quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Não gosto do Natal.


          O Natal é comemorado anualmente dia 25 de Dezembro e celebra o nascimento de Jesus. A tradição em Portugal baseia-se na junção de família nesta data e na troca de prendas entre parentes.
            Os problemas, na minha opinião, são mesmo estes: primeiro, os familiares podem perfeitamente juntar-se sem ser para comemorar o Natal, porque muitas vezes esta data coincide com o fim-de-semana e não entendo porque não se encontram e fazem uma “jantarada” noutro dia qualquer. Em segundo lugar, há quem comemore o Natal esquecendo-se que esta data, supostamente, comemora, para todas as famílias, o nascimento de Jesus. Irónico, na medida em que se for preciso não acreditam em deus. Para finalizar, a troca de prendas! Enquanto somos crianças associamos o Natal a um Senhor vestido de vermelho que distribui as prendas às crianças durante a noite sem nunca ser visto. Assim, o Pai Natal passa a ser a carteira dos pais, familiares e amigos e não se olha a meios para agradar quem nos rodeia.
            “Vamos montar a árvore” é a típica frase dos indivíduos que vivem o Natal numa euforia espantosa esquecendo-se que o que poderia ser ou tivera sido bonito, outrora, está a cair cada vez mais em decadência. O importante agora já não é tanto o espírito familiar mas sim “como vou arranjar dinheiro para comprar prendas”. Mais uma vez, tem “piada” este pensamento, visto que o país está em crise, vai de mal a pior, mas o importante é continuar a consumir e a largar a nota nos centros comerciais e nas lojas. Sim, senhor! Tudo para ter um “bom Natal”:
            Pessoalmente, não gosto do Natal e não consigo perceber o porquê de se festejar esta data, visto que é uma data como outra qualquer. O que vejo nesta época é consumismo, mais consumismo e … mais consumismo! É verdade que vejo amigos e conhecidos muito felizes, uma vez que receberam as prendas que desejavam e a aparecerem com inúmeras coisas novas e diferentes. Uau! Então, o Natal é para reunir a família ou para ver quem recebe mais presentes e quem gasta mais dinheiro? “Este ano vou ser mais contida(o) na compra das prendas por causa do dinheiro”, tem muita graça também. Porque grande parte continua a gastar dinheiro ao acaso para daqui a um ano ou até um mês o presenteado não ligar “patavina” ao que lhe foi oferecido.
            Todavia, são opiniões e respeito quem gosta. Volto a salientar que na minha perspectiva o Natal para além do consumismo é a total hipocrisia! Há quem não fale com certas pessoas na família ou faça aquele joguinho do “falar mal” nas costas e ter inveja dos parentes, mas chega à hora e recebem prendas, falam, riem acabando por transmitir um ambiente lindo e maravilhoso que não existe.
            Enquanto uns se reúnem e festejam esta data só porque sim, outros, de facto, sentem-na e mantêm a tradição. Esta altura do ano aborrece-me imenso, pois em nada me identifico com esta data, não de agora, mas sim de há muitos anos. E durante a minha infância o Natal sempre foi vivido com toda a família, árvore de natal, luzinhas, o peru e o bacalhau, as rabanadas, muitos doces e troca de prendas. A família toda canta e se diverte, no entanto, continuo a não gostar e a pensar que não preciso desta data para nos juntarmos e estarmos todos felizes ou até mesmo para me lembrar que as pessoas existem e desejar-lhes o melhor.
Soraia Tomaz, 2010090
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