sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ritual de Passagem

Para  ano  lectivo de 2011/ 2012, em Portugal, as várias instituições de ensino superior abriram 54 068 vagas divididas por 1 181 cursos. O ensino politécnico, onde se enquadra a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), abriu 20 974 vagas em regime normal e 3 994 em regime pós-laboral, sem contar com o regime de ensino à distância (280 vagas).
 Patrícia Oliveira, aluna do 1º ano de Gerontologia Social, decidiu enveredar por este tipo de ensino, ao escolher a ESEC, para continuar o seu percurso estudantil. Esta jovem, que frequentou a área Científica Humanística, está agora a encarar uma nova realidade académica: o ensino superior. Em entrevista, esta estudante demonstra como o "caloiro" vê a sua entrada nesta nova etapa.

Posts de Pescada: Como encaras este novo regresso às aulas?

Patrícia Oliveira: Encaro este novo regresso às aulas como o virar de uma página e um novo começo de vida. É um novo ciclo que pretendo seguir e concluir. Penso ter todas as condições para me sair bem neste curso pelo que não pretendo falhar.

Posts de Pescada: Porquê a escolha do curso, Gerontologia Social, no meio de tantos outros?

Patrícia Oliveira: Eu sempre gostei de ajudar e cuidar dos outros (os que mais necessitam). Neste Verão trabalhei, durante três meses, numa Casa de Saúde para pessoas com problemas psíquicos e adorei a experiência. Foi algo novo para mim… Para além do prazer em ajudar todas aquelas pessoas, descobri o que queria mesmo fazer da minha vida. Ajudar o próximo, usar as minhas capacidades para auxiliar aqueles que não as possuem.


Posts de Pescada: O que pensas das praxes académicas a que estás a ser sujeita?

Patrícia Oliveira: Penso que é algo que está ligado à vida académica e, por isso mesmo, temos que encarar estas brincadeiras da melhor forma possível. Sem elas nunca conheceria o verdadeiro espírito académico nem me sentiria tão acolhida neste novo meio.

Posts de Pescada: Na tua opinião, sem as ditas praxes académicas, integrar-te-ias da mesma forma junto dos teus colegas na ESEC?

Patrícia Oliveira: Na minha opinião sem os chamados “rituais praxísticos” não me conseguiria integrar-me tão bem, na ESEC. Com o convívio, nas praxes, consegui conhecer melhor os meus colegas de curso, a escola em si e, claro, o espírito académico, como já referi anteriormente.

Posts de Pescada: Consideras as praxes um ritual de passagem?

Patrícia Oliveira: Tendo em conta a praxe que me deram a conhecer, na ESEC, considero sim um ritual de passagem. Sem ela nunca teria contacto com os restantes alunos, não valorizaria o espírito de equipa nem a, tão falada, solidariedade para com o outro.
Posts de Pescada: Quais as principais diferenças com que te deparaste no Ensino Superior em relação ao Ensino Secundário?

Patrícia Oliveira: A avaliação, os professores, o ambiente, o grau de exigência… Já tenho imensos trabalhos e frequências agendadas para este mês. É uma mudança um pouco complexa mas com os colegas certos, e com empenho e dedicação, é facilmente ultrapassada.

Posts de Pescada: Achas que a matéria leccionada, e o método de ensino atribuído, se adequam ao curso que escolheste?

Patrícia Oliveira: Ainda está tudo no início mas, a meu ver, penso que sim. Tanto o método de ensino como toda a matéria apreendida enquadram-se no curso e no que espero do mesmo. Apesar de estar só a começar, e ser uma “novata” nestas coisas, tanto os temas de trabalho, as actividades em aula e o número de frequências conciliam-se perfeitamente entre si.

Posts de pescada: O que pretendes fazer para vingares no teu curso?

Patrícia Oliveira: Pretendo empenhar-me a 100% a fim de conseguir um bom emprego na minha área de trabalho. Para mim isto não é só uma profissão mas um lema de vida. Auxiliar os mais idosos deveria estar sempre em primeiro lugar. Por exemplo, se todos ajudarmos um bocadinho (como ajudá-los a atravessar a estrada ou a levarem as compras) a nossa sociedade seria mais unida e, certamente, mais pacífica.

Ao entrevistar a estudante, Patrícia Oliveira, concluímos que apesar das diferenças que a mudança do ensino secundário para o ensino superior acarreta, das "tão faladas" praxes académicas que assustam e do novo estilo de vida que traz tantas responsabilidades novas, a mudança pode, e muitas vezes é, algo bastante positivo. A integração, graças às praxes, torna-se natural para além do tipo de ensino ser relativamente simples de acompanhar. Como tudo na vida, existem partes boas e menos boas, às quais todos estamos sujeitos e somos capazes de superar.

Inês Silva, Redacção I

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