quarta-feira, 31 de maio de 2017

Hit the road Jazz !


Hit the road Jazz !


A cidade do Funchal, prepara-se para receber em Julho “a quase” emancipação do Jazz. A 17º edição do Funchal Jazz, acontece, como costume, a 13,14 e 15 e reúne um dos cartazes mais fortes de sempre. 


cartaz 2017



Realizado desde 2000 pela Câmara Municipal do Funchal e há três anos dirigido pela empresa Choose Fantasy, os três dias dedicados ao Jazz acontecem no Parque de Santa Catarina, no centro do Funchal. O cartaz está completo e confirmados estão João Barradas, Saxophone Summit, Rudy Royston, Kurt Rosenwinkel, Bill Frisell e a lenda Charles Lloyd.


André Santos, autor do álbum Vitamina D, admite “O Paulo Barbosa, diretor artístico há três anos, tem feito um excelente trabalho na programação, reunido grandes nomes nacionais e internacionais da atualidade do Jazz e este ano não é exceção, cartaz de eleição!”



capa Àlbum Vitamina D


Para o guitarrista João Rodrigues “Os três guitarristas que compõem o cartaz desta edição, são verdadeiras inspirações. Rosenwinkel, provavelmente é o guitarrista de jazz mais influente do séc XXI. Frisell é uma grande referência nas últimas gerações de guitarristas, inclusive para o próprio Rosenwinkelassumido pelo própriotem uma voz muito particular e inconfundível. Quanto ao André Fernandes, é português mas para mim tem qualidade igualável.”

Evocando a passagem do milénio, foi em 2000 que pela Câmara Municipal do Funchal nasceu esta iniciativa. Durante uma década aconteceu na Quinta Magnólia e acolheu nomes como Diana Krall ou o falecido Ray Brown.

Diana Krall 















Para André Santos, com formação pela Hot Club Portugal, “é importantíssimo assistir a pelo menos seis concertos de Jazz do mais altíssimo nível anualmente no Funchal” é um festival que não dispensa desde os 12 anos. Sempre deteve preferência por este estilo musical e admite ter assistido a músicos lendários ao longo dos tempos. Quanto aos últimos três anos, com novo programador, “tive a oportunidade de ver vários músicos que se destacam e que reinventam o Jazz e são a marca do Jazz actual: Jason Moran; Ambrose Akimusirie; Fred Hersch, etc.”



André Santos em atuação

Presença em todas as edições, a madeirense Jani Anjo, gostava do estilo aprendiz das primeiras edições “era um ambiente mais descontraído. Havia cadeiras, mas as pessoas optavam pela relva. Quanto aos artistas, atualmente confesso que a qualidade é muito superior. Há outro público, verdadeiros amantes de Jazz, o que fez subir a fasquia.”

Sobre a dimensão do espetáculo, André perfaz: “A palavra passa rápido no meio do Jazz e tocar num festival localizado num sítio como a Madeira, com a receção e tratamento de luxo que é dado aos músicos, é fácil toda a gente querer tocar no festival. “O próprio já atuou no palco secundário como banda base das Jam Session, classificando a experiência como excelente.“ A grande maioria dos músicos do palco principal juntou-se a nós para partilhar música na Jam e alguns deles ficaram a partilhar histórias connosco depois disso”, acrescentando, “isso é das coisas importantes que um músico pode ter, partilhar música e histórias com músicos incríveis.”

João Barradas é o “cabeça de cartaz” português. Acordeonista, já premiado pelo Troféu Mundial de Acordeão, formou-se no Curso Oficial de Acordeão do Conservatório Nacional, concluindo com 20 valores. Durante todo o seu percurso, tem vagueado entre o Jazz, Musica Clássica e improviso.
                    João Barradas

Saxophone Summit, são os segundos a subir ao palco. Formado por três saxofonistas com projetos independentes (Dave Liebman, Joe Lovano e Greg Osby) juntaram-se ao pianista Phil Markowitz (65 anos), ao contrabaixista Cecil McBee (82anos) e ao baterista Billy Hart (77anos). A organização do Funchal Jazz confessou que  “a secção rítmica é um verdadeiro portento cuja acção acusa mais a experiência do que a idade dos seus constituintes”. De salientar que Joe Lovano é considerado o saxofonista mais galardoado da atualidade, sendo conotado como “uma espécie de ‘Papa’ do Jazz”.


Saxophone Summit

Da América, é confirmado o baterista Rudy Royston para o segundo dia. Nascido no Texas, foi referido no New York Times, pelo crítico de música Nate Chinen, como “um talento de primeira linha”.

No mesmo dia sobe “ao pódio” o seu conterrâneo, o guitarrista Kurt Rosenwinkel CAIPI Band.


Kurt Rosenwinkel

O último dia acolhe o premiado Bill Frisell e os seus dois companheiros, o baixista Tony Scherr e Kenny Wollesen. Frisell em 2004, 2009 e 2016 recebeu a nomeação para o Grammy, tendo em 2005 vencido na categoria de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo. O encerramento será feito pelo saxofonista de 79 anos, Charles Lloyd que segundo a direção “parece estar a tocar melhor do que nunca, de uma forma cada vez mais intensa, inevitavelmente lírica e escandalosamente bela”.


Charles Lloyd



O conhecido guitarrista Carlos Santana, classificou Charles Lloyd como “um tesouro internacional”. A não perder, no Funchal








Ana Sofia Jesus 2012316

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