domingo, 16 de dezembro de 2012

Seminário valoriza marcas de informação



O seminário dedicado ao “Jornalismo e Comunicação- o valor da comunicação e a(s) marca(s) da informação”, realizou-se na passada quarta-feira, 5 de Dezembro, no auditório da reitoria da Universidade de Coimbra. O colóquio, dividido em dois planos, contou com a participação de João Marcelino, atual diretor do Diário de Notícias, Arménio Travassos, diretor-geral do Diário de Coimbra, Afonso Camões, administrador da Agência LUSA, António Granado, professor auxiliar de Ciências de Comunicação e, por fim, António José Vieira, profissional na área da comunicação.


(Esq. para a dir.) João Marcelino, Carlos Camponez,
Afonso Camões e Arménio Travassos

O seminário tinha como objetivo reunir alunos e docentes da área da comunicação e jornalismo, debatendo assuntos da esfera da informação, colocando o passado, o presente e o futuro no mesmo meio.


Arménio Travassos contextualizou a estrutura da sua empresa e as linhas estratégicas, ao remarcar valores vigentes como a objetividade, confiança, rigor e proximidade que sustêm um jornal generalista, defensor da regionalização. O diretor do Diário de Coimbra, numa conjuntura desfavorável às empresas jornalísticas, referiu estratégias para a “fidelização de leitores e conquista de novos públicos”, neste que é o diário regional com maior circulação paga, tendo em vista crescer no número de assinaturas. “Não se deve sacrificar a qualidade. Todos os dias trabalhamos para saber o que os clientes querem, pois quem faz os jornais são os leitores”, referiu António Travassos , deixando algumas dicas aos alunos, para no futuro, não menosprezarem a concorrência, tendo sempre em mente que “é necessário inovar”.


Afonso Camões destacou a transição dos serviços da Agência Lusa para o multimédia, referindo que “temos vindo a aumentar a aposta na produtividade noticiosa e numa melhor cobertura geográfica”. A Lusa, após 25 anos de serviço social, sofreu recentemente um “emagrecimento” devido às contenções do Estado, mas é “uma empresa sustentável, isenta, plural, credível e de confiança”, garantiu o administrador da agência.


Centrado na aposta nas plataformas digitais, está o DN, que sendo uma empresa com 150 anos de existência, “a renovação e inovação é fundamental”, reforçou o diretor responsável. “O objetivo dos últimos anos foi migrar a informação em papel para as outras plataformas, pois existem mais formas de consumir informação.” Embora esteja numa fase de decréscimo de vendas em papel, o DN “segue um caminho de notoriedade e informação, assente na credibilidade e confiança”, citou João Marcelino.


Numa segunda parte do seminário, António Granado manifestou a importância da internet, reforçando o papel que as redes sociais têm na divulgação de informação. “Se a notícia é publicada, não basta ficar no site, tem de ser partilhada.” Na opinião do professor, a comunicação presente na internet “está a mudar o jornalismo e, consequentemente, o papel dos jornalistas”.


O especialista da comunicação, António José Vieira partilhou da mesma ideia que António Granado, pois  “com a proliferação das redes sociais, o nosso trabalho foi substancialmente alterado”. A internet é um instrumento importante de comunicação e as redes sociais permitem a partilha de conteúdos, que os jornais não proporcionam. “Somos diariamente visitados por milhares de leitores, que visualizam e partilham os nossos conteúdos. Qual a probabilidade de isso acontecer com os meios de comunicação social tradicionais?” interrogou, retoricamente, António José Vieira.


O seminário, organizado pela secção de comunicação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, terminou na quinta-feira.

por: Liliana Pastor


*Este artigo está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico 


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