domingo, 4 de dezembro de 2011

"No fim sou eu contra eu mesma" (Auto-retrato)

Definir-nos nem sempre é fácil, eu diria mesmo que falar das características de outrem torna-se menos complicado do que auto retratar fielmente a nossa própria personalidade, os nossos anseios e dúvidas, as nossas fraquezas e mistérios.


Eu Bárbara Corby, sonhadora quanto baste. Da mesma forma, sofro com os meus próprios pesadelos, e por vezes acordo sobressaltada. Com frequência me ponho a dialogar com as estrelas, na esperança de poder esclarecer as duvidas que pairam o meu ser, por vezes penso em demasia, o que me confere uma certa cautela perante todas as minhas atitudes.

No entanto, foi quando menos pensei, que fui mais feliz. Procuro sempre ultrapassar os meus medos, viver a vida intensamente e da melhor maneira, tentando encontrar nos obstáculos, nas situações mais desagradáveis, nas desilusões, algo de bom, que venha mais tarde a fazer parte do meu carácter. Aprecio a beleza das cores de cada estação, o barulho do mar a bater nas rochas numa bela tarde de verão, em que no horizonte é possível observar o laranja ofuscante do sol que se esconde.

Aos 5 anos era imortal. A partir daí cada dia serviu para me mostrar o contrário e ensinar que só sobrevive quem consegue ficar de pé, não importa o que aconteça. Mas que isso não se aplica ao amor.

Fui sempre uma apaixonada pela escrita, por contar histórias e talvez por isso esteja a caminhar para fazer dessa paixão a minha profissão. Gosto de falar, mas ás vezes não consigo encontrar a forma certa de dizer, e quando se trata da escrever, encontro as palavras. Mas ás vezes também fico sem elas. Há momentos em que perco o chão, em que desacredito tudo o que já fui e que já fiz e sinto que não sou o suficiente. Nesses momentos, levanto-me e tento seguir em frente.

Não sei dar conselhos. Aprendi que no fim sou eu contra eu mesma, que a vida é feita de fragmentos e que o “para sempre” dura apenas até ao próximo instante.

Também me apaixonam os momentos incríveis e inesquecíveis passados com os amigos, não falo de colegas, mas dos verdadeiros e verdadeiras, das pessoas realmente queridas, por quem faço tudo o que estiver ao meu alcance. Para mim a família é claramente o mais importante… È confidente, juíza, essencial, em todos os momentos. A quem eu devo tudo o que sou hoje! Quando falam em sentimentos… Alegria, penso em vida, tristeza, desilusões, Amor? Não sei bem o que significa. Mas atrevo-me a dizer que já o senti por algo, ou alguém. De outra forma não seria tão sensível a histórias de princesas e príncipes, que acabam sempre com um “felizes para sempre”. Talvez por ainda ter esperanças que possa ser real, verdadeiro, e que não faça parte apenas do imaginário! Sou da noite, sou do dia, frágil mas forte, ora presente, ora ausente, ansiosa, impulsiva… Não importa, mas fui sempre Eu! Mentira? Não. Verdade? Talvez. Só tenho dezanove anos, e nem mesmo eu, sei bem quem sou!

                                                                                                                             por Bárbara Corby

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