sábado, 22 de outubro de 2011

Reportagem: Novo ciclo, nova etapa!



As férias terminaram, os estudantes regressaram e um novo rumo se avizinha para novos alunos. A semana de Recepção ao Caloiro foi composta por aulas, praxes e convívios para que os caloiros se integrassem e conhecessem a cidade.
            Ao longo de uma semana as “bestinhas” tiveram a hipótese de conhecer todos os doutores e apimentar a curiosidade sobre o que é a Tradição Académica, a praxe e a importância de vestir o traje.
            Não só a Real Tertúlia Bubones preparou uma semana cheia de animação e integração para os caloiros, como também, a Associação de Estudantes da Escola Superior de Coimbra tentou mostrar aos alunos a importância da sua existência, que é preciso lutar pela nossa Escola, pelos nossos direitos e pelo nosso futuro! Também a K&Batuna actuou para dar as boas-vindas a todas as pessoas que voltaram e às que chegaram.
            “Glória, Glória à ESEC... E ser caloiro é bom!” foi o que mais se ouviu durante a semana de Recepção ao Caloiro, acabando por tocar no coração dos Doutores, uma vez que também passaram por estes momentos que deixam saudade. Toda a escola  cantou e pulou, como se não houvesse uma hierarquia, neste caso, caloiro – doutor e todos envolvidos por uma mesma emoção.
            De acordo com Frederico Gomes, caloiro de Comunicação Organizacional, “foi uma semana inesquecível, escolhi as minhas madrinhas e criei uma nova família que me irá acompanhar nesta nova etapa da minha vida”. À medida que os dias vão passando a afeição aparece inesperadamente e o sentimento reina:  “pertenço à ESEC, a Coimbra e à Tradição”.
            Ao longo de uma semana foi vísivel a “Alma, Dinamismo e Convicção” desta futura geração da Escola Superior de Educação de Coimbra. Mas, a verdade, é que alguns chegam, outros por opção ou não, acabam por ser colocados noutros lugares. No entanto, custa, porque os laços fortalecem-se num ápice. Sem darmos conta as lágrimas começam a cair sem querer e deixar a cidade começa a ser o pesadelo do dia-a-dia.
            Cristiana Abranchez, ex-caloira da Arte e Design, na ESEC, conta-nos como é passar por todas estas etapas “cheguei à ESEC, adaptei-me de imediato, conheci pessoas que levo para a vida, arrepiei-me na Balada da Saudade, gostei da semana, do ambiente, dos caloiros, dos doutores. Senti-me realizada, porque tinha entrado em Coimbra. Estava feliz. Tudo o que ambicionei conquistei.”. Isto é a emoção de ser caloiro, é viver e não ficar a ver a vida passar. É ganhar percepção do que é Coimbra e ser estudante. Contudo, no espaço de uma semana podemos ter que ser forçados a dar uma volta de 180º. “Fui colocada na Faculdade de Belas Artes no Porto”. E as lágrimas caíram de forma expontânea. “Contei às pessoas que nunca vou esquecer. A verdade é que o meu paraíso tornou-se num pesadelo que não quero enfrentar”.
            A vida passa por nós sem darmos conta. Temos que aproveitá-la dentro dos limites, da curiosidade, dos perigos; temos de nos lembrar que cada dia é um desafio e que nós conseguiremos triunfar com ou sem ajuda; temos sempre amigos, alguém que nos estende a mão; e, alguém que estará sempre à nossa espera, no nosso lar. Assim, sendo, “vens ver ou vens viver?”.

Soraia Tomaz,
2010090
           
           
           
           
            

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