sexta-feira, 18 de novembro de 2011

T(ele)V(isão)=D/T^2, a nova fórmula da aceleração



Em meados do século XX ninguém supunha como actualmente vivemos. A nossa necessidade de obter conhecimento de forma cada vez mais rápida e fácil tem vindo a crescer com o passar do tempo.

A concorrência dos vários canais televisivos, redes sociais e outros avanços tecnológicos, leva a um constante número de novidades a que as pessoas quase nem têm tempo de se adaptar e envolver. “Amigos há muitos”, já dizia a minha avó. O que a minha avó nem sonhava era os diversos lugares onde hoje em dia os podemos “desencantar”. Ele é facebook, ele é hi5 e agora, eles estão a um comando de distância, no Meo. Mas, o que está em jogo não é só “ser amigo de x” mas sim “partilhar algo com x”.

Com a globalização, só se mantém na corrida quem preza por ser o melhor. E é neste contexto de se ser superior que, em menos de dez anos, tudo mudou drasticamente. A forma como encaramos a televisão e o que, hoje em dia, se pode fazer com ela, chega a parecer um pouco assustadora. O que para nós parece aceitável hoje, amanhã poderá desenvolver-se numa catástrofe ética e identitária. Para além de assistir aos vários canais, descansadamente no conforto do sofá, o comando da Meo permite agora aos seus utilizadores partilharem informações, documentos e fotografias com os “amigos” em comum. Esta funcionalidade faz-nos pensar o que virá a seguir. Uma web cam incorporada? Melhor, em vez da nossa fotografia de apresentação, existir o nosso próprio holograma a passear na sala de alguém?

Com Meo ou sem Meo, o importante é sublinhar que a televisão já tenta acompanhar a internet e, passo a passo, alcançá-la. Enquanto isso, o zapping ajuda-nos a passar o tempo de espera até uma nova, mas rápida, funcionalidade.

por Inês Silva e Joana Góis, R1

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