu futuro?

O futuro não é risonho para os profissionais desta área. Como já referi, cada vez há menos oferta para tanta procura. E a oferta que há deixa muito a desejar. O jornalismo já não é o que era. É cada vez mais uma profissão desvalorizada. Trabalhamos muito e ganhamos pouco. Como tal, prevejo que o futuro não será fácil. Apesar de gostar do trabalho que faço, temo que um dia tenha de procurar trabalho noutra área.



Grupo 4 
Ana Francisco
Daniela Silva
João Sobral
Valentina Ardagna

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