segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A crise económica em “divisões inferiores”

O Treinador dos Juniores,
 Pedro Amorim, mostrou-se preocupado
 com o futuro do clube.
O Clube Atlético Mirandense, fundado em 1947, está a passar por tempos difíceis. Sediado na pequena vila de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, este clube já passou por momentos mais felizes como a sua participação por parte da equipa sénior na segunda divisão nacional em diversas épocas, como por exemplo na época 2006/07, e nas várias participações em divisões nacionais de alguns escalões de camadas jovens. Como muitos outros clubes de dimensão inferior, este clube está a passar por uma grave crise económica como explica o actual Presidente do Clube Fernando Daniel Simões “Estamos a passar por uma fase económica pouco favorável, o que nos está a obrigar a uma grande contenção nas despesas do clube”. De tal forma que umas das medidas para a redução de despesas foi o hiato da equipa sénior, sendo esta medida uma decisão “difícil de tomar” mas da qual dependeu muitos factores, entre os quais a redução dos apoios da Câmara Municipal em 20%.
Actualmente, com três escalões jovens em funcionamento, o presidente vê um colectivo que “num futuro próximo irá dar os seus frutos”. Este ainda realçou que espera que nas próximas eleições do clube ”exista uma renovação dos dirigentes para promover o desenvolvimento do clube”, sendo que Fernando Daniel poderá estar de saída após sete anos à frente do Clube Atlético Mirandense.
Em conversa com o treinador da equipa de Juniores do Mirandense, Pedro Amorim, a falta de certeza sobre o futuro do clube é visível. Diz-se “ um bocado preocupado, porque a actual direcção termina o seu mandato no final desta época e como é normal nestes clubes à sempre indefinição para ver se há direcção ou não”. Quando falamos na sua actual equipa e no futuro da mesma, Pedro Amorim, mostra-se confiante pelo potencial do plantel devido a terem “ uma margem de progressão enorme porque é uma equipa que na sua maioria, 80% é júnior novamente para o ano e se conseguirmos manter a mesma
estrutura, mais alguns reforços que sobem dos juvenis, podemos conseguir fazer um trabalho melhor do que aquele que estamos a fazer na actual época” estando confiante do futuro a nível desportivo, deixando um apelo à população mirandense “vamos ver se a nível directivo as pessoas de Miranda conseguem acompanhar e que se de facto vêm para a direcção do clube para podermos continuar o trabalho que estamos a fazer”.
A equipa dos Juniores em conversa com o seu treinador
No final do treino, e em conversa com o capitão da equipa dos Juniores, Filipe Fachada, o próprio diz-se preocupado com o seu futuro e do clube “Sendo que jogo neste clube desde o escalão de iniciados, praticamente é como se fosse um clube do "coração". Há sempre alguma preocupação em relação ao futuro do clube. Vai se ouvindo algumas coisas que o clube não tem dinheiro, não tem o material necessário, não tem nada, e é a pura verdade.” A incerteza do futuro podia afectar o rendimento da equipa mas segundo Filipe Fachada “A moral do grupo está em alta, apesar de haver sempre alguns "declínios" ao longo da temporada devido aos maus resultados, picardias entre jogadores ou treinadores, um mal-estar por parte da direcção.”
O futuro do Clube Atlético Mirandense é incerto e só o tempo e a mudança económica do país é que pode resolver esta situação. Por agora, o clube vai fazendo todos os esforços para a continuação no activo, contra tudo e todos.

por: Eduardo Fortunato e João Rodrigues
*Este artigo não está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 

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