terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Entrevista com Nuno Coelho

“Quem sabe se não tenciono fazer algum curso em Coimbra?”
Nuno Coelho realiza este ano a segunda época na Académica, o jovem jogador português convenceu Villas Boas e ….Jorge Costa. Na entrevista concedida, falou-nos da adaptação á Académica de Coimbra-mencionou  o seu passado,  o relacionamento com os colegas de equipa. Entre outras coisas ficamos a saber, que gostaria de continuar os estudos, que adora o futebol praticado pelo Barcelona e que um dia sonhava ser treinado por José Mourinho.

Fala-nos da tua adaptação à Académica….
 Correu muito bem, a adaptação foi fácil. Os adeptos receberam-me muito bem e o facto de ter começado logo a jogar facilitou ainda mais a adaptação.

Coimbra, é uma boa cidade? Já morei em outras cidades, Porto, Leiria, Portimão, Covilhã, mas Coimbra foi das que gostei mais, é pacata e tem sempre actividades desportivas para ver.
Tu já jogaste em algumas equipas, visto que ainda és um atleta jovem, qual foi a que gostaste mais? Não consigo identificar uma, cada uma a sua maneira, gostei muito de jogar no Porto porque é um dos melhores clubes nacionais e tem belíssimas condições. No Portimonense tinha-mos um belíssimo balneário, todos os adeptos gostavam de mim e Portimão era uma boa cidade para viver. Quanto á Académica, tem boas condições de trabalho, os adeptos lutam muito por nós e existe uma grande envolvência histórica.
Como é que caracterizas o balneário da Académica? É sem dúvida nenhuma, um dos balneários mais queridos que já tive, não temos problemas, estamos sempre juntos a realizar actividades.
Não és adepto de nenhum dos 3 grandes do futebol português?
Sou…, sou da Académica. (risos)
Pretendes continuar em Portugal ou pretendes jogar em outra liga europeia? (responde com alguma mágoa) O futebol cá não está nada fácil, mas tenho a sorte de estar num clube que oferece boas condições aos atletas e que “paga a horas” ao contrário de muitas equipas do primeiro escalão nacional. Neste momento sinto-me muito bem na Académica, sairia apenas se surgisse alguma proposta muito boa para as duas partes. (Académica e Nuno).
Se essa proposta surgisse que país escolherias?
Pergunta complicada! (risos) Gostava muito de jogar nas três melhores ligas europeias, na espanhola, inglesa ou italiana.

Qual é a tua equipa de sonho? O Barcelona, pela forma de jogar, pela beleza que impõe no seu jogo, sem dúvida que é uma equipa de sonho.
Qual foi o estádio que te mais marcou? O estádio do dragão, pois foi o primeiro jogo grande que realizei. O melhor relvado que já pisei e também o facto de ter estado dois anos no Porto e de apenas ter visto os jogos na bancada.
“O estádio do Dragão marcou-me muito, é místico.”
Qual é a sensação de jogar com as “vedetas”? Quando somos miúdos, nunca pensamos que vamos algum dia jogar com as grandes estrelas que vemos na televisão, mas com o passar do tempo, dei por mim a jogar contra os melhores jogadores da liga portuguesa, foi uma situação que aconteceu muito rápido e sem dúvida nenhuma que é uma óptima sensação, um orgulho!
Jogador mais difícil de marcar? O Aimar foi o jogador mais difícil de marcar, muito rápido, aparece muito na minha zona, pois “foge” imenso do meu espaço de acção e é um jogador que está constantemente a fazer “tabelinhas”.
Foi um jogador muito marcante para mim, inclusive sugeri no fim do jogo da luz a época passada, que trocasse-mos de camisola.”

O que alteravas no Futebol português? Mudava as mentalidades das pessoas, estão sempre a dizer que está tudo mal e criava planos de gestão para que as pessoas fossem mais aos estádios.

Os adeptos da Académica o que são para ti? São pessoas fantásticas, muito dedicadas ao clube, acompanham-nos sempre e fazem por vezes um grande esforço para verem os nossos jogos.
“Os adeptos são uma força extra que sentimos.”
Sentes a pressão nos jogos com os Grandes? Assusta por vezes quando vou para o aquecimento, mas rapidamente fico concentrado no jogo e acaba por ser uma boa sensação ter as 40mil pessoas no estádio e rapidamente passam a 20, reajo bem as adversidades. (risos)
Sabemos que és internacional pela selecção portuguesa de sub-21 e sub-23, qual é a sensação de representar a selecção? È um orgulho enorme, sentimos o “peso de um País”, e é uma sensação muito boa na hora de cantar o hino nacional.
Qual era o treinador que gostavas de ter um dia? O Mourinho, é fantástico, tem grandes métodos de trabalho.
Temos conhecimento que finalizaste o secundário o ano passado, fala-nos um pouco dessa experiencia….
Tomei conhecimento através do sindicado dos jogadores que poderia concluir o secundário, pois quando era mais novo fui forçado a abandonar os estudos, porque estava no Porto e na selecção nacional. Com o surgimento desta oportunidade, e após consultar a minha família, todos deram-me força para concluir o 12º ano. O facto de estar em Coimbra também ajudou-me muito nesta decisão, pois notei que uma vida académica é muito importante.
Se não fosses jogador? Gostava de ser professor de educação física, eu sempre gostei de desporto e era uma coisa que gostava de fazer.
Porque surgiu a ideia de acabar o secundário?
Estou a tentar precaver o futuro e também como sou internacional, tenho estatuto….quem sabe se não tenciono fazer algum curso em Coimbra?.
Foi assim com esta pergunta retórica que Nuno Coelho finalizou a nossa entrevista.

 *referente a 4/12/2010


André Gonçalves

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